The Magic War
2 Uma garotinha nos entrega uma flor.
Notas iniciais
Capítulo 2: Uma garotinha nos entrega uma flor.
Gustavo
Está tudo uma loucura! Pessoas nos cercavam, apontando e sussurrando coisas como "quem são eles?" e "eles são normais?", elas nos olhavam como se fossemos aberrações de outro mundo, como se nunca tivessem nos visto na vida, eles estavam pasmos com o fogo que havia nas ruas, não acreditavam que aquele fogaréu tivesse vindo de um mero garoto de 16 anos, pois é ... nem eu estava acreditando nisso.
–O que aconteceu cara? -perguntei pasmo-
–Eu... eu não sei, eu só me assustei e ... aconteceu isso que você está vendo-respondeu Felipe assustado-
–Como você fez isso Felipe? -perguntou Natan pasmo-
–Eu já disse que não sei! -gritou Felipe- eu estava com medo, pânico, pavor, não conseguia me mexer, e isso saiu como se fosse uma coisa normal de mim.
Quando Felipe acabou de falar as pessoas começaram a se aproximar com expressões confusas em seus rostos, eu comecei a achar que elas vinham nos lixar por termos incendiado a rua, a cada passo que elas davam mais o meu coração se apertava, até o momento que elas pararam cerca de uns 5 metros de nós, do meio da multidão saiu uma garotinha que devia ter por volta dos 8 anos de idade, ela tinha cabelo loiro preso a um rabo de cavalo, pele branca como a neve, usava um vestido rosa com corações vermelhos e tinha bordas brancas, e para parecer mais fofa ela ainda estava usando uma sapatilha branca com uma estampa de flor vermelha no meio. Ela se aproximava de nós com calma, com as suas mãos nas costas e uma cara travessa, ela se aproximou do Felipe e com uma de suas mãos lhe entregou uma flor vermelha.
–Obrigado -disse a menina- você nos salvou.
–De nada — respondeu Felipe envergonhado-
A garotinha abraçou cada um de nós começando por mim, depois o Natan, depois o Felipe, logo em seguida os moradores vieram nos agradecer por ter se livrado do animal, mas eu me pergunto "porque estão nos agradecendo? tocamos fogo na rua!" mas sabem como dizem né? "antes aliado do que inimigo". No meio dos abraços e apertos de mão eu comecei a ver que na multidão vinha umas pessoas empurrando e abrindo caminho até que elas chegaram, quando eu as vi me impressionei com sua aparência, eram três guerreiros de armadura completa, elmos de cor cinza com abertura na face em forma de "T", ombreiras cinzas com bordas douradas provavelmente de ouro, braçadeiras e manoplas de ferro, cinto de couro marrom, peitoral dourado que no meio dele se formava com listras vermelhas uma águia com suas asas estendidas, perneiras de ferro com lindo detalhes dourados, e por fim botas de malha revestidas de ferro e placas, consigo carregavam uma espada de aço puro(sei disso pois já fiz várias dessas e sei bem reconhecer uma arma de longe) com o cabo fino e detalhes em vermelho, havia um cristal pequeno de cor verde no meio, e em seu braço esquerdo carregavam um escudo cinza que tinha formato de um "V" e detalhes dourados, no meio do escudo tinha o símbolo dos humanos, uma espada e um martelo de dois lados, formando um "X" no meio. Os três guerreiros vieram até nós calmamente.
–O que aconteceu aqui? — pergunto o guerreiro do meio-
–Não sabemos senhor. — respondi-
–Como não sabem? -pergunto o guerreiro da esquerda- que pelo visto vocês são os responsáveis por isso, com essa multidão os cercando, claro que os culpados foram vocês!
–Não fomos nós que fizemos isso! -falou Felipe-
–É verdade senhor -falou a garotinha- eles salvaram esse pessoal do animal enquanto vocês não chegavam, o garoto de vermelho falou a palavra mágica e CABOOM! o animal estava morto com fogo no chão.
–Foi você quem fez isso mesmo? -perguntou o guerreiro da direita-
–Eu... eu ainda não sei como eu fiz isso senhor, só fiz aquilo por puro instinto, eu queria realmente saber como eu fiz isso.
Nesse momento os guerreiros começaram a discutir entre si e depois se viraram para nós.
