The Misty

27 Capítulo 25 - Penumbra


Notas iniciais
Boa Leitura!

Out States — Dark Sky

Júlia Smith 12 de Novembro de 1997, 18h25min.

Existem coisas que não podem ser explicadas ao certo, sempre tentamos encontrar uma resposta diante das perguntas, mas a maioria delas são apenas teorias, precisamos ter certeza dela, essa certeza levará a resposta que tanto queríamos, mas no meu caso não. Não existia pergunta alguma, apenas era uma ilusão diante dos meus olhos, ela nunca existiu, aquilo era uma versão mais amigável dela. Essa diante dos meus olhos era seu verdadeiro… Infelizmente as coisas que Alice me disse podem sim acontecer... só bastava observar...

Eu não sabia quem era exatamente Lara Croft, apenas palavras e acontecimentos vagos, e se tudo aquilo for uma completa mentira? A única coisa que eu não quero e que Lara se transforme no que Alice se transformou, mas uma coisa é certa diante do meu passado e agora no meu presente. O mal não nasce com você, ele é criado.

— Júlia... ?

— Não pode ser… — Sua voz estava mais forte e mais seduzente, se um homem estivesse ali teria agarrado ela, particularmente sentia-me com uma inveja daquela voz.

—Não pode o que? Eu ter recuperado? Eu consigo me recuperar muito bem ultimamente. — Ela caminhava pela sala enquanto os relâmpagos lá fora à iluminava.

— Está diferente.

—Eu digo o mesmo para min — Sorriu, mas não tinha como ver aquilo, foi escondido pela sombra... — Eu encontrei essas roupas aqui e vesti, talvez tenha sido você…

— Não… — Ela ficou me olhando com uma face como se estivesse tentando entender o que se passava alí.

— Então… Já que não foi você agradecerei a quem for… — Ela caminhou-se para cama e se jogou lá. Estava completamente surpresa.

A cada minuto que passava eu sentia um frio na barriga, lá fora apenas os relâmpagos que iluminava tudo. Lara já não era mas a mesma, nunca foi, a pessoa que eu conheci não era assim, era calma e paciente, talvez apenas seja uma fase, uma fase de recuperação, mas não tinha certeza ao ver o jeito que ela estava sentada e seus lábios avermelhados me trazia a sensação de que ela tinha virado um vampiro. A coisa piorou quando Jean entrou no quarto e do nada notei uma baba estranha vindo da sua boca.

— Lara…?

— Jean… veja só veio me ver em coma? — sorriu novamente, aquela frase foi meio irônica, mas ela estava brincando, pelo menos eu esperava isso.

— Está diferente… — Ela estava se movendo pela cama, acreditava que ela estava se movendo de um jeito seduzente e aproveitou o momento em que Jean entrou no quarta para comprovar seu poder de sedução.

— Você também… andou malhando?

— E você caminhando… suas pernas… — Se aquilo não era um flerte eu não sabia mais, dei um chute discreto em Jean o qual já estava casado.

Elizabeth não estava vendo aquilo, se visse a coisa ficaria bem complicada e invés de sorrisos e alegria teríamos tiros e puxões de cabelo.

— Eh… bem… eu vou voltar…

— Mas já… chegou agora… — ela começou a se acomodar e alisar a cama onde estava sentada. Ela chegava a lembra algumas caracteristica da deusa do amor grego, Afrodite.

— Talvez… — Ele já tinha rodado a maçaneta da porta e soltou confirmando — é melhor eu ficar — Jean começou a lançar um olhar estranho, ele pediu que eu me retirasse, mas afirmei que não. — Lara e eu precisamos conversar…

— A Sós… — Ela fez um sorriso bastante estranho, quando sai ele começou a tirar o casaco e a porta se fechou. Avistava Elizabeth dormindo no sofá da recepção, como eu era curiosa não iria deixar de perder isso, não que eu quisesse ver coisas assim mas eu queria ver a audácia dos dois e principalmente a de Jean traído sua mulher.

Caminhando lentamente fiquei observando pela janela, antes conseguir pegar uma capa de chuva para não ficar encharcada, fiquei escondida no meio de arbustos e comecei a escutar um tipo de gemido e ao olhar pela janela Jean estava cheirando o pescoço de Lara. Não estava acreditando no que via, iria olhar novamente quando um relâmpago chamou me atenção e retornei a janela. Na realidade o gemido era por que Lara estava com a perna meio machucada e Jean não estava cheirando nada, o que foi aquilo que eu vi?

A voz de Lara estava como se ela tinha virado uma mulher mais experiente da noite pro dia, não que ela não seja mas assim, notava uma grande diferença.

