The Magic War
1 Sou o centro das atenções.
Notas iniciais
Caso queiram ouçam esta música para dar aquele clima mais mágico ao capitulo
https://www.youtube.com/watch?v=pdpnb7-lew0
Felipe.

Bom... Nem sei como começar, estou nervoso, ansioso, tremendo e com uma vontade de me esconder em um buraco e ficar lá por dias, devido a uma multidão que me cercava apontando e me lançando olhares de medo. Sabem como eu cheguei nessa situação? Aposto que não, pois bem, irei explicar desde o começo.
Lá estava eu, tranquilo e feliz com a paz que tinha na minha cabeça, depois de muitas noites de pesadelo seguidas, Puxa! Como é bom poder dormir novamente e saber que não terei mais sonhos com aquele homem, eu estava sentado em um banco de praça aproveitando a brisa que vinha atravessando a praça, estava usando calça jeans preta e uma camiseta vermelha simples com um tênis preto, tudo na mais perfeita paz que se podia imaginar, ate o momento dele chegar...
-Oi Felipe -falou meu amigo Natan- o que esta fazendo aqui sozinho?
-Nada Natan, -respondi- somente aproveitando a brisa e a paz que ficou depois da guerra.
-Você ficou fazendo isso todos os dias desde que a guerra acabou. Seja mais criativo, vem vamos dar uma volta pela vila para falar com os outros.
Enquanto caminhávamos pela vila pensei em como as coisas tinham mudado, se fosse naquela época... Não estaríamos tão felizes e nem passeando pelas ruas, de certeza estaríamos nesse momento na oficina do pai do Gustavo (um amigo meu) trabalhando como ferreiros fazendo armas, armaduras e outros tipos de coisas que poderiam nós ajudar a nos defender dos invasores.
Há esqueci-me de apresentar o Natan, na verdade o nome dele é Natanael Nirvan, mas sempre o chamamos de Natan para abreviar, ele é um garoto normal como qualquer outro, tem pele morena, usa óculos de grau, mas é um óculos meio estiloso, tem uma altura por volta de uns 1,70, cabelos negros penteados pro lado, ele é legal pra variar, mas às vezes costuma ser muito chato, mesmo assim, eu gosto dos meus amigos do jeito que eles são, ele usava uma camisa roxa e bermuda jeans com um tênis azul e uma meia branca.
Enquanto andávamos pela vila, vimos um guerreiro com espada na cintura e malha de couro, e eu me perguntei: O que esse cara tá fazendo? Mas ai eu vi que ele estava com uma sacola nos ombros e então eu percebi que ele poderia ser um viajante, as florestas são perigosas, nelas habitam seres mágicos, criaturas enormes e assustadoras e bandidos perigosos, imagino como seria ir além das montanhas, descobrir seres que nunca vi, e me sentir livre. Depois de muito tempo chegamos ao nosso destino.
-Olha Felipe — disse Natan- o Gustavo tá na oficina da casa dele. Vamos lá.
-Ele sempre tá na oficina dele- falei
-Bem... Ele quer ser igual ao pai dele, um guerreiro respeitado, por isso ele tem que conhecer bem as armas e as armaduras, vem vamos falar com ele.
Entramos na oficina e nos deparamos com ele na fornalha olhando o ferro derreter no fogo. Gustavo é um garoto muito "normal" digamos, ele sempre se esforça treinando na academia (que é praticamente uma escola, só que ela nos ensina a arte da guerra). Ele é um garoto com uma cor entre caucasiano e moreno, cabelos negros e usa óculos, é alto e um pouco magro, cabelos curtos e ele usava uma camisa branca toda suja de graxa e uma calça rasgada na coxa esquerda, usava botas grandes e um par de luvas grossas.
-Olá Gustavo-cumprimentou Natan-
-Olá — respondeu Gustavo — o que vocês estão fazendo aqui?
-Nós estávamos sem nada pra fazer e eu precisava tirar o Felipe daquele parque se não, ele acabaria virando uma planta.
