Notas iniciais
A Zia voltouuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Estou divulgando a fic para ver se chegam mais leitores, mas obrigada ao Insano Insone por comentar *-* (cara, você diva).

Mais um dia, mais rotins.

Acordo, releio a carta, faço minha higiene e encontro Dixon no corredor.

– Você parece elétrica. — Ele diz, na mesa do café da manhã.

– Eu? Não, estou normal.

– Não, você ficou rodando a maçã nos últimos cinco minutos.

Solto a maçã.

– Ah, não tinha percebido.

– Mad, o que há com você?

– Nada, é só a pressão. Caiu a ficha que vou me casar em menos de um ano.

– Pelo menos você vai ver minha face todas as manhãs.

– Isso que eu chamo de filme de terror.

Ele faz uma cara indignada e ri, o humor é algo que eu admiro nele.

– Hoje é o dia das visitas.

– Não precisa me lembrar, Dixon. Acha que não sei que uma vez por mês eu devo visitar meus pais?

– Você acaba de ser grossa com seu futuro marido.

– Que se dane.

Ele sorri e morde sua maçã. Segundos depois, o alarme soa e nos levantamos para a rotina.

Vou ao pavilhão, faço as aulas (que hoje são de aptidão materna), e na hora do almoço ficamos dispensados para visitar a família.

Vou andando sozinha até o complexo familiar. As casas são todas recém-pintadas, coloridas e no mesmo tipo. Todas as casas eram de um só andar.

Chego na minha casa, que é azul. Corrijo-me mentalmente, essa é a casa de meus pais , não a minha. Pensar que, em um ano, eu serei como minha mãe me assusta um pouco.

Atravesso a calçada e bato na porta três vezes, quem atende é minha mãe.

– Oi — Falo

Ela me abraça forte, assim como fazia quando eu era mais nova. O cheiro de comida invade minhas narinas.

– Entre, seu pai já deve estar vindo.

Entro no lugar onde vivi a minha vida toda. O sofá cinza está sendo ocupado por meu irmão mais novo, Eric.

– Oi, pirralho.

Ele corre e me dá um abraço.

Vou até a cozinha para ajudar minha mãe com o almoço. Ela não muda, por mais que se passem os anos. Sempre está ali, com seus cabelos pretos, a pele branca como porcelana e os olhos puxados, eu gosto de me parecer com ela, quem sabe um dia eu seja de tanta beleza quanto ela é.

Meu irmão se parece com meu pai,na verdade é como uma cópia, ruivo, olhos puxados (uma combinação estranha), óculos e o mesmo tipo físico magrelo e miúdo.

Ouço a porta ser destrancada e meu pai entra, voltando do trabalho. Aqui, todas as mulheres ficam em casa (exceