The Monster Inside Me

11 I do not promise you that would always be sincere?


Notas iniciais
Obrigada a todos os comentários e a todos os leitores, amei escrever esse capítulo. Boa leitura, esse talvez seja o penúltimo capítulo. Tudo vai depender da reação ao último.

–VAI PRO INFERNO! — Gritou Stef dentro do banheiro, quebrando algo caríssimo, provavelmente importado em seguida.

Não se importou.

Nada mais importava.

Ouviu um risinho dentro de sua mente.

“Você não vê? Já estamos no inferno. Eu e você. E vem cá, eu não tive culpa de nada. Não gerei esse bebê. A culpa não é minha se vocês não prestaram atenção na aula de sexo e saúde.”.

Stef novamente voltou a chorar.

Ela não podia estar grávida.

Não agora.

Não de Harry.

“Stef… Você sabe o que fazer.”

Stef levantou seu rosto e olhou para seu reflexo no espelho. Ela não podia.

Não podia fazer isso.

Não agora.

Não de novo.

‘EU NÃO VOU MATAR OUTRA PESSOA SEU INFIEL!’

“Eu nunca falei em matar. Você diz que eu tenho a veia assassina, mas eu nunca sequer mencionei a palavra morte. Espere o bebê nascer e o deixe no hospital, diga que é para adoção. Se a barriga crescer, o que eu posso impedir que vá a acontecer, você aborta como sua amiga Daiane, que Deus ou o Diabo a tenha, já que você mandou matá-la”.

–EU NUNCA ME PERDOARIA. ELE NUNCA ME PERDOARIA. — Berrou, com lágrimas invadindo seu rosto.

Olhou para seu reflexo no espelho e viu uma sombra preta atrás de si.

‘Será?’

Mas não podia ser.

Mas e se fosse?

Stef virou-se bruscamente para trás. Não viu nada que nunca tivesse visto.

–Eu… Eu estou ficando maluca. — falou desesperada. Ouviu um risinho dentro de sua mente.

“Ficando? Ah meu amor… Você É maluca. Está apenas se submetendo a loucura…”.

Olhou novamente para o espelho e viu a sombra.

Monstro tinha razão.

Ela era maluca.

Mas ela não faria aquilo.

“Você vai mudar de ideia. Você quer fazer isso.”

Stef jogou o teste fora e saiu do banheiro.

‘E se eu não quiser? Você não vai me obrigar’

“Não me faça rir. EU sou você. A parte mais obscura dentro de você, o lado que você nunca quis ter, o lado sombrio de você. Eu sou o monstro dentro de você. Você vai fazer tudo o que eu mandar porque somos a mesma pessoa. E eu só vou sair daqui quando você quiser. E lutar muito por isso”.

Stef revirou os olhos e bateu a parede.

‘Eu quero que você vá foder outra mente, que não seja a minha e saia de mim. ‘

Ouviu um risinho em sua mente.

“Prove. Prove que você quer isso e eu nunca mais faço nada contra você. Mas as marcas nunca se apagam com o tempo Jayer. Nunca. A Daiane e o Jay não vão renascer porque eu saí da sua mente. Lembre-se disso.”

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–Stef? Stef? STEF? STEFANIE JAYER, SE VOCÊ NÃO FALAR COMIGO NESSE MOMENTO EU PEGO ESSA PORRA DE SANDUÍCHE E COLOCO DENTRO DESSA SUA BOLSA DE MARCA — Chamou seu melhor amigo Luke, dessa vez gritando. Ela levantou a cabeça assustadamente.

–Stefanie Jayer, o que você tem? — perguntou Juliana.

Stef mordeu o lábio e enrolou uma mecha do seu cabelo.

–Eu me acordei enjoada…

Harry colocou a mão na testa dela.

–Ontem também estava assim… ‘Tá com febre?

Stefanie negou com a cabeça.

–Acho que são as provas ou algo do tipo. — falou mordendo seu sanduiche.