— E então o que aconteceu?

— Longa historia, Júlia foi mordida por um lobo e tive que vasculhar o local todo, tive certas lembranças as quais gostaria de esquecer.

— Ora você pode… — Ele soltou um sorriso saliente.

— Você é casado garanhão... vai procura outra amante.

— Estou brincando Ruivinha… uma coisa que você não sabe… eu vou ser pai! — Lara tinha lançado um sorriso meio de “Ruiva?”, mas depois ficou feliz por o novo papai. Estava bem feliz por Jean, aquela noticia era ótima pra todo mundo, estranho e ele não ter falado comigo sobre isso…

— De qualquer forma o que eu não entendo e o fato de você ter caído, Júlia acordou ou dava índices que estava melhor…?

— Não… Particularmente eu lembro de ter perdido a memoria… isso é bem vago, mas lembro com certeza de que Júlia deveria está morta, incluindo eu.

— O que eu não entendo e essa mudança repentina… o que houve lá embaixo…?

— Tudo que você não gostaria de presenciar…

A tempestade começou a ficar mais forte eu já estava praticamente encharcada. Lara se levantou e foi diretamente para o banheiro, lá ajeitava sua trança, e retornou a falar com o Jean que se sentou na cama.

— O que exatamente…?

— Por exemplo, lacraias subindo em você, corpos em todo o canto, beber coisa estranha… coisas bem nojentas… mas… — Ainda me pergunto por que eles continuavam parando o que falava, já estava cansada de tantas ‘reticenciais’ —O que achei interessante é o fato de eu ter ido pro local onde o meu sonho disse que eu iria…

— Oque?

— “Lara Croft está indo para o Limbo.”

Isso me cortou as pernas, eu cai nesse momento, Lara havia realmente para a casa do Darkness? Ela deveria ter me contado isso, apesar de ter falado com ela entorno de dois minutos e quase congelado na sua frente.

— Nossa — Fez uma cara de espanto, não era de se esperar que ele ficasse com cara “jura?” — mais alguma coisa do tipo?

— Não sei direito… foi tudo muito vago, lembro ter entrado em um tipo de hall circular com vários túmulos e um extenso lago cobrindo eles no chão, mas deveria haver bilhões acima de min, além de uma estatua estranha…

— Estatúa?

— Sim… o nome do cara era Darkness… — No momento em que a palavra foi pronunciada ouvimos gritos de longe e logo retornei para a entrada do hotel quando encontrei com eles.

— O que diabos foi isso?

— Parecia uma voz de uma mulher — Falei apressada respondendo Jean, Notava que Lara estava um pouco mais alta.

— Vamos descobri — Ela tirou uma pistola metálica da jaqueta.

— Onde conseguisse isso?

— Estava nela… não foi você que me entregou essas roupas?

— Não…

A cada revelação que estava vindo para min me surpreendia… O meu maior medo era de que quem deu esse “presentinho” para Lara fosse a Alice a qual eu poderia esperar de tudo.

Começamos a caminhar pelas ruas molhadas até ficar sem nenhum pedrestre na rua ou carro, o sinal de transito se movia sozinho, o silencio tomou o local e uma névoa desconhecida começou a se criar por lá.

— Espere um momento… estamos perto da casa de Abigail não é?

— Sim… — Novamente um grito foi escutado e estávamos perto do posto de gasolina e a nossa trás era a catedral…

— Quem está gritando assim? — Jean parecia meio preocupado, ele estava com uma pistola mas eu acreditava que não havia muita munição, lara não aparentava está preocupada ao contrario seu olhar era de coragem e não media medo diante daquele momento, e eu para variar so estava com minhas mãos…

— Aquilo é uma cabana?

— Sim mas abandonada… a prefeita está pensando em criar um novo condomínio por alí…

— Falando nela, por que as luzes de sua mansão está desligadas?

— Ora possivelmente ela deve está na prefeitura — falou jack, o grito foi ouvido novamente e vimos um volto de longe vindo da cabana.

— Vamos o grito está vindo delá.

Corremos sem parar até o local, de longe eu sentia um forte medo do que poderia descobrir, quando eu pisquei notei um momento de crianças presas pela cabeça em uma corda balançando pelo vento ao piscar novamente tudo estava normal e eu acabei tropeçando.

— Júlia?

— Não foi nada vamos…

Ao chegamos mais perto a porta estava arrombada, logo Lara ligou a lanterna e o entramos, a cada passo a madeira começava a rugir, o local estava totalmente revirado além de existir furos no teto.

