The Mark Of The Vampire
32 Capítulo 32 - A vida continua e o tempo passa
Notas iniciais
Bjksss
PVE
A casa estava uma loucura, Alice estava deixando todos nós em pânico, era época de natal e estávamos morando no Alaska, ela queria tudo perfeito para a festa e com isso obrigava todos nós a ajudá-la, era uma tortura.
Maggie e eu estávamos montando a árvore, Iran e Isa estavam escondidos em algum lugar, sorte deles que eles conseguiram fugir de Alice, a espécie deles era bem interessante, eles tinham genes de lobos mas não o suficiente para se transformar, a alimentação era comida humana e sangue, diferente de Nessie eles não se alimentavam de carne humana, nunca descobrimos o porque dessa alimentação tão peculiar. Alice não podia vê-los através do seu dom e eu só ouvia poucos dos seus pensamentos, jamais ouvi Nessie.
Nessie estava na cozinha ajudando Esme com a ceia, Emmet e Rosalie estavam colocando as luzes ao redor da casa, todos faziam algo, menos Alice que só sabia mandar.
-amor não fique chateado — pediu Maggie, preferi ficar quieto, mas ai lembrei que ela não tem culpa do meu mau humor contínuo.
-eu tento não ficar — murmurei e ela sorriu, ela era uma ótima companhia, não era covarde e nem intrometida, estava sempre no seu canto e quando precisava dela estava sempre disposta a ajudar quem quer que seja, conversávamos sobre tudo, não havia segredos entre nós, só tinha um assunto que ninguém tocava, era tabu pra todos nós, ELA.
-onde estão aquelas pestes — resmungou Alice, quem vê falando pensa que são crianças, mas eles já tem quase cinqüenta anos e pararam de envelhecer aos dezoito, Isa é muito parecida com Nessie, é ruiva de olhos verdes e Iran é a cópia de Jake, mas são muito travessos, se ficarem sem supervisão eles aprontam muito.
-hei não fale assim deles — disse Nessie lá da cozinha.
-mas onde estão? Deveriam estar aqui ajudando na decoração, quero tudo perfeito e tenho certeza que eles estão aprontando alguma coisa – Alice falou, disso nós não tínhamos duvidas, quando eles ficavam quietos alguma coisa eles aprontavam.
-Jake vá achar seus filhos — mandou Nessie e Jake largou os papéis de presente e saiu resmungando, acabamos rindo disso, inclusive eu, era raro eu rir, mas estavam todos felizes e tranqüilos achei que seria egoísmo meu não compartilhar e festar numa data tão comemorativa como o natal. Todos ficaram ainda mais animados com meu riso.
-cuidado Edward — exigiu Alice quando eu coloquei um pouco mais de força e acabei quebrando um enfeite, suspirei e continuei quieto fazendo meu "trabalho".
Depois que terminamos a árvore fiquei a admirando, havia ficado linda, uma bolinha me chamou a atenção, era marrom brilhante e lembrava um chocolate, antes que voltasse a um tempo passado que eu evitava lembrar Alice chamou minha atenção, ela sabia como eu ficava quando isso acontecia.
-sente as pestes chegando — ela disse e eu prestei atenção, ouvi Jake os repreendendo por algo, em seguida eles entraram e as pestes estavam imundos e cheios de barro, mas porque estão assim?
-Nessie venha ver o estado dos seus filhos — pediu Jake estressado e uma Nessie furiosa apareceu enxugando as mãos no avental, paralisou ao ver seus adoráveis filhos, Isa tinha barro até na boca, o cabelo então nem se fala.
-pelo amor dos diabinhos perdidos — ela murmurou chocada e nós seguramos o riso, a cara dela estava bem engraçada — me digam agora o que diabos estavam fazendo pra estarem assim — ela disse bem lentamente e com muita raiva, Isa e Iran se olharam e caíram no riso, não agüentamos e gargalhamos com eles. — CHEGA — ela gritou e ficamos calados imediatamente, Nessie brava era terrível. — vão agora tomar banho e trocar de roupa, um, dois, três — quando ela disse três eles saíram em disparada para sua casa que ficava próxima da nossa, eles sabiam que não era bom irritar Nessie. Com o tempo e as tristezas que passamos aprendemos a respeitá-la e gostar dela, agora ela é a Sra. Black e não era de muitas brincadeiras. Hoje em dia era difícil derrotá-la numa briga.
