The Magic Is Our Hope

17 A Nobre e Sombria Mansão Malfoy


Notas iniciais
Esse capitulo foi feito pela a minha coelha favorita:Liran o/ Eu apenas coloquei uma colazinha em alguns recortes. Aproveitem XD

O trem anunciava que iria partir e eu não tinha opção além de entrar logo, não dava mais para esperar a ruiva e a Duda. Sentei e coloquei minha mochila no chão, e logo alguém entrou e se jogou no assento a minha frente.

– Me lembre de nunca tentar entrar na cozinha da escola e surrupiar um doce antes de ir pra casa...! – Liran Bufou impaciente, tirando duas garrafas de cerveja amanteigada da bolsa.

– Eu vou tentar lembra por mim ai eu tentarei impedi-la... – Dei uma risada e peguei a garrafa jogada para mim.

– Quer saber? Eu falei com a Duda. Ela não vai comigo a casa dos Weasley’s... Mas eu terei que ir a casa deles com a Gina e o Rony, depois meus pais passam lá para me buscar...

– Sortuda... Eu vou passar o Natal na casa dos Malfoy. – Só ao terminar de ouvir o que tinha dito, Liran cuspiu o conteúdo que acabara de beber. Tossindo e recuperando fôlego ela me olhou assustada.

– Eu não tenho mais nada contra os Malfoy’s Lua, mas os pais da doninha sabem que a namorada dele é uma não bruxa? – Ela sempre tinha essa mania de não falar trouxa.

– Apenas a mãe dele sabe... Eu só estou pensando como é que ele irá reagir. – Parei para pensar e dei de ombros, dei um gole da bebida e senti conforto com ela.

Uma batida na porta e um rosto amigo apareceram. Neville.

– Liran... Eu posso falar contigo? É rápido... – Falou todo tímido, bem diferente de quando eu o tinha visto com o Simas.

– Não, marque hora comigo. – Bebeu a cerveja amanteigada e o olhou indiferente, aquela cara de tédio da ruiva deixa qualquer um nervoso.

– Você é muito teimosa sabia? – Ele a olhou como se não acreditasse no que ela tinha falado.

– Concordo contigo, fala com ele. Seja lá o que ele tenha feito tem explicação. – Olhei para a ruiva e o saiam faíscas daquela íris verde.

– Mas esse é o problema, eu não fiz nada! – Elevou a voz. Eles não estão bem pra ele falar assim.

– Você é ingênuo mesmo Neville... – Ela riu irônica. Isso não é bom.

– Neville, você pode chamar o Harry para mim? – Falei o primeiro nome que me veio à cabeça, mesmo o trem estando em movimento, eu não queria uma ruiva furiosa quase matando qualquer um com o olhar.

– O.k... – Ele me olhou desconfiado e por um breve momento pude ver a tristeza em seu olhar, como se tivesse feito algo muito de errado.

Quando ele saiu e fechou a cabine, Liran parecia me agradecer com o olhar e se encolheu no assento, agarrando as pernas como se estivesse com frio.

– Pode baixar a guarda comigo e me contar o que aconteceu? – Suspirei e vi que ela se assustou quando me redirecionei a ela.

– Ele falou comigo de uma maneira estranha algumas semanas atrás... Duda tinha ido falar comigo e eu perguntei de Neville para ela, tinha falado que ele estava fazendo uma coisa estranha ao lado de Simas e como eu e minha curiosidade falávamos mais alto, eu fui procurar saber o que era... Ele estava estressado demais... – Sua voz saiu falha nas ultimas palavras.

– Ele não é mais o mesmo, mas vai por mim, ele gosta de você. – Encorajamento falho, isso só fez com que ela me olhasse com incerteza.

– Você realmente acha isso?

– Tenho certeza! – Dei um sorriso e ela retribuiu sem jeito. – Alias, você nem chorou... Se fosse eu, só um ombro amigo ou o travesseiro mesmo... – Fiz uma careta e ela riu e engasgou um pouco com a própria saliva.

– Lua? – A voz familiar chamou minha atenção. Harry. Tinha esquecido que inventei uma desculpa para chamar ele. – Você tinha me chamado não é?

– Sim... – Levantei e fiquei do lado de fora da cabine, o que surpreendeu um pouco a Harry. – Você sabe o que tem de errado com Neville? – Sussurrei para ele, apontando para onde Liran estava.

– Não sei ao certo, mas ele está planejando algo... E ao lado de Simas... Isso não é muito bom. – Sussurrou de volta.

– Pode descobrir o que é? Discretamente, se a teimosa ali souber que eu estou me metendo vai ficar uma fera... – Falei um pouco assustada com a idéia e isso o fez rir.

– Vou ver o que posso fazer... – Ele sorriu se despediu indo até onde estavam os outros.