Hanna arqueou a sobrancelha.

–E as “provas” também fazem você comer como uma desesperada? — notou. Stefanie mostrou o dedo do meio para ela e voltou a comer. — Ok Stef, um é normal, dois é aceitável, mas três é exagero pra quem comia uma alface por dia.

–Sim Hanna, e se eu quiser comer a cantina inteira, eu como. — falou ríspida. Hanna baixou a cabeça.

Um silêncio infiltrou-se na mesa e Stef mediu suas palavras.

–Desculpa. — sussurrou Hanna. Stef passou a mão pelo braço da garota.

–Não Hanna, eu te peço desculpas. Não devia ter sido tão ríspida.

Hanna, Harry, Luke e Juliana olharam surpresos a ela.

–Uou, uou, uou. Stefanie Jayer pedindo DESCULPAS á alguém POR TER SIDO RUDE? COMO ASSIM? — Gritou Hanna em um tom desesperado. Stef soltou um risinho.

“Parece que alguém está mesmo empenhada. Ah não, espera, isso aconteceu porque eu quis.”.

– Harry… — continuou colocando a mão no ombro do garoto. — Você vai para o céu.

Stef soltou uma alta gargalhada e voltou a comer.

–Ah, em poucos meses vamos nos separar, cada um vai seguir seu caminho e eu duvido que alguém queira cursar os mesmos cursos. Por que eu seria rude ou mal educada?

Juliana soltou um risinho.

–Porque você é Stefanie Jayer, talvez.

Stef deu de ombros.

–Ah amiga Yag… — deu a última mordida em seu sanduiche. — O tempo muda as pessoas.

–E os namorados também. — murmurou Hanna.

“E os monstros dentro delas também, não se esqueçam disso amigos da onça.”

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O sinal da escola havia batido, sinalizando o final das aulas. Stefanie Jayer sentiu uma sensação ruim passar pelo seu corpo. Não sabia o que aquilo significara, mas decidiu ignorar. Deveria ser um mal estar da gravidez.

“Ou é a ausência de sentimentos se manifestando, não esqueça que eu estou criando uma pequena bipolar”.

–Stef, você está bem? — perguntou Harry no carro. Stefanie assentiu.

–Melhor impossível. Como poderia estar? Tenho uma vida ótima, o melhor namorado do mundo e os melhores amigos que alguém poderia ter! — beijou a bochecha do rapaz.

“Mandou o assassino mais procurado de L.A matar a Daiane, agiu como uma psicopata ao matar seu amado primo, ainda age como uma, mas eu estou dando uma folga porque isso cansa demais, está grávida do melhor namorado do mundo e ah, tem um monstro dentro de si, mais conhecido como eu. Vida ótima, hein?”

‘Vai catar piolho monstro, eu devo ter muitos ‘.

Revirou os olhos internamente e deu mais um beijo estalado na bochecha de Harry.

–Fico feliz por isso. E o enjoo?

As palavras de Harry fizeram um arrepio percorrer sua espinha.

Mas ela teria que mentir, a verdade poderia doer demais.

“Viu?”.

–Ah, deve ter sido algo que eu comi. — deu de ombros. — Nunca confiei nessas suas barras de cereais.

“Não culpe seu namoradopai da sua filha ou filho, ele não tem culpa de nada… Ah não, espera, ele estava lá”.

Harry arqueou a sobrancelha, mas deixou para lá. Se falasse algo para Stef, a mesma poderia ficar chateada ou decepcionada.

Continuaram conversando até o caminho da casa de Harry.

A casa estava vazia.

–Olá? — chamou Harry. — Mãe?

Stef olhou em volta.

–Ela deve estar trabalhando. — Stefanie deu de ombros. Harry soltou um risinho.

–Se você diz…

Enquanto conversavam no quarto de Harry, uma estranha sensação tomou seu corpo, o que a fez se sentir imediatamente culpada. Todo dia, ela agradecia a Deus…

“Já disse que eu sou maior que ele, agradeça a mim”.