-deixe que eu limpo isso — disse Maggie e correu pegar balde e pano pra limpar a lama que havia ficado no chão, como disse ela é muito prestativa e me ama muito.
-onde está Carlisle e Charlie — disse Alice com uma mão na cintura e batendo o pé, se ela soubesse o quanto ficava irritante quando fazia isso...
-estão fazendo uma ronda rápida, tem alguns subordinados com eles — respondeu Esme da cozinha, não sei por que Alice perguntou aquilo afinal ela sabia onde estavam, ou não sabia? Olhei rapidamente pra ela.
-eles sumiram da minha visão — ela respondeu nossa pergunta silenciosa — provavelmente algum lobo se juntou a eles.
-não tem nenhum lobo com eles — falei preocupado, de onde estava eu ouvia todos seus pensamentos, eles estavam brincando e fazendo bonecos de neve a mando de Alice, ficamos em alerta.
-vamos atrás deles — disse Esme e nos preparamos pra sair, mas Alice os viu chegando.
-estão chegando — ela disse confusa e em pouco tempo eles entraram na sala tranquilamente.
-o que houve — disse Carlisle estranhando nossa preocupação e confusão que com certeza estavam estampados em nossa face.
-vocês sumiram de minha visões e estávamos indo atrás de vocês — sempre fazíamos ronda e nunca andávamos sozinhos, sempre esperando um ataque dos volturi que até agora nunca veio, as vezes cruzávamos com algum deles e os eliminávamos rapidamente, nunca mais daríamos chances ao azar.
-mas não aconteceu nada e não sentimos cheiros diferentes pra sumirmos assim — falou Charlie pensativo.
-então o que está acontecendo? — disse Rose preocupada, se eles não cruzaram com lobisomens ou qualquer outro vampiro não poderiam ter desaparecido assim das visões de Alice. Isso estava muito estranho.
-o importante é que estão todos bem e temos muitas coisas pra fazer — disse Maggie pra acabar com o clima de tensão que estava no ar.
-tem razão, depois do natal vamos ver o que está acontecendo até lá quero todos voltando as suas tarefas — disse Alice novamente distribuindo coisas pra fazermos, e tudo voltou como estava antes.
Emmet ligou a TV pra ver um programa idiota, nesse horário nem Alice conseguia fazê-lo mudar de idéia e fazer outra coisa, ele grudava no sofá e só saía depois que seu programa preferido terminava, nem Rose conseguia tirá-lo de lá.
-mas que merda outra vez — ele resmungou porque o programa foi interrompido por um noticiário.
"Nesta época festiva e solidária queremos desejar a todos um feliz natal e dizer que estamos muito tristes, nossa equipe foi até a antiga Nova York" — quando ouvimos essa palavra nos juntamos a Emmet para ver o que era dessa vez. " como sabem a pouco mais de cem anos houve o maior desastre da história da humanidade, Nova York foi assolada pela desgraça e milhares de pessoas morreram, até hoje ninguém sabe o verdadeiro motivo, essa semana mandamos nossa equipe até lá pra tirar fotos e nos trazer imagens pra podermos ver o estado que se encontra o que um dia foi uma das maiores cidades do mundo, com a grossa camada de neblina que a cobre constantemente se torna impossível ver algo, nosso correspondente Joaquim Figueiredo mais cinco pessoas de sua equipe viajaram até lá pra poder mostrar ao mundo que a lenda da morte era somente lenda, faz uma semana que perdemos contato e não se tem mais qualquer notícia sobre eles, já perdemos as contas de quantos desapareceram procurando a tão famosa Nova York ou como dizem a cidade perdida..." parei de ouvir e foi inevitável não voltar ao passado, vi a mim mesmo em Nova York andando pelas ruas movimentadas de pessoas e crianças, todas indo ou vindo de algum lugar, a quinta avenida lotada de compradores, as ruas lotadas de carros e o mundo evoluindo muito rapidamente, lembro perfeitamente da primeira tragédia pela qual a cidade passou, a explosão da Ponte do Brooklim, depois a ajudamos a explodir mais cinco pontes deixando a população em pânico e praticamente presa em sua própria cidade, poucos dias depois ELA a destruiu completamente levando uma cidade como aquela ao verdadeiro apocalipse, matando todos os cidadãos, com o passar do tempo as cidades e estados vizinhos conseguiram se reerguer lentamente, mas a grande metrópole jamais conseguiu, todos os que iam até lá jamais retornaram, nem uma única pessoa conseguiu qualquer retrato dela ou da situação em que se encontra, deve estar tudo em ruínas e a vegetação tomado conta, mas ao que tudo indica lá não há vida e nem as ervas daninhas resistem a famosa cidade perdida, ganhou esse nome a pouco mais de três décadas, pois o caminho até lá é pior que entrar numa mata virgem e distante, alguns repórteres que se aventuraram até lá mas recuaram a tempo garantem que é impossível chegar lá, pois a medida que se aproxima percebe-se a vegetação morta e a neblina impede de ver muito além então foram inteligentes e gravaram algumas imagens, abandonando a missão que lhes foi dada e retornando vivos para casa, mas nem todos são inteligentes, vários grupos de adolescentes e outros de pesquisas foram até lá mas nunca mais foram vistos, cem anos depois ainda tem aqueles que insistem em provar que lá é somente um local abandonado que a população usa pra garantir que o demônio existe e que mora lá, tentam provar que aquele lugar nunca foi amaldiçoado pelas milhares de pessoas que perderam a vida e ninguém nunca soube o motivo, só tentam provar, pois nunca retornaram. Respirei fundo e percebi todos tensos, era sempre assim quando ouvíamos noticias sobre a cidade perdida.
