The Mission - Fanfic Interativa

5 Alguns encontros com o oráculo


Notas iniciais
Hey leitores!!
Olha só, capítulo novo e não demorou mais de duas semanas (eu acho)!!!
Maior capítulo até agora hein...

Ah, quem ainda não apareceu não fica chateado, logo logo vai aparecer!

Boa leitura.

Angie Violetta Blanco

A leve brisa de final de tarde bate em meus cabelos enquanto deito na grama embaixo do pinheiro que um dia já foi Thalia. Ally senta-se ao meu lado apoiando as costas no tronco da árvore enquanto passa os dedos pelo cabelo tentando tirar as folhas que grudaram.

Hoje era um dos dias em que não íamos jantar e ficávamos aqui sob o pinheiro conversando escondidas até a madrugada.

Ally, apesar de ilha de Afrodite nunca foi chatinha, fofoqueira, irritante, ou qualquer coisa que se espere de uma filha da deusa do amor e da beleza... Na verdade, ela é basicamente o oposto das demais filhas de Afrodite, sendo sarcástica, irônica e às vezes um pouco distante. É minha melhor amiga desde que cheguei ao Acampamento, acho que nunca brigamos, e se já aconteceu, faz muito tempo, pois não me lembro.

Ela olha para mim pensativa e depois diz franzindo um pouco o cenho:

- O que você diria se eu contasse que gosto de alguém?

Nunca pensei que ela me perguntaria isso... Aliás, nunca nem pensei nesse assunto.

- Acho que eu iria rir um pouco, depois estranhar, depois rir mais um pouco e aí eu te apoiaria e ajudaria... – respondo dando de ombros.

Ally olha para mim rindo um pouco e depois diz:

- Travis... Stoll

Abro a boca e começo a rir. Como assim ela gosta de Travis Stoll? Ele era mais velho e já tinha feito tanta coisa...

- Sério? – ela balança a cabeça confirmando e eu arregalo os olhos.

- Muito estranho? – faz uma careta.

- Muito... – levanto uma sobrancelha – ele não é um pouco velho demais para você?

- Ah, o amor não tem idade – responde gesticulando e fazendo uma voz “sexy” e sedutora enquanto olha para mim fazendo biquinho.

Rimos, rimos e rimos até um filho de Ares sair de seu chalé para ver o que estava acontecendo. Encolhemo-nos para ele não nos ver e quando o garoto volta para dentro voltamos a gargalhar.

- Então... – começa a falar ainda com rindo um pouco – eu conversei um pouco com ele ontem, e ele é diferente do que eu imaginei... Tudo bem, é filho de Hermes, ou seja, é travesso, brincalhão e tal, mas é legal...

- Se você diz...

- O que você acha? Sem chance ou talvez?

Paro e penso, então respondo:

- Agarra logo ele” Pula no pescoço do garoto gritando “é meu, eu quero” – morremos de rir novamente – Mas falando sério, você é uma filha de Afrodite, 100% de chances de dar certo!

Ficamos conversando sobre bobagens, até que ouvimos passos de alguém correndo.

Nos levantamos rapidamente e ao mesmo tempo, ficando em posição de defesa. Ally tira sua pulseira, fazendo-a se transformar em uma espada. Meu arco ou espada não estão aqui, então pego um galho que estava no chão e o uso de arma.

Não demora para vermos uma silhueta de um garoto correndo em nossa direção. Dou um passo à frente e reconheço o rosto. É um de meus irmãos, Daniel.

Jogo o galho novamente no chão, e assim que Ally também o reconhece, guarda a espada.

- O que veio fazer aqui? – pergunto desconfiada quando Daniel chega mais perto.

- Falar com ela – responde apontando para Ally.

Ela levanta as sobrancelhas.

- Vem comigo, por favor – pede ele olhando para ela.

- Tudo bem – concorda – vamos Angie – me chama.

- É... Sem ela.

- Pode confiar em mim – garanto a ele, que parece incerto.

Daniel suspira e pede para o seguirmos.

Meu meio-irmão nos leva até o celeiro, onde mais três filhas de Apolo estão sentadas e conversando.

Emily, a garota do meio vira-se assim que chegamos e me encara.

- Por que trouxe ela?

- Obrigada pela simpatia – provoco irritada.

Daniel olha para o chão e pede para que nos sentemos.

Assim que os quatro terminam de explicar tudo o que querem – e deixar bem claro que eu não estava inclusa no plano – e pedir para irmos com eles fico totalmente sem saber o que responder.

Olho para Ally e ela para mim e tomamos uma decisão silenciosa.

