The Mark Of The Vampire
57 Capítulo 57 - A queda dos Cullen's
Notas iniciais
Bjksss a todos.
PVARO
Por todos os diabos existentes, a situação havia saído do controle, nem nós muito menos os imprestáveis dos Cullen's iriam controlar isso, Matteo havia perdido toda a compostura que lhe foi ensinado por mais de cinqüenta anos, não era mais aquele menino indefeso, pobre e guerreiro que conhecemos. Agora era um homem forte, poderoso e treinado, ele lutava por todos nós, para que pudéssemos reinar sem jamais sermos desafiados ou ter que dividir nosso posto a outros, queríamos tudo o que nos é de direito, queríamos o controle total da terra e da humanidade, mas não era pra ter acontecido isso. Não foi isso que planejamos durante anos, queríamos nos mostrar aos poucos, ganhar a confiança dos humanos, queríamos ser admirados e temidos por eles, queríamos tudo e agora não temos nada, mesmo que Matteo mate Isabella, os humanos vão saber sobre nós e seremos responsáveis por várias catástrofes, até mesmo aquelas que somos inocentes, a guerra seria entre nossa espécie bela e privilegiada contra a raça dos fracos humanos, eles não teriam chances contra nós e vamos viver no legítimo inferno, afinal não podemos matar e acabar definitivamente com nosso alimento.
Observei a luta dos gêmeos não me conformando com muitas coisas, principalmente por saber que Isabella é quem carrega a marca, nós a conhecíamos e sabíamos o quanto sua espécie era diferente, mas jamais imaginamos que a criança que tanto procuramos seria ela, era muito azar. Quando ficamos sabendo que um de nós tinha tido um filho com uma bruxa poderosíssima a primeira atitude a tomar foi a de esconder isso de todos, só iríamos revelar isso quando a criança estivesse sobre nossos cuidados, mas a porra da criança nunca apareceu e parece que levou com ela toda a nossa memória, não importava quem era o pai e sim que estaríamos de posse do ser mais poderoso já existente, mas foi como se a terra tivesse engolido a criança, não foi fácil descobrir que eram duas e não somente uma como imaginamos, assim nossas chances de encontrar algo poderoso aumentaram, mas não facilitou nossa busca. Busca essa que foi interrompida pela guerra em Nova York e pela própria Isabella, existe algo em Isabella que sempre me intrigou, as vezes da a impressão que existe uma sombra sobre ela, mas sei que não é isso, a própria Isabella já é sombria o suficiente, não precisa de mais nada, ela nos confunde, nos atiça, nos deslumbra, mas também nos desafia e nos irrita como ninguém, Isabella seria como a arte se não fosse tão endiabrada, somente admirar sem jamais possuir, mas eu queria Isabella do meu lado e fiz tudo o que pude e até o que não pude, mas entre nós sempre existiu uma barreira enorme e indestrutível chamado Charlie Swan, o cara era uma muralha impenetrável, sempre soube de Isabella e jamais abriu a boca, seu escudo era unicamente dele, nunca seria capaz de proteger os outros assim como nunca falhou, nunca consegui ler nenhum mísero pensamento seu, mas Charlie pecou ao amar Isabella, pecou porque ela não o amou de volta.
As ordens foram claras, ordenei aos poucos vampiros que sabiam da existência dessa criança que saíssem pelo mundo e só voltassem quando a encontrassem, Charlie ficou longe de Volterra por mais de cinco anos e só voltou quando eu liguei e disse que voltasse, haviam novas aquisições e ele era o melhor em treinar recém criado, mesmo assim ele demorou mais de uma semana pra dar as caras, disse que aproveitou que estava na América do Sul e se alimentou de algumas índias, tudo mentira, ele já havia encontrado Isabella que estava com sete anos de idade e morava nos Estados Unidos, o filho da puta não obedeceu as ordens dos seus superiores por causo dela. Isabella pode até achar que Ares é seu protetor, mas não imagina o quanto Charlie já fez por ela e tudo o que já abriu mão por causo dela, mas acredito que uma mulher má como ela não se importe com isso. E era justamente isso que me fazia a admirar ainda mais, só que tinha um detalhe e dos grandes, ela não gosta de nós, e também não gosta de seu próprio irmão, lamentável isso.
Os observando lutar percebi que algo estava errado, sabia a forma violenta que Isabella lutava, rápida e forte, esperta e traiçoeira, era assim que ela lutava quando chegamos aqui, mas agora era como se ela estivesse entregado os pontos, como se quisesse ganhar tempo, mas pra que? Um segundo de distração foi o que Alice precisou para escapar de mim e correr para seu clã de perdedores, segurei o impulso de gritar todas as pragas sobre ela, eu a queria para mim, para me servir, de tantos dons existentes Alice era a única que podia ver o futuro, e novamente eu a perdi, pelo menos por enquanto, assim que Matteo matar sua irmã os Cullen's terão duas opções, morrer ou nos servir, tenho tantos planos para eles, claro que eu os queria para mim, como boas peças de peões que são, seria muito prejuízo se eles morressem, pra Charlie eu tinha um plano bem mais simples, a morte e nada mais é tudo o que terá, mas pela forma como ele ama Isabella é claro que ele prefere a morte à viver sem ela, ah o amor é tão ridículo, torna até os mais poderosos em perfeitos idiotas. Estremeci ao ver metade do meu maravilhoso exército sufocar até a morte, mas mantive minha expressão neutra, eu estava ansioso, eu ficava exultante a cada vez que Isabella ia ao chão, meu querido Matteo era uma arma mortal, até mesmo para Isabella.
