The Mark Of The Vampire

20 Capítulo 20 - Romance?


Notas iniciais
olá a todosssss
achei que prescisava um pouco de romance na fic pra equilibrar um pouco e ela não ficar sempre muito pesada, então aquí começa um romance lindooo, mas será que é durável?

Pra vçs que gostam muito da fic, e acham que ela merece, peço que indiquem.

bjksss

PVB



-está mais calma — sussurou em meu ouvido

-estou sim — mas não o soltei, ele deu um risinho.

-está confortável aí? — perguntou divertido e me apertando, só acenei com a cabeça rindo com ele.

-clima de romance no ar — falou jasper, achei seu tom maldoso, ele não gostava de mim e isso partiu meu coração, ironia pesada.

-sabe que eu estava lembrando hoje — falei pra Charlie.

-não tenho a mínima idéia.

-quando voçê me visitava em Los Angeles.

-mas pensava na minha companhia ou nos presentes — não aguentei e gargalhei alto, me sentia tão leve.

-nos dois, sabe que eu guardei todos eles....- mas Carlisle cortou meio aborrecido, O QUE FOI AGORA? não dá nem pra paquerar um pouco que sempre tem alguêm incomodando.

-então Charlie a visitava em los Angeles — e o que que tem? mas sentí Charlie enrijecer um pouco.

-e daí? — não é porque refletí sobre minha vida e estava bem humorada que seria mais educada com eles.

-Charlie disse que a viu uma vez em Los Angeles quando voçê tinha quinze anos e que depois só voltou a vê-la em forks — OPS acho que falei de mais, entendem também porque não dá pra parecer normal perto deles? ficam esperando qualquer deslize.

-isso não é assunto seu — rebatí

-mas Charlie mentiu tão bem que nem Jasper percebeu, e se não é nada de mais então porque mentiu Charlie? — ele estava acusando meu charlie.

-minha vida pessoal só diz respeito a mim e a mais ninguêm — foi a resposta dele, agora fiquei curiosa, porque ele mentiu?

-nós estavámos conversando tranquilamente não havia necessidade de voçê nos enganar — esse jasper ainda vai se complicar comigo.

-eles queriam saber sobre voçê — disse Charlie me olhando. — absolutamente tudo, então contei algumas coisas e ocultei a maioria.

-fez o certo, como sempre — o elogiei e ouví reclamações ao redor, eles que brigassem entre eles, só ví que foram cobrar explicações de Aro e Charlie ficou tenso outra vez, o olhei inquisitora e em troca recebí um beijo digno de cinema, se ele queria me distrair é melhor se empenhar bem mais, mas aproveitei o beijo mesmo assim.

-vão se pegar em outro lugar — essa voz era de Maria que tinha acabado de chegar, hoje definitivamente vai entrar na minha lista dos piores dias da minha vida.

-vamos fazer o que agora mamis — nessie se aproximou e toda folgada se enfiou no meio de nós dois — também quero abraço. — pediu, mas pra minha surpresa Charlie riu de seu jeito e a abraçou também, mas tudo o que é bom dura pouco, muito pouco.

-até parecem uma família, que lindo, papai, mamãe e filhinha e tem até um bicho de estimação — debochou Maria

-melhor do que ser corna — retrucou rose, dei um risinho malicioso e olhei pra ela — sabia bella que Maria foi trocada por Alice — sua voz saiu maldosa, eu sabia sim ,mas ouvir isso diante de Maria foi bem melhor.

-não comecem — Aro ordenou — Maria não queremos mais discuções isso está ficando insuportável — e veio até nós pra falar com Charlie. — porque não nos contou que visitava Isabella, ou melhor, com que frequência fazia isso? — recebeu o silêncio de Charlie como resposta. — só estamos tentando entender — disse "amigavelmente"

-minha vida pessoal não diz a respeito a ninguêm, quando que não cumprí com minhas obrigações? eu digo a voçê que isso nunca aconteceu, então não temos motivos pra termos essa conversa. — eu nunca o tinha visto com aquela expressão, agora sei porque é o chefe da guarda.

-voçê sempre fez seu trabalho muito bem feito, mas fiquei curioso, achei que sabia tudo sobre voçê — Aro estava analisando Charlie e estava desconfiado de alguma coisa, eu não queria que ele tivesse problemas então fiquei quieta, mas como sempre nessie não.