- Nós vamos – respondemos um uníssono.

- Certo, arrumem suas coisas e nos esperem no pinheiro.

- Calma, calma, calma! – peço levantando as mãos – Nós vamos hoje?

Eles balançam a cabeça em afirmativa.

- Amanhã não é melhor? Nós podemos conseguir mais suprimentos, estaremos mais descansados e não teremos problemas com arranjar lugar para dormir tão cedo – fala Ally.

Lily, Emily, Angel e Daniel se entreolham e respondem mais ou menos juntos:

- Tudo bem...

- Então estaremos esperando aqui às 10 horas da manhã.

Christian Wankles

Encosto-me em uma árvore e olho para Diogo, o filho de Poseidon está ficando branco.

- Três dias atrás, Rachel veio me “visitar” aqui enquanto eu caminhava, eu achei meio estranho mas... – começo a contar sentando no chão ao seu lado – não sei, podia ser uma coisa normal talvez... Mas ela estava tão estranha e assustadora... Ela olhou bem pra mim e disse que eu “devia seguir meu destino e formar o grupo para seguir viajem”. Na hora eu não tinha ideia do que ela queria dizer, mas agora suspeito que eu saiba...

Diogo olha para mim e encolhe-se.

- Eu estava saindo do treino... – sussurra – ela apareceu e disse para irmos conversar. Na hora não notei a diferença, mas chegando aqui, vi que estava “no transe das profecias” e fiquei assustado. Ela me segurou e não me deixou sair correndo, então disse: “Pegue suas coisas pequeno semideus, logo você sairá deste lugar”. E eu achei – sua voz falha nessa hora – que ela estava querendo dizer: “Pegue o papel de bala que acabou de jogar no chão e depois deixo você ir”, mas eu sabia que não tinha sentido. Aí eu me acalmei e perguntei sobre o que ela falava, e Rachel respondeu que “A profecia me esperava” e foi embora. Foi tão vago que... Eu achei que ela estava pirando, mas não...

Olho para o chão sem saber o que fazer.

Será mesmo que ela quer que nós juntemos um grupo para cumprir essa missão? Não posso estar me confundindo?

- Tudo bem, acho que nós dois já sacamos o que temos de fazer, certo? – pergunta parecendo mais relaxado. Afirmo com a cabeça

- Vamos para a missão, cumprir a profecia.

Gabriela Grigorr

Entro no chalé de Poseidon e sento em minha cama. Meu coração ainda bate forte no peito, e sinto um pouco de medo.

Ouvir essa profecia depois de um encontro tenebroso com o oráculo não é muito bom ou motivador. Estou aterrorizada, não sei o que vai acontecer agora, aliás, será que alguma coisa vai acontecer?

Apenas Sthefany e Sofia estão no chalé, meus outros irmãos e irmãs ainda não chegaram.

Entro debaixo das cobertas de roupa e tudo e tento dormir, parar de pensar na profecia. Rolo de um lado a outro sem sucesso, até que consigo cair no sono.

Estou no fundo no mar, onde há pouca luz. As águas aqui são límpidas e brilhantes, mas não consigo ver o sol. Nado alegre na água salgada. Dou grandes braçadas e me divirto com os peixes, mas paro ao perceber algo: isso não é real.

Olho em volta abismada, nunca tive um sonho que parecesse tanto com a vida real, é incrível.

Volto a brincar nas correntes, até que uma mão grossa, porém leve, toca meu ombro. Levo um pequeno susto e me viro, dando de cara com Poseidon.

Nunca tinha visto meu pai assim antes, bem na minha frente... É estranho, definitivamente muito estranho.

- Pai? – pergunto.

Poseidon sorri e diz:

- Gabriela, preciso que me ouça com muita atenção.

Aceno com a cabeça e ele continua:

- Não tenha medo, minha filha. Não tenha medo da profecia ou do que o destino guarda a você.

Engulo em seco sem saber o que dizer.

- Você está na profecia e logo terá de partir com seus amigos. Não importa o que aconteça, saiba que estou aqui, e posso ajudá-la.

- E-eu vou ter que sair do Acampamento? – murmuro medrosa.

- Vai. Mas não estará sozinha. Confie nas pessoas que irão com você e dê o melhor de si. – e então dá seu último conselho: – Gabriela lembre-se: nem sempre o que parece correto é, e às vezes, o caminho mais difícil e doloroso é o certo.

Balanço a cabeça com lágrimas nos olhos.

- Vou ver você de novo? – pergunto.

- Espero que sim. Boa sorte.

