The Mark Of The Vampire
33 Capítulo 33 - Aparição
PVPESTES (IRAN)
A ceia foi o máximo, comemos, brincamos e trocamos presentes, mas tinha alguma coisa no ar e eu não sabia o que era isso aconteceu depois de falarmos sobre a foto da gostosura em pessoa, ninguém nunca nos falou sobre ela e nem o que ela era da mamãe, na foto as duas estavam sorridentes, o sorriso da moça era deslumbrante e o da mamãe era travesso, mas quem era e porque não podemos saber era algo que nos incomodava muito, a mim e a minha irmã, mas nós iríamos descobrir.
-está tão calado — disse mamãe me observando se ela soubesse que eu estava pensando naquela deusa com certeza ela brigaria comigo.
-só pensando, talvez seja hora de eu arrumar uma namorada — é claro que era mentira, eu amava minha vida de solteiro, percebi a troca de olhares entre Edward e sua esposa sem graça, merda ela sabia que eu estava mentindo e como era óbvio Edward também, cadê a privacidade?
-não preciso de dons pra saber que está mentindo — mamãe disse estreitando os olhos, bom hora de falar já que querem tanto saber.
-estava pensando na minha deusa — merda, não era pra ter saído assim, mas agora já foi.
-desde quando você tem uma deusa? — perguntou tio Emmet me zoando, vi todos dando risinhos, agora eles caem na minha armadilha.
-minha deusa é a bonitona da foto — a mudança foi drástica, em um segundo ninguém mais sorria nem tio Emmet e isso era impossível de acontecer, isso me deixou ainda mais intrigado e eu queria saber o que aconteceu, mas tinha que ir com calma, como um verdadeiro Black.
-qual a parte de não falar sobre isso você não entendeu — disse meu pai furioso.
-auto lá — disse Isa — ele mentiu pra não falar sobre ela e você insistiu — falou apontando pra mamãe, como sempre eu podia contar com a ajuda da minha comparsa.
-ela está morta e enterrada, como pode gostar de alguém que está morta — retrucou mamãe, pra isso eu tinha a resposta na ponta da língua.
-um mulherão daquele a gente idolatra até os ossos — até imaginei ver um fantasma como aquele, isso me animou e eu dei um sorriso, sorriso esse que morreu quando vi a tristeza da mamãe, porque ela sofria quando falávamos sobre essa moça e não dividia conosco, também me senti triste por sua falta de confiança em nós.
-sua mãe a conheceu a mais de cem anos, isso é tudo, nunca mais eu quero ouvir falar sobre isso — ordenou meu pai, droga quando ele falava assim nós tínhamos que obedecer, pelo menos por enquanto.
-tudo bem — falei e fiquei quieto, estava tudo silencioso, parecia que cada um estava perdido em pensamentos, mas três pares de olhos prenderam minha atenção, o da mamãe que indicava que ela estava sofrendo, vi muito esse olhar nela, o da tia Rose que também sofria e o do tio Edward, esse eu nem conseguia olhar muito, o que houve pra sofrerem tanto por alguém que morreu a mais de cem anos? Porque não seguem em frente? A resposta veio rápida, não se esquece um rosto como aquele.
Aquele clima tenso estava me sufocando e eu não gostava disso, também não gostava quando minha irmã sofria por causa das dores da mamãe, sem falar nada a peguei pela mão e saí com minha amada irmã daquela casa, a vida continua a gente querendo ou não, caminhamos um pouco e nos sentamos em baixo de uma árvore, não tínhamos permissão pra ir muito longe, tudo por uma questão de segurança.
-eu não agüento mais esse clima de tensão e mistério — Isa disse baixinho.
-Isa vamos correr até a fronteira — disse animado.
-enlouqueceu Iran, não podemos é muito perigoso e sabe disso, não vamos ser imprudentes só porque eles estão nos escondendo coisas sobre a falecida bonitona.
