The Mark Of The Vampire
19 Capítulo 19- O início ou o fim?
Notas iniciais
mais um post pra vçs, aquí mostra o outro dom da bella e fala um pouco sobre a marca,também mostra um pouco mais do relacionamento dela com Charlie.
Agradeço aos comentários que a cada capítulo estão aumentando.
Obrigada.
bjksss
PVB
Cheguei e fui direto pro carro, queria ficar sozinha longe de tudo e de todos, pelo menos por enquanto. Nem um deles se aproximou de mim, se estavam sofrendo ou me achando insensível problema deles, fiquei lá curtindo minha dor e alimentando minha raiva ouvindo o choro de nessie e os gemidos tristes de Ares, não devia ter levado eles comigo, eu merecia sofrer sozinha mesmo pelo que fiz, Ares viu tudo, tadinho do meu baby, e ainda sabe como estou me sentindo,não aprendí a enganá-lo, que pena.
Nessie se recuperou um pouco e ligou pra Rose avisando sobre as crianças, agora era uma preocupação a menos, não prestei atenção na conversa, não me interessava.
Eu não estava mais preocupada sobre essa guerra, o resultado era irrelevante, só queria victória, que se dane se formos expostos aos humanos, que se dane se a situação se tornar incontrolável, eu sabia que ela não estaria lá e não tinha a mínima idéia de onde ela estaria, desgraçada filha da puta. Mas um dia eu a encontro e isso é uma promessa.
Sentí alguêm se aproximando mas estava longe, me coloquei em alerta e saí do carro, fui até nessie que estava melhor mas não menos triste.
-como voçê tá? — perguntei tranquilamente
-estou melhor, avisei rose sobre o ocorrido e ela está chegando, queria ver como voçê estava- mas que inferno, será que não sabem que não quero ver ninguêm, mas me mantive tranquila e acenei com a cabeça, não deixaria transparecer meus sentimentos, na verdade eu já estava bem melhor, em pouco tempo nem me lembraria mais disso, menti pra mim mesma. Rose não veio sozinha, Edward e Alice estavam junto.
-está tudo bem? — ela estava confusa quando me perguntou, ela esperava me ver chorando e sofrendo? pois vai ficar decepcionada.
-estou — falei me fazendo de confusa por sua pergunta — na verdade nessie que não estava mas já passou — e passei a mão no cabelo de nessie que se aconchegou em mim começando fungar de novo, ninguêm merece viu.
-ela estava bem nervosa ao telefone então viemos ver se estava tudo bem — Alice é muito intrometida, e sim, eles esperavam uma reação mais humana de minha parte, mas de humana eu nunca tive muita coisa a não ser fome.
-não se preocupem, logo ela estará normal outra vez — dei um leve sorriso a eles.
-como foi lá? — rose estava exitante ao perguntar isso.
-encontramos o orfanato e eu eliminei as crianças — disse bem de boa e dei de ombros, não queria falar detalhes, ainda doía um pouco lembrar do que aconteceu lá.
-voçê não parece abalada por isso — Edward observou com o cenho franzido.
-fiz o que tinha que ser feito, simples assim. — minha voz estava fria, eles desviaram os olhos de mim receosos, o que foi agora?
-porque estão assim? — nessie perguntou a eles, Alice respondeu.
-nem um de nós gosta de destruir crianças, quando aconteceu no passado não foi fácil superar, e vemos bella tranquila depois do que fez, só achamos estranho.
-quantas? — rose não olhava pra mim quando perguntou.
-umas sessenta — falei como se não tivesse contado uma a uma.
-nossa tudo isso, voçê fez o certo, se elas chegassem na cidade seria terrível — na verdade rose queria convencer a sí mesmo disso, dar conforto a ela mesma que foi o certo a se fazer, embora sua tentativa foi de me apoiar ela só queria se conformar de que fiz o certo, acho que minha reação os surpreendeu.
-isso mesmo — respondi e ficamos quietos, eles não conseguiam disfarçar sua incredulidade por minha frieza, mas eu não demonstraria jamais o que estava sentindo.
-o cheiro deles esta por toda a cidade, não podem mais se esconder, mas acredito que são muitos — edward interrompeu o silêncio que estava se tornando incômodo, olhei pra ele esperando ver repulsa ou algo parecido, mas encontrei fascínio, ele estava fascinado por minha frieza? então estava enganado outra vez. Concordei com a cabeça
-talves devemos atacar primeiro e não ficar esperando a boa vontade deles — não disse mais que a verdade — assim mostramos que estamos fortes e despreocupados.
-e como fazer isso? — nessie me olhou confusa.
-simples, assim que descobrirem que não existe mais crianças imortais serão obrigados a atacar ou recuar, mas victória não permitirá um recuo, virão pra cima de nós — rose já tinha um plano em mente, só por seu sorrisinho convencido. — vou explodir a central de energia elétrica agora mesmo. — e pegou o controle e apertou.
-assim as pessoas nem vão sair de casa hoje, pra tudo prescisa de energia, se não podem trabalhar,não saem de casa — concluí.
-vamos pra onde? — meu bebê perguntou.