-eu também fiquei curiosa, sabe a mamis também não me falava muita coisa dele, e agora vejo eles grudados por aí, vamos me digam porque esconderam de nós seu relacionamento? — ela não tinha outra pergunta não? tinha que ser justo essa?

-não temos um relacionamento sério, então não havia necessidade se sair contando por aí — respondeu Charlie.

-mas voçê é muito burro mesmo, se eu pegasse uma mulher dessas eu saía contando pra todo mundo — o pior é que emmet falou sério — até colocaria num outdoor "eu peguei e voçê não" — e se acabou de tanto rir, até que ganhou um tapa bem forte na cabeça de rose, dei um risinho.

- a questão é que parece que não confia em nós — Aro se fez de magoado, idiota.

-sabe que gosto da minha privacidade — Charlie estava ficando impaciente.

-na verdade ele não quis contar pra não ter que dividir sua vagab......- mas Caius não terminou a frase, Ares partiu pra cima dele com toda sua fúria, o derrubou no chão e rosnou furioso bem na cara de Caius e o manteve preso alí, bem feito, mas eu não queria problemas por enquanto.

-venha aquí bebê — o chamei e ele veio todo contente — ele não vale a pena. — disse pra ele.

-acho que deviam controlar Caius, se não vai ficar muito mais complicado do que está — aconcelhou Carlisle.

-voçês podem continuar brigando entre voçês — falei a eles, eu ainda tinha coisas pra fazer. — vamos — chamei meus bebês e jake como sempre veio sem ser convidado,mas me surprendí com Charlie.

-será que tem lugar pra um pobre desempregado como eu? — falou brincando, como assim ele queria vir comigo?

-Charlie ainda temos que planejar o ataque de hoje a noite — Aro cortou nosso barato.

-na verdade já está tudo pronto é só esperar anoitecer.

-então está liberado — e ainda teve a coragem de falar isso, Charlie iria comigo do mesmo jeito. Saí dali com eles e segurando na mão de Charlie, parecíamos um casal de namorados, pela primeira vez essa palavra não me deu arrepios.

PVCHARLIE

Saímos do estacionamento de mãos dadas sendo acompanhados pelos "filhos" dela, Ares rapidamente subiu pra uma cobertura e sumiu, na verdade eu não entendia como alguêm como ela que sempre pareceu tão só, gostasse tando deles, o que era bom de luta era um original, nessie além de não saber lutar só falava besteiras, e bella ainda a transformou e briga com qualquer um por causa deles, tive essa certeza quando Caius disse pra mim matá-lo assim que eles haviam chegado do Alaska e ela enfrentou até a mim pra defendê-lo, mas se ela gostava então eu também gostava, nessie estava certa quando disse que não mataria algo que bella amava, jamais a machucaria de tal forma. Nem de forma alguma.

Muitas coisas sobre a bells descobrí em Forks, de seu dom que sabia que ela tinha mas não sabia o que era, que tinha uma filha, que tinha um original, que havia comprado briga com os cullen's, que estaria ao nosso lado na guerra, isso era coisas nela que não imaginava que existisse, ela sempre deixou bem claro que jamais se aliaria a um clâ, mas pela segurança de nessie e por ser os vampiros que a machucaram ela estava do nosso lado.

Eu lembro perfeitamente quando a ví pela primeira vez, estava numa missão e a encontrei, queria levá-la comigo pra que servisse a mim, mas quando percebí que apesar de ser uma criança já tinha suas próprias decisões e que eu não mudaria isso, desisti, nunca fui de desistir de nada, mas só de imaginar uma criatura tão maravilhosa nas mãos dos volturi, servindo a eles como eu, simplesmente tomei a decisão de não interfirir em sua vida, ainda perdi uma aposta pra ela, eu, um vampiro com séculos de existência fui passado pra trás por uma criança, mas ao invés de ficar revoltado com isso, me divertí muito, eu poderia ignorar o resultado da aposta e levá-la comigo a força, eu não sabia o que era mas não podia contrariá-la daquela forma, então saí de Phoenix sem ela, sem meu dinheiro e sem uma correntinha minha que ela havia roubado e eu não tinha visto, e eu não conseguia ficar com raiva dela, pelo contrário, quando me lembrava disso prescisava sair de perto dos outros pra ninguêm perceber que eu estava me controlando pra não rir, eu ainda tinha uma imagem a zelar, fui roubado e enganado por uma criança e não conseguía odiá-la.