-é uma pena uma mulher daquela estar morta — falei e tive a impressão de estar sendo observado, Isa também sentiu e nos levantamos rapidamente, olhamos em volta e não vimos nada, também não sentimos qualquer cheiro que denunciasse a aproximação de alguém, nos olhamos e voltamos a sentar.
-eu detesto isso — resmungou Isa.
-dona Isabella Black sentindo medo? ulalá — brinquei com ela.
-não tenho medo e sabe disso, pensando melhor acho que você tem razão, vamos correr até a fronteira com os Estados Unidos e voltamos o mais rápido possível — quando eu colocava em prova sua coragem ela fazia qualquer coisa pra mostrar que não tinha medo de nada, nem ela nem eu aceitávamos ficar por baixo numa discussão.
-vamos rápido — falei e saímos correndo, a sensação de liberdade por correr fora dos limites impostos era indescritível, era muito chato viver cheio de regras, eu queria viajar e conhecer o mundo, saber a origem da mamãe já que a do papai nós sabíamos, saber a outra parte da história, aquela que ninguém conta e fazem de tudo pra esconder, nós sabemos sobre a guerra que houve em Nova York no ano de 2011, sabemos o motivo, mas como venceram ninguém fala, se eles foram traídos e descobriram em cima da hora algum plano B eles tinham, então porque não contam? Isso deixava a mim e a Isa muito chateados.
-nossa é incrível correr assim — disse Isa correndo com seus cabelos ruivos esvoaçantes.
-incrível vai ser se eles descobrirem que saímos dos limites e que quebramos as regras — falei rindo e ela riu comigo.
-um dia desses vamos procurar pela cidade perdida? — ela disse animada e eu me senti em êxtase, Iran e Isabella Black, os descobridores da cidade perdida, isso seria de mais, quando abri a boca pra falar, um rugido inigualável rompeu a floresta e até as árvores tremeram paralisamos e olhamos em volta, todos os meus pelos estavam arrepiados, eu nunca havia sentido um medo como esse e me arrependi de ter proposto a Isa que saíssemos dos limites, agora estávamos em perigo e não tinha ninguém pra ajudar.
-o que foi isso — sussurrou ela apavorada, me sentia um fraco por vê-la assim e não poder fazer nada, me sentia tão acuado quanto ela, esse foi o rugido mais poderoso e assustador que eu já ouvi, o rugido alfa do meu pai parecia um gatinho comparado a esse.
-não sei, mas vamos voltar o mais rapidamente — falei e saí arrastando ela dali, estávamos meio travados por causa do medo, outro rugido foi ouvido e nós destravamos, voltamos correndo o máximo que conseguimos, seja o que for não parecia estar nos seguindo, parece que invadimos sem querer a propriedade de alguém bem poderoso e furioso. O estranho é que não sentimos e não vimos nada a não ser ouvir mais um rugido, era como se estivesse nos impulsionando a sair dali, entendemos perfeitamente o recado.
Só paramos quando avistamos a propriedade dos Cullen’s, ela era bem vigiada, mas não tanto, se eu e Isa saíamos e entravamos significa que os inimigos poderiam fazer o mesmo, respiramos fundo.
-caraca veio que rugido foi aquele — falei impressionado.
-agora está se achando neh? Você também ficou com tanto medo quanto eu — ela jogou na minha cara e eu tive que concordar.
-aquilo foi poderoso e me deixou todo arrepiado — confessei.
-nem me fala — ela disse concordando e seguimos caminhando até a propriedade, mas antes de atravessar a cerca que era o nosso limite algo atingiu Isa fortemente, droga ainda estávamos um pouco longe de casa.
-saia de perto da minha irmã — disse furioso para o vampiro sorridente a minha frente. Estávamos tão assustados que não percebemos sua aproximação.