-não sairemos do centro da cidade, ainda tenho uma surpresa pra essa noite — disse e fui até o carro pegar as armas com nessie, os cullen's foram embora avisar os outros, mas por milagre não perguntaram sobre minha surpresa, eles sabiam que se perguntassem ficariam sem respostas.
Em breve estaria amanhecendo, mas eu não me esconderia mais por causo deles, agora eu me mostraria pra quem quizesse ver. Partimos para o centro a toda velocidade, mas Ares não se mostraria por enquanto, então ficaria escondido, mas próximo a mim. Pouco antes de clarear chegamos a um prédio no centro, Ares ficou no telhado, se visse algum helicóptero se esconderia, não estava na hora de pânico entre os humanos, ainda.
Havia uma cafeteria na esquina e fomos pra lá tranquilamente, mas não estava aberta somente ví pelo vidro que provavelmente os donos estavam ligando de celulares e reclamando a falta de energia, e que não poderiam abrir as portas, passamos por ela e continuamos caminhando, pelo horário as ruas deveriam estar lotadas de pessoas, tinha várias claro, mas nada comparado a um dia normal, o que tinha bastante eram veículos, mas estava o caos, guardas de trânsito tentando controlar o fluxo já que os sinaleiros estavam desligados, os comércios que já deveriam estar abertos ainda permaneciam fechados, isso me deu uma sensação estranha, como um mau presságio.
Andamos em circulos, nunca se afastando de mais do prédio onde estava Ares, sentíamos seus cheiros mas não os víamos, também não seguimos, continuamos andando casualmente, o sol nasceu e por incrível que pareça achei lindo aquele dia, somente alguns comércios abriram, os alimentícios não.
Fiquei pensando no motivo pra achar esse dia tão lindo já que era igual aos outros, olhei ao redor e ví uma rodinha de pessoas amontoadas olhando algo, olhei na direção e não conseguia acreditar no que via, EU NÃO ACREDITO QUE ESTÃO FAZENDO ISSO. Peguei meu celular e disquei pra rose, eu estava em choque. Ela atendeu no primeiro toque.
-pra voçê estar me ligando alguma coisa aconteceu — falou assim que atendeu e estava preocupada.
-voçê não vai acreditar no que est.....- mas ela cortou
-fale de uma vez criatura. — de preocupação passou pra irritação e apreenção.
-tem um vampiro no sol em plena calçada e rodeado de pessoas — já que ela queria saber então fui direta, do outro lado da linha tudo que se ouvia era silêncio. Depois de alguns segundos foi a voz de Carlisle que eu ouví no telefone.
-tem certeza bella, não brinque com isso — nem eu que estava vendo acreditava imagine eles.
-estou olhando pra ele que está sorrindo satisfeito pra mim. — resnpondí sussurrando indignada.
-onde estão?
-se aparecerem aquí não será só um que irão ver, mas vários — apesar do choque eu estava atenta, já imaginou todos aqui no sol o que iria acontecer, mas que merda não estava atenta porra nenhuma, então fiz algo que eu já deveria ter feito, o cobrí com meu escudo e foi como se uma sombra estivesse sobre ele que parou de brilhar, mas então outro apareceu do outro lado da rua e os olhares se voltaram pra ele, isolei os sons e falei a Carlisle. — mais um acabou de aparecer, o que pensam em fazer? — afinal a responsabilidade não era minha.
-estamos mandando os lobos até aí, nós também vamos mas ficaremos escondidos.
-tá bom então — e desliguei, não tinha motivo pra me despedir com beijos e abraços.
-mamis porque estão fazendo isso — nessie disse assustada
-já sabem que as crianças não existem mais, resolveram se expor. — falei e não conseguia desviar os olhos deles e das pessoas que começavam a fazer tumulto, apesar da curiosidade seus intintos diziam a eles aquilo que não entendiam, eles representavam perigo.
-jake se controle — ela disse a ele, olhei e ele estava tremendo.
-acho bom voçê parar com isso, se não vai ficar ainda pior — ralhei com ele que respirou fundo, mas estava difícil — vamos nos afastar um pouco. — e recuamos até nos encostar numa parede, mas não saímos de suas vistas. O número de pessoas começou aumentar, e eu fui sentindo os sinais de descontrole, perdí a calma. Olhei pra um edifício um pouco afastados dos vampiros, hora de usar meu outro dom, não tinha outro jeito.
Fixei meus olhos no edifício e eles ficaram vermelhos, forcei minha mente nele e o imaginei tombando para o lado, mas era muito grande, a medida que eu forçava minha mente usando a telecinese para ele se mover eu sentia minha marca arder, mais e mais, então ele tremeu e foi tombando, o barulho foi enorme, tirando a atenção das pessoas que olhavam os vampiros, então elas olharam o prédio caindo e começaram correr e gritar, se já estava uma bagunça antes imagine agora, era berros e choros pra todos os lados, o susto foi tão grande que rapidamente ninguêm mais olhava para os vampiros, somente corriam pra todos os lados. Quando o prédio chegou ao chão havia levado com ele vários fios elétricos e parte de outros edifícios que estavam em seu caminho enquanto caía, ele caiu em cima de carros e de pessoas, vários pedaços de concreto se soltaram e voaram pra todos os lados, em seguida uma nuvem de concreto pulverizado cobriu tudo ao nosso redor,ops, acho que deveria ter escolhido um predio menor, mas tanto faz, aproveitando o momento de cegueira dos humanos falei.
