The Misty
28 Capítulo 26 - Espinhos
Notas iniciais
Você tem uma apologia aos vilões e aos heróis bastante incorreta, além disso seu passado esta interferindo com seu presente, você precisa desabafar e colocar tudo para fora. Infelizmente para fazer isso é necessário ser dessa forma, além de ter lembranças as quais você não consegue lembrar. Júlia eu sinto muito mas essa é a única maneira.
— Então ela quer vingança?
— Todos queremos… ironicamente a família dela me ajudou, não toda especificamente uma o qual não esperava tão reação… é melhor lhe contar tudo de uma vez por todas…
Out States — Dark Sky
Júlia Smith
Existe coisas que não deveriam ser contadas para á humanidade, uma delas é seus segredos mais obscuros. Uma ação do meu passado que eu sempre quis corrigir… mas infelizmente me traz para o presente e apenas gostaria de esquecer…
Falava tanto que eu não gostaria de ser com a Alice, mas eu estava caminhando para ser ela… principalmente quando eu matei a sua mãe.
Era umas seis horas. Lá fora estava completamente chuvoso. Molly havia ido se deitar depois. A energia estava em falta na cidade e as velas iluminava o local escuro. Não quis me deitar no sofá apenas fiquei observando o céu escuro que estava na cidade. [Algumas vezes sentia minha perna dormente então me movimentada em minutos e minutos] O silencio do apartamento era tão bom que eu mergulhava nos meus pensamentos e ao me rever com a luz da vela entrei em um flashback.
Nos meus pensamentos estávamos em uma floresta fazendo um piquenique, eu tinha 12 anos de idade. Era uma lembrança a qual tinha com mais firmezas as outras eram vagas e sempre me perguntava se aquilo era real ou não. Nela eu via os rostos dos meus pais que algumas vezes não conseguia lembrar com firmeza por conta de não viverem em casa e com a morte deles recente só me fez querer ficar com essa lembrança salva em meu disco rígido. Pelo o que eu me lembrei eles tinha tirado um dia de folga depois de anos, no piquenique eu consegui ver o rosto do meu irmão que estava sorrindo. Uma coisa que ele desaprendeu a muito tempo.
Essa lembrança feliz foi interrompida por uma pisada na madeira que rangeu.
— Senhora Winks? está tudo bem? — Na escuridão não conseguia ver seu rosto direito, além disso a janela havia trazido uma brisa fria o bastante para causa uma névoa a qual eu não via à muito tempo.
[Um estranho ruido estava deixando o lugar muito mais estranho, além do som de moscas voando, semelhante à quando existe uma comida podre e elas querem dá uma ‘cheirada’]
— Senhora Winks? — ela começou a caminhar até minha direção. A cada passo a madeira gemia mais.
Quando notei um cheiro estranho e com o brilho da vela acessa notei uma mancha de sangue no formato de uma mão e logo me levantei. Ao olhar em sua face com clareza ela estava totalmente desfigurada e com diversas moscas ao seu redor e com um tipo de machado na mão.
— Senhora! — Dei um impulso para o lado e vi ela destruído a mesa onde estava começando um pequeno incêndio no tapete que estava por perto.
— Ela simplesmente pegou as cadeiras e jogou o mais longe possivel a qual se quebrou no impacto da parede, ela estava chegando mais perto de min e tentei correr quando ela me pegou pelo o pescoço.
— Por f...avo..r! — falei já sem ar. Logo chutei sua barriga e ela me soltou.
Ao meu lado o incêndio começava a se espalhar pelo o apartamento e o sofá começou á queimar ela me pegou e jogou até a banca onde estava as fotos. Estava com muito medo além das feridas que já estava começou a sangrar novamente, me escondi na banca. Ela parou e ficou me procurando quando soltou o machado e pegou um dos retratos que estava jogado no chão.
A banca a qual havia diversos objetos e fotografias antigas estava despedaçada. Ao lado estava o fogão e a geladeira. Eu havia me escondido na bancada onde havia diversas panelas antigas com uma pintura de rosas na tampa, além do cheiro de barata que log foi preenchido pela fumaça do incêndio.
Estava já sem folego, escutava o barulho de pisadas ao redor e acreditava em uma salvação daquela abominação que estava vendo. Quando o ruido parou e apenas o som do fogo queimando tudo o que pode ficou para preencher o silencio. Apenas minutos de terror.