Demorou um pouco até chegarmos à estação nove meio, de longe eu pude ver apenas meu pai, acenando para mim e com um enorme sorriso em seu rosto. Eu estava feliz em finalmente vê-los e passar um feriado com eles, e não apenas com eles, mas com outra família em particular.

Quando chegamos em casa, que demorou quase duas horas para poder gritar pela casa “Cheguei!”. Minha mãe vinha correndo para me abraçar e girar em meio ao corredor, com o rosto sujo de chocolate e um avental sujo com farinha.

O sorriso dela trasbordava alegria e isso me deixava feliz, pelo menos eu não iria passar o Natal dessa vez em Hogwarts.

Só demorou o resto do dia para eu poder me acostumar, antes era tal certa hora para ir ao salão comunal, acordar cedo e ir andar para lá e para cá entre as aulas. Ficar em frente a uma lareira e ter que aturar o pirraça, aquele postergueist esse não é mais chato do que os anteriores.

As duas semanas passaram devagar, como as aulas chatas. Às vezes dava para sentir o cheiro de queimado vindo da cozinha e com apenas uma palavra e a varinha erguida eu o desespero de apagar o mini incêndio passava. Com papai não era muito diferente, apenas a caixa de ferramentas caindo e derrubando as outras caixas ao lado. O som que eu ouvir dessa bagunça dele era terrível...

Era sempre um “Lua? Filha? Poderia ajudar o papai um pouco na garagem?”. Eu não sabia se ria ou se chorava...

Uma semana depois

Com a chave de um portal e um ponto de referencia para podermos ir para lá, já não tinha que me preocupar com nada. O problema realmente foi quando tínhamos que ir da chave de um portal ao local destinado, que era na verdade em uma casa a poucos quilômetros da mansão que íamos passar o feriado. A mansão dos Malfoy.

– Lua querida, tem certeza que seu namorado vai estar lá? Estou meio insegura de acontecer algo... – Ela mexia uma ultima vez na mochila, ela não era como outras mulheres, ao invés de levar o armário, levava apenas o necessário.

– Mãe, quantas vezes eu disse a você que o Draco não é tudo isso que você pensa? — Dei uma risada ajeitando meu casaco.

– Você falou assim que chegamos em casa que um garoto tinha pedido você em namoro. Ele é como nós? Ou ele é meio a meio? – Deu uma leve cotovelada no meu braço.

– Totalmente bruxo... – Falei e ouvi ao que parecia ela tossir fortemente. – Você está bem?

– Estou, mas é que... Pensei que bruxos não se envolvessem com nós. – Falou surpresa.

Quando tínhamos descido do ônibus e ido até a rua da qual tinha falaram que a chave do portal estava, meus pais ficaram meio que bobos olhando para uma bota.

– Isso é o que vai levar a gente à casa do seu amigo? – Papai olhou para mim com uma cara confusa e ironia em sua voz.

– Mansão. – Eu e mamãe falamos em uníssono.

– Que seja, é seguro? – Apontou para a bota.

– Vai nós levar até lá pai, não seja tão inseguro assim. – Falei indo em direção à bota, abaixando e a segurando. – Por que vocês ainda estão parados ai? Venham logo!

Ambos vieram ao meu lado quando o portal se abria, parecia que tinha um tornado nos puxando. Era a minha segunda viagem assim, e mesmo já tendo feito, tenho aquela sensação de pânico, de que vou cair e quebrar todos os ossos. Mas se eu mostrasse essa reação, o dos meus pais seria de total pânico e eu nem queria ver, ou seja, tinha que mostrar segurança.

O tornado parecia ficar mais fraco e eu já sabia que era a hora de soltar.

– Podem largar! – Gritei e eles me olharam com uma cara de horror. – Vai ficar tudo bem, é só tentar não se desesperar muito!

– Você puxou essa loucura de quem hein filha?! – Papai gritou assustado, mas mesmo assim fez o que eu pedi e soltou a bota.

Logo depois era minha vez e de longe me soltar, e de longe podia ver mamãe fazer o mesmo e dava para ouvir o grito de desespero dela.

Senti o impacto, mas não foi o que eu esperava. Pensei que ia sentir o meu rosto no próprio chão, mas pelo contrario eu fui segurada por alguma coisa.

– Bom te ver Lua! – Vire o rosto em direção a voz. Draco. – Sentiu saudades?

– Da sua cabeleira? Sim. Você me convidou e só se passou duas semanas Malfoy. – Deu uma risada e ouvi alguém resmungar ao meu lado. – Pai? Você esta bem?

– O que você acha? Parece que eu estou deitado numa tenda invisível! – Berrou, tentando se desprender do feitiço de levitação.

– Calma senhor Winchester, vou colocar os três no chão. – Quando terminou de dar uma risada e receber um olhar furioso do meu pai, ele se calou no mesmo instante.

Só quando ele conseguiu pegar minha mãe, com dificuldade ele nos colocou no chão. Meu pai levantou num salto e apontou o dedo para Draco dando vários sermões a ele.