-Ares — apesar da confusão ao nosso redor não foi preciso gritar, o ví se aproximando por cima dos edifícios e saltando diretamente no vampiro que estava mais distante de nós, e eu avancei no mais próximo, não podíamos demorar, então usei meu escudo físico com minha força e apertei seu pescoço até arrancar a cabeça, o incendiei e virei as costas indo até nessie e jake.
-caracas que sorte esse prédio cair justo agora — jake achava que era sorte? azar isso sim.
-é neh, muita sorte — nessie concordou, ela sabia que tinha sido eu, mas também sabia que não era pra contar pra ninguêm.
-vamos sair daqui — disse e olhei pra Ares, mas ele já tinha desaparecido. Saímos de perto daquela bagunça toda, fomos andando mesmo, não havia necessidade de correr.
Na próxima esquina avistamos os lobos que correram cumprimentar jake, não olhei pra ninguêm e seguí meu caminho até onde os cullen's estavam com alguns volturi, eu tenho tanta raiva dos volturi, principalmente de Caius, o único que eu gostava era Charlie e um pouco de Marcus. Entramos num estacionamento no sub-solo de um dos predios, onde eles se encontravam, fui recebida pela ironia de Cauis.
-não disse que iria embora? sabe sua palavra não vale muita coisa.- mas é um idiota mesmo, fingí que não o ví alí e fui até Carlisle.
-o que aconteceu lá? e porque estão todos em pânico. — disparou ele.
-um dos prédios caiu próximo a nós, aproveitamos a distração e destruímos os dois vampiros. — falei pra ele.
-simplesmente caiu? — rose me olhou desconfiada, segurei o riso, ela já me conhecia o suficiente pra saber que coincidencias comigo não existia, só acenei com a cabeça em corcordância pra ela que estreitou os olhos. — que sorte não é? — completou ainda mais desconfiada.
-muita sorte mesmo — jake já chegou falando, ele estava com seu bando de pulguentos.
-eu não sabia que voçê era tão sortuda bella — mas esse caius tá pedindo pra morrer, só pode. Então Ares chegou e ficou do meu lado bem próximo dos cullen's. Ignorei Caius outra vez, mas parece que ele gosta de humilhar os outros, mas comigo as coisas são bem diferêntes. — como vai bicho horrível — ele cumprimentou Ares cheio de sarcásmo, Ares também o ignorou — achei que ele entendia alguma coisa, mas parece que é como os outros que matei. — olhei pra ele com um leve sorrisinho debochado.
-uma aposta — comecei ainda debochada — voçê contra Ares e mais ninguêm, se ele matar voçê niguêm faz nada com ele ou comigo, e se voçê matá-lo não faço nada a voçê, o que me diz? — todos ficaram tensos, mas eu continuei sorrindo largo — mas que pergunta idiota a minha, é claro que voçê aceita, afinal é um volturi e não tem medo de desafios, além do mais voçê já matou muitos de sua espécie, não há motivos para temê-lo. — e esperei pacientemente que ele retrucasse, mas ele só ficou lá me olhando mortalmente. — ótimo, aonde e quando?
-esse não é o momento para desafios, deixem isso pra outro dia. — Carlisle que vá ser pacifista no inferno.
-iremos embora no fim dessa noite, não podemos esperar outro dia. — nessie também queria a cabeça de Caius, agora quero ver o que o idiota vai dizer.
-acha que eu vou lutar com essa coisa? eu não quero nem encostar nisso pra não me contaminar, por isso Charlie vai no meu lugar — mas é covarde.
- sinto muito Caius — disse Charlie — mas já foi decidido entre voçês por votação que não vamos atacar o bebê da bells — ahhhhhh eu adoro charlie por isso, eu sei que ele faz por mim e não por Ares, mas não importa o motivo o que importa é que ele não vai contra mim em nenhuma circunstância, nem por ordem dos volturi, será que ele gosta tanto assim de mim?
-bebê da bells — disse Caius imitando uma garotinha, depois falou sério — tem muitas vagabundas como essa por aí — e apontou em minha direção — não precisa ficar contra seu clâ por causo dela, pode trepar com qualquer uma e vai se envolver com isso? — falou me olhando com nojo, VAGABUNDA????? EU??, eu sei que de santa não tenho nada, mas me chamar de vagabunda na frente dos meus filhos o que eles vão pensar de mim? segurei o riso quando pensei isso, mas me fiz de ofendida e meu lábio tremeu, eu já disse que sou ótima atriz? acho que sim, rapidamente nessie se aproximou e me abraçou, será que ela também acreditou? mas isso é um absurdo, ela sabe que eu não choro de verdade, é pura falsidade minha, mas ainda estava me abraçando e me consolando, desisto.