-ou o que bebê, vai chorar e pedir colo pra mamãe? — ele disse debochado e riu alto, olhei Isa e ela estava machucada, mas ficaria bem, isso se ele não acabasse com nós dois, merda e agora? — ta com medo bebezinho — ele disse pisando e esmagando a perna de Isa, ela gritou de dor, havia lágrimas em seus olhos e ouvi o barulho de osso se quebrando, preparei-me para a luta, prefiro morrer lutando a perder minha irmã feito um covarde. — vamos ver se o bebê sabe se defender — ele disse rindo.
-ele não precisa — disse uma voz aveludada, muito sexy e parecia sinos de uma igreja, a melhor sinfonia de um piano perdia feio pra essa voz, o vampiro a minha frente estava paralisado, virei — me rapidamente em direção a maravilhosa voz e paralisei tanto quanto o vampiro. Por que a minha frente estava à mulher da foto, PORRA DO CARALHO estou vendo fantasma.
-que fantasma mais bonito — disse pra ela, sendo um fantasma ela rapidamente desapareceria, eu tinha que aproveitar, quase tive uma síncope quando ela sorriu pra mim, êita vida boa, um gemido de dor me fez ver o quanto estava sendo egoísta, curtindo uma bela visão enquanto minha irmã sofre.
-tire-a daqui o mais rápido que puder — ela pediu pelo diabo que mulherão é esse? Mas saí do meu transe e virei — me em direção a Isa, o vampiro continuava paralisado e seu pé não estava mais a esmagando, o ignorei e me aproximei cauteloso, nem quando eu a pequei no colo ele se moveu, quando virei — me para minha deusa ela não estava mais ali, eu sabia que era alucinação, virei — me para o vampiro quando ouvi um barulho, não havia mais nada ali, a não ser eu e Isa, a prova que o vampiro era real, era que Isa estava chorando de dor e com a perna toda estraçalhada, saí correndo em direção a casa, mas caí no caminho, a visão maravilhosa da fantasma me deixou desnorteado.
-seu idiota preste atenção — ela disse chorando e me deu um tapa na cabeça.
-desculpe — pedi e me levantei a pegando novamente no colo, dessa vez prestei atenção no caminho pra não acontecer outro acidente.
-eu a vi — ela disse baixinho e eu só não parei porque ela precisava de ajuda, como assim ela também viu?
-também viu a fantasma gostosona? — perguntei e ganhei outro tapa — isso dói, eu aqui tentando ajudar e você fica me batendo.
-não era um fantasma seu idiota, era real, eu vi você viu e o vampiro também viu, sua besta ambulante — porra meu, e eu achei que só eu tinha visto, me decepcionei, achei que eu era importante. — mais rápido que ta doendo — ela mandou e eu corri o mais rápido que podia, não era muito veloz e isso piorava, pois estava carregando alguém.
Assim que passamos pra nossa propriedade recebi ajuda de Charlie, ele sempre estava fazendo ronda, mas nunca sozinho, os demais que estavam com ele, ele ordenou que fizessem uma busca um pouco mais longa.
-foi um vampiro — falei a ele que imediatamente retirou a ordem e mandou todos ficarem mais próximos da casa, não se sabia se seríamos atacados, ele pegou Isa no colo e fomos em direção a casa, agora estávamos literalmente fudidos.
-MINHA NOSSA, FILHA — e lá vem a mamãe gritando e alarmando a todos, se ela tivesse com uma mega-fone não teria chamado tanta atenção.
-ta doendo — disse Isa chorando, tadinha dela, a perna estava bem feia, ou melhor, o que havia sobrado de sua perna, nem quero imaginar o que teria acontecido se minha deusa fantasma não tivesse aparecido.
-traga-a para dentro — disse Carlisle de forma urgente, todos estavam preocupados e em alerta, Charlie colocou Isa num quarto e veio até mim, droga, eu preferia enfrentar a mamãe e o papai do que Charlie.
-onde estavam quando foram atacados? — ele estava fazendo seu trabalho, e sabendo da localização seria mais fácil encontrá-lo, mas isso ferrava comigo e com Isa, mas tinha que dizer a verdade, Maggie estava me sondando, bruxa.
