The Mark Of The Vampire
56 Capítulo 56 - Sacrifício.
Notas iniciais
PVALICE
Eu estava inquieta e andava de um lado para o outro, fizemos como bella e Edward planejaram, cuidamos de todos os detalhes, até os menores, bella iria falar com seu irmão, ela achou melhor resolver isso de uma vez antes que ele se aproximasse ainda mais de Isa, ela por sua vez estava muito triste, o amor havia chegado de forma rápida e traiçoeira, ela não merecia isso. O amor pra nós é assim, ele simplesmente chega e a gente o aceita, mas não é obrigatório o sentimento ser recíproco.
-sossega anã, ta me deixando tonto. — reclamou Emmet, o ignorei e continuei andando de um lado para o outro, algo me diz que esse encontro não irá acabar bem. Edward estava com bella e Nessie, se encontravam em algum quarto de hotel onde bella se vestia de maneira fatal para encontrar Breno, isso se esse fosse seu verdadeiro nome, o que eu duvidava muito, as visões apocalípticas que eu tinha vinham com mais freqüência, eu sabia que aconteceria alguma coisa que mudaria tudo, acho que isso já aconteceu.
-lembram quando eu disse que algo estava mudando, mas mudando tão rápido que eu não conseguia acompanhar? — todos acenaram concordando.
-você disse que não sabia o que aconteceria, mas que mudaria o rumo de tudo. — disse Jasper, suspirei me preparando. — diga o que foi? — meu Jazz estava preocupado, mas não era algo que eu poderia guardar só pra mim.
-já aconteceu e o futuro está se firmando, a decisão foi tomada, nas minhas visões havia uma grande falha e eu não conseguia entender nada do que eu via depois, tudo se resumia a um único fato.
-que fato era esse? Ou melhor, que fato é esse já que pelo visto já aconteceu? — perguntou Rose, eu me sentia tão perdida.
-o encontro do irmão da bella com Isa. — falei e me apoiei em Jasper.
-e o que tem? — eu juro que às vezes sinto vontade de arrancar a cabeça de Emmet e por outra no lugar, qualquer outra, tenho certeza que iria funcionar melhor do que essa.
-esse fato fez com que Isabella quisesse confrontar o irmão antes que outras decisões fossem tomadas, não importa quantos planos temos feito, ou os volturi, tudo sempre se resumiu a eles dois. — disse Jasper.
-mas e o baile de máscaras? — perguntou Iran.
-se estivermos vivos até lá. — me arrependi de ter falado isso.
-o que mais você vê? — perguntou Charlie, não posso escapar dos olhares astutos de Charlie. — só digo uma coisa Alice. — ele disse parando na minha frente. — decida. — eu não esperava por isso, não de Charlie.
-decidir sobre o que? — Jasper me olhou me questionando. Eu não sabia se era o certo, mas não tínhamos tempo.
-conto com seu apoio? — perguntei a Charlie.
-sabe que sim. — respondeu firme e eu suspirei fundo, era a hora, me virei para Jasper.
-quando a gota de vinho cair ao chão tudo estará perdido, a nossa sentença foi dada quando o destino de Isa cruzou com o irmão de Isabella...
-Alice do que você está falando? — ergui a mão pedindo que esperasse eu terminar, Jasper acenou e pediu um desculpe.
-eles não são cordiais com os inimigos, nesse momento um é o maior inimigo já enfrentado pelo outro, quando Edward chegar diga a ele que impeça bella de lutar com seu irmão, nem que seja preciso implorar e nos render, ELES NÃO PODEM SE ENFRENTAR. — eu me sentia a ponto de enlouquecer.
-se acalme e respire fundo, está nos deixando em pânico. — disse Rose alarmada, isso que ela não viu o que eu vi.
-lembra da minha visão que parecia um apocalipse?
-sim, e nenhum de nós estávamos lá. — olhei destroçada para Jasper.
-foram eles, bella e seu irmão que montaram esse cenário, eu não havia juntado as peças, dois seres tão poderosos não podem se enfrentar, vimos o descontrole de bella a cem anos atrás, imagine ela lutando com o irmão que é tão poderoso quanto ela, eles vão destruir tudo e... — as palavras ficaram emboladas e não conseguiram sair.
-e... — olhei Rose, o que eu faria?
-eles vão se matar. — eles congelaram no lugar. — e vão condenar todos nós, sem exceção. — Isa e Iran arfaram e Jacob os ajudou a sentar, eles estavam bem abalados, mas eu acho que Isa estava acabada.