-como se atreve a ofender minha mamis — nessie se estressou, essa raiva explícita dela é difícil aparecer — falou isso pra desviar do assunto da luta entre voçê e meu irmão, pra esconder sua covardia ainda jogou pra cima de Charlie pra ele resolver, sempre me disseram que os volturi eram temidos e corajosos mas o que vejo agora explica o motivo dessa guerra, ninguêm quer ser liderado por covardes inúteis — tagarelou cheio de repulsa, sentí orgulho dela, muito orgulho, mas continuei com minha encenação, mas Caius ficou quieto, claro Ares estava com seus olhos vermelhos maravilhosos fixos nele e não se movia pra nada, um movimento de Caius e era uma vez um vampiro.
-Caius voçe não pode sair ofendendo nossos aliados dessa forma, onde está a diplomacia que os volturi sempre tiveram? se Aro e Marcus estivessem aqui estariam envergonhados por sua atitude — que novidade Carlisle também me defendeu, mas Caius era irredutível.
-vagabunda sim, nem tenho idéia de quantos já a pegaram, e olha que ela ainda é jovem — disse com nojo mas não se moveu, na verdade não tive tantos homens assim, dá pra contar nos dedos das mãos e dos pés a quantidade, segurei o riso outra vez.
-não a ofenda outra vez, se fizer isso eu mesmo acabo com voçê — só faltou Charlie rosnar pra Caius, isso surpreendeu todos nós até euzinha aqui, corrí pra ele toda manhosa e ofendida, ele me abraçou calorosamente nunca desviando os olhos de Caius. Charlie foi o único homem que valeu a pena me relacionar, ele foi meu primeiro, eu tinha quinze anos e já morava em Los Angeles, ele ficou hospedado na minha casa e eu tinha curiosidade pra saber como era fazer sexo, me lembro bem daquele dia.
FLASH BACK
Depois de encontrar com Charlie e ter uma conversa rápida oferecí minha casa pra ele ficar enquanto estivesse na cidade, dei o endereço a ele que iria mais tarde e fui pra casa esconder Ares, então meu bebê ficou no porão da casa que era toda preparada pra ele, e ocultei sua presença com meu escudo. Fiz meu jantar normalmente e Charlie chegou quando eu estava comendo, fui abrir a porta pra ele.
-desculpe pelas horas — ele disse com um sorriso lindo
-tudo bem ainda estou jantando, entre e fique a vontade — ele entrou e eu fechei a porta, voltei pra cozinha e comecei comer, ele me seguiu e ficou me olhando, encarei ele com uma sombrancelha arqueada.
-o que foi perdedor ? — perguntei divertida, eu não o conhecia muito mas ele era a pessoa mais próxima a mim, depois de Ares claro.
-nada trapaceira — respondeu também divertido — só estava me perguntando se voçê tem namorado — ele era direto assim como eu.
-não tenho e não quero ter, gosto da minha privacidade — falei sinceramente, ele não sabia muita coisa sobre mim nem eu dele, mas me sentia a vontade pra conversar algumas coisas com ele. — porque a pergunta?
-só curiosidade — e deu de ombros
-descobri que a curiosidade realmente matou o gato — disse rindo
-testou pessoalmente — perguntou se sentando ao meu lado.
-sim, e não é que o bichano morreu mesmo por ser curioso — comentei e gargalhei junto com ele.
-também não tenho compromisso com ninguêm — ele disse já que eu não perguntei, mas iria perguntar mas ele foi mais rápido.
-e porque não?
-não achei alguêm que me interessasse a esse ponto e assim como voçê gosto de privacidade e da minha liberdade.
-tem razão -concordei e terminei de comer, levantei e fui lavar minha louça.
-pode dormir que eu arrumo aqui pra voçê — se ofereceu e pegou o prato da minha mão, nem discutí, eu odiava lavar a louça.
-obrigada, vou dormir mas tenho o sono leve, se prescisar de alguma coisa é só chamar, e se quiser tomar banho pode escolher o quarto que quiser — a parte do sono leve foi pra ele saber que não era pra fazer nada de imprudente que eu acordaria rápido.
-qualquer quarto? — não entendí seu interesse nisso.
-qualquer quarto — afirmei sorrindo, então sua próxima frase me pegou de surpresa
-onde fica o seu? — não acredito que ele disse isso.
-Charlie não seja safado comigo — disse rindo pra ele
-quantos namorados já teve? — porque o interesse? e como que eu diria a ele que nunca dei nem um beijo sequer? minhas vítimas era só pra alimento, tinha curiosidades claro mas não me interessava em humanos estúpidos. Mas não tenho vergonha ou motivos pra não dizer a ele.
-nunca tive esse tipo de contato com ninguêm — falei sinceramente, não me sentia constrangida por isso.
-nem um beijo? — ele parecia surpreso com isso.
-nem um beijo — afirmei suavemente — boa noite Charlie — e me virei pra sair da cozinha
-boa noite bells — virei rapidamente pra ele.
-bells? — perguntei confusa
-quero que tenha um apelido que só eu a chame, espero que não se importe.
-bells? gostei, obrigado — respondi sorrindo, não pelo apelido, mas pelo carinho com que ele chamou, corri até ele pulandinho e dei um beijo no seu rosto, me afastei e ele estava sorrindo satisfeito, fui para meu quarto, prescisava de um banho pra dormir tranquila.