…por não ter tirado Harry da sua vida, mas sabia que se continuasse escondendo esse segredo, por mais um minuto que fosse ele nunca, nem nos maiores sonhos dela, a perdoaria.

Um refluxo surgiu em Stef, fazendo- a ficar imediatamente quieta. Se falasse mais uma palavra, qualquer que fosse sabia que vomitaria.

‘Por favor, não… ’.

“Ah querida… É só o começo. Pensava que ia passar em branco?”.

–Stef? Tá tudo bem?

A última coisa que Stef fez foi correr até o banheiro do garoto e ajoelhar-se perante a privada. E em questão de poucos segundos, tudo o que comera aquela manhã, desde os ovos com bacon até os sanduíches, tudo estava saindo de dentro dela.

Sentiu seu cabelo ser segurado, provavelmente seria Harry o fazendo. Mas não era nada do que ele imaginava ser. Quando ela forçava o próprio vômito, nada de exagerado vinha, se comparado a aquele momento. Era mais.

Muito mais.

Aquilo estava deixando Harry preocupado e Stef desesperada.

Não teria como esconder. Teria que contar, mais cedo ou mais tarde.

“Repito Stef, imagina toda a facilidade que você teria se fizesse? Todo o sofrimento que você teria nunca aconteceria. É só você fazer.”

‘Eu já decidi. Vou contar e daí eu vejo o que eu faço. ’

Mas Stef não pareceu tão confiante ao pensar aquilo.

“Pensa nisso Stef. Vocês nunca brigariam. Ele tem só 18 anos. Acha que arcaria com a responsabilidade de um filho com 18 anos? Perto de entrar na faculdade? E a bolsa que ele tanto deseja? Acha que dariam a bolsa para uma pessoa com um filho? Um jogador iniciante só pode se preocupar em uma coisa apenas: Jogar e nada mais. Um filho destruiria a vida dele de forma total.”.
Stef refletiu as palavras de monstro.

Harry tinha muita coisa em jogo.

Faculdade, uma bolsa, um futuro.

E Stef não poderia estragar isso com uma criança. O amava demais pra deixar isso acontecer.

Iria seguir o conselho de monstro.

Mesmo que isso significasse mentir novamente.

“O parto acontece e você diz que quer doar. Ninguém nunca mais vai te procurar se você pedir. Pelo amor de Deus, seu pai é dono daquele hospital, um erro deles e eles perdem o emprego.”

Stef finalmente parou de vomitar e Harry soltou seus cabelos.

–Stef, você está bem? — perguntou preocupado. Stef assentiu.

–Só preciso de um chá. — falou tentando sorrir. Harry assentiu, beijando o topo de sua cabeça.

Ambos desceram e, enquanto o chá era preparado, Harry segurou o rosto de Stef delicadamente.

–Stef… — começou. — Tem alguma coisa que queira me contar?

Uma parte de Stef falou que sim. Contava agora e arcaria com as consequências. De qualquer forma, Harry teria que saber, e conhecendo ele como ela conhecia, ele não ia abandonar ela.

“Porém vocês teriam que dar um jeito de cuidar da criança e estudar ao mesmo tempo, mas lembre-se que você não estará mais no colegial, o colegial é um parquinho comparado à faculdade. E sua mãe, que tem tanto orgulho de você por algum motivo que eu não compreendo, pensa que esse orgulho iria continuar ao saber que você engravidou? Quer mesmo contar?”

Mas monstro já a dominara por completo. Não conseguia mais controlar absolutamente nada de sua mente.

Então ela mentiria.

Como sempre fazia.

“Parece que a senhorita ‘sou confiante e não vou me entregar’ se entregou, ou estou enganado? Espera, ela NUNCA quis mudar, eu nunca permiti”.

–Claro que não amor. — falou dando um selinho no garoto. — Não te prometi que sempre seria sincera?

“E desde quando você cumpre suas promessas?”.

Notas finais
E então?