Notas iniciais
O que dizer sobre o amor? Um sentimento que pode te fazer sentir vários outros sentimentos.

Chovia fortemente sobre o Acampamento Meio Sangue. Os pingos batiam violentamente contra a janela pela qual Nico olhava. Ele suspirou, fazendo com que o vidro se embaçasse. Seus dedos batiam lentamente sobre a superfície de madeira, na qual sua mão estava apoiada.

Sua mente vagava lentamente. Os pensamentos todos voltando a apenas uma pessoa. Nico se imaginou tocando aqueles lábios rosados, com os seus, enquanto suas mãos dançavam por entre seu cabelo.

— Ah, qual é Nico. – disse o espirito parado ao seu lado. – Você devia ir falar com ele.

Nico virou o rosto encarando o garoto transparente. Seu rosto era delicado e jovial, o que fazia com que o filho de Hades desconfiasse que o garoto havia morrido cedo demais.

— Sem chance, James. – respondeu. – Ele nunca me veria de um jeito diferente. Para ele, eu sou apenas o filho de Hades. O pobre Nico, que todo mundo tem medo por algum motivo idiota.

— Mas você já até contou pro Jason, cara. – James revirou os olhos, enquanto colocava as mãos na cintura. – Sem dizer, que até o Will foi capaz de aceitar o fato de tu ser apaixonado pelo Jackson.

— Não fala isso em voz alta, por favor. – Nico sentiu a face esquentando. Seu olhar retornou para a chuva que caia lá fora.

— Olha, se você não for falar com ele, eu vou.

— Você não ousaria. – Nico o encarou friamente.

— Não duvide de mim Di Ângelo. – James retribuiu o olhar com a mesma frieza.

Um longo minuto se passou enquanto ambos se encaravam.

— Você esta certo. – Nico disse por fim. – Não sei por que estou com tanto medo? Afinal, é só o Percy Jackson.

— Assim que se fala. – disse James abrindo um largo sorriso. – Agora vai.

— To indo. – Nico deu o primeiro passo em direção à porta. – Acho melhor eu não ir. – ele se virou e encarou o garoto fantasma.

— Anda logo garoto. – James revirou os olhos de modo exagerado.

— Ta, agora eu vou. – Nico deu alguns passos e segurou a maçaneta da porta. – Mas e se ele me odiar depois disso?

— Meu santo Zeus. Anda logo criatura. – James bufou irritado. – É um risco que você vai ter que correr.

— Eu te odeio. – murmurou Nico abrindo a porta.

O vento frio lhe atingiu em cheio no rosto, mas isso pareceu não lhe incomodar. Nico enfiou as mãos no bolso da calça e andou lentamente. Seu coração batia fortemente dentro do peito, tão forte que parecia abafar o som dos trovoes que soavam acima dele. Seus pés pareciam pesados demais, afundando com força nas poças de lama.

— Olha, não era pra você enrolar tanto assim. – disse James, flutuando ao seu lado. – O chalé dele fica logo ali.

— Dá pra você calar a boca?

— Desculpa.

Eles pararam em frente ao enorme chalé. A porta de uma madeira escura parecia ter um brilho azulado, que realmente lembrava as ondas do mar. O desenho do tridente, entalhado no meio da madeira, deixava mais claro que ali realmente era o chalé de Poseidon.

— Ta esperando o que? Perguntou James, depois de um longo minuto.

— Não sei. O que eu devia fazer exatamente? Perguntou Nico, parecendo perdido.

— Bater na porta seria um ótimo começo.

— Certeza? E se ele não estiver ai?

— Eu não havia pensado nisso. Espera um pouco. – James desapareceu, apenas para reaparecer alguns segundos depois. – Ele ta ai. Pode bater.

Nico encarou a porta e bateu levemente. Longos segundos se passaram até que a mesma fosse aberta.

— Ah, oi Nico. – Percy deu um sorriso fraco enquanto dava passagem para o mais novo entrar. – Pode entrar.

— Obrigado. – disse Nico. Seu coração dava uma batida a menos dentro do peito. Por um momento, ele esqueceu como se andava e tropeçou ao passar pela porta.

— Você esta bem? Perguntou Percy, segurando Nico e o impedindo de cair ao chão.

Uma onda elétrica atravessou o corpo do garoto enquanto ele apenas balançava a cabeça positivamente.

— Você esta ensopado. Fique aqui, vou buscar o secador pra você. – Percy o deixou sozinho enquanto adentrava aquilo que devia ser o banheiro.