Acordei cedo como sempre, fiz minha higienie matinal e desci as escadas em direção a cozinha, pra minha surpresa ele havia feito um café da manhã digno de uma rainha pra mim.
-bom dia — ele me disse sorrindo grande pela minha cara de surpresa — preparei seu café da manhã, não sei do que voçê gosta então fiz várias coisas.
-voçê sabe cozinhar? — falei apontando pra um bolo de cenoura ainda quentinho, eu não apresciava muito, mas estava tudo tão cheiroso que me deu água na boca.
-se aprende muitas coisas com a eternidade, sabe, muito tempo sem fazer nada — comentou me servindo enquanto eu me sentava, me sentí bem.
-imagino, e obrigada — comecei comer o bolo que estava maravilhoso, o comí todo.
-não sabia que gostava tanto de bolo senão tinha feito mais — e ainda riu.
-na verdade não gosto muito de comida humana, mas esse bolo estava muito gostoso — o elogiei mas ele estava sério meio pensativo. — algum problema?
-não — ele negou balançando a cabeça como que pra espantar algum pensamento, o que será? — mas está sujinho aqui — e apontou pro canto da minha boca, fiquei confusa, eu nunca me sujava quando comia, ainda mais bolo.
-sério — e fui pegar um guardanapo mas ele me impediu segurando meu braço, olhei pra ele.
-mentira — ele riu de leve, não acredito que mentiu pra mim, mas porque? — era só um pretexto
-pretexto pra....- o incentivei
-pra isso — e passou sua língua no canto dos meus lábios, arregalei os olhos, eu não era acostumada a ser pega de surpresa, mas dessa vez eu gostei e muito. — quero ser o primeiro a beijá-la — ele susurrou e eu me sentí quente com ele tão perto
-então beija logo — sussurrei de volta, ele não esperou eu falar mais nada, grudou sua boca na minha fortemente e quase com desespero, parece que ele queria muito isso, sentí seu hálito e seu cheiro de maneira diferente e quase enlouquecí, era uma sensação nova pra mim, mas eu sabia que estava ficando excitada, retribuí da melhor maneira que podia e abri minha boca pra dizer a ele que não parasse mas ele a invadiu com a língua e sugou toda a minha boca,mas que inferno de quente que está ficando, o trouxe para mais perto e o abracei forte querendo sentí-lo junto a mim, parece que ele também queria isso porque me abraçou de volta uma mão na minha cintura e a outra no meu pescoço evitando que eu me afastasse, como se eu fosse fazer isso, então ele diminuiu o beijo e me deu alguns celinhos bem fortes, e me olhou ainda me abraçando, seus olhos brilhavam de felicidade e desejo, olhar daquela maneira pra alguêm deveria ser proibído.
-porque parou? — perguntei e ele sorriu maravilhosamente pra mim, o sorriso feliz e verdadeiro eu nunca tinha visto nele, ficou ainda mais lindo do que já era, eu com certeza retribuí
-se eu não parar agora não vou conseguir me controlar — então ele estava excitado e mesmo assim não queria perder o controle comigo.
-não quero que se controle comigo, faça o que tem vontade — falei verdadeiramente e mordí seu lábio inferior, ele soltou um gemido com meu ato, me animei e continuei dando mordidinhas nele.
-tem noção do quanto é gostosa? — perguntou me apertando mais. Eu sabia que era mais ouvindo isso de alguêm experiente e lindo como ele meu ego se elevou, e muito.
-tenho sim — respondi e suspirei quando suas mãos alisaram meu corpo e parou nas minhas coxas onde ele apertou — mas é bom ouvir mesmo assim — continuei falando e suas mãos foram subindo lentamente mas forte em direção ao meu quadril, ele pegou de cada lado e me trouxe para seu colo, abri as pernas e me encaixei nele, não consegui segurar o gemido quando sentí sua enorme ereção, será que aquilo tudo caberia em mim?
- não vou fazer mal a voçê, nunca irei fazer nada que lhe desagrade — disse dando chupões em meu pescoço — é uma promessa — seu tom de voz era sério, mas não fiquei pensando nisso, homens quando estavam muito excitados prometiam o céu mas depois a levava ao inferno, só fiquei quieta recebendo seus carinhos.
-gostei do beijo — falei dando um risinho que foi interrompido por sua boca faminta, me apertei nele sentindo todo seu corpo forte e musculoso, eu nunca o tinha visto dessa forma, ele era somente Charlie um conhecido, mas ele era uma tentação, sentí ele retirando minha blusa lentamente.
-assim — falei entre o beijo e arranquei com sutiã e tudo, fiz o mesmo com sua blusa, ele se afastou pra olhar meu corpo e num puxão rápido ele arrancou minha calça e calcinha, jogou os pedaços de minha roupa num canto, era a primeira vez que alguêm me via nua, me senti poderosa com seu olhar.
