Notas iniciais
Meu Santo Expedito, três anos, vocês já podem me matar '-- Não vou me desculpar, eu assumo a responsabilidade do extenso atraso Não desistam da história! Aproivetem, Lua ❤

Remexi desconfortável com a situação, não que meus pais fossem caretas, mas eles são meus pais e ótimos por sinal, obvio que saber que a única filha deles está namorando um filho de um criminoso, bruxo, trouxa ou gnomo isso não é algo que deixe uma boa impressão. No entanto nem deles se quer sonha com o passado sombrio de Draco que quase o levou pro mesmo caminho do seu genitor.

— Pai, esse é um assunto delicado para os Malfoy´s- tentei me defender. Ouvi a minha mãe sussurrar raivosa para John que “O pai dele está pegando por um crime não ele!” Narcisa deu um sorriso triste para a expressão contrariada de meu pai ao constatar que as palavras de minha mãe eram verdadeiras. “Mais uma vez Merlin proteja Mary!” Com certo cuidado me aproximei de Draco e tentei animá-lo fingindo está curiosa em conhecer sua casa, o que era verdade.

Ainda com receio que ele não acreditasse na minha empolgação e continuasse cabisbaixo. Minha mãe procurou mimar Narcisa falando que meu pai fora preso por dirigir com um carro irregular. A Sra Malfoy ficou mais intrigada com o fato de meu pai utilizar um “automóvel” e dos trouxas serem por presos por pilotarem algo que eles mesmos os usam, do que o fato de um mecânico andar com um carro caindo os pedaços. Vendo a irritação de meu pai a cada reclamação de minha mãe e a risada de Narcisa com a história, Draco se animou, enlaçou seu braço no meu e me arrastou por cada canto da mansão que ele chamava de “Lar”.

—Me desculpe- pedi. Ele franziu os olhos ,confusos, quando sentamos no jardim- Você sabe...Por ter constrangido vocês mais cedo-completei. –Não se preocupe, nós ainda estamos nos acostumando com isso também. Na primeira vez que meu pai foi levado até Azskaban, eu senti muito ódio, queria Potter morto, bem como Dumbledore, mas acima de tudo, eu queria meu pai em casa, nunca fomos uma família muito carinhosa, embora eu tenha sido mimado, mas meu pai foi “preso”, não é algo que ninguém está preparado para lidar com isso!- Suspirou- Hoje estou mais “conformado”, quero dizer, Azskaban não possui mais dementadores, ninguém os quer por perto, não depois de toda A Guerra, o Ministério mudou muito...É como uma prisão para um ladrão de caldeirões ou uma dessas celas trouxas, nada muito impressionante, mas Lúcio Malfoy continuará esperando a liberdade...Meu pai ainda não pode voltar pra casa. Você entende, não é, Lua?- seus dedos tocaram delicadamente meu rosto. Apenas assenti. Me senti meio aliviada que não eu tenha ‘aberto a ferida’, mas ver Draco sendo tão sincero, me machucava mais do que as vezes em que ele e a corja de alunos sonserinos me agrediram por ser Nascida Trouxa, ainda que não época, eu nem sequer tivesse ideia do que significava :Sangue Ruim. Ao contrário de Mione, eu me dediquei aos estudos de poções e nada mais.

Nunca fora fácil lidar com um grande número de alunos correndo atrás de mim com ofensas que jamais tinha escutado; ao contrário das crianças bruxas que estudam em casa, frequentei a escola trouxa, não nego de que algumas vezes foi chamada a atenção na diretoria por conta dos meus poderes, mas nada que não superasse um galho florescer em minhas mãos, ou, quando me chateava aparecia em dentro de meu quarto, independente de minha localização anterior.

Flash Back ON:

Eu estava banguela em meu último ano, meu melhor amigo estava contando em uma coluna grossa próxima a portaria da Saint´s Hugh of Lincoln, fundada nos anos 1960, embora tivesse o nome de um santo católico, natural de Avalon, não tínhamos ensino religioso, todo mundo usava bermudinhas ou calças de acordo com as estações, os tecidos mesclavam o azul e o branco, as blusas eram de mangas ¾, correr e brincar com o fardamento nunca foi um problema.

Me escondi de Felipe na sala da zeladora, uma senhora rechonchuda que me entupia de comida porque me achava parecida com sua neta que se mudara para o México; a Vó Joan. As outras crianças se esconderam nos arbustos em volta da faixada, semelhante a de um monastério; cansei de esperar Felipe, aceitei a xicara de chocolate da Vó Joan, entediada imaginei o liquido quente se mexendo, mas quando vi olhos da Vó assustados, percebi que não estava imaginando, a bebida formara uma flor e segundos depois parecia um mini oceano, com a famosa “ressaca do mar”, as ondas pulavam para fora, derramei um pouco sobre minha farda, pedi desculpas e abri a porta correndo, no entanto quando atravessei estava em meu quarto...Cinco meses depois recebi minha carta de admissão acompanhada de um funcionário do Ministério de Magia.

Flash Back OFF

Notas finais
E aí o que acharam? ! As histórias em parecia com a coelha permanecem ativa, ainda que tenhamos colocado ambos em hiatus não intencional Vlw's Bjs