Olho ao redor assustada e percebo que estou tentando gritar. Uma mão prende minha boca, não deixando sair som. Olho para cima e vejo Diogo, meu irmão, me segurando.

Acalmo-me e ele me solta.

- Vem comigo – indica a porta com a cabeça.

Levanto sem fazer barulho e sigo-o. Um filho de Hades nos espera encostado nas paredes do chalé.

- O que está acontecendo? – pergunto.

- Precisamos da sua ajuda Gabi.

- O que?

- Você toparia ir para a missão que ouvimos hoje? – pergunta o filho de Hades em dúvida sobre o que dizer.

Lembro do sonho que acabei de ter com meu pai e assinto. Quíron disse que normalmente sonhos de semideuses são reais...

Diogo sorri e diz:

- Nos encontramos depois então, mas mantenha suas coisas preparadas, ainda não sabemos quando partimos.

Volto para o chalé aterrorizada. Poseidon pediu para eu não ter medo, mas é um pedido impossível, não tem como não ter medo agora.

Deito novamente, mas dessa vez não consigo dormir.

Janine Morrigan

Olho pela janela do pequeno chalé de Nêmesis e vejo uma sombra passando rapidamente em direção à praia.

Penso em segui-la, mas não sei a troco de que, pode ser apenas um filho de Poseidon maluco. Mas mesmo assim fico curiosa.

Ao mesmo tempo que deito-me na cama para dormir, ouço uma batida rápida e forte na porta. Levanto tropeçando no escuro e a abro.

Sam, minha melhor amiga e filha de Íris está do lado de fora com uma cara animada. Ela analisa minha roupa e me dá seu casaco, me puxando para fora do chalé.

- O que está fazendo, sua doida? – pergunto assustada, colocando o casaco.

- Viu aquele vulto correndo? – ela nem espera minha resposta e continua: – Vamos segui-lo.

- Não! Eu estou de pijama! – me queixo. Ela olha para mim e continua me puxando.

Minha calça é fina, mas cobre tudo o que não pode aparecer, o agasalho de Sam é comprido, portanto me esquenta, mas minha pantufa é estranha e agora está suja.

Paramos em frente à praia procurando o semideus que vimos antes.

Sam coloca o dedo indicador nos lábios pedindo silêncio e anda até uma rocha escondida.

Ouço um burburinho vindo de trás da pedra e minha curiosidade se torna maior ainda.

Olho para Sam e pergunto em silêncio se devemos ou não ver o que está acontecendo, quem está lá atrás. Ela me responde que não sabe, então tomo a decisão sozinha.

Dou um passo à frente e fico visível para os quatro semideuses escondidos. Todos olham para mim com olhos arregalados, e quando percebo quem está lá, também arregalo os meus.

Bruno, Beatriz, Charlotte e Nico di Angelo olham para mim confusos.

Sam aparece por minhas costas, os fazendo levar mais um susto. Nico é o primeiro a se recompor, levanta, olha para mim e diz autoritário:

- O que vocês duas fazem aqui há essa hora?

Fico calada, sem reação. Deveríamos ter repensado isso...

- O que nós estamos fazendo aqui? O que vocês estão fazendo aqui? – pergunta Sam de volta.

Como ela tem coragem para enfrentar um dos mais conhecidos filhos de Hades do século XXI?

Nico a encara e ela faz o mesmo, até que ele começa a andar vagarosamente até nós e vejo como ela também está assustada.

- Sério gente, como vocês souberam que a gente estava aqui? – pergunta Beatriz sendo amigável.

- Vimos alguém correndo pra cá – respondo tentando ser autoritária, como Nico. Acho/espero que consegui.

Nico levanta uma sobrancelha e diz suspirando:

- Tá, acho que sendo assim, vou ter que incluir vocês...

Agora fico realmente confusa, do que é que ele estava falando? Como assim nos incluir?

- O que... – começo a perguntar, mas sou cortada pelo Bruno.

- Senta que a gente explica.

Depois de toda uma explicação confusa e estranha, fico apenas com medo. Quero ir e sei que vou aceitar, mas é estranho. Eu e Sam nos animamos com tudo isso, mas...

- Quando partimos? – pergunto.

- Não sei, logo – responde Nico.

- Ok, já sabemos de tudo e tal, podemos voltar para os chalés agora? – pergunta Sam, cansada.

Os outros também olham para Nico, que assente.

De volta ao chalé de Nêmesis, deito a cabeça em meu tão conhecido travesseiro e durmo feito uma pedra, por conta do cansaço.

Notas finais
Gostaram?
Vou tentar escrever logo... Amanhã é minha última prova desse bimestre, depois fico livre e posto mais...

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