O chalé de Poseidon era tão diferente do de Hades. A começar pela bela vista para o mar. A reforma do acampamento havia dado a Percy portas de vidro que davam acesso para a varanda. As paredes eram todas do mesmo tom escuro, que a madeira da porta, e todas possuía o mesmo tom azulado que lembrava ondas do mar. A cama, de frente para as portas vidro, era grande demais para apenas uma pessoa. Tal pensamento fez Nico estremecer ao imaginar Percy e a Ex, Annabeth, rolando por aqueles lençóis enquanto sorriam e se amavam.

— Aqui está. – Percy apareceu segurando um pequeno secador de bronze. O qual ele ligou, fazendo uma onda de vento quente atingir Nico em cheio. O garoto cobriu o rosto, o que rendeu um pequeno risinho da parte de Percy. – Fica calmo, é só ar quente, você não vai derreter.

— Idiota. – resmungou Nico revirando os olhos. Mas sorriu junto com o outro.

Percy desligou o secador e o colocou sobre a cômoda. Ele parou de rir e encarou Nico nos olhos. Isso fez com que o outro notasse a vermelhidão que começava a sumir.

— Eu estou louco ou você estava chorando? – soltou ele, sem ao menos perceber.

— Você é um ótimo observador. – Percy deu um sorriso fraco, balançando os ombros.

— Cheguei em uma péssima hora, não foi? Eu posso ir embora se quiser. – Nico deu um passo para trás, se chocando contra a porta.

— Fica calmo. – disse Percy soltando um risinho doce. – Eu gosto da sua companhia, Nico.

— Muito engraçado Jackson. – Nico revirou os olhos. – Então, me conte o motivo de você estar chorando.

— Senta ae. – Percy apontou para a cama enquanto ele mesmo se sentava.

Nico sentiu o rosto corando. E então caminhou até a enorme cama. Ele se sentou e apoiou as mãos sobre as coxas, acima dos cortes em sua calça jeans.

— Bem, às vezes eu não aguento a pressão das coisas. – disse Percy, após soltar um longo suspiro. – E chorar me faz ficar aliviado.

— Você ainda gosta dela, não é? – Nico o encarou. Aquele verde todo nos olhos de Percy, o fez se sentir em meio a um oceano.

— Quem? Da Annabeth? – Percy revirou os olhos. – Sem chances.

— Certeza?

— Absoluta, Di Ângelo. – Percy sorriu, batendo seu joelho contra o de Nico. – Mas e você? O que o trouxe até mim nesse dia chuvoso?

Nico estivera evitando pensar nisso enquanto Percy falava, e agora ali estava ele, sendo encurralado no próprio assunto. Ele respirou fundo e encarou o oceano a sua frente. As ondas quebrando violentamente contra a praia do Acampamento.

— Eu não sei por onde começar. – murmurou ele, tão baixo que duvidou se Percy o havia escutado.

— Que tal começar pelo mais fácil? – sugeriu Percy.

Nico respirou fundo tentando acalmar os nervos. Suas mãos suavam, sua respiração começava a ficar pesada, e seu coração parecia sambar dentro do seu peito.

— Ei. – Percy tocou gentilmente o ombro do menor. – Fica calmo.

— Olha Jackson, eu não sei como começar isso tudo. – Nico respirou fundo. – E não tem um jeito fácil, não sei como eu vou dizer isso. – ele parou, e cada segundo pareceu durar uma eternidade. – Eu gosto de você. – disse por fim.

Percy o encarou por um longo minuto, como se sua mente estivesse tentando entender aquela pequena afirmação.

— Me perdoa, eu nem devia ter vindo aqui.

Nico se levantou e caminhou até a porta. Os olhos ficando marejados. Seus dedos tocaram a maçaneta fria, e a porta se abriu alguns milímetros antes de ser fechada com força. O braço de Percy estava a apenas alguns centímetros do rosto de Nico.

— Me deixa ir, Percy. – sussurrou ele. – Por favor. – Nico olhou para o chão, encarando o próprio All Star.

— Você não pode soltar uma coisa dessas e sair assim.

— Só me deixa ir, por favor.

Percy segurou Nico pelo ombro, o fazendo se virar. Seus olhares se cruzaram, e antes que Nico pudesse dizer qualquer coisa, teve seus lábios tomados pelos de Percy. Seus lábios eram macios, do mesmo jeito que Nico havia imaginado, e quentes. Sua língua explorou cada canto da boca de Nico, com um desejo voraz. Suas mãos pousaram sobre a cintura de menor, e o puxaram para mais perto de Percy. Seu corpo era quente, mesmo por baixo das roupas.