-faça Alice. — disse Charlie, ele era uma das pessoas mais incríveis que conheci em todos os meus séculos de vida, era esperto e decidido, ele tinha razão, eu tinha que pelo menos tentar.
-faça o que eu disse, tem que fazer com que não comecem uma luta, depois que isso acontecer se intrometer será suicídio. — respirei e decidi. — preciso fazer uma coisa de extrema importância, vou levar Charlie comigo, preciso de Nessie aqui e agora.
-aonde você vai? — se eu contar a Jasper ele não vai me deixar ir, e eu não o levaria comigo porque se algo desse errado eu não poderia perdê-lo, ele tem que viver, viver pra nos encontrarmos no futuro.
-já disse que preciso fazer algo, confie em mim.
-sempre confiei, só tome cuidado. — se ele soubesse...é melhor nem pensar nisso.
-Ares, traga Nessie com extrema urgência. — pedi e ele sumiu, ele a traria nem que seja a força.
-porque precisa dela? — perguntou Jacob preocupado, hora de soltar mais uma bomba.
-ela também vai, entenda que é necessário. — já adiantei, o dom de Nessie será muito útil.
-Alice, o que você pensa em fazer? — eu entendia a confusão deles.
-tentar salvar nossas vidas. — passados alguns minutos de silêncio e tensão Ares chegou com Nessie, ela estava preocupada.
-o que aconteceu? Ares chegou e a mamis disse pra mim ver o que era, ele simplesmente me jogou em cima dele e me trouxe. — olhei agradecida para ele, sempre tão prestativo.
-obrigada Ares. — agradeci e me virei para Nessie. — estamos de partida, se despeça da sua família porque preciso de você e de seu dom, é nossa vida e de todos que conhecemos que temos que salvar. — ela me conhecia muito bem pra saber que a coisa tava feia.
Ela não se enrolou nas despedidas, mas deixou ordens claras pras pestes não saírem daqui, depois disso me despedi de Jasper sem saber se o veria outra vez.
-quando a gota de vinho cair no chão, tudo estará perdido. — avisei novamente e saímos correndo, no caminho Charlie explicou a Nessie o que estava acontecendo, ela surtou, mas se manteve firme. Ela estava bem alimentada, isso era bom. Caçamos na cidade mais próxima, precisávamos de energia. Depois ela ficou no meio e de tempos em tempos ela nos tele-transportava, assim era mais rápido, não abusamos disso porque iríamos precisar dela na hora de sair, se saíssemos.
PVJASPER
O tempo passava mais depressa e mesmo assim Edward não retornou, aposto que preferiu ficar perto de bella, como se ela precisasse de alguma proteção, mas eu o entendia, era a mulher que ele amava, isso bastava.
-cadê Edward? — perguntou Rose impaciente, já passavam das oito horas e estávamos muito tensos, eu precisava me acalmar e não conseguia, não com Alice indo sei-la pra onde, sempre confiei nela e não seria agora que isso mudaria. Poderíamos ir até lá, mas aí as coisas iriam se complicar, o irmão dela pode se sentir acuado e contra atacar, isso não poderia acontecer de forma alguma.
-cadê a Isa? — parei de andar e olhei Iran, olhei ao redor e não a vi.
-pra onde ela foi? — perguntou Rose.
-ela estava aqui agorinha mesmo e disse que ia fazer xixi atrás da moita, mas até agora não apareceu. — disse Iran começando ficar preocupado, não era o único.
-ela não poderia ter ido até a cidade pra ver aquele homem. — disse Jacob furioso, olhei para o céu me perguntando por que acontece tudo de uma vez.
-vamos até lá. — falei e já me encaminhei em direção a cidade, era o melhor que poderíamos fazer agora. — aproveito e já falo com Edward, só espero que esse tal de Breno não faça besteira ao nos ver.
Fomos todos nós, mas os outros ficaram escondidos enquanto eu, Rose e Jacob nos aproximamos, vimos Edward saindo com Isa nos braços, ela parecia estar dormindo.
-o que aconteceu? — perguntou Jacob a pegando nos braços, ela permanecia desacordada.
-bella a fez dormir pra não dar confusão, Isa veio pra ter certeza que o cara que ela ama é mesmo o irmão de bella, ele nem se chama Breno, se chama Matteo Volturi. — explicou Edward observando o movimento, pela vidraça dava pra ver bella em pé e Matteo sentado, a posição dela indicava que ela estava bem brava. Ele sorriu desafiador e ficou sério.