Voltei outras vezes pra vê-la e saber como estava e se prescisava de algo, mas nunca mais a ví, então quando a encontrei em Los Angeles já com uma aparência adulta, quase enlouquecí, eu achando que a pobre criança sofreria muito pelas ruas e sem ninguêm, mas o que ví me mostrou que estava errado, mesmo tendo crescido eu jamais esqueceria suas feições e seus olhos, olhos esses que também me reconheceram e me olhavam com malícia, lembro que eu perguntei a ela onde estava minha corrente e ela riu alto dizendo que precisou de dinheiro e a vendeu, uma correntinha que era da minha família humana e tinha muito significado pra mim, e ela ainda reclamou que conseguiu pouco dinheiro por ela, e eu como estava me saindo um belo de um idiota rí disso.

Conversei pouco com ela a analizando discretamente, como poderia ter ficado ainda mais linda? o pior é que estava muito gostosa, o tipo de mulher que encanta até os olhos vampíricos, eu era imune a muitos dons por causa do meu escudo mental, mas não era imune ao seu fascínio, quando ela se virou pra ir embora, fiquei parado só olhando sua bunda que era de outro mundo, e saber que aquela maravilha era natural dela fiquei imaginando como seria pegá-la de quatro e dar uns bons tapas naquela bunda enquanto me enterrava gostoso nela, com esse pensamento me assustei, apesar dos meus séculos de "vida" e sempre apresciar um bom sexo nunca fui um tarado que não poderia ver uma mulher que já ficava duro, e sempre as respeitei, vim de uma família conservadora da época que a única mulher que se deitava era a esposa, e com ela poderia fazer o que quizesse mas ninguêm deveria ficar sabendo sobre as intimidades.

Meu casamento foi arranjado como todos eram e minha esposa não era a mais bela de todas mas tinha dinheiro e uma boa educação assim como eu, era o que importava na época, mulheres muito bonitas só tinham um destino, o bordel, até as mais ricas, porque naquela época diziam que mulheres muito belas não eram inteligentes nem educadas sem isso não arranjariam um bom casamento, então ficariam disponíveis pra qualquer um que quizesse, mas depois que casei descobrí que tinha um defeito, era um pouco violento no sexo, por falta de palavra melhor, na verdade eu gostava de mandar e que me obedecesse, fazia duas semanas de casados e eu queria sexo todo dia, minha esposa não reclamava afinal era sua obrigação, mas apesar disso o que eu mais queria era que ela fosse fogosa como eu, mas elas só sabiam sobre sexo depois do casamento, nem as mães explicavam nada, ela também não falava comigo sobre isso, simplesmente abria as pernas e deixava eu me satisfazer como quizesse, até que um dia a ví chorando e conversando com sua dama de companhia, dizia que estava dolorida e que eu sempre a machucava, eu sabia dos meus gostos na intimidade, então sabia que era bruto, mas não sabia os gostos dela e nunca tinha me importado com isso, me sentí péssimo, depois disso eu mudei, fazia do jeito dela mas quem não se satisfazia era eu, mas vê-la chorando por minha culpa não aconteceria outra vez.

Depois que virei vampiro a situação piorou e melhorou, piorou porque não era sempre que encontrava uma vampira que quizesse só sexo mas melhorou porque quando encontrava era só festa, por isso não tive tantas mulheres, com as prostitutas não me importava se iria machucar ou não, já que me alimentaria delas e as mataria, então aproveitava o que seu frágil corpo poderia me dar.

Quando ela sumiu das minhas vistas caí na real, um mulherão desses com certeza deve ter namorado, que cara sortudo.

Fiz o que tinha que fazer e fui até sua casa, e que casa, era grande e muito bonita, toda fechada com muros altos como se quizesse se enconder, era normal pra alguêm como ela querer privacidade, ela veio me receber e me convidou pra entrar, por dentro a casa era ainda mais incrível mas meus olhos acompanham o movimento do seu quadril, fiquei surpreso ao saber que ela era virgem, surpreso, excitado e decepcionado, se eu tivesse algo com ela com certeza a machucaria.