Nico não sabia ao certo o que fazer, então apenas colocou as mãos sobre a cintura de Percy e ficou na ponta dos pés para retribuir o beijo. Seu coração batia tão forte dentro do peito, e o de Percy também, que por um segundo ele pensou que ambos os corações estivessem em sincronia.

Percy parou o beijo, com um selinho. Sua respiração estava tão pesada quanto à de Nico. Seus olhos encontraram com os de Nico, e ambos coraram.

— Me desculpe. – Percy deu um passo para trás e se virou, olhando para a praia.

Ouvir aquilo, para Nico, foi o mesmo que levar um tapa em cheio no rosto.

— Quer saber? – disse Percy se virando. – Não me desculpe não. – Ele se virou novamente para Nico e o prendeu contra a porta, enquanto sua mão pousava suavemente no rosto do menor.

Dessa vez, Percy trouxe Nico consigo, enquanto caminhava em direção à cama. Ele se sentou, fazendo Nico se sentar sobre suas coxas. Percy sentiu seu rosto esquentar, ao sentir o membro endurecendo no meio das suas pernas. Mas algo o fez relaxar, ao notar que Nico também estava excitado. Suas mãos percorreram o tronco de Nico, por debaixo da camiseta preta.

Um leve arrepio atravessou o corpo de Nico ao sentir as mãos quentes e passadas de Percy, deslizando por seu corpo. Ele sentiu o membro endurecer por baixo de suas nádegas, e isso o fez ficar excitado. Ele não lutou ou resistiu, quando Percy começou a tirar sua camiseta. Tão pouco reclamou quando o mesmo passou a beijar seu pescoço e sua clavícula. Seus gemidos, abafados pelo som da chuva, ficaram audíveis apenas para Percy ouvir.

— O que estamos fazendo? Perguntou Nico, baixinho.

— Não sei. – respondeu Percy, quase no mesmo tom de voz. – Mas não quero parar.

Percy se levantou, ainda com Nico no colo, e girou deixando o menor de costas para a cama, na qual ele o deitou lentamente.

— Eu também não. – disse Nico, enquanto Percy lhe beijava o tronco.

Os lábios de Percy deslizaram pela pele fria de Nico. Passando por entre os mamilos, os quais ele mordiscou com cuidado, e desceram em direção a área pélvica. Seus dedos pousaram sobre o botão da calça, o abrindo, e logo em seguida puxaram o zíper para baixo.

Em todas suas fantasias, Nico nunca imaginou sendo Percy o primeiro a chupar. Pelo contrario, ele sempre imaginou seus lábios tocando o membro do mais velho, deslizando por todo o falo endurecido e o chupando lentamente, até que fosse preenchido pelo gozo quente, enquanto lambia a glande até limpa-la da ultima gota. Mas ele precisava admitir que ver Percy sendo tão submisso daquele jeito, o fez ficar mais excitado do que antes.

Nico suspirou alto, quando os lábios de Percy tocaram seu membro, ainda dentro da cueca boxe preta. Sua calça havia sido tirada tão rapidamente, que ele mal teve tempo para sentir vergonha de estar tão exposto daquele jeito.

Percy puxou a cueca para baixo, revelando um membro pálido, e dentro da média com uns 16 cm no mínimo, cuja glande era em um tom de roxo com vermelho. Ele o segurou, enquanto começava a masturba-lo lentamente. Ele deixou um pouco de saliva escorrer por entre seus lábios, e cair sobre o falo endurecido, o lubrificando.

Nico abriu os olhos e encarou o teto, enquanto suas mãos se fechavam sobre o lençol. Ele não era virgem, longe disso, mas nunca havia sentido tanto prazer assim na vida. Seus lábios se contrairam, com força, quando Percy abocanhou seu membro, arrancando gemidos longos do mais novo.

Percy estava se deleitando, sua boca no constante movimento de vai e volta, uma de suas mãos massageando os testículos do outro. Sua língua deslizou, indo das bolas até a glande, o que fez Nico soltar um gemido alto. Ele deslizou a língua novamente, enquanto colocava as pernas de Nico para cima, deixando a entrada de seu anus à mostra. Percy fez movimentos circulares em volta da entrada, até parar com a língua no centro, a qual ele lambeu lentamente, enquanto uma das mãos masturbava o mais novo.

— Você me quer dentro de você? Percy perguntou de um jeito sedutor. Sua voz saiu tão baixa e rouca, que Nico não pensou duas vezes antes de balançar a cabeça confirmando que sim.