–Muito bem, -disse o guerreiro do meio- você, garoto de vermelho, vira conosco se quiser ter suas respostas, enquanto a vocês dois, não puderam vir conosco.
–Mas por quê? -pergunto Natan-
–Essas respostas só quem deve receber será ele -respondeu o guerreiro da direita-
–Não se preocupem pessoal, -disse Felipe- eu irei ficar bem, vocês deviam ver como o Wesley deve estar, aliás, era isso que íamos fazer antes de tudo isso acontecer.
–Não se preocupem garotos -disse o guerreiro do meio- vamos cuidar do amigo de vocês, provavelmente a noite vocês puderam ver ele de novo.
–Tudo bem, -disse Natan- vamos Gustavo, vamos ver como o Wesley está.
–Até mais Felipe, -Falei- nos veremos mais tarde.
–Até. -Disse Felipe-
Então os guerreiros foram em uma direção e nós seguíamos para outra, para a casa do Wesley, quando demos o nosso primeiro passo senti algo estranho, como se tivéssemos sendo observados.
–Espera Natan -falei- vou pegar minha espada aqui em casa e já volto.
–Eu vou com você -disse Natan-
Entramos na oficina do meu pai, não demoro nada pois estávamos quase ao lado dela, quando entrei olhei pra mesa e vi que minha espada estava terminada.
–Valeu tio -pensei- eu sabia que o senhor não ia deixar nada ficar incompleto.
Ao me aproximar da mesa vi que além dela ter sido terminada ela estava polida ao ponto de estar brilhando com a luz que batia em sua lâmina.
–Puxa Gustavo, -falou Natan- você sabe mesmo como fazer uma espada.
E ele estava certo, de todas as espadas que eu fiz, essa de longe superava elas, ela tinha uma lâmina(tamanho ideal para guerreiros normais), ao longo da espada dava para se ver que estava escrito uma coisa nela, deve ter sido o meu tio que pois isso, eu não compreendia o que estava escrito pois estava numa língua que eu nunca tinha visto antes, na ponta da lâmina dava para se ver que ela formava uma seta perfeita para cima, na sua base via-se detalhes de chamas, o cabo da espada não se era muito diferente da espada dos guerreiros que vimos agora pouco, mas com uma diferença perceptível, no meio do cabo, onde devia ter o cristal verde no meio havia uma pérola vermelha reluzente, meu tio sempre era detalhista e gostava de extravasar nos enfeites.
–Devo agradecer ao meu tio também -falei- ele que terminou ela pra mim.
–Verdade, -falou Natan- ele é muito criativo em relação a detalhes, mas ela até que me parece uma espada boa para você, que quer ser um guerreiro tão honrado e respeitado como seu pai.
–Nisso você tem razão, -falei- aliás Natan, o que você vai querer ser mesmo?
–Eu? bem... depois de me formar na academia vou entrar pro exército como um arqueiro.
–Por que como um arqueiro? -perguntei-
–Há... sei lá, é que... tem alguma coisa que me chama no estilo dos arqueiros, eu nunca fui bom com espadas, lanças, cavalaria ou até porções, mas eu sempre tive uma habilidade para o arco, quando eu pego em um arco me sinto como se eu e ele fossemos um, que ao puxar a flecha não existe mais ninguém, somente meu alvo e eu nesse mundo, tenho as melhores notas em tiro ao alvo na academia, por isso quero ser um arqueiro.
–Sabe o que eu acho? -perguntei- que você vai ser um arqueiro excelente.
–Puxa... obrigado cara -respondeu Natan-
–Não é só isso, -falei, e fui indo na direção do armário- tenho uma coisa pra você.
Entreguei-lhe um arco simples de madeira e uma aljava de couro com umas quinze flechas nela.
–Isso é pra você cara -falei- eu não sabia o que ia lhe dar de presente no seu aniversário passado, por isso não dei nada, mas tá ai, considere um presente de aniversário muito, muito, mas muito atrasado mesmo.
–Sério! -falou Natan- valeu mesmo, eu nem sei como te agradecer, que tal se eu...
–Não! -interrompi- não precisa me agradecer, você é meu amigo e é isso que importa.
–Será que vai ter problemas se andarmos com essas armas nas ruas? -pergunto Natan-
–Não vai não, mas somente se você andar com o arco e aljava nas costas e eu com a espada embainhada que não vai ter problema.
–Ok então -disse- vamos até o Wesley, estamos demorando demais.
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