— Não estou gostando disso… não gosto de nada disso.

— Calada! —

— Lara o que exatamente vocÊ espera encontrar aqui…?

— O pior…

Quando escutamos certos passos e demos um giro 360º vendo ao redor e apenas o vazio e a escuridão domava o local, quando chegamos no fim não tínhamos encontrado nada… mas existia uma porta trancada.

— Talvez seja o banheiro…

— Lara o que é isso no seu tenis?

— O que ? — Ao apontar a lanterna vimos um tipo de braço.

— Merda!

Lara foi puxado por algo e o chão desabou junto, caímos no subterraneo e não avistava nada.

— Lara? Jean!? Vocês estão...bem? — Ao olhar novamente a lanterna de lara havia caido a alguns centimentros a minha frente apenas entendi a mão para pegar, ao apontar para a escuridão apenas vi corpos mortos e em decomposição, ao meu redor notava passos e um tiro foi escutado.

— Gente? — Uma mão gélida tocou o meu braço, eu congelei.

— Vamos garota se movimente…

— O que está acontecendo aqui?

— Creio que encontramos alguns… canibais… — Jean veio correndo e desesperado e tropeçou na madeira.

— Você está bem?

— Creio que sim, mas estou sem balas…

— Maravilha… — Lara o reempreendeu com um tom de ironia, apenas um brilho que vinha de lá de cima iluminava o lugar onde caímos, apenas existia uma escuridão.

— Cuidado!

Um tipo de bicho, mas humanos pulou em cima de Lara e ela apenas atirou na cabeça o que fez recochetea… Ele foi jogado na escuridão e não conseguimos ver se ele estava vivo ou morto, um relâmpago acabou iluminando o local e tudo parecia muito bem.

— Um show de horrores….

— Meu deus… o que é isso? — Eu e Jean caminhamos para o “troço” que Lara havia matado.

— Eu realmente não sei, mas aquilo era o que estava provocando o grito. — Lara apontou a lanterna e vimos uma mulher totalmente estraçalhada, havia diversas moscas ao redor do seu corpo além de esta totalmente pálida.

— Nossa… isso é nojento…

— E como… — Derrepente ao olharmos para o lado um bicho pulou em cima de min e me vez cair junto com ele. Ele era totalmente horrível e sua cara não era lá de bonita, além de uma baba estranha seus dentes estavam bastante aviados querendo fazer um lanchinho. Lara chutou a criatura para o lado e atirou, Jean me ajudou a se levantar.

— O que é isso?

— Eu não vi coisa nada igual á isso… mas como a nova detetive da cidade é melhor levar-los ele para delegacia…

— Incluindo vocês… Mãos ao alto! — O policial que Lara encontrou naquele dia e outros apontava armas para nós.

— Ora...ora o que temos aqui… veja acabamos finalmente com o mistério de Dark Sky.

Ele desceu e começou a vasculhar o local e olhou pra a criatura.

— Oque é exatamente isso?

— Lhe faço a mesma pergunta… Xerife — Lara olhou para ele e depois direcionou o olhar para á estrela o qual estava carregando.

— Tudo bem o show acabou, levaremos a vitima e esse… troço para delegacia.

— Eu sou a nova detitive, pelo menos á contratada pela prefeita, eu devo ir.

— Vocês irão… como suspeitos.

— Está brincando? — Jean perguntou retoricamente.

— Não… apenas precisamos saber o que aconteceu aqui, além disso vocês estão na cena do crime….



Saímos do local e a chuva havia se acalmado, apenas viaturas da policia passavam pelo o local além da própria está vasculhando o local.

— No ultimo dia não fomos apresentados devidamente, o seu nome é?

— James… James Carter.

— Isso acontece todo dia em Dark Sky…? — Antes que o policial, aliais o novo Xerife da cidade fosse responder a prefeita apareceu pelo o local.

— Sim, Lady Croft, mas esses acidentes não é exatamente assim, a maioria desaparece.

— Olá prefeita.

— Oi James.

— Bom, vejo você amanhã na delegacia, vocês agora estão bem acompanhados…

— Lara, Júlia preciso voltar para “casa”, antes de sair eu falei com a Elizabeth para que ela voltasse para o apartamento que alugamos aqui em Dark Sky.

— O Senhor Scarlet vai passar uma temporada aqui em Dark Sky?

— Talvez… aparentimente tem mais coisa aqui para se ver do que em Roseward.

— Bem vindo então… — Jean se foi e Lara guardou a pistola e se direcionou para Abigail.

— Sinto muito, perdi muito tempo e preciso recupera-lo começarei as investigações amanhã.

