The Monster Inside Me
9 Hello losers, felt our lack?
Notas iniciais
–Stefanie Jayer, seu cabelo está um HO-RROR. Vai vestir essa blusa? Stefanie, você está magra demais, já pensou em tomar vitaminas? Elas ajudariam muito a… Vai usar ESSE tom de batom? Minha filha, eu comprei uma coleção exclusiva da MAC pra você e você tem que escolher logo o mais feio? ESSE sapato? Filha, você tem lindos sapatos da Miu Miu que comprou com sua amiga, tem que ser esse tênis? E essa calça? Filha, você tem jeans melhores e… NÃO revire os olhos para mim mocinha.
Stefanie Jayer revirou os olhos enquanto se vestia para tal almoço especial que sua mãe e mais alguém haviam marcado de última hora.
–Stefanie, se veste direito! — falou sua mãe ríspida.
Novamente rolou os olhos.
–Mãe, é só mais um almoço estúpido com gente estúpida — exclamou. — Alguns amigos socialites seus, ou alguns colegas do papai ou gente que eu desejo a morte lenta e dolorosa ou colegas de trabalho que você já dormiu ou pretende dormir, ou o grupo de ginástica da vovó ou… Ah, sei lá, gente que eu vou me arrepender de cumprimentar.
Maureen Jayer sentou-se na cama da filha e, ignorando os comentários da mesma sobre ela, pegou um porta retrato.
–Você e a Hanna… Tão lindas. — notou. Stef olhou confusa para ela. Sua mãe a elogiando? -Eu e a mãe dela levávamos vocês duas ao shopping e vocês sempre escolhiam as roupas mais bonitas.
Stef sorriu com aquela lembrança.
–Bons tempos aqueles.
– Pequeninas, mas vocês já tinham NOÇÃO DE BOM GOSTO, COISA QUE ANDA SE PERDENDO EM VOCÊ ENTÃO SE VESTE DIREITO OU EU CORTO SEU CARTÃO.
–Ah, hã… — perdeu-se nas palavras da mãe ao cortar a lembrança de brigar com Hanna sobre quem deveria levar o sapato mais bonito, onde as vendedoras sempre mentiam ter apenas um par. Elas faziam um escândalo até a vendedora “achar” outro e as duas levarem o sapato que queriam. Resolveram sempre fazer isso, assim sempre teriam dois sapatos. — Mãe, não! Enfim, QUEM vem almoçar aqui com a gente? — perguntou já irritada.
–Os Maisons filha, eu convidei eles para almoçar conosco para podermos conversar sobre a faculdade de vocês. — falou Maureen ainda mexendo nas fotos da filha. — Sabe a família dos seus padrinhos, mãe do seu amiguinho Harry… Se deixarmos por vocês, vão depender de nós para sempre e…
Stef automaticamente largou a blusa que estava pegando.
–M- Maison tipo… Ângela, Paul, Robert e o… E o Harry? — perguntou Stef um tanto quanto nervosa. Maureen assentiu.
–Sim, seus padrinhos que te conhecem desde que você nasceu e seu melhor amigo. — pegou uma foto dos dois juntos, seu rosto emocionado. — Lembro quando essa foto foi tirada… Era o primeiro dia de aula no ensino fundamental dos dois, vocês nunca reclamaram tanto de ter que usar uniforme E ATÉ UNIFORME É MAIS BONITO QUE ESTA ROUPA STEFANIE.
–MÃE! — Gritou. — ME AJUDA, VOCÊ TEM RAZÃO, EU NÃO POSSO APARECER VESTIDA ASSIM NA FRENTE DO MEU NAMORADO!
Maureen arqueou a sobrancelha.
–Namorado?
“Opa” riu monstro.
–É, é, história complicada… — falou guardando a blusa. — ME AJUDA.
Maureen assentiu, batendo palmas.
–Finalmente minha filha está tomando decisões certas na vida. SEMPRE soube que você ficaria com aquele rapaz, adoro.
“Na teoria.”.
‘Ah vai passear monstro’.
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–Mãe, eu não vou ir! — do outro lado da cidade, um garoto deitado mexia em seu telefone, esperando a namorada ficar online no whatsapp, algo que não acontecia.