-Mas — falei — o que você esta fazendo na oficina?
-Eu estou fazendo minha primeira espada- respondeu Gustavo
-Primeira espada?! Como assim?! — perguntou Natan-você faz umas 20 dessas por dia para clientes e viajantes. Por que você falou que era sua "primeira"?
-Oh cabeção — respondeu Gustavo — essa é a primeira espada que faço pra mim, todas as outras elas são feitas para serem vendidas.
-Ah sim, entendi. -falou Natan.
-Você irá seguir o mesmo caminho de seu pai né?- perguntei, mas no fundo já sabia qual seria a resposta.
-Sem dúvidas nenhuma!-respondeu Gustavo- meu pai foi um grande herói, ele lutou em uma das maiores batalhas que já houve nesse século, graças a ele o exército da resistência conseguiu derrotar aquela terrível fera das montanhas, o dragão de duas cabeças. Após derrota-la eles puderam atacar o exercito inimigo sem se preocupar com bolas de fogo vindas do céu.
-Nossa!- disse Natan- seu pai é incrível mesmo.
-Por falar em fera- perguntei- Cadê o Wesley?
-Ele esta na casa dele- respondeu o Gustavo- desde que aconteceu "aquilo" ele não saiu mais, talvez fosse bom irmos visita-lo, porque sabem né, se não fosse por ele nenhum de nós estaríamos aqui.
-Verdade -disse- Vamos lá ver como ele está hoje.
- Tio!- gritou Gustavo- cuida da oficina pra mim, por favor? Vou precisar sair.
-Pode deixar meu sobrinho -uma voz de longe na casa respondeu- pode ir.
Quando saímos da oficina vimos um grande tumulto nas ruas.
-O que está acontecendo? -perguntei-
-Acho que é um cão da floresta de novo-respondeu Gustavo
-Um o quê? -perguntou Natan-
-Um cão da floresta -respondi- um tipo de cachorro que vive na floresta, tem mais ou menos um metro de altura, tem uma audição e olfato incríveis, e uma força na mandíbula capaz de estraçalhar e quebrar ossos com muita facilidade.
Então no meio da confusão e do tumulto as pessoas entraram em suas casas, e ficamos sozinhos na rua com o cão da floresta, ele estava atacando um açougue.
-Ei pessoal -falei baixinho- vamos sair daqui.
-Tá certo -falou Natan- vamos.
Nesse momento parecia que o meu sangue havia congelado, as pernas tremiam, por um segundo, senti minha respiração parar, de repente a fera se virou em nossa direção e ficou a nós observar, dava para ouvir a sua respiração, o seu desejo por sangue era notável... Talvez estivesse pensando "será que eles têm um bom sabor? acho que vou descobrir”, ficou nos observando por mais um tempo, como se estivesse escolhendo por qual começar primeiro. De repente, num piscar de olhos, ela se moveu em nossa direção, primeiro lentamente, como se estivesse a nos torturar, aumentando a sua velocidade a cada momento, não conseguíamos correr por causa do pavor que percorria a nossa alma, achei que esse seria o nosso fim, a cada segundo ela se aproximava mais rápido, dava para sentir o cheiro da morte no ar, eu pensei "por que eu fui sair da droga daquele banco?”.
-Foi bom ter conhecido vocês-disse Gustavo entre os dentes
Quando Gustavo terminou a frase, a fera pulou em nossa direção com dentes e garras sedenta por sangue, nesse momento algo estranho aconteceu, percebi que havia gritado algo que não era em minha língua, mais soava como "mee" e estendi a mão por puro reflexo quando de repente, CABOOM! Uma explosão de fogo encheu a rua, tudo estava em chamas. Quando abri meus olhos estávamos todos com nossas roupas chamuscadas e o animal estava morto, carbonizado na rua, quando percebi ao redor tinha uma multidão que nos cercava e apontava para nós, nos lançavam olhares com um misto de espanto, medo e gratidão.
-O quê foi que aconteceu?...
Notas finais
Até mais!
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