Mas enquanto a beijava e a apalpava percebí que ela era ainda mais gostosa e sem roupa então era a criatura mais linda que já havia visto, fascinante, me recusei a fazer algo que a machucasse, mas ela me surpreendeu ao dizer que eu poderia fazer o que quizesse com ela, perdí o pouco de controle que ainda tinha, naquele dia não saímos do seu quarto, a peguei de todos os jeitos, se ela era assim sem nunca ter feito imagina o que a experência faria a ela, um furacão isso sim.

Percebí que jamais me cansaria dela, e para minha tristeza percebí que havia me viciado nela, no seu cheiro, no seu gosto, na sua pele quente que me aquecia enquanto estava perto, nas curvas perfeitas, nos seios firmes e fartos, fui amar justamente alguêm que adorava a liberdade tanto quanto eu, foi castigo isso.

Voltando a realidade a trouxe mais perto e passei um braço por sua cintura, ela me olhou sorrindo e se aconchegou em mim enquanto caminhávamos até um quarto de hotel onde ficaríamos até a noite, a cidade estava um caos e ficaria ainda pior.

Como dizia, eu não sabia muito sobre ela, mas o que eu sabia era só eu e mais ninguêm, ela franzia o cenho quando estava procupada, ria debochado quando queria camuflar sua verdadeira expressão, sorria maliciosa quando queria irritar alguêm, quando fitava o vazio estava planejando alguma coisa, olhava pra cima quando refletia, eu sabia que além de beber sangue ela comia carne humana, nem um outro vampiro sabia disso, ela adorava meus presentes mas não por interesse e sim porque eu dava com carinho, quando mandei o colar de diamantes por seth, não era pra ela vir na recepção dos cullen's por interesse ou retribuição pelo presente, mas pra ela saber que eu estaria lá e que queria vê-la, e ela foi, ela adorava quando eu a beijava com ternura mas durante o sexo ela enlouquecia pela minha violência, ela detestava perguntas tanto que quase nunca perguntava nada, era mais observadora do que alguêm pode sequer imaginar, eu sei que ela ficou abalada pelas crianças antes mesmo dela falar, mas me mantive quieto esperando ela desabafar e fiquei ao seu lado pra consolá-la, eu sabia que ela não se ofendeu por ser chamada de vagabunda por Caius, mesmo assim fiquei imensamente feliz por ela correr até mim manhosa e falsamente ofendida por ouvir aquilo, tenho certeza que ela segurava o riso, mas foi pra mim que ela correu, foi nos meus braços que ela se aconchegou, foi nos meus braços que ela chorou verdadeiramente, mesmo assim eu teria que defendê-la das ofensas, não permitiria que alguêm falasse assim com ela não importa o motivo.

Eu faria qualquer coisa por ela, meu amor não tinha limites, mas ela não queria um compromisso sério nem comigo ou com qualquer outra pessoa, por enquanto eu aceitaria o pouco que ela me dava, porque eu queria muito mais, queria tudo dela, principalmente o seu amor, antes eu não tinha esperanças, mas ví que ela tem sentimentos nobres apesar de tudo, ela ama nessie e Ares, poderá me amar também, um dia. Ela suspirou ao meu lado e foi como se eu tivesse ouvido seu grito, a olhei rapidamente.

-o que foi? — eu não conseguia parar de sorrir pra ela, tinha certeza que toda vez que a olhava ficava com cara de idiota, será que ela não sabia que eu a amava ou fingia não saber?

-só estava pensando algumas coisas — o sorrisinho malicioso estava alí

-eu poderia saber do que se trata? e o porque desse sorrisinho? — continuei sorrindo, mesmo se quisesse não conseguiria parar.

-sua atitude pra me defender, o quanto gosta de mim? — congelei onde estava, se eu dissesse que a amava ela nunca mais chegaria perto de mim, ela enfrenta todo tipo de perigo mas corre quando o assunto é amor. — olhe pra mim e seja sincero — pediu, como negar algo quando ela fala dessa maneira, quando foi que eu virei um covarde? justo eu.