–Filho, nós temos que ir. — alertou sua mãe. — É um almoço importante, sobre o SEU futuro, a hora está chegando.
Harry revirou os olhos, convidando Stef para ir ao cinema. Ela nem ao menos visualizou.
–Vamos a alguma vidente ou…? — perguntou debochado, provocando uma leve risada de seu irmão menor, Robert. Sua mãe o fitou repreendendo o ato do menor, que se encolheu — Ah mãe, não me diga que é aquele tipo de almoço chato com um reitor chato de uma universidade PIOR ainda onde tudo se resume em puxar o saco deles para no final ele querer dar uma bolsa. — reclamou. Sua mãe suspirou. — Eu já tenho todo meu futuro decidido, vou para a Universidade da Califórnia fazer engenharia e se for muito difícil pra pagar eu tento arrumar uma bolsa com o basquete. — ligou a TV a procura de algo bom para ver, ainda olhando o telefone.
–Harry você tem que ver que só estou fazendo isso para o seu bem.
Ele a ignorou.
–Filho, o que você tem pra fazer em casa? — perguntou sua mãe.
“Nada. Teria, se minha namorada não estivesse me ignorando.”
O garoto deu de ombros.
– Vamos, então?
Harry jogou o telefone na cama. Percebeu que Stef não ia responder.
–Só estou fazendo isso para o seu futuro. Trabalho 12 horas por dia para proporcionar a seu irmão uma vida de luxo e conforto. — ajoelhou-se, ficando ao lado do filho. — Só quero que uma vez na minha vida isso seja retribuído. — balançou o braço do garoto. — Só hoje.
Harry bufou e desligou a TV.
–Tá mãe, onde é? — perguntou um tanto quanto irritado.
–Ah Harry, é na casa dos seus padrinhos filho. — falou.
–Qual deles? — perguntou irônico, indo pegar uma roupa.
–Os Jayers filho, estamos preocupados que você e a Stefanie, não façam nada de útil na vida. Ela é muito inteligente, e você… É, dá pra passar, mas vocês nunca falaram disso com nós e…
Aquele nome fez Harry se virar.
–Ô mãe, da próxima vez que formos a um almoço na casa da minha namorada para um almoço… — escolheu uma roupa. — Começa por aí, vai perder bem menos o seu tempo. — deu tapinhas em seu ombro e foi se arrumar.
–AI QUE LINDINHOS! — Gritou sua mãe. — Viu filho, essa pelo menos não é feia, ou gorda, ou burra, nem tem problemas…
Harry sorriu discreto e começou a se vestir.
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–Então nós basicamente vamos ficar aqui enquanto nossos pais discutem sobre nosso futuro? — perguntou Stef, em frente à porta, já devidamente fechada. Harry riu. — A ideia certa não seríamos NÓS estarmos lá pra tomar nossas próprias decisões ou pelo menos opinarmos?
–Se quiser ir, fique a vontade, eu sei que não fará diferença. — sentou-se na cama. — Eu estava muito bem fazendo nada quando minha mãe anunciou que teríamos que ir.
Stef olhou seu telefone, lotado de notificações do garoto.
–Fazendo nada, é? — notou, rindo. — Não é o que parece.
O garoto revirou os olhos.
–Ou também há a opção de responder as perguntar da minha mãe. “Que lindinhos, quando pretendem casar?” ou “Já sabem se é menino ou menina” ou até mesmo “Fofinhos, eu sempre soube!” — imitou a voz da mãe, fazendo Stef rir. — Ou “Primeiro a faculdade e só depois o namoro, to de olho”.
–Eu não estou grávida. — falou rindo.
“Será?”
‘Ah claro que estou monstro, vai passear’.
–Prefiro ficar aqui mesmo. — sentou-se em frente ao garoto. — Já sabe o que vai fazer?
–Engenharia. — falou sem animação na voz. — Minha mãe quer que eu vá para alguma universidade de elite, mas… — baixou a cabeça, fazendo desenhos com o dedo no cobertor.
–Mas… — o incentivou a continuar.