-isso não vai prestar. — falei e repassei mentalmente a conversa que tivemos com Alice, ele estava estático e olhou em direção a lanchonete super movimentada, vimos perfeitamente quando Matteo pegou a taça de vinho sem tirar os olhos de Isabella. Nos olhamos tensos, era a hora de intervirmos.
-vamos até lá agora mesmo. — disse Edward e saiu abrindo caminho entre as pessoas, o seguimos e tudo pareceu em câmera lenta, cada passo dado e eu me sentia gelar, vendo Matteo tomar um grande gole de vinho e soltando a taça na mesa, bella pegou a mesma taça e fez um gesto como se estivesse brindando, estávamos bem próximos e ouvimos ela dizer tim tim, ela levou a taça à boca e quando a soltou a taça virou derramando o pouco vinho que ainda tinha. Eu parei, Edward parou, Rose parou levando as mãos à boca. Era tarde de mais.
-se preocupa tanto com esses humanos que os reuniu pra não me confrontar diretamente. — disse Matteo levantando-se da cadeira, ouvimos Isabella rir, Matteo a atacou. Era nosso fim.
PVALICE
-não vai dar tempo. — falei apavorada a ganhando impulso, tinha que dar tempo. Com a festa dada pelos volturi não havia vampiros pelo caminho, todos estavam lá, no mínimo esperando por Matteo.
-vai sim, a gente tem que acreditar que vai dar tempo. — disse Nessie tentando ser confiante, Charlie permanecia calado, o trouxe porque sabia que Aro gostaria de falar com ele antes de matá-lo, Charlie também sabia, isso nos dava a chance de Aro nos ouvir. Ele tinha que ouvir.
Eram cinco horas da tarde quando saímos de lá, não vimos nem sentimos a presença de ninguém por todo o caminho, estavam todos na cidade perdida organizando uma festa que seria dada em dois dias, não tenho certeza se existiria alguém vivo até lá. Não desviamos nossa rota, mas fomos obrigados a parar quando nos aproximamos da tão famosa cidade perdida. Era como um conto de terror.
-pelo diabos, o que a mamis fez com essa cidade. — murmurou Nessie meio desolada, eu a entendia perfeitamente. A última vez que estivemos aqui foi durante a guerra, quando partimos levando Isabella desacordada tudo o que havia sobrado era destroços e somente os edifícios mais resistentes permaneceram em pé. Mas confesso que isso era arrepiante. Ainda era dia, ou deveria ser devido ao horário, mas a cidade estava completamente no escuro devido a camada escura de neblina que a cobria, os antigos prédios estavam em ruínas e dava a impressão que estávamos sendo observados. Adiantei-me ignorando os arrepios que percorriam minha espinha ao olhar pra essa cidade. Como Isabella morou aqui?
-sou Alice Cullen e vim falar com Aro, é importante. — não precisei gritar, mas eu via várias sombras se movimentando entre as colunas arruinadas. Nem minha visão de vampira conseguia ver quem realmente estava lá.
-e se ele não quiser ver vocês? — uma voz perguntou zombeteira, era a voz de uma mulher.
-diga que Charlie também veio falar com ele, é de extrema urgência. — interferiu Charlie e a mulher deu um riso, ela permanecia escondida entre as sombras. Eu não conseguia prever movimento algum e me sentia inquieta.
-e quem é a ruivinha? A chapeuzinho vermelho? — perguntou debochada.
-diga o que quiser, mas só adianto que sou Nessie Black, a filha de Isabella e não saio daqui sem falar com esse filho da puta do Aro. — pra variar ela pegou pesado, mas dessa vez não ouvimos risos da mulher, parece que saber que a filha de Isabella está aqui a pegou desprevenida.
-se você está aqui quer dizer... — a interrompi arrogantemente.
-quer dizer que o irmão de Isabella falhou. — falei e até que enfim ela resolveu dar as caras, ela saiu lentamente das sombras e veio até nós, ela não estava com medo de nós e eu sentia que escondidos entre as sombras havia outros vampiros, ou outra coisa, nem quero pensar o que seja. Ela parou nos analisando descarada mente, era uma vampira loira, com os cabelos na altura dos ombros e meio repicados, os olhos vermelhos carregados por uma maquiagem forte e muito bem feita, usava roupas de grife e tinha mais ou menos um e setenta e cinco de altura, era belíssima como toda vampira, claro que não é tão bonita quanto Rose e muito menos quanto Isabella, mas era de parar o trânsito, a roupa colada ao corpo destacava seus belos atributos físicos, mas havia algo nela que me perturbava e eu não sabia o que era, só sei que já não gostei dela.