-estávamos fora dos limites — disse e todos me olharam reprovando, menos Carlisle e mamãe que estavam cuidando de Isa.
-o que eu disse sobre obedecer às regras? Seu moleque, quando vai aprender que isso é para sua segurança e da sua irmã — brigou meu pai. Será que o vampiro machucou minha deusa? Apavorei-me com a possibilidade dela ter acabado de ressuscitar e já morrer por causa de minha imprudência, até Jasper sentiu meu pânico.
-ele não está contando tudo — eu o odeio por ser fuxiqueiro, ele consegue ser pior que mulher quando o assunto é fofoca.
-ainda tem mais? Cara você ta bem encrencado — disse tio Emmet me dando uns tapinhas nas costas, quase me desmontou.
-cuidado Emmet — disse tia Rose lhe dando um tapa bem forte, bem feito.
-estamos esperando uma resposta — exigiu papai, era agora que tudo estava perdido.
-como conseguiu fugir dele ainda mais carregando sua irmã — engano meu, Charlie era muito esperto e fazia as perguntas certas, no meu caso as piores perguntas.
-você não consegue derrotar um vampiro e estando fora dos limites ele tinha muita liberdade, como conseguiu — disse tia Rose, e agora? — você vai dizer pra sua titia linda e maravilhosa não vai? — só digo uma coisa?FUDEU. Ela estava usando seu dom e eu não poderia lutar contra.
-estávamos indo até a fronteira dos Estados unidos — tapei a boca pra impedir a mim mesmo de falar.
-o que mais — ela disse suavemente.
-não chegamos até lá, um rugido que tremeu até as árvores nos fez voltar assustados, o vampiro nos alcançou antes de chegarmos nos nossos limites — maldito dom.
-não viram e não sentiram algum cheiro?
-nada — respondi e deixei os ombros caírem — ela nos salvou, a mim e a Isa.
-quem mais estava lá? — disse Jasper se intrometendo e me senti livre do dom de tia Rose, em mim e em Isa ele não durava muito, mas era o suficiente pra fazermos contar nossas travessuras. Fiquei quieto e olhei pra baixo.
-diga logo filho — pediu mamãe aflita enquanto Isa estava apagada, o doutor a havia sedado para poder concertar sua perna, depois ela tomava sangue e a regeneração era mais rápida.
-minha deusa — silêncio absoluto e agourento.
-está dizendo que a mulher que você viu na foto salvou vocês do ataque do vampiro — não entendi o tom urgente de Charlie.
-salvou e falou comigo, depois não vi mais nada, nem ela nem o vampiro.
-o que ela disse — falou tia Rose quase com desespero, mas ela não estava morta?
-porque disseram que ela havia morrido — exigi uma resposta.
-o que ela disse — Charlie repetiu a pergunta de tia Rose, porque tanto interesse? Até agora pouco ninguém falava, agora querem saber sobre ela?
-tire-a daqui o mais rápido que puder, foi tudo o que ela disse, enquanto eu pegava Isa ela sumiu, depois ouvi um barulho atrás de mim e pensei que fosse o vampiro, olhei e não vi mais nada, isso foi tudo o que aconteceu — já adiantei pra não fazerem mais perguntas, então Charlie sai em disparada em direção a floresta, que doido, mas doido ainda foi Rose ir atrás, vi Edward hesitar mas permanecer no lugar, Maggie songa-monga estava muito nervosa, aposto que estava com ciúmes, os demais estavam muito tensos, os ignorei e fui até Isa que estava desacordada e falei em seu ouvido. Fiz de propósito.
-minha deusa nos salvou, você viu como ela é ainda mais linda que na foto — quando olhei não havia mais ninguém ali, somente mamãe e papai. Mamãe estava com um brilho diferente no olhar, eu conhecia esse brilho, era esperança.
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