Depois da guerra em Nova York nos refugiamos na África, precisávamos de tempo pra formar um exército poderoso e encontrar a criança que carregava a marca, depois descobrimos que eram duas crianças e começamos investigar crianças que eram consideradas anormais, a busca era incansável e só não desistimos porque era importante demais e também porque sempre tivemos o tempo a nosso favor. Mas foi numa cidade a poucos quilômetros de Volterra que encontramos Matteo, ainda era criança e tinha um desenvolvimento físico muito lento, aparentava ter oito anos e não trinta, ficava de cidade em cidade pra que não percebessem que ele não crescia, era um menino muito bonito, mas muito idiota, onde já se viu não usar sua força e beleza sobre humana pra se dar bem? Trabalhava nas lavouras pequenas que pela falta de sol davam mais prejuízo do que lucros, parecia um mendigo morto de fome e todo mal trapilho, me da nojo lembrar a forma como vivia, e para desgraça dele ainda era humilde e dividia seu prato de comida com outra morta de fome que nem ele, ele sofria e mesmo assim não se alimentava dos humanos, não foi fácil destruir aquele menino bondoso e idiota e transformar no poderoso Matteo Volturi, o mesmo Matteo que nesse momento acaba de derrubar a poderosa Isabella no chão, outra vez.
-isso precisa terminar logo, sabe que Isabella é ardilosa e a qualquer momento pode nos surpreender. — disse Layla vindo para meu lado, a aflição explicita em seu rosto, eu também estava assim, ela não tem noção do quão traiçoeira Isabella pode ser.
-sei disso minha querida, olhe só como os Cullen's estão tremendo de medo vendo Isabella apanhar desse jeito. — falei a ela, isso era um conforto por tantas humilhações sofridas por causa dela, tudo o que nos aconteceu foi por causa dela, foi ela quem descobriu primeiro nosso plano contra os Cullen's e deu com a língua nos dentes.
-você não está entendendo Aro. — eu odiava tanto quando falavam comigo dessa forma, só suportava por Layla ser quem é. — se isso não acabar logo corremos o risco de perder, sabe que tudo pode mudar em questão de segundos. — disse eu não poderia discordar, foi quando ouvimos um segundo coração bater dentro de Isabella, a princípio achei que fosse mais um truque seu, mas descartei isso ao ver o desespero de Edward, vê-los se render e gritarem pra que não matassem Isabella fez com que um sorriso presunçoso nascesse meus lábios, esse sorriso morreu ao ver que Matteo não se importava, mas o que ele pensa que está fazendo? Eu queria os Cullen's como meus escravos pra os humilhar todos os dias, mas pra isso Matteo tem que querer também, merda. E agora? Foi quando Charlie tirou Edward dali junto com aquele bicho.
-tá aí todo o amor que ele diz sentir por Isabella, vai deixá-la pra morrer com o filho. — disse Caius, mas eu sabia que viria merda a seguir, Edward jamais a deixaria sem ter um motivo muito bom, novamente as coisas aconteceram rápido demais. Tenho certeza que deixei passar detalhes importantes, mas eu só olhava pra Alice a vendo correr em direção a Matteo. Matteo não seria capaz de matar meu maior objeto de poder, ou seria?
-MATHEU ALICE É MINHA — gritei e corri em direção a ele pra impedir o que com certeza ele faria, o que Alice tem na cabeça? Parei quando constatei o óbvio, não havia sinais de Isabella. — onde está Isabella? — e só ouvi os barulhos de pedras se partindo, olhei e vi os restos de Alice contorcidos aos pés de Matteo, em seguida seu corpo foi consumido pelas chamas junto com meu sonho de tê-la para mim, olhei mortalmente para Matteo e em troca recebi um sorriso macabro, me encolhi como um covarde.
-o que foi Aro? Não era isso que você queria? — disse debochado apontando para os lados, em seguida se virou em direção aonde era pra estar o corpo de Isabella e paralisou, respirou fundo e gargalhou alto. — quem a tirou daqui? — perguntou divertido, olhei para o restante dos Cullen's e estavam todos ali assim como os Black e Nessie, olhei para meu clã e não vi Carlisle nem Esme, o que diabos estava acontecendo? Eles não seriam rápidos o suficiente pra retirar Isabella daqui, mas Nessie seria. Parti pra cima dela com toda minha fúria, um braço me segurou pelo pescoço me erguendo do chão.
-mas o que é isso? — perguntei com a voz falha, o que Matteo vai fazer agora?
-Isabella sumiu, até que reapareça e todos sabemos que um dia ela vai aparecer, sou eu quem mando, e todos vocês obedecem. — não foi um pedido, foi uma ordem. — faça o que quiser com eles, mas não quero nenhum deles mortos, eles são a garantia que tenho que um dia Isabella voltará para salvá-los de nós. — disse satisfeito e me soltou no chão.
-foi a filha dela, Nessie quem tirou Isabella daqui. — contei a ele.
-tanto faz, vocês não fizeram nada, porque não impediram? Mas é bom saber que Nessie está aqui, não é querida? — disse indo até eles e exigindo uma reverência o qual foi prontamente atendida, ou quase isso, já que Isa parecia bem revoltada. — ou vocês me servem, a mim e aos volturi, ou morrem aqui e agora. — deu-lhes as opções sob quais todos já sabiam a resposta.
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