-sou Layla. — ela se apresentou, sua postura parecia intimidante, mas não para nós. — a namorada de Matteo Volturi. — agora fui eu quem ficou surpresa, mas não deixei transparecer, eu já imaginava que Breno era um nome falso. — onde ele está?
-você que é namorada dele não sabe imagine eu? — disse Nessie debochada, mas esse não era o momento, Layla era só mais uma peça nesse jogo, eu tinha que falar com Aro.
-escuta aqui...
-vim falar com Aro, é urgente, faça as honras da casa e nos anuncie e nem pense em nos atacar. — falei quando a movimentação nas sombras se agitou se aproximando de nós. — garanto que Aro ficará furioso se nos matarem sem ele saber o que queremos falar com ele. — eu sabia que o grande defeito de todo vampiro era a curiosidade, nós morreríamos e Aro jamais saberia o que de tão importante nos fez atravessar dois países e dar a cara a tapa vindo até aqui, no covil do inimigo.
-vou falar com ele, mas diga à ruivinha que é melhor controlar a língua, antes que a perca. — avisou ameaçadora e se retirou a passos largos e elegantes, o que tinha nela que eu me sentia desconcertada? Olhei inquisotora para Charlie.
-Bell's tem um protetor. — murmurou olhando ao redor, então eu entendi, fomos recebidos pela protetora de Matteo. — é normal nos sentirmos estranhos diante de alguém assim e que não conhecemos, com Ares foi complicado no início, mas passou, espero que também seja assim com Layla.
-não gostei dessa loira, fico me perguntando uma luta entre ela e Ares o que sobraria dela? — olhei pra Nessie e falei a verdade.
-sabe que as aparências enganam, ambos são protetores, algo especial eles tem que ter pra ocupar tal cargo. — eu sabia o quão especial é Ares, mas quanto a essa vampira não tínhamos a mínima noção do que ela poderia fazer, mas imagino que não seja agradável.
-com certeza, esse lugar me dá arrepios. — ela comentou e Charlie passou um braço por seus ombros lhe passando apoio.
-em mim também. — comentei vendo Layla nos chamar com a mão, respirei fundo e a seguimos, era a hora.
Eu queria correr em direção a Aro e lhe alcançar minha mão, mas um passo em falso e estávamos literalmente mortos, então me contive com uma única certeza, ele queria nos ver. Procurei ignorar as sombras e as ruínas do que um dia foi uma das maiores cidades do mundo, a bela Nova York sucumbiu diante de Isabella, imaginei ela lutando com Matteo e tremi. Por incrível que pareça ninguém nos atacou, seja por curiosidade ou por que Aro iria nos ver, eu não sei dizer, mas imagino que seja Layla que os comanda, isso é ruim, muito ruim. Andamos por alguns minutos e entramos num dos edifícios, as grandes portas rangeram ao serem abertas nos revelando um salão, os três tronos estavam ali, Layla ficou um pouco afastada, ignorei quem estava a esquerda de Aro, fingi não ver Carlisle e Esme me olhando preocupados.
-mas que surpresa mais agradável. — nos saudou Aro falso como sempre, como se estivesse ganhado o dia com nossa presença. — jamais pensei que o veria de novo Charlie, principalmente depois que nos virou as costas por causo de Isabella. — ali estava a brecha que eu tanto quis. Percebi que haviam muitos vampiros cercando o salão pelo lado de fora. Se as coisas não se ajeitassem jamais sairíamos daqui vivos. Eu sabia que a possibilidade disso acontecer era de cinqüenta por cento, respirei fundo retirando minha luva e me encaminhei com a mão estendida até Aro, cada passo dado era um fio de esperança que crescia.
-pare onde está agora mesmo. — paralisei com a voz de trovão de Caius, eles tinham que ouvir. — o que vieram fazer aqui? Um acordo de paz? — perguntou irônico. — ou vieram ver com seus próprios olhos que Carlisle os abandonou por serem fracos?
-seria risco de mais pra pouca coisa. — retrucou Charlie olhando com repulsa para Carlisle, eu tentava o máximo que conseguia os ignorar, eu só sei que não irei morrer a toa, tenho que fazer meu ato valer a pena.
-Isabella está com seu irmão gêmeo, Matteo. — falei e agora sim ganhei o foco das atenções.
-isso é ótimo. — disse Aro animado, ninguém havia entendido. — assim ele a mata logo, mas pra vocês verem como sou piedoso, se aceitarem servir a nós como bons subordinados os deixo viver, claro que nem sairão mais daqui. — ele disse animado com a idéia de nos ter como escravos, usando de nossas habilidades em prol dele mesmo, estão todos tão focados no poder que não conseguem olhar ao redor, arrumei minha postura como a peça rara que sou, então quando falei, falei honestamente e convicta.
