The Monster Inside Me

4 The beginning of the worst transformation.


Notas iniciais
Olá! Demorei porque meu PC estragou e só hoje ficou pronto. E também vou ficar um tempo sem postar, uma semana, pra ver se consigo leitores. Só tive um comentário no capítulo (obrigada Perina lover) anterior, e isso chateia o autor :(. Bem, boa leitura e até semana que vem,

Um mês depois.

Ninguém mais falava da morte de Daiane. O assassino (que pegara o dinheiro e fugira ou se matara) nunca fora achado, mesmo os pais da garota tivessem jurado vingança. A polícia ainda o procurava incansavelmente, prometendo que desta vez sua prisão seria perpétua. Harry, Luke, Hanna, Juliana e até Stefanie (mesmo que falsamente) choraram. Mas logo, tudo parece ter sido esquecido (tudo mesmo) e a rotina dos cinco voltara ao normal.

Bem, em parte.

Aquela voz estava controlando sua vida, e Stef decidiu chamá-lo de monstro. Podia ser mentira ou só loucura dela, mas achou o mais apropriado. Ele invadira sua mente mais vezes do que nunca. Em tudo; pensamentos, decisões, até em hora de provas.

Finalmente completara 18 anos. Passara o dia inteiro com Hanna e Harry, enquanto Luke e Juliana faziam um bolo.

Fora um dia em que ela finalmente se sentiu feliz e conseguiu, mesmo que por um dia, esquecer-se de tudo que passara.

–Stef, quer ir lá pra casa hoje? — perguntou Harry tirando Stefanie de seus devaneios. A garota assentiu, sem olhar para o rosto do rapaz. Porém, depois do ocorrido no mês passado, nenhum dos “amigos” de Stefanie implicara mais com o fator sentimentos.

Já Stefanie nem ligava mais. Para absolutamente nada. Mesmo seus pais falarem um pouco mais com ela. Ela ainda tinha marcas do passado. Muitas. E havia piorado quando seus pais avisaram a ela da visita que eles iriam receber.

Seu primo Jay iria visitá-la na próxima semana, e ela tinha um belo plano de como se vingar do fato dele ter abusado dela, quando ela era apenas uma garotinha e nas férias.

Já seus amigos começaram a dar mais atenção a ela, o que não fez muita coisa mudar.

Ela não era mais a mesma. Estava completamente mudada.

E morta por dentro.

–Stef, eu quero novamente te pedir desculpas por… — começou Harry sendo interrompido por Stefanie.

–Harry, vamos esquecer isso, tá legal? — falou abrindo um sorriso, colocando a mão no ombro do rapaz. — Você não foi o primeiro e nem vai ser o último a me chamar de… — engoliu em seco. — Sem coração.

O rosto de Harry perdeu a cor por um instante.

–A diferença é que eu gosto de você Stef. — falou em um tom sincero. — Muito.

O coração de Stefanie começou a bater mais forte, mas ela deixou pra lá. Eles eram só parceiros de sexo. Amigos coloridos. Amigos com benefícios. Nada mais do que isso. Nada mais.

Stefanie resolveu não responder e ambos chegaram à casa de Harry.

–Oi mãe. — cumprimentou Harry. A mãe dele apenas o olhou com desprezo ignorando-o. Stefanie deu uma risadinha, o que fez Harry revirar os olhos.

Subiram ao velho e conhecido quarto de Harry e fecharam a porta.

–Risadinha desnecessária hein? — falou sentando-se na cama. Stefanie deu uma bela gargalhada e sentou-se no colo do rapaz. Harry colocou as mãos na cintura da garota, mordendo sua orelha e beijando seu pescoço. Logo após, Stef começou um beijo.

E como sempre acontecia, ela se esqueceu por alguns minutos da vida e deixou-se levar pelo prazer absoluto.

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Stefanie terminou de se vestir e pegou sua bolsa.

–Nunca sei o que dizer, então finja que eu disse algo profundo que te deixou com vontade de chorar.

Harry deu uma risada.

–Acho que não existem palavras perfeitas para o “depois — do — sexo” então vou fingir que existem.

Stef fez positivo com o dedo e se direcionou até a porta.

–Stef… — chamou o garoto, fazendo-a se virar. — Eu… Eu te amo.

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–Eu te amo. Eu te amo. Hanna! — reclamou para a “amiga”, a qual ouvia tudo atenciosamente pela primeira vez em 14 anos. — EU TE AMO.

Hanna assentiu.

–Ele te ama.

–ELE ME AMA! — repetiu aos gritos. Hanna riu. — Hanna, você não ‘tá entendendo. Nós somos amigos. Amigos com benefícios. Melhores amigos desde que eu nasci e ele tinha três meses. NADA MAIS.

–Stef, termina. Ok, vocês transaram, ele disse que te amava, e…?