-talvez não goste de ouvir — falei sinceramente,entramos num predio e seguimos até um apartamento, como ela sabia qual quarto estava vazio eu não tinha a mínima idéia, ela ficou quieta até entrarmos e eu fechar a porta, não dava nem pra falar direito com nessie conversando com o black, na verdade só ela falava e ele só ouvia.

-filha se prescisar de alguma coisa estarei no quarto com Charlie — falou e me puxou pela mão até o quarto, esse era o tipo de conversa que eu não gostaria de ter nesse momento, ainda era muito cedo para perdê-la, eu nem a tinha. Ela me olhou fixamente e eu perdí a linha do pensamento, era sempre assim, ela me encarava e eu esquecia o que pensava.

-não me olhe assim — pedí e a abracei, fui retribuído, aproveitei porque tinha grandes chances de ser o último.

-responda o que perguntei — sussurrou e deu um beijo no meu pescoço — imagino que deve gostar muito, chegou a enfrentar Caius por mim — será que ela percebeu meus reais sentimentos? mas é tão observadora porque só viu isso agora.

-gosto muito de voçê — falei em seu ouvido — não imagina o quanto — a apertei forte, era tão bom tê-la em meus braços.

-voçê é sempre tão direto por que está enrolando agora — respirei fundo, ela tinha razão, mas isso não era algo que eu estivesse preparado pra dizer, simplesmente por saber que a perderia. Olhei em seus olhos que tinham um brilho diferente, ela me olhava como se fosse a primeira vez, tinha orgulho e felicidade, sorrí largo pra ela, perdí o chão pela forma que me olhou.

-o quanto voçê gosta de mim? — eu prescisava saber para só então decidir o quanto dos meus sentimentos eu diria a ela.

-sabe que foi o único homem que tive que realmente valeu a pena — começou ela, isso me surpreendeu, não esperava por isso, fiquei tão feliz que sorrí convencido, eu a satisfazia como nenhum outro. — tenho um enorme carinho por voçê mas isso voçê já sabe, sua vez — falou rindo e me empurrou em direção a cama mas eu a trouxe junto, me deitei e ela deitou por cima de mim com o queixo apoiado no meu peito, me olhou sorrindo maliciosa, aí vem merda — não seja mal, diga logo e pare de me enrolar — ela parecia uma criança fazendo birra, dei uma gargalhada e ela fez um biquinho emburrado, passei um dedo no seu lábio desmanchando seu bico.

-não estou te enrolando só acho que tem coisas que voçê não está preparada pra ouvir, e eu não estou pronto pra perdê-la — fui o mais sincero possível, me doía muito imaginar ela virar as costas e ir embora.

-qual é seu dom? — ela mudou de assunto, mas eu sabia que era só pra descontrair, logo ela voltaria perguntar aquilo que eu estava escondendo.

-também tenho um escudo — ela se animou e sentou bem em cima do meu quadril com uma perna de cada lado, assim não dá pensar direito será que ela não via isso? via sim, tanto que estava com um sorriso safado no rosto. — mas não é como o seu, não posso expandí-lo e não posso retirá-lo — simplifiquei, eu sabia que ela entenderia.

-então voçê é imune — ela refletiu olhando pra cima, era sem dúvida uma bela visão — vou te contar um segredo — falou deitando novamente sobre mim, mas agora seu rosto estava bem próximo do meu, ela vai me contar um segredo seu por livre e expontânia vontade, ela estava começando confiar em mim, o que mudou nela pra tomar essa descisão? quando mudou? percebí que ela estava diferente quando nos encontramos hoje e mudou muito mais depois de sua crise de choro, não sei o que foi mas gostei muito.

-diga o que tiver vontade — não resistí, com ela alí tão perto não perdí tempo e a beijei lento e demoradamente, só sentindo seu gosto e apreciando sua maciês, como sempre sentí minha pele fria ser aquecida pela sua, era a segunda melhor sensação, a primeira era quando eu a beijava estando dentro dela, me excitei com esse pensamento.

-hummm — ela estava satisfeita com meu beijo — sabe que também tem um gosto incrível — comentou dando alguns selinhos em mim, o que ela ia me dizer mesmo? — tenho um outro dom — me foquei no seu rosto, outro dom? nunca ouví falar que um ser sobrenatural tivesse mais de um dom, sem contar que seu escudo é bem amplo.