-proposta aceita. — ao invés deles rirem satisfeitos eles estreitaram os olhos pra mim, ergui outra vez minha mão para Aro. — aceito a proposta "se" Matteo matar Isabella, se ele reinar aceito servir a vocês. — agora sim eles sorriram triunfantes, soltei mais uma básica bombinha. — é uma pena que isso não vai acontecer.
-se tem tanta fé em Isabella porque veio até aqui? — perguntou Aro de forma teatral, ele vive como se estivesse em um palco.
-veja você mesmo. — falei e recomecei andar lentamente até ele, mas eu não queria surpresas desagradáveis e já fui falando. — a nossa sorte foi lançada, Isabella e Matteo irão se matar, eu vi. — quando falei ouvi o arfar de alguns vampiros, incluindo Layla que não pensou duas vezes e saiu correndo, eu sabia que ela corria em direção a Matteo. Que ela tenha mais sorte que nós.
-vieram pra nos distrair. — disse Caius e Aro agarrou minha mão quase a arrancando fora, segurei o gemido de dor virando minha cabeça para trás, olhei para Nessie e para Charlie, as coisas não podem sair do controle. — vê algo interessante? — perguntou Caius debochado, olhei de volta para frente a tempo de ver Marcus se retirando do salão a passos rápidos, ele não seria rápido o suficiente. — Aro?
-por todos os diabos o que foi isso? — ele murmurou chocado e me soltou, agora ele viu o tamanho da catástrofe que estava por vir, voltei lentamente para perto de Nessie e de Charlie, eles ficaram aliviados por me verem bem.
-diga logo Aro, o que você viu? — insistiu Caius impaciente, pela minha visão periférica vi a agonia de Carlisle e de Esme, mas a decisão foi deles então que agüentem as conseqüências. Aro respirou fundo antes de responder.
-quero todos da guarda em posição e quero agora. — disse furioso e se encaminhou para fora, o seguimos cautelosos. — façam qualquer coisa, mas Isabella e Matteo não podem se enfrentar, pelo menos por enquanto.
-o que você viu? — rosnou Caius e Aro o olhou parecendo perdido.
-eles são raros de mais, especiais de mais e não podem se enfrentar, se lutarem eles vão se matar.
-mas não pode existir dois seres com tantos poderes, um deles tem que morrer. — insistiu o idiota do Caius.
-viemos só pra alertar sobre essa luta, espero que tomem a decisão correta. — falei a Aro, sua expressão dizia claramente que ele não estava nada contente. — temos que ir. — falei e alcancei minha mão a ele que segurou e eu pensei "tente colocar na cabeça de Caius que precisamos de uma trégua, todos dependemos de Isabella e Matteo, e você já sabe o resultado dessa luta". — para meu desespero ele não soltou minha mão.
-vamos até lá agora mesmo, mas vocês vão conosco. — falou indicando Charlie e Nessie, não tínhamos mais escolhas.
Aro dividiu toda a sua guarda em duas partes e partimos em direção a Isabella e Matteo, Aro não soltou minha mão em nenhum momento e eu me sentia presa, como se eu pertencesse aos volturi.
-e você pertence minha cara Alice, você, Charlie e Nessie. — disse de forma amigável, olhei para frente e deixei minha mente nula, não pensei em nada. Minha próxima frase foi rápida e nem pensei nela.
-Nessie. — foi só o que falei, ela que estava ao lado de Charlie, segurou sua mão e os dois desapareceram sem deixar rastros, o fato de eu estar condenada não me impediu de salva-los. Em troca Aro me deu um soco fortíssimo na cara, doeu e não foi pouco.
-não previu isso não foi? — disse rosnando, novamente eu não pensava em nada, conviver com Edward foi muito útil. — vamos ver até onde vai sua coragem. — debochou e saiu me arrastando com ele, claro que me sentia humilhada, mas exultante. Morreria com toda a dignidade que mereço.