– Se eu fosse seu pai... Garoto você estaria frito! – E só com mamãe no encalço dele foi o suficiente para ele parar.

Olhei mais atentamente ao lugar, um vilarejo meio vazio, as luzes do sol eram poucas por causa das nuvens, isso fazia o clima ser monótono.

– Admirando a vista? – Olhei para Draco, que tinha um sorriso irônico no rosto. – Melhor lá dentro de casa. – Apontou para a direção oposta da qual eu olhava.

– Casa? Mansão você quer disser não é? – Minha mãe falou por mim. Eu acho que estou ficando vermelha...

– Desculpe, é que eu devia falar de um jeito que não cause duvidas em vocês. – Ele sorriu galanteador e deu uma piscadela para mim, fazendo-me rolar os olhos. – Vamos?

– A pé?! – Papai reclamou, parecia exausto demais para dar mais um passo. – Mas eu pensei que com toda essa magica vocês...

– Mas fica logo ali... – Draco falou inocentemente, apontando onde deveria ser o nosso próximo destino.

– Vamos John... – Mamãe pegou o braço de Draco e o puxou em direção aonde ele apontara.

Ele tinha se oferecido a carregar a minha mochila e a da minha mãe, mas com muita insistência ele acabou levando só a da minha mãe.

O percurso até a “casa” dele não foi tão longo, pois quando chegamos ao grande portão, apenas com um leve aceno com a varinha os portões ficaram como um objeto de ilusão e atravessamos e passamos pelo jardim. Parecia o enorme jardim de Alice no país das maravilhas. Ao chegar à porta de entrada da enorme mansão, não foi preciso bater na porta que alguns criados vieram receber Draco e as visitas, falando gentilmente que levariam a dos meus pais e as minhas bagagens para o quarto de hospedes.

Fiquei meio sem graça com aquela situação toda, parecia um palácio sombrio e eu era a princesa dele. Só de ver o hall de entrada deixou minha mãe sem folego e meu pai com o olhar admirado pelo lugar. Agora ele não tinha mais o que falar ou reclamar de Draco.

– Draco? Eles chegaram? – Uma mulher apareceu de dentro de uma das salas da qual passamos. Devia ser a mãe dele, Narcisa Malfoy.

– Sim, mãe essa é Lua Winchester. – Ofereceu a mão e eu fiquei ao seu lado, dando um pequeno sorriso. – E esses são os pais dela.

– Sou John e essa é Mary, minha mulher. – Meu pai falou um pouco nervosamente.

– Obrigado por nós dar a chance de conhecer a você e ao Draco, Lua fala tão bem dele que fiquei curiosa com o jovem rapaz. – Minha mãe sorriu para mim e Draco e recebeu um sorriso vindo de Narcisa.

– Eu que agradeço senhora Winchester, não é todo dia que conhecemos a família da namorada de Draco.

–Então você é mesmo "namorada"?!-provocou John. Mamãe tinha prometido conversar com ele aos poucos... O Problema foi que ela não definiu esses “poucos”, não que ele fosse o tipo de pai que vai carregar uma espingarda para livrar a menininha dos lobos, mas ele não entrou no meu quarto quando completei 12 anos para falar sobre garotos e dizer coisas do tipo:Se envolva com bruxos,principalmente os genuínos,esses são os bruxos dos sonhos do paizão. Na verdade naquele ano, meus pais ficaram preocupados comigo por causa de Hogwarts. A Ruiva me mataria descobrindo que tive medo de contar para o meu pai.

–Draco!Você não fez o pedido aos pais dela?-repreendeu Narcisa.-Isso foi muito insensato de sua parte,perdoe-me os maus modos de meu filho.

–Eu gosto dela! Talvez eles utilizem um tipo de castigo mágico para loiros aproveitadores. -animou-se meu pai. Minha mãe deu uma cotovelada nele. Que Merlin proteja Mary!

– O pai de Draco?-minha mãe viu os olhos de Narcisa ficarem tristes-desculpe, não sabia que vocês são separados...

– Na verdade, meu marido, está preso em Azkaban-baixou os olhos. E Draco repetiu o gesto da mãe. E aqui que entra o Xis da questão, eu me esqueci de mencionar que meu sogrotuoso(Sogro+preconceituoso) está preso na prisão de segurança máxima do mundo mágico. Quem nunca? Evitei virar o meu rosto para o meu lado esquerdo, se eu olhasse para o rosto de meu pai, poderia ver em seus olhos as torturas que ele tinha em mente para a filha.

– Perdoe-me pelo o inconveniente. -disse minha mãe

Notas finais
Então o que acharam?Comentem pessoas,eu sei que é chato,mas eu tenho que vir aqui...Enfim acompanhem...Logo-logo vamos começar a Boa Era desse novo Trio:Duda,Liran e Lua(me *-*) Vlw´s Beijos