Molly arrancou a parte superior do balcão e jogou para longe. As portas cairam e passei de baixo de suas pernas, ela ficou me procurando e debaixo de diversas coisas quebradas vi um revolver. Peguei e sai correndo para o outro lado proximo ao seu quarto. Ela me viu e me puxou pelos pés e tentei me arrastar ela pegou o machado e me ficou olhando, estava caída quando apontei para ela e olhei seus olhos como fosse me perdoando por o que estava para fazer, ela já estava preparada para cortar minha cabeça quando apenas um tiro resolveu tudo. [Grito fino ecoando por todo o local*]
Fechei meus olhos e o corpo dela caiu sobre min, apenas sentia um liquido escorrendo por todo o meu corpo, quando continuei apertando o gatilho e já não havia mais munição.
Já não conseguia me mover estava completamente abalada.
O panico domou todo o meu corpo, alguém havia entrado no local e começou apagar o fogo, a escuridão tomou os meus olhos e acordei deitada no chão da sala coberta por um lençol com um cheiro de amaciante.
— Esta tudo bem…? — um homem com uma voz mais grossa, semelhante de um homem de idade falou quando eu já estava me levantando.
— Hã? — Ao olhar novamente vi que o homem era o mesmo do retrato…
— Você e…
— Sim… sou o marido da Molly, Alex Winks. — Tudo congelou quando ele falou seu nome. Minha visão voltou ao normal e vi sua face. Ele tinha olhos verdes e um cabelo já grisalho como sua barba, ele tinha marcas de idade na face e parecia cansado.
— Eu… sinto muito.
— Tudo bem… já que vou entrou nesse circo eu lhe contarei tudo.
— O incedio como parou?
— A policia venho aqui e cheguei a tempo de explicar o que havia ocorrido. Minha mulher haveria deixado uma vela acessa e acabou derrubando no sofá e os barulhos foram de desespero da mesma.
— Nossa… eles não me viram?
— Sim… disse que vou era uma afilhada, não irão perguntar mais nada… não é Júlia?
— Como sabe meu nome? — Me afastei.
— Eu trabalhava com seus pais… Eu sei muita coisa sobre você e sobre o desaparecimento do seus pais.
— Desaparecimento?
— Sim… antes irei lhe contar o que houve aqui. — afirmei com a cabeça.
— Era uma noite chuvosa e notei que Molly estava estranha depois de algumas semanas que Alice sumiu, obviamente eu fiquei completamente transtornado, eu não queria demonstrar um afeto para Alice por egoismo e por coensidencia ela acabou desaparecendo.
— Ele havia me dito que sua filha caiu nas escavações.
— Sim… mas ninguém à encontrou… — Ele demonstrava ainda está com um sentimento de culpa. — Depois disso notei que minha mulher, sempre a noite, na mesma hora se mostrava diferente, como se estiversse posuida por algo, tinhamos brigado e eu acabei recebendo um contrato para trabalhar, nesses dias ela se mudou para o quarto da filha e eu nunca podia entrar por lá. No retorno para casa soube que crianças estavam desaparecidas… eu sempre tentei uma aproximação, insistia para ir para nosso quarto mas ela continuava no da Alice, quando uma noite eu roubei a chave do quarto e entrei…o que eu vi não era normal… corpo de crianças cortados e mortos, alguns sem cabelo e cortes profundo o cheiro era terrível, diversas moscas e insetos estavam sobre os corpos dos garotos….
— Meu deus…
— Eles… tinham a mesma idade que ela.
— 17 anos… é a minha idade.
— Sim… — E de pensar que eu iria virar um… só de pensar me dá arrepios. — Eu acreditava que ela estava perturbada e nunca soube o que fazia, nesses dias eu não estava trabalhando, estava procurando um medico… um psicologo para ajuda-la… eu sabia que uma hora isso iria acontecer… e fico feliz de você não ter virado uma daquelas crianças…
— Que historia… o que vai acontecer com essas casa?
— Vou destrui-la e construir uma nova… além de fazer orações para espantar os maus espíritos e vende-la… mas é ai que você entra.
— Hã?
— Eu sei de toda historia Júlia… que Will estava drogando seu irmão e chegou a drogar você… sempre tentei interromper mas eu falhei… seus pais me pediram para cuidar de você antes daquele dia…
— O dia que eles desapareceram… eles saíram bem cedo e partiram para Dark Sky… e nunca mais voltou.
— Eu apenas sei de uma parte, e eles me pediram para cuidar de vocês dois… e eu consegui… sua comida e estudos não chegou de uma bolsa…
— Era você?
— De qualquer forma… você está morta… e servirá um ótimo ponto para sua vingança.
— Eu estava pensando… — me levantei — é realmente necessário? Por exemplo… eu estou ainda em estado de panico depois que matei sua mulher!
— Foi defensivo...Se não quiser pegar em armas… você pode usar a inteligencia e o corpo para lutar....