— Tudo bem… além disso preciso conversar com você… aliais com vocês duas.

Caminhamos lentamente e o mordomo da Abigail estava esperando na porta, na realidade um homem de terno preto estava ao lado da prefeita com um guarda chuva para que a dama não se molhasse. Vamos combinar que a família dessa senhora adora um terno preto.

Ao entramos no salão um enorme brilho vindo de lá de fora iluminou o salão escuro. Depois de dez segundos um estrondoso barulho foi escutado.

— Desculpe, mas estamos sem energia.

— Tudo bem. — Seguimos Abigail pelas escadas e alguns corredores até chegar na biblioteca, pelo menos parecia uma, diversos livros e um cheiro de mofo.

Ela começou a vasculhar o local e usou uma lanterna para encontrar um livro.

— Oque exatamente você está procurando?

— Nicolas desapareceu a alguns meses atrás… mas sua bolsa foi encontrada…

— Bolsa?

— Sim senhorita Jones, nela havia alguns papeis estranhos e outras coisas…

— Papeis estranhos?

— Encontrei. — Ela tirou um tipo de fixario dele caiu um diário o qual apenas tinhas entre duas à quatro folhas, logo eu peguei. — Acredito que esse material seja essencial para encontra alguma coisa do meu sobrinho… Boa Sorte.

— Senhora… — falei — Esse diario não está completo existe apenas algumas folhas.

— Foi o que encontramos, não sabemos o que exatamente aconteceu…

— Obrigado pelas informações.

Depois daquele momento estranho voltamos para casa, Lara simplesmente fugiu do hospital sem receber alta e ninguém á impediu. Ela colocou o fixario na mesa e sentou no sofá, retirou o óculos e também colocou na mesa central e olhou para min.

— Existe alguma coisa que você não tenha me contado sobre esse rapaz?

— Sim.

— Estou esperando.

— Pois irá continuar… — falei com uma voz com mais firmeza, joguei meu casaco na banca central a qual jogou os documentos ao chão.

— O que está fazendo ? — Lara se levantou logo retirando o óculos.

— Afinal… que disse muitas coisas para você… muitas coisas do meu passado… está na hora de você me contar a sua.

— Não existe nada que tão importante no meu passado.

— Pois também não existirá alguma coisa para você saber sobre o meu — Me revirei para ela indo pegar um copo de água quando ela me segurou pelo braço e me puxando novamente.

— Você precisa me dizer… se não eu mesma irei tirar elas de você. — O olhar de Lara estava mais determinada, mas aquele mesmo olhar me fazia pensar o que havia acontecido no limbo para ela ter mudado assim…

— Apenas me diga uma coisa — falei com a voz ruida, estava com muito medo do que ela poderia fazer comigo, não sabia quem mais quem era Lara Croft e depois dos acontecimentos de hoje á noite é melhor não limpar o que tem debaixo do tapete pois talvez saia algum animal que eu não gostaria de ver.

— O que aconteceu lá em baixo.

Ficamos dois minutos olhando uma para outra. Minha respiração estava ofegante. Um raio caiu por aqui perto e o brilho iluminou o comodo revirado.

— Acredito que você já tenha ouvido sobre isso…

— Uma parte ao certo… lembrei que você mencionou Darkness.

— Sim um deus, estou certa? — Ela me sotou e se sentou no sofá e pegou os papeis e o livro que a Abigail havia dado.

— Sim… ele pode ser o deus traidor...

— Deus traidor? do que está falando…

— Existe uma bolsa de coisas que eu não te contei depois dos acontecimentos de Rose.

— Bem… agora vagamente eu lembro de você ter mencionado o tal “deus traidor”

— Isso não é tão revelante no momento. — olhei para os lados e começei a ficar com medo da escuridão pois provavelmente ela estaria ouvido.

— O que é?

— Existe um motivo o qual de não poder atirar em ninguém ou não gostar de armas.

— Jura? Pensei que você não gostava por que não lhe convém…

— Deixe de ironia… existia obviamente momentos em que eu usava arma, não gostava de parece uma menina indefesa que não tinha um suporte alternativo.

— Está falando de armas ou da maneira que você luta?

— Enfim… tirando essa conversar sem nexo… acredito que você já tenha ouvido falar da Alice?

— A sua amiguinha? Sei…

— Correto… acredito que ela não saiba mas… eu matei a mãe dela.

[No fundo apenas os olhos negros de Alice observavam a cena, e estava surpresa, eu não havia notado o mesmo, apenas desapareceu e um forte vento entrou pela janela.]