-não é só gostosa é a criatura mais linda que já ví — falou me olhando fascinado e começou passar a mão em cada parte de mim, quando apertou fortemente meus seios gemí e joguei a cabeça pra trás, aquilo era muito bom. — gosta assim — perguntou ainda os apertando, só acenei com a cabeça — e assim — e então começou a beijá-los e chupá-los com loucura, nem consegui responder só gemi em resposta, com sua velocidade ele se levantou comigo no colo e correu até meu quarto, mas me colocou na cama como se eu fosse quebrável, me largou lá e ficou me olhando fascinado, sorrí convencida, ele retirou o restante de suas roupas ficando completamente nú e foi minha vez de comê-lo com os olhos e ele sorrir convencido.
-quero ver voçê — ele disse e se proximou de mim, me virou de costas — não sabia que tinha uma tatuagem — comentou e começou passar a mão nas minhas costas e foi descendo e distribuindo beijos, não falaria que não me alimentei por meses pra minha pele ficar sensível e fazer uma tatuagem, nem o que ela escondia. Sentí minha intimidade ficar mais úmida do que já estava e um leve incômodo no meu útero, gemí quando ele apertou e mordeu minha bunda — tem um bundão — ele comentou e me deu uns tapas apertei minhas pernas uma na outra em busca de algum alívio, qualquer um, mas ele me segurou — vai ter o que quer mas antes quero prová-la — e me virou deixando-me de frente pra ele que começou me beijar e foi descendo passando por meu pescoço, meus seios onde seu uns chupão bem gostoso, gemí outra vez.
-é bom — falei sussurando, ele desceu beijando minha barriga e separou minhas pernas então olhou bem minha intimidade e passou a língua.
-voçê não viu nada ainda — e lambeu outra vez — não imagina o que eu vou fazer com voçê — sua voz estava rouca de desejo e ele me penetrou com a língua cheguei arquear as costas, caralho aquilo era muito bom, ele me lambeu e chupou com vontade então me penetrou com um dedo, fez uns movimentos incríveis e colocou outro dedo, pegou uma perna minha e passou por cima do seu ombro a outra ele afastou ainda mais, me contorcí toda e gemí alto, seus movimentos ficaram mais rápidos e fortes e eu sentí minhas paredes internas apertarem seus dedos — goza pra mim — ele pediu ensandecido e eu me libertei, cheguei gritar com a sensação maravilhosa que sentí, aquele desconforto no útero foi embora me deixando em puro extase, ele ainda lambeu todo meu gozo — tem um gosto fascinante — disse e subiu em cima de mim me beijando, sentí meu próprio gosto em sua boca e não é que ele tinha razão? era muito gostoso. Ele me beijou ferosmente e deitou sobre mim, me sentí pequena diante dele, mas ele me abraçou apertado — sempre cumpro uma promessa — sussurrou no meu ouvido me causando arrepios, e aquela sensação de desconforto começou outra vez, ele desceu a mão e passou seus dedos na minha intimidade — está prontinha pra mim — e apertou minhas coxas as separando, passei uma perna em sua cintura e sentí seu membro em minha entrada, mas ele não tinha pressa — não vou machucá-la — parece que dizia a si mesmo.
-não vai machucar — eu tinha certeza disso, então o sentí entrando, sentí um incômodo diferente e soltei um lamúrio, ele parou e me beijou gemendo.
-relaxa que fica mais fácil — na verdade não estava doendo muito era só um desconforto. respirei fundo e ele continuou, quando estava inteiro dentro de mim ele parou, a sensação de ser preenchida daquela maneira ela maravilhosa — vou ser bonzinho por ser sua primeira vez, mas já aviso que não sou delicado — quase gozei com suas palavras.
-não gosto muito de bonzinhos — disse divertida e dei um chupão no seu ombro.
-então não reclame — avisou também divertido e rebolou seu membro dentro de mim, revirei os olhos com aquilo e gemí — minha bells — ele disse e saiu de mim pra voltar com tudo, o sentí duro e enorme em mim e choraminguei.
-faz de novo — rosnei em seu ouvido, parece que ele perdeu todo o cuidado que ainda tinha, rosnei de novo.
-diabos de mulher — falou também rosnando, ele segurou meus braços acima da minha cabeça de maneira que eu não me soltaria e ficou olhando fixo nos meus olhos enquanto metia loucamente em mim. Coloquei minha outra perna em sua cintura e ele foi ainda mais fundo, me contorcí querendo mais, agora o único desconforto que sentia era por seu tamanho me devastando naquela maneira, mas esse era bom, tudo era maravilhoso, ele fazia na sua velocidade vampírica.
-Charlie — continuei choramingando.
-diga o que quer — ele não desviava os olhos dos meus nem por um segundo.
-quero mais — resmunguei, eu não sabia que iria gostar tanto daquilo mas a verdade é que eu gostei
-vem cá — disse e se virou me deixando montada nele, ele segurou minha cintura — rebola pra mim — e me guiou pra mim fazer o que ele queria e do jeito que ele queria, mas só no início, rapidamente peguei o jeito e comecei subir e descer nele dando umas reboladas bem fortes, nossos gemidos ecoavam pelo quarto, ele passava as mãos por todo meu corpo, acelerei os movimentos e ele bateu e apertou minha bunda, gritei e continuei os movimentos, mas quando sentí que iria gozar o desgraçado me segurou e me fez parar sentada com ele dentro de mim.