Stefanie sentou na cama de Hanna e ficou pensativa. O que ela queria fazer era gritar bem alto “Eu também te amo Harry, muito!”.

Mas ela não podia.

Ela não conseguia.

Esse era o pior.

Simplesmente… Não poder e não conseguir.

Qual é ela havia MANDADO MATAR uma pessoa.

Uma ASSASSINA não poderia amar.

Um monstro não sentia amor.

Claro que ela não poderia contar TUDO àquilo para Hanna. Ela iria ser presa imediatamente e não poderia ser presa antes de seu primo Jay chegar.

“O que você está pensando Stef, você NÃO PODE ser presa!”

O monstro. Novamente a atrapalhando. Por que ele não a deixava viver?

“Porque você precisa ser paga, fofinha.”

“Paga pelo que?” pensou, ouvindo sua própria voz em seus pensamentos.

“Você vai ver” ouviu a voz do monstro seguida por uma risada.

Fofinha. Stef recebera este apelido de Harry quando tinha oito anos.

Agora seu monstro interior jogava baixo.

E ela não conseguia controlá-lo.

–Eu disse que… — fez uma pausa reunindo tudo o que dissera para poder contar para Hanna sem se prejudicar. — Também o amava, mas não poderíamos ficar juntos.

Hanna colocou a mão na testa.

–Stef, às vezes você age como uma verdadeira…

–Sem coração? — arqueou a sobrancelha.

Hanna revirou os olhos.

–Eu ia dizer idiota. Você TEM coração. Ok, às vezes você age como uma psicopata, MAS VOCÊ NÃO É UMA. É a melhor pessoa que eu já conheci Stef. Bem, uma das melhores, tem minha família e aquelas lindas da loja da Chanel da Rodeo Drive que sempre separam as novas coleções para mim, não sei o que faria sem elas. Falando nisso nós três TEMOS que ir lá, a nova coleção…

Enquanto Juliana tagarelava sobre a Chanel, Stef refletia sobre aquelas palavras, que foram como um tiro para Stefanie. Mas não causaram efeito. Ela fez de tudo, tudo mesmo para causarem um pequeno efeito.

Absolutamente nada.

E ela teve vontade de chorar.

Mas, psicopatas não choram. Nunca.

E Stefanie estava se transformando em uma.

“Só agora, depois de ter assassinado uma pessoa você se toca disso?”

Talvez ela amasse Harry. Mas eles nunca poderiam ficar juntos. Não depois do que Stef fez.

Pelo bem dele.

Stef novamente queria sentir culpa.

Porém nada aconteceu.

–Stef? — a doce voz de Hanna a fez sair de seus devaneios e voltar para a realidade. — Oh meu Deus Stef, você está pálida. Vem, vamos comer alguma coisa. — convidou, mas Stefanie negou com a cabeça.

– Eu… N-Não posso Hanna. — falou. Hanna abraçou-a por trás. Stefanie queria sentir culpa, mas não conseguia.

–Ah Stef, desculpe por tudo que te fiz. — falou ainda abraçada nela. Stef sentiu as lágrimas na garota em sua blusa. — Vamos, eu te levo pra casa. E que história é essa de não posso comer? Você pode e você vai! Comer o ar não é bom pra ninguém e…

Stefanie se sentiu segura com as palavras da garota. Porém, não sentia culpa de nada.

E se odiava profundamente por isso.

Hanna estava sendo uma boa amiga, a melhor que ela poderia ter.

Mas Stefanie, simplesmente, não conseguira ter algum sentimento em relação á ela.

E ela queria se sentir culpada por não conseguir se sentir culpada.

Mas simplesmente não conseguia.

E aquilo estava a assustando.

“Bipolar…”.

E aquele monstro? Já estava mais que irritante.

Mas Stefanie iria prosseguir com o plano. Iria se vingar de seu primo e conseguiria voltar ao normal.

Quem sabe até ter uma nova chance com Harry?

Do nada, uma liberdade interna a invadiu, fazendo todos os seus sentimentos se misturarem, mas decidiu ignorar.

Stef e Hanna saíram abraçadas do quarto e foram até o carro. Riram e falaram sobre besteiras a viagem inteira. Aquilo fez Stef se esquecer por um mísero segundo que era uma assassina.

E se sentiu bem.

Muito bem.

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Monstro saíra de Stefanie por um tempinho para ela pensar que estava bem. Tola. Achava que realmente as coisas voltariam ao normal?

Hanna estava certa, ela realmente era idiota.

Quando monstro chegava a alguém, ninguém conseguia se livrar dele, por mais que quisesse.

Apenas com muita luta.

Coisa que Stef não estaria disposta a fazer.

Monstro riu com prazer e esperou Stef chegar.

Pobre garota... Monstro tinha muitos planos para ela.

E não ia desistir.