Muito antes de chegarmos até a cidade, já vimos o tamanho da catástrofe que acontecia, havíamos chegado tarde de mais e somente um milagre nos salvaria. A destruição ia desde árvores caídas e o fogo as consumindo até o chão irregular e esburacado, só espero que tenha sido o corpo de Matteo e não o de bella que tenha aberto esses buracos, todos paramos ao lado de Layla e observamos uma cena que jamais seria esquecida, uma enorme clareira aberta e do outro lado estava Jasper e toda minha família, incluindo Charlie e Nessie, todos paralisados, chocados e temerosos, vi quando Edward segurou Jasper evitando que ele corresse até mim, até aí tudo bem, se não fosse um detalhe muito importante, quem estava no meio da clareira e sobre muitos corpos destroçados e mortos, Isabella tinha sangue por todo o corpo e suas roupas estavam todas rasgadas, não sei se o sangue era dela ou das vítimas inocentes que moravam nessa cidade, constatei com um aperto no peito que estávamos bem no centro da cidade, mas não havia sobrado nada dela, a não ser fogo e muitos mortos. Desviei meus olhos e analisei Matteo, ele estava como Isabella, roupas rasgadas e muito sangue pelo corpo, dessa vez espero que o sangue seja dele. Eu via a aflição de Ares vendo os dois se atracarem como dois animais selvagens, não havia classe, nem joguinhos, muito menos diversão, ambos concentrados em seu oponente, sem dar margens a erros. O erro não partiu de Isabella ou de Matteo, partiu de Caius.
-os separem agora mesmo. — ordenou a sua guarda, que não pensaram duas vezes e partiram pra cima dos dois no intuito de parar a briga.
-agora é tarde, deixe -os. — disse Layla em desespero, mas não foi ouvida, não sei exatamente qual deles fez aquilo, acho que tenha sido os dois, todos os vampiros que correram para separá-los paralisaram a poucos metros deles e começaram ofegar e tremer, colocaram as mãos na garganta e começaram sufocar, como se ao redor tivesse uma grande quantidade de veneno no ar. Mas aparentemente não havia nada, o que também era absurdo vampiros morrer envenenados daquela forma, mas inacreditavelmente, eles morreram, um a um foram ao chão pra nunca mais retornar.
-por todos os diabos, o que é isso? — murmurou Aro atordoado, ele continuava me segurando e eu permanecia de cabeça erguida, só esperando pelo momento exato. Ninguém conseguia assimilar aquilo, eu sim.
-já estamos condenamos mesmo. — falei e dei ombros enquanto os demais me olhavam incrédulos. Eu estremecia a cada golpe que Isabella recebia, ver o olhar de Edward vendo aquilo era de deixar qualquer um pânico, quando Matteo deu-lhe um soco a jogando próximo a nós quase surtei, mas respirei aliviada vendo Isabella cair e se levantar rapidamente indo outra vez ao encontro dele e deferindo um soco tão forte quanto recebeu.
-MATTEO. — gritou Layla apavorava o vendo se esborrachar no chão e Isabella partir pra cima dele o chutando para mais longe. Mas eu sabia que isso estava longe de acabar, Aro me soltou e fez com que eu o encarasse.
-se concentre vidente estúpida, há algo que possamos fazer para os separar? — o momento exato havia chegado, ele não estava encostando em mim e eu respirei fundo como se tentasse me concentrar, ele olhou para o lado por um segundo e eu disparei sem pensar duas vezes em direção a minha família, no meio da enorme e ensangüentada clareira Matteo se materializou diante de mim, pelo visto ele havia batido em Isabella, outra vez. Ele não disse nada e ergueu o braço pra me dar um soco que com certeza arrancaria minha cabeça fora, não me encolhi e ouvi Jasper gritar, mas o soco foi bloqueado por Isabella que sem dó nem piedade arrancou seu braço fora, não olhei pra mais nada e corri até os braços acolhedores de Jasper. Não achei que voltaria a vê-lo.
-como pode ir até os volturi? — perguntou agoniado beijando meus cabelos e meu rosto, era tão bom estar ali.
-eles tinham que intervir para que Matteo não lutasse com Isabella. — falei emocionada o abraçando apertado, tentei disfarçar minhas emoções para que ele não percebesse o tanto que estava aflita.
-e de que adiantou? Agora estão todos aí quase se borrando nas calças. — disse Emmet me fazendo um cafuné, estremecemos ao ouvir o grito misturado com um rosnado poderoso de Isabella, vir-me-ei a tempo de vê-la caída no chão e levantando com esforço, Matteo ia até ela praticamente de arrasto, mas ninguém conseguia se aproximar deles.
-MATTEO POR FAVOR, PARE. — gritou Layla desesperada, cada vez que ela se movia um pouco em direção a Matteo Ares rosnava a fazendo parar, não seria uma luta justa, os golpes que eles se davam estremecia até mesmo o chão, o pior nem era isso, e sim que os níveis de destruição estava aumentando pouco a pouco. Eles não iriam parar, foi com pavor que constatei que o braço de Matteo já estava grudado ao corpo, parecia meio molengo e sem coordenação, mas estava lá.