-acha que são os volturi? — perguntou Nessie, ela também sofria com lembranças indesejáveis e se fazia de forte, ela sempre mudava o rumo da conversa pra garantir que o assunto tabu não fosse tocado.
-não temos certeza, todo esse tempo eles nunca contra-atacaram e não sabemos onde estão, tenho quase certeza que eles não tem nada haver com a famosa lenda. — disse Carlisle um tanto preocupado, cidades fantasmas eram somente histórias contadas na época em que eu ainda era uma criança, muita coisa não fazia sentido.
-porque estão assim? — disse Isa entrando na sala com Iran, imersos em pensamentos não vimos o tempo passar.
-mais desaparecidos indo em busca da cidade perdida — respondeu Jake.
-a famosa lenda da morte, que interessante — debochou Iran.
-nem me fale isso parece histórias pra cabrito dormir — disse Isa também de maneira debochada, agora eles começavam debochar de tudo e qualquer coisa que disséssemos, eles acreditavam, mas não perdiam a chance de debochar.
-podem parar com isso os dois — avisou Nessie e eles se fingiram de sérios, eram mesmo umas pestes.
-mamãe quem é a gostosura da foto que você tem guardada, ou melhor, escondida em casa? — disse Iran interessado e nós congelamos no lugar, não gostávamos de falar sobre isso, eu nem sabia que ela guardava alguma coisa DELA.
-mexeram nas minhas coisas? — Nessie estava furiosa, era através da fúria que ela escondia sua dor, era por isso que eles demoraram tanto a voltar, estavam bisbilhotando as coisas de Nessie, já eu me sentia quebrado, Maggie não merecia isso, me ver sofrer por outra.
-mexemos sim e queremos saber quem é a bonitona e porque ficaram assim quando Iran falou sobre ela — Isa disse exigente e pôs as mãos na cintura, essa mania ela havia pego de Alice.
-não era ninguém e nunca foi ninguém, proíbo vocês de tocarem nesse assunto novamente — Nessie estava muito brava.
-ela era importante porque todos ficaram desse jeito, eu nem sabia que existia alguém mais bonita que tia Rose — comentou Iran — estou fascinado pela mulher da foto, diga onde está que eu vou atrás dela — ele estava fascinado pelo que viu, nenhum de nós poderia culpá-lo por isso.
-ela está morta, morreu a mais de cem anos e eu não quero falar sobre isso, por favor — agora Nessie estava com a voz sofrida, parece que só agora as pestes entenderam o quão complicado era esse assunto, Nessie desapareceu da sala.
-este assunto é proibido entre nós, se falarem sobre isso outra vez saibam que estarão em grandes encrencas, com todos nós — disse Jake firmemente, Charlie respirou fundo e saiu, eu só não saí dali por Maggie, quando eu ficava assim era ela quem juntava meus pedaços, ficavam tortos e mal colados, mas estavam juntos.
-desculpe — pediram e ficaram quietos, até que enfim perceberam a gravidade do assunto, ledo engano.
-uma pena estar morta, mas que ela era gostosa isso era — disse Iran e saiu correndo puxando Isa pela mão.
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