Essa imagem com clareza saiu como um pingo que cai na água, especialmente nos dias de chuva. Uma semana depois Alex fez uma pequena cerimonia para sua esposa e a enterrou no cemitério de uma pequena igreja. (que se tornou uma catedral nos dias de hoje) Eu estava no momento da cerimonia, eu queria poder chorar, mas não conseguia, no entanto, eu estava eternamente grata dela ter me ajudado, mesmo ter corrido risco de vida… pelo menos eu ainda acredito que ela não estava ciente do que aconteceu. Depois daqueles dias de luto Alex ficou bem sensível e com o apartamento em reformas ficamos em um outro espaço vago nos últimos dias da semana ele ainda estava disposto para me ajudar na vingança.
— Eu realmente não sei se queria isso… — Pensei em voz alta quando estávamos saindo de Dark Sky.
— Hã? — Estávamos em um carro meio velho e o acolchoamento não era lá dos melhores, mas para min foi ótimo para um cochilo. Tínhamos já passado de Roseward e eu não sabia para onde ele iria me levar.
Antes de sairmos de Dark Sky ele havia me falado uma coisa:
— Júlia eu te levarei para um local onde uma fez eu trabalhei, eu realmente espero que não seja complicado para você, mas lá você irá aprender algumas coisas e outras você escolherá de Livre arbítrio… mas antes de irmos para lá iremos fazer uma parada em um velho amigo meu… ah… e você não se chamará mais de Júlia…
— Qual nome?
— Lucy… Lucy Jones… gostou? — Eu realmente gostei do nome e principalmente do sobrenome será que eu iria explorar tumbas?
— Sim! [Um belo sorriso saiu do rosto de Júlia, eles estavam perto da área comercial que fica entre os prédios da prefeitura e delegacia. O por do sol acabou dando mais um brilho para os belos olhos de Júlia Smith.]
Depois daquela conversa ele me disse que eu não poderia mais ter os cabelos longos, eu deveria corta-los para que ninguém de Roseward suspeitasse… de inicio eu não entendi por que um corte de cabelo não iria resultar em nada… mas somente depois de chegarmos no velho amigo do Alex eu entendi o que estava disposta a fazer.
Claro que no meio do caminho eu me decidia em se vingar de alguém ou apenas esquecer o que aconteceu, mas não podia, Alex disse que meus pais foram assassinados por alguém mas oficialmente ficaram desaparecidos, no entanto ele não me contou mais do que isso, não me contou onde eles desapareceram, mas foi nos dias com Nicolas que descobrir onde foi... nas escavações.
Paramos no entre o território de Aquarius City e GreenSeed, estávamos no meio de uma floresta quando pararmos em um templo, não era de tão grande mas vi algumas estatuas e quando entrarmos uma enorme porta se abriu sozinho, eu já estava cansada dos degraus que havia subido, tecnicamente o templo estava no meio de uma elevação um tanto quanto alta. O carro tinha parado a alguns metros da estrada, até encontrarmos uma feita de cerâmica. Essa estrada não era completamente visivel isso por que os ventos que vinham do oceano sempre faziam com que a terra que estava pela floresta cobrisse esse piso. Alex fez um mistério para min nessa caminhada á pé.
depois dessas lembranças de como cheguei aqui não podia deixar de lembrar quando vi o templo, diversas arvores se enganchando pelo o telhado do templo além de flores ao redor do piso, a ponta do sol ainda soltava alguns raios solares que deixava a visão daquele templo cada vez mais fantástico.
E finalmente respirei fundo e entrei no templo, quando vi diversas aberturas pela janela trazendo uma brisa além de iluminação para o centro. o teto era praticamente intocável, completamente alto. Também avistei um sino que provavelmente sempre balança quando uma brisa forte entrava pelas janelas arrendondas que tinha no telhado. Ale´m de notar um moisaico um tanto curioso o qual estava pisando, o centro daquele templo era circular e ao seu redor uma pequena correnteza de água fluía por lá, acreditava que aquilo era usado para beber, ou até mesmo para cozinha ervas medicinais pois vi um tipo de monges com um manto branco carregando um copo de mármore e o vapor dele saia e vinha até meu nariz fazendo senti o belo cheiro do chá.
— Espere um momento… esse pessoal… esse templo é bastante semelhante à cultura japonesa.
— Na realidade eles são, mas o “dono” desse local veio do japão até essa parte de Roseward para cutivar ervas e algumas outras flores medicinais além de uma meditação e luta defensiva.
— Ele vende as ervas?
— Sim… ele envia alguns de seus “dicipulos” até à capital de Roseward que fica no oeste daqui.
— Onde fica o aeroporto?
— Sim.