Percy se levantou lentamente, enquanto tirava a própria calça e logo em seguida a camiseta do acampamento. Ele se deitou sobre Nico, fazendo com que seus membros se rocassem. Seus lábios encontraram com os do mais novo, em um beijo voraz, enquanto seu corpo deslizava pelo do outro. Ele parou os beijos e levou dois dedos até os lábios de Nico.

— Chupa. – sussurrou, olhando Nico nos olhos. Este não demorou em por os dedos dentro da própria boca, e lambuza-los com o máximo de saliva que conseguiu.

Percy recuou, voltando para o chão. Ele introduziu-o o primeiro dedo, fazendo movimentos lentos e circulares.

— Posso colocar o segundo?

— Humrum. – murmurou Nico. Ele mordeu os lábios, ao sentir o segundo dedo o penetrando. Percy realmente sabia como levar um garoto ao ápice do prazer. Ele desejou tanto por aquele momento, que parte de si estava se forçando ao máximo para acreditar que tudo não estava passando de um daqueles sonhos lúcidos, e que em poucos minutos ele acordaria em sua cama, suado e com uma puta ereção. Mas isso não aconteceu.

Percy retirou os dedos, e se pôs de pé. Ele segurou o membro, que possuía um pouco mais de cor do que o de Nico e uma glande tão rosada quanto seus lábios, o qual lubrificou com saliva e por onde deslizou a mão algumas vezes. Ele passou o membro endurecido ao redor do ânus de Nico, antes de forçar a cabeça pela entrada.

Nico soltou um gemido alto, ao sentir o membro lhe penetrando. Ele soltou gemidos entrecortados o que apenas fez Percy ficar ainda mais excitado.

A chuva caiu com mais força do lado de fora, enquanto do lado de dentro o barulho dos corpos se chocando um contra o outro e os gemidos, partindo de ambos os semideuses, eram as únicas coisas a se ouvir.

Percy deslizou as mãos pelo tronco suado de Nico. Seus olhares estavam cruzados. Nico gemia, o que apenas proporcionava mais prazer para Percy.

Nico levou a mão até seu pênis e começou a se estimular, até atingir o ápice do prazer, fazendo com que seu gozo jorrasse por seu abdômen, parando perto dos mamilos. Não demorou muito para que Percy fizesse o mesmo. Ele soltava gemidos altos, enquanto se masturbava rapidamente. Seus olhos se fecharam e ele soltou um gemido longo, enquanto seu gozo jorrava pela fresta da glande, caindo sobre a barriga de Nico.

Percy sorriu, enquanto encarava Nico, que retribuiu o sorriso quase de imediato. Seu rosto corou, enquanto ele pegava uma toalha, sobre a cadeira da escrivaninha. Ele jogou a toalha para Nico, logo após limpar a si mesmo.

Nico se sentou na beirada da cama e limpou o sêmen, que escorria por seu abdômen e chegava até os pelos pubianos, recém-aparados. Ele sorriu, enquanto Percy vestia a cueca e logo em seguida sentava ao seu lado. Ele jogou a toalha, de tom pastel, no chão e começou a vestir a própria cueca.

— Acabamos de cometer uma grande loucura. – sussurrou Percy.

— Sim. – Nico sussurrou, enquanto jogava o corpo para trás. Ele pousou a cabeça sobre os braços. – Apesar de eu ainda achar que isso é algum sonho e que eu vou acordar a qualquer momento.

— Olha, se isso for um sonho, foi um dos melhores que eu já tive. – Percy passou uma das pernas, por sobre a de Nico, e afundou seu rosto em meio ao pescoço do mais novo. Ele murmurou mais alguma coisa, antes de apagar. Os olhos se fechando lentamente, até que tudo o que havia sobrado era a apenas a escuridão iminente da sua mente.

— Eu te amo. – Nico sussurrou, após perceber que Percy havia dormido. Ele soltou um longo suspiro, enquanto seus olhos ficavam pesados e ele caia no sono.

A chuva ainda caia, raios rompiam o céu criando formas incríveis. Tudo parecia bem e calmo novamente. Enquanto os dois corpos, se entrelaçavam, e o amor parecia reinar entre os dois semideuses.

Notas finais
Olá, se você já me acompanha nas minhas outras histórias, então já me conhece um pouco. Se você é novato, seja muito bem vindo. Eu sou o Chão. ♥ Espero que vocês gostem da história em si. Eu tinha preparado uma playlist linda pro cap, mas o meu Spotify bugou e eu perdi as musicas. Enfim, comentem ai, favoritem e acompanhem a fic. Ps: Não esqueçam de acompanhar minhas outras fics, acho que vocês vão amar elas também. BEIJOS ♥