–Ah, elas são muito difíceis, e… De jeito nenhum eu entraria e… Ah, quem eu quero enganar, nem morto eu vou te deixar sozinha enquanto eu estou a milhares de kilômetros de casa.
Stef sorriu, contendo o desejo de dar um tapa no garoto.
–Harry, não desiste de um sonho por minha causa. — pegou a mão do garoto. — Eu me viro aqui em L.A com a Hanna, só não vou pra uma de elite porque nem morta eu vou sair de L. A.
–Ah, agora estou me sentindo seguro. Hanna Hauser é o exemplo de segurança. — falou irônico. — Não, não mesmo.
Stef sorriu sincera. Queria falar que ela se virava que em um ano ela já estaria melhor…
“Vá sonhando”.
‘Vá passear’.
E que em um ano tudo seria diferente. Mas ela sabia que seria mentira falar isso, e algo dentro dela a impedia de falar. Precisava dele como precisava de oxigênio, por mais duro que fosse admitir isso a si própria e por mais egoísta que aquilo fosse.
Ela era a razão dele não seguir um sonho.
E ela sabia que conseguiria convencê-lo do contrário se quisesse.
Mas simplesmente não conseguia.
“Me supero cada vez mais, orgulho de mim”.
‘VAI PASSEAR POR FAVOR’.
–Eu te amo Stef. — murmurou. Aquilo bastou para Stef querer chorar, mas engoliu as lagrimas, mesmo sabendo que o melhor pra ela, depois de todo o esforço que tivera para voltar a chorar, era chorar, mas sentiu que tudo estava bem e nada no mundo poderia afetá-la.
“Só eu, risos.”
‘Não te mandei passear?’
“Mais uma regra, ninguém manda em mim.”
–Eu também te amo Harry. — falou com um tom de voz sincero.
O mais sincero que ela conseguira.
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–Cadê. A. Porra. Da. Juliana? — perguntou Hanna no dia seguinte. — Sem ela eu me sinto sozinha e desamparada e com o casal aqui é pior porque eu não nasci pra ser vela, nasci pra ser a luz.
–“Porque você não fica com o Harry, eu sinto que vocês se amam”. — Stef imitou a voz de Hanna.
–“Ai Harry, a Stef e você são PER-FEI-TOS juntos, namora ela vai!” — Harry fez o mesmo, enquanto Hanna mostrava o dedo do meio para os dois.
–Tá mais vazia sem o Luke, cadê ele? — perguntou Stef com o braço de Harry em seu ombro. Hanna deu de ombros.
–Deve estar com o namorado, mesmo que o resto do povo não goste muito de Lurry. — notou Harry. Stef arqueou a sobrancelha. — Ele assumiu, mesmo perdendo um pouco de sua popularidade.
–Lurry?
–É o nome que o povo esnobe dessa escola deu para Harry e Luke. Tipo Sarry. — respondeu Hanna. Stef franziu o cenho. -Stefanie e Harry sua lerda.
Stef colocou a cabeça no ombro de Harry.
–Awn, Sarry, que fofo! — deu um selinho no garoto.
–Ah, por favor, não aqui, vão pra um quarto, eu imploro. — reclamou Hanna. Harry e Stef riram.
O clima na mesa continuou normal; os três conversando, Hanna reclamando… Tudo estava saindo bem.
Até Juliana chegar.
– JU! — Chamou Hanna ao ver a amiga de costas.
Com um olhar assustado, Juliana virou-se e deu um sorriso amarelo, caminhando até eles.
Junto com ela, um casal de gêmeos.
O rosto de Stef e Harry perdeu a cor, enquanto o de Hanna estava vermelho como tomate.
Lá estavam eles.
Em carne e osso, atrás de uma Juliana sibilando “desculpas.”. Harry ficou paralisado, mas Stef se levantou bruscamente.
Então era isso o que Ju escondia.
“Como a vida é boa né Stef?”
–Juliana, o que… O que eles estão fazendo aqui?
Caroline Yag olhou para Juliana, a qual, chorando, saiu de onde estava. Liam Yag chegou perto de Stef, mas a mesma se afastou.
–O que vocês estão fazendo aqui? — gritou Harry. Caroline olhou de uma forma sexy para ele.
–Olá perdedores. Sentiram nossa falta?
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