Aquilo era fascinante, eu sempre gostei de historia e encontrar uma totalmente nova aqui por perto era… inexplicavel!
— Por que não vemos turistas e algumas outras pessoas por aqui?
— Por que o templo escolhe o visitante, além disso ele protege esse local com um tipo de magia para que maus olhos não se beneficie com as ervas medicinais além dos segredos desse local.
— Ele construiu tudo isso?
— Não… ele melhorou… você não estudou nenhum ponto da historia desse continente?
— Ora sim… — Falei sussurrando enquanto caminhávamos lentamente, cada passo eu não deixava de notar alguns detalhes do ajulegio.
— Esse templo é de uma das deusas das flores e das estações… não lembro o nome dela? — Nesses flashbacks acabo lembrando que entrei em um dos templos de Rose eu nunca tinha caido a fixa.
— Rose?
— Sim… — Paramos até um velho de idade chegar até nós.
— É ela que eu falei… — Enquanto Alex falava com o idoso eu notei uma estatua de uma mulher. Semelhante à que eu vi com Nicolas na hora de encontrarmos o livro, sinceramente falar ao mesmo tempo que pensar na minha versão de 17 anos me deixava confusa é melhor eu parar…
— Mikio — Alex fez um tipo de gesto segurando aos mãos e inclinando o corpo, um tipo de oi na versão japonesa formal, o tal Mikio falou Alex logo em seguida. A voz dele era meio rasgada. Os olhos dele eram castanhos e tinha uma carequinha meio brilhante além de uma barba meio longa.
— Essa é a Lucy Jones?
— Sim… Você irá guia-la para o caminho certo?
—Ela que deve seguir qual caminho desejar não podemos interferir na linha do destino…
— Então… pode ir…
— Como assim pode ir?
— Lucy você ficará com ele alguns meses…
— Quando você voltará?
— Possivelmente em novembro… até lá você irá treinar com ele.
— Treinar o que?
— Artes Marciais, A paciência, O medo e outros pontos para você conseguir sua vingança.
— Espere isso tudo para min vingar de quem eu não sei?
— Ora você tem um ponto certo que é o Will…
— Entendo…
Fora do Templo.
Já estava de noite que Mikio estava falando alguma coisa com Alex e depois seguiu até min.
— Obrigada por tudo…
— Era um pedido de seus pais eu tinha que cumprir, deixei sua mochila com algumas coisas e um presente no seu quarto… boa sorte Júlia… caso você queira desistir eu não irei de impedir.
— Eu pensei muito bem até chegar aqui e descobri que quando você embarcar numa vingança você deve cavar duas covas.
— Frase curiosa, parece até de um seriado de tv.
— Talvez seja— Rimos.
— Até mais… ah antes… tome esse cartão é onde você irá trabalhar no futuro…
Guardei o cartão sem olhar e o abracei, Alex desapareceu na escuridão, depois daquela despedida disse para o Mikio que iria descansar e quando finalmente peguei o cartão notei um endereço em Londres e o cartão vinha com uma carta… a qual era de despedida.
“Cara Júlia,
Infelizmente a nossa pequena aventura chegou ao fim, depois de te deixar no Templo partirei para uma jornada a qual eu nunca cheguei a cursar. A morte, estou deixando esse mundo com um contrato que finalmente cumprir, o contrato do seus pais… Você está segura, quando seu treinamento terminar você saberá o que fazer e estará pronta para o que o mundo tem para oferecer.
Do seu guardião, Alex”
A lembrança saiu e se moveu direto à uma importante para a minha vida, na realidade o que mudou o rumo da minha vida e principalmente descobrir que eu não era a unica de dois… o momento em que conheci Alice.
[05 de Março de 1997, 06h50min.]
Estou completamente cansada, essa viagem foi bastante longa, quando notei um hotel logo de cara, Rose havia me dito que encontraria respostas nela.
Ao entrar não olhei para frente e barrei com uma garota de cabelos curtos e negros, ela estava segurando um copo e acabou derramando em nós duas.
— Desculpe…
— Tudo bem… eu sou uma desastrada… prazer… Alice
— Lucy Jones.
— Acredito que temos tanta coisa em comum, por que você não vem tomar um drink comigo?
A visão saiu e apenas as portas do hotel se fecharam acordei e Lara estava olhando com uma aparência meio assustada.
— O que aconteceu?
— Você acabou dormindo e me contando tudo que aconteceu…
— Eu to tão feia assim para essa cara de assustada?
— Não… e que eu finalmente entendi o que está acontecendo e preciso de sua ajuda para assimilar as coisas.
— Estou meio cansada pode ser amanhã?
— Hoje já é amanhã.
— Oque?
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