-o que foi agora — briguei mesmo, como que ele me priva de um orgasmo, mas ele riu
-fica de quatro pra mim, fiquei imaginando isso desde que a ví ontem toda maravilhosa na rua — ele pediu com cara de cachorrinho abandonado e fez um biquinho lindo.
-pedindo assim com jeitinho posso fazer muitas coisas pra voçê — falei meio manhosa e ele sorriu de volta saí de cima dele olhando aquela perfeição de homem e fiquei de quatro com a bunda virada pra ele, já que ele queria tanto que fizesse bom proveito, e ele fez.
-não devia empinar a bunda pra um vampiro — ele disse malicioso, céus até sua voz maliciosa me deixava excitada. Senti ele passando seu membro em mim e entrou fundo e forte, não conseguí segurar o grito — não se provoca um vampiro — e saiu e entrou de novo — vai implorar pra mim parar — e segurou minha cintura e começou bombar violentamente em mim, e como se não fosse o sufiente rebolava me alargando ainda mais, — voçê é muito apertada — disse ainda me fudendo, foi assim que me aproximei dele.
Fim flash back
Aquele dia começou meu relacionamento com ele, não eramos namorados então podíamos nos relacionar com quem quizéssemos, nossa amizade se fortaleceu mas havia coisas que não contávamos um ao outro, nunca falei de Ares e de meus dons, ele nunca me falou do dele, mas falava dos volturi e que ele era chefe da guarda, meu Charlie era importante, ele vinha a cada dois meses me ver e sempre trazia presentes caros que eu adorava,isso durou dois anos, mas teve problemas com alguns vampiros e ele teve que viajar, acabou que ficou sete anos longe, Ares resolveu ficar um tempo sozinho e eu encontrei nessie, então mudei pra uma casa linda mais um pouco mais discreta que a outra, se Charlie foi atrás de mim não me encontrou, estava escondendo a mim e a nessie para protegê-la caso os vampiros estivessem por perto, sem contar que não foi fácil no início ela superar os traumas, apesar de se tornar uma imortal tinha pesadelos todas as noites e passou a dormir comigo, desde então nunca mais dormiu longe de mim e nunca mais teve pesadelos. Agora eu lembrei da promessa de Charlie feita num momento de excitação e que eu não dei importância "não vou fazer mal a voçê, nunca irei fazer nada que lhe desagrade é uma promessa", agora ele enfrentava Caius que era seu "patrão" pra me defender. Me aconcheguei mais nele o abraçando forte.
-se afaste dela agora mesmo — caius disse — é uma ordem charlie.
-disse e repito se ofendê-la outra vez eu mesmo acabo com voçê — e me apertou forte.
-se não me obedecer será afastado de sua função de chefe. — ameaçou
-está tudo bem — disse me afastando dele, eu sabia que ele gostava de comandar a guarda não queria que ele sofresse com isso, mas ele me segurou e me abraçou outra vez.
-eu estava querendo mesmo um outro emprego — ele disse rindo em meu ouvido — nesse não estão pagando meus honorários direito, estou quase falido — ele estava brincando, ele não parecia triste de sair dessa forma.
-se Charlie sair quem vai comandar a guarda nessa guerra — a voz de Aro ecoou pelo estacionamento, todos nó olhamos e vímos Aro, Marcus e o restante da guarda chegando, os líderes não estavam nada contentes. — desde quando voçê enlouqueceu Caius? — ele estava bastante bravo, foi até Caius e agarrou sua mão, ficou por uns segundos concentrado e a soltou bruscamente. — Charlie a partir de agora voçê não recebe mais ordem de Caius e isso serve pra todos os volturi, antes de obedecerem a ele devem se reportar a mim ou a Marcus. — concluiu furioso, o que ele viu na mente de Caius que o deixou tão chateado, me enrrosquei mais em Charlie e pelo canto do olho ví que edward estava tenso, ele viu na mente deles o que aconteceu.
-claro — respondeu Charlie, o engraçado era que ele quase não falava com os outros mas comigo falava até de mais. — minha bells — disse me olhando, seu olhar pra mim tinha sempre os mesmos sentimentos, fascínio, adoração, orgulho e algumas coisas que eu não sabia o que era, mas gostava mesmo assim.
-meu Charlie — disse sorrindo abertamente até que ouví.
-minha nessie — olhei e era a própria nessie falando isso, os outros olharam estranho pra ela, mas eu já estava acostumada — porque estão me olhando assim? — e ainda fica confusa, abafei um riso no peito musculoso de Charlie.
-porque voçê disse minha nessie pra voçê mesma? — jake estava com a cara engraçada.
-é minha bells pra lá meu Charlie pra cá e ninguêm disse minha nessie, nem voçê — parece que jake se ferrou — então não quis ficar de fora. — e ainda dá de ombros.
-eu me pergunto o motivo pra voçê gostar tanto dela — Charlie me perguntou pensativo, eu sabia que ele não gostava de bobagens, eu também não gostava até conhecê-la. Fui sincera na minha resposta.