-não imaginava isso, mas deixe-me adivinhar — falei empolgado e invertí nossas posições ficando por cima dela, ela riu com vontade.

-se adivinhar me caso com voçê — falou ainda rindo, eu sabia que era brincaderia, mas meu coração morto e cheio de amor por ela se animou com isso, meu sobrenome ela já tinha, só que seria a Sra. Swan minha esposa e não minha filha como estava no documento, como posso ser tão idiota de fantasiar isso, respirei fundo, mesmo sabendo que ela não falava sério resolví adivinhar.

-deixe-me pensar um pouco — disse divertido e ela deu um risinho, distribuí beijos por seu pescoço e fui descendo mas ela me segurou e me olhou maliciosa com uma sombrancelha perfeita arqueada, ah é mesmo, eu tinha que tentar adivinhar, parei o carinho cheio de frustração — sei-lá pega fogo — mas saiu no duplo sentido.

-é culpa sua que me deixa queimando — e atacou minha boca com fúria, inferno de mulher, como pode ser tão gostosa, apertei seus seios maravilhosos por cima da roupa, eu odiava roupas nesses momentos, mas não podíamos continuar, porque tenho certeza que se continuasse nessie apareceria aqui pra atrapalhar.

-então eu a faço queimar — e levei minha mão até o meio de suas pernas, ela estava excitada — desisto, me diga qual é seu outro dom — eu não conseguia imaginar o que ela era capaz de fazer, então quando ela mostrou só não tive um infarte tamanho foi minha surpresa porque seria impossível.

-olhe voçê mesmo — disse mas não desviou os olhos de mim, franzi o cenho e ela sorriu — olhe em volta — e quando olhei mal pude acreditar, todos os móveis do quarto estavam levitando, até a cama onde estávamos, então todos foram baixando e indo de volta a seus lugares, olhei ainda mais fascinado pra ela, ela fez tudo aquilo sem desviar os olhos de mim, fixei meus olhos na criatura mais incrível que eu já tinha visto e minha fixa caiu.

-foi voçê que derrubou o prédio — constatei e ela só acenou com a cabeça, bells estava insegura e isso não fazia parte dela — porque está assim? — falei preocupado mas ela ficou aliviada e sorriu.

-achei que não ficaria feliz em saber o que fiz — ela estava com medo de eu rejeitá-la? fiquei angustiado.

-eu sempre terei orgulho de voçê, não importa o que faça, porque eu a amo — FUDEU, ela me distraiu com sua conversa pra mim deslizar e contar, pilantra, era isso que ela fazia comigo, diante dela eu não passava de um inútil, como posso amá-la sendo que eu odeio ser dominado e ela me domina, nem conseguí medir minhas palavras quando ela ficou temerosa por uma possível rejeição, se é que era isso, no mínimo interpretei errado mas acabou que contei a ela sobre meu amor.

-ama como — e ainda me pergunta isso — muito, pouco, como uma amiga, como mulher, vamos meu Charlie, me diz como voçê me ama — ela falou sedutora, assim que eu abrisse a boca ela sairia correndo, melhor eu correr antes. — não vai a lugar nenhum antes de me responder. — disse séria. Havia esquecido mais esse detalhe, não dá pra fugir do seu olhar astuto.

-como mulher — não prescisava acrescentar mais nada, pelo seu olhar ela tinha entendido, era agora que ela corria, agora eu perderia a única coisa boa que me aconteceu em todos esses séculos, mas ela continuava imóvel em baixo de mim, a encarei — não vai sair correndo? — minha voz saiu estranha até mesmo pra mim.

-quando percebeu que me amava como mulher? — não havia mais nescessidade de esconder isso, suspirei vencido.

-desde a primeira vez que ficamos juntos.

-porque não disse antes.

-voçê foge de relacionamentos assim como eu fugia até conhecê-la, na verdade estou esperando voçê sair correndo — brinquei mas ela continuava séria mas não correu, ainda.

-como pode me amar, me conhecendo tão bem, sabendo que sou egoísta e má, sou cheia de defei.....- ela estava exaltada, a interrompí meio desesperado.