-PAREM COM ISSO OS DOIS. — gritou Marcus chegando enlouquecido, mas onde ele estava? Ninguém lhe deu ouvidos. — SOU O PAI DE VOCÊS E ORDENO QUE PAREM, NÃO ESTÃO VENDO QUE VÃO SE MATAR. — os volturi o olharam de forma desafiadora e questionável, me admiro Marcus ter conseguido guardar um segredo assim por tanto tempo. Me virei para Edward e pensei "quando chegar o momento quero que saia daqui sem olhar para trás, é meu último pedido", vi seus olhos se arregalando e depois ele negou levemente com a cabeça.
PVE
Alice só pode ter enlouquecido, eu jamais iria sair daqui sem minha diabinha, vê-la lutar com seu irmão dessa forma e não poder fazer nada me fez sentir um inútil, que namorado sou eu que não posso defendê-la? Presenciei a briga desde o início, desde o inicio percebi que não seria fácil essa batalha e que seria impossível se esconder dos humanos, haviam tantos, inclusive repórteres com câmeras de alta tecnologia, as filmagens eram registradas em tempo real para um canal de TV aberta, em pouco tempo o mundo saberia o que de fato houve aqui e ligaria os pontos, saberiam que fomos nós os responsáveis pela destruição total de Nova York, achariam todas as respostas que procuravam a mais de cem anos e nunca haviam encontrado, iríamos comprar uma guerra feia contra a humanidade, mas não seria mais feia que essa que estou vendo. Não havia gentilezas ou cordiabilidade entre eles, as palavras de Marcus não surtiram efeito e cada vez mais eles se afastavam de nós, por onde passavam deixavam um rastro de destruição imensurável.
-temos que pará-los. — ouvimos Aro dizer, ele estava bastante incomodado de saber sobre isso através de Alice, se não fosse por ela eles seriam os últimos a saber o que acontecia aqui.
-Matteo tem que matá-la, MATTEO, MATE ISABELLA E TUDO ISSO SERÁ SEU. — incentivou Caius e se calou quando Marcus o atacou para que ficasse quieto.
-não são seus filhos, portanto não se meta nisso. — rosnou Marcus furioso na cara risonha de Caius, um reflexo de sua mente me fez entender o porque do seu risinho.
-ele quer que Matteo e Isabella se matem. — falei aos meus irmãos bem baixinho. — eles já são fortes sem Matteo, mas nós sem Isabella somos fracos, com eles dois mortos eles nos destroem e continuam no poder sem ter que dá-lo a Matteo. — não precisei olhar pra saber que meus irmãos sentiam repugnância por Caius, eles poderiam ser filhos dele e ele não estava nem aí. "QUANDO CHEGAR A HORA VOCÊ VAI SAIR DAQUI", Alice berrou mentalmente, "por Isabella, você tem que fazer isso".
-o que você viu? — perguntei sem desviar os olhos de Isabella que novamente golpeava Matteo o derrubando, mas ele se levantou rápido e partiu pra cima dela.
-simplesmente faça o que pedi. — seu tom de lamento fez com que eu a olhasse, Alice sofria muito e não iria compartilhar conosco o desfecho disso. Mas acredito que não seja agradável pra ninguém. Acenei positivamente com a cabeça e ela respirou aliviada, tudo mudou em um segundo, tudo mudou quando Matteo segurou o pulso de bella e com a mão livre passou a golpeá-la sem dó nem piedade, vi vagamente a grande agitação no exército dos volturi, pelo menos o que havia sobrado dele, eles já estavam comemorando.
-por muito tempo quis ver bella apanhar de alguém pra pagar um pouco as humilhações que nos fez passar. — lamentou Rose. — não consigo mais ver isso. — disse chorosa e escondeu a cabeça no peito de Emmet. Eu não conseguia desviar os olhos, dessa vez ela parecia a boneca de trapo nas mãos habilidosas de Matteo.
-por favor, meu amor, reaja. — murmurei inconsolável, ela era forte, não pode se entregar dessa maneira, o que seria de mim sem ela? Seu rosto estava todo cortado e ensangüentado. — REAJA ISABELLA. — gritei com todas as minhas forças e quando fui ajudá-la meus irmãos me seguraram. Eu me debati e supliquei, mas não fui ouvido.
-ele não pode matá-la assim. — disse Charlie vindo para meu lado e colocando a mão no meu ombro. Ele também sofria. — ela carrega a marca e Matteo não tem potencial pra isso, pelo menos até Isabella escolher, o bem ou o mal, ela ainda não fez essa escolha. — ele tinha razão, mas ela estava apanhando muito.