-o mundo pode estar desabando sobre nossas cabeças e ela continua sorrindo, ela me faz acreditar que em meio ao caos a gente pode ser feliz se tentar — ele me deu um beijo terno na boca, apesar de adorar sua postura firme durante o sexo eu adorava quando ele me beijava assim, então eu dasabei, ele me fazia sentir uma criança perdida, como naquela noite em que nos conhecêmos, eu nunca chorei de verdade, mas eu já tinha ultrapassado meu limite, era muita coisa pra cima de mim, uma guerra, as acusações, as discuções constantes, eu era imortal mas não era de ferro, o balde transbordou quando matei aquelas crianças inocentes, e a posição de Charlie diante dos volturi me fez ver pela primeira vez e entender que eu não estava sozinha, eu não prescisava ser sozinha.
Percebí o que havia mudado em mim quando as deixei morta para trás, na hora eu sabia que estava mudando mas não sabia o que era, agora sei o que mudou, fui eu e minha maneira de ver as coisas, enxerguei que a minha perfeição era somente física, o que estava em meu interior era imperfeito, minhas atitudes, meus pensamentos, como enxergava os outros, os únicos sentimentos bons que eu sentia era por nessie, Ares e Charlie, o meu Charlie, mas eu não presico mudar meu jeito de ser ou minhas atitudes, eu só prescisava tirar a venda que cobria meus olhos pra poder ver as qualidades dos outros, suas boas intensões e não só procurar a maldade que havia em cada um, viví tempos difíceis depois que fugí do orfanato, muito difíceis, mas pra mim estava tudo bem eu já tinha aceitado que viveria sempre sozinha, mas o destino colocou Ares no meu caminho e eu continuei acreditando que sempre estaria sozinha só que tinha alguêm pra mim cuidar, com nessie foi a mesma coisa, eu os amava mas continuava me perguntando onde seria o lugar perfeito pra mim, deixei Ares ir embora crente que ele estaria melhor longe de mim, quando nessie conheceu jake e teve seu imprinting tinha certeza que em breve ela largaria tudo pra ficar com ele, na primeira noite que se conheceram ela não quis ficar lá com ele e voltou pra dormir ao meu lado, seu amor por mim era maior que seu imprinting mas eu não via, e Charlie sempre tão perfeito e do meu lado e acreditava que não merecia tanto afeto, mas a vida me fez assim, eu sou assim, cruel e maldosa, e eles sabem disso e continuam do meu lado por que me amam pelo que sou, sentem orgulho de mim por minhas atitudes, prescisei destruir crianças inocentes e ter um choque de realidade pra ver a mim mesma com mais clareza. Quando percebí isso comecei chorar, e não conseguia parar, mas não fiquei constrangida de chorar na frente dos outros, me agarrei a Charlie e chorei o que não havia chorado por toda minha vida, isso os alarmou.
-bells o que fo? — ele estava preocupado
-mamis está me assustando — mas eu não conseguia parar de chorar em seguida ouví o choro dela também, até nisso ela me acompanhava e eu sempre me sentindo sozinha, me sentí tão estúpida por ver tudo ao meu redor mas ignorar o que mais importava, meus verdadeiros sentimentos e os sentimentos daqueles que realmente gostavam de mim, Ares estava começando ficar nervoso por me ver chorando, eu não contaria a ninguêm sobre minhas reflexões, então diria a eles um dos motivos pra estar assim.
-e...eu..matee...ei as cri..ianças — disse entre soluços, minha voz estava falha.
-bells não devia ter segurado sua dor por tanto tempo, tivesse me ligado e eu corria até voçê sabe disso — ele ficou muito nervoso — isso não é fraquesa minha vida, é a mais pura realidade, não somos ocos de sentimentos — enterrou o rosto no meu pescoço e me consolou, ele me chamou de "minha vida", me sentí bem com isso, aliviada — leva um tempo mais passa. — disse sussurrando, então rose se revoltou contra Caius, uma coisa eu digo, lidar com aquela loira não é pra qualquer um.
-ela estava segurando sua tristeza e voçê a chamando de vagabunda, todos nós já passamos por isso no passado e não é fácil superar, muito menos esconder, mas voçê e sua inveja fizeram com que ela desabasse, e não conseguiu mais esconder sua dor, MALDITO SEJA CAIUS VOLTURI — berrou e só não o atacou porque Edward a segurou, o interessante é que nem um dos volturi se moveu pra defendê-lo, o que de tão terrível aconteceu no passado sobre crianças imortais que os abalou tanto a ponto de se sensibilizarem com minha dor? respirei fundo e me acalmei depois do meu surto, todos estavam quietos perdidos em suas próprias lembranças, não sei se gostaria de saber o que aconteceu. Na verdade quero sim, que é? não posso simplesmente apagar tudo que sou e tudo que penso e mudar de uma hora pra outra, não vim com controle remoto que liga e desliga quando quer.
Eu só não sabia que depois dessa noite, ficaríamos anos sem ver o dia nascer, por isso o achei tão bonito hoje. Era o último.
Notas finais
opiniões, sugestões ou dúvidas podem perguntar que eu respondo com todo o carinho.
bjkssss
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