-não a amaria se fosse doce e meiga, educada e frágil, amo voçê e todos os seus defeitos que aos meus olhos se transformam em qualidades,mas não estou obrigando a me amar e nem querendo prendê-la a mim contra sua vontade — respirei fundo pra dizer a frase mais difícil de toda minha existência — respeito sua decisão, se não quiser mais me ver eu vou entender, mas não posso negar o que sinto, posso enconder de qualquer um mas não de mim mesmo, e se voçê decidir.....- mas fui interrompido por uma tapa, isso mesmo ela me deu tapa na cara tão forte que cheguei virar o rosto para o lado, onde estava meu orgulho? minha honra? meu instinto assassino? o poderoso chefe da guarda volturi? o temido e respeitado? eu respondo, diante dela sou uma criança perdida e carente, não sou nada e isso me doía tanto, mas tanto, saber que ela não precisa de um homem fraco ao seu lado, posso dar tudo a ela, mas me sinto fraco diante de seus dons e de sua esperteza, o homem que ganhar o amor dela é porque ele merece.

-se eu for embora vai baixar a cabeça e me ver saindo sem fazer nada? — ela estava furiosa — me ama tanto que desiste tão facilmente, me diga Charlie. — ordenou, quem sou eu pra não obedecer, mas sentí minha calma indo embora.

-o que mais posso fazer? insistir e ganhar seu ódio, não obrigado, prefiro viver sozinho mas tendo seu afeto do que prescioná-la e ganhar seu desprezo — respondí também furioso — me diga voçê, o que quer que eu faça, eu faço, faço qualquer coisa que me pedir — perdí o controle com ela, puxei seu cabelo e com a outra mão apertei fortemente seu pescoço — diga o que quer — apertei ainda mais — diga que eu faço, vou embora e voçê nunca mais me vê, mas não tem o direito de me culpar por amá-la, NÃO TEM O DIREITO DE ME HUMILHAR E DE PISAR NO MEU AMOR — rosnei furioso e a soltei, saí de cima dela e me virei ficando de costas, olha o que essa mulher faz comigo, respirei fundo, prescisava manter a calma, como fui fazer isso a ela? prometí que jamais a machucaria e quase arranquei seu pescoço, será que está ferida? não ouví e não ví nada do tanto que fiquei furioso, inferno, como vou conquistá-la assim, se eu tinha uma mínima chance de tê-la pra mim agora não existe mais nenhuma.

Não tive coragem de encará-la, ela permanecia quieta, não poderia ter rosnado pra ela, eu sabia o quão poderoso e monstruoso eu ficava quando perdia o controle, minha atitude nem tem justificativa, sabia que iria perdê-la e não raciocinei direito, ví o futuro que havia planejado pra nós dois escorrendo pelo vão dos meus dedos como areia ao vento.

-desculpe-me por minha atitude — comecei depois de um tempo, ainda sem encará-la — nada justifica o que fiz, sinto muito — eu nunca havia pedido desculpas a ninguêm, ela foi a primeira e espero que seja a única.

-tudo bem, também não devia falar aquilo a voçê, justo voçê que me conhece tão bem. — ela disse como se nada tivesse acontecido, me virei pra ele mas não olhei em seus olhos.

-me diga, por favor,que outra atitude eu deveria ter ao invés de virar as costas e ir embora — pedí completamente acabado, ela havia ficado furiosa por isso, por eu não lutar por seu amor? mas eu sei que ela não gosta dessas coisas, como eu faria isso?

-se isso tivesse acontecido a dois dias atrás, pediria que fosse embora — pediria? não vai pedir mais, a olhei diretamente nos olhos e eles brilhavam lindamente, ela me encarou sorrindo e me chamou com o dedo, e eu? eu fui como se fosse um cachorro.

-e porque hoje não pediria que eu fosse embora? — respondí e me deixei ser puxado por ela, ela deitou sobre mim e me deu um beijo carinhoso, nem parecia que tínhamos tido nossa primeira briga, como se fôssemos namorados, dei um riso a ela.

-não sei — respondeu — mas não quero que vá embora e me abandone, voçê é meu — disse convícta e eu percebí que tinha chance de conquistar seu amor, não iria desperdiçar isso.

-seja minha namorada? — a pedí em namoro sem exitar, ela me olhou e fingiu pânico.

-eu namorando, tendo um compromisso sério? — continuou com seu teatro cômico, sorrí e acenei. — acho que não ouví direito — ela brincou, resolví entrar na sua brincadeira, me levantei e tirei do bolso uma caixinha, eu carregava esse anel comigo como um romântico apaixonado a mais de sete anos esperando que o destino me desse uma chance de colocá-lo em seu dedo. Ela olhou e arqueou uma sombrancelha, a puxei fazendo com que ficasse em pé e me ajoelhei como um perfeito cavalheiro. Peguei sua mão.

-aceita namorar comigo bela senhorita — e completei em italiano — Essere felici è una questione di scelta, rendere felice qualcuno è una questione d'onore. — mas para minha enorme surpresa ela respondeu.

-hai l'onore di essere il mio ragazzo — demorei um pouco pra acreditar no que ouví, ela tinha aceitado, tá que ela não foi muito modesta mas tudo bem, coloquei o anel no seu dedo e ela começou admirá-lo, seus olhos brilharam quando viu as pedras presciosas que ele continha, pigarreei pra chamar sua atenção.

-não sabia que falava italiano, mas seu honrado namorado quer um beijo, sabe, pra celar o compromisso — brinquei e ela sorriu lindamente, essa não era o tipo de reação que eu esperava dela, aceitar um namorado e ainda rir, mas ela é sempre imprevisível

-não sabe de muitas coisas — disse subindo em mim e passando as pernas por minha cintura — mas pode começar arrumando suas coisas porque voçê vai embora comigo pra América do Sul — foi uma ordem, então me beijou de uma maneira que me sentí duro imediatamente, que beijo era aquele? primeiro ela sugou cada canto dos meus lábios me abraçando, depois passou a língua por eles e a enfiou quase na minha garganta e sugou delicadamente, para então moldar sua boca na minha num beijo que nem que viva mil anos vou esquecer, a abracei mais forte e a beijei com todo o amor que sentia e que sempre escondí, eu queria que ela visse a diferênça, que ela se sentisse amada por mim, ela arfou e gemeu, ela tinha percebido a diferênça. Quando paramos olhei pra ela, tinha uma enorme adoração em seu olhar, ela me adorava mas eu queria ver amor alí, mas não reclamei, porque era a mim que ela tinha dito sim em um italiano perfeito, era pra mim que ela olhava com adoração, nunca havia me sentido tão feliz.

Saímos do quarto em direção a sala, bells queria contar pra filha que estava namorando. Na sala ela ainda conversava e jake estava quase dormindo, disfarcei o riso fingindo uma tosse o que acabou chamando a atenção deles. Bells não disse nada, só mostrou a mão com o anel pra eles e nessie começou gritar e falar omg omg omg, o que será que isso significa? pelo menos ela estava feliz.

-que lindo esse anel, mas não lembro de ser seu aniversário mamis — ela ficou pensativa — não comprei nada juro que esquecí mas vou rapidinho numa loja comprar algo pra voçê, nossa que cabeça a minha nunca vou me perdoar por isso — e continuou falando falando e falando, ela não parava de se lamentar, mas não me irritei, estava feliz de mais pra isso. Nessie era muito esquisita.

-não é meu aniversário — bells falou tranquilamente, como que ela suportava isso? — é um anel de compromisso, estamos namorando — e me abraçou olhando pra cara de nessie que estava imagino eu chocada e em pânico.

-onde está a cara de horror por estar namorando? voçê sempre disse que jamais isso iria acontecer — e olhou estranho e começou gargalhar sendo seguida por bells.

-qual o motivo da graça? — black também não estava entendendo.

-a mamis dizia que namorados era uma praga na vida de uma mulher e agora está toda melosa namorando e feliz da vida — e se acabou de tanto rir, pelo menos agora sei o motivo, estavam rindo do absurdo da situação, acabei dando um risinho também.

-as coisas mudam — bells disse dando de ombros, mas sua expressão feliz ela não estava escondendo — e Charlie irá conosco pra América do Sul. — avisou ela, quando foi que eu disse que iria junto!!!!!!!!

Notas finais
espero que tenham gostado.
Prox post na segunda-feira.

Tradução das falas da bella e de Charlie em italiano.

Charlie diz a bella - "Ser feliz é uma questão de escolha, fazer alguém feliz é uma questão de honra"

resposta dela
"voçê tem a honra de ser meu namorado"

bjksss