-faça sua escolha maninha, e me dê o que me pertence. — disse Matteo a jogando no chão, ele também sabia que pode bater nela, mas não matá-la sem ela fazer sua escolha. — escolha o bem, e eu mato você, escolho o mal e eu também mato você, DIABOS DOS INFERNOS FAÇA SUA ESCOLHA. — ele disse furioso a chutando, cada golpe deferido a ela eu sentia como se um pedaço de mim se partisse, ela deve estar sofrendo tanto. — ninguém se aproxima. — ele ordenou quando Marcus deu um passo em sua direção. — ela sempre foi sua preferida, por isso sempre me tratou com indiferença, pois então veja eu matá-la. — disse enlouquecido a chutando outra vez.
-se acalme meu filho, isso não vai terminar bem. — disse Marcus, com um balançar de mãos de Matteo ele saiu rolando pelo chão até parar perto de Aro.
-não me chame de filho. — ele disse lentamente e se virou outra vez para Isabella ganhando um belo de um chute bem no meio da cara, depois se agarraram e saíram rolando pelo chão sem parar de dar socos um no outro. Então tudo parou, Matteo se levantou com dificuldade e mal conseguia parar em pé, Isabella permaneceu caída no chão, seu estado era deplorável, novamente fui impedido de ir até ela. — se eu arrancar a cabeça dela, ela morre. — ele disse cheio de ódio, mas parou e olhou Isa que estava chorando muito ao nosso lado, não sei o porquê ele parou, só simplesmente parou.
-a mate logo. — ordenou Caius sorridente, mas ganhou um rosnado de Matteo, seus olhos também estavam vermelhos, ouvimos o coração de bella falhar uma batida, depois outra, e mais outra.
-se levante meu amor. — eu disse sentindo-me morrer junto com ela, Matteo tirou os olhos de Isa em foi terminar seu serviço, gritamos, imploramos e nos rendemos, mas ele não mudou de idéia.
-sinto muito Isa. — ele murmurou e deu uma ultima olhada nela antes de segurar o pescoço de minha Isabella com as duas mãos, Alice gargalhou o distraindo, não vi motivos para gargalhar nesse momento, me senti até ressentido por isso, mas a dor de ver bella naquele estado era muito maior que qualquer outra coisa.
-ele não passa de um moleque que foi criado sob a má influência dos volturi. — ela disse debochada. — vamos Matteo, arranque a cabeça de Isabella e a de aos volturi, afinal eles são sua única família e você serve a eles. — porque Alice estava provocando e porque não pensava sobre isso? Quando Matteo deu dois passos em direção a nós, novamente tudo parou e percebi minha Isabella sem uma das mãos, Matteo a havia arrancado. Rosnei de ódio, mas continuava sendo segurado por Jasper e Emmet. Todos nós sabíamos que enfrentar Matteo era uma sentença, não me importava em morrer pra salvá-la ou simplesmente ajudá-la com isso.
-o que é isso? — ele murmurou confuso e se virou em direção ao corpo arrebentado estendido no chão, então um som de um coração batendo fraquinho, mas ritmado foi ouvido por todos nós, eram dois corações batendo em Isabella, mas como...
-o que é isso? — perguntei apavorado olhando o corpo imóvel. A mente de Carlisle que estava do outro lado da clareira assombrosa me respondeu "está grávida, meu filho, agora você precisa agir e rápido", mas eu não conseguia raciocinar, Isabella estava morrendo e levaria nosso filho com ela assim como levaria a mim.
-ora ora ora, mas que pena minha maninha morrer sem dar a luz a um outro filho, ela não tem muita sorte. — debochou Matteo se encaminhando outra vez para Isabella, eu sabia que ele teria coragem para matá-la. Alice pensou"saia daqui agora mesmo, confie em mim, por favor", Alice viu algo importante e quer que eu vá embora deixando Isabella e meu filho para trás, eu não faria isso.
-saia agora daqui. — ela disse murmurando e Charlie me pegou pelo pescoço me tirando dali, Ares cuidou da nossa retaguarda, eu só queria morrer com ela. Charlie disparou correndo e me arrastando com ele, deixei-me morrer um pouco a cada passo dado pra longe dela. Não estávamos tão longe e ouvimos Alice dizer.
-eu te amo Jasper. — para em seguida gritar. — NESSIEEEEEEEEE. — vi em sua mente quando ela correu em direção a Matteo e pensou "Isabella não irá morrer hoje". — e depois o som de pedras se partindo. Sua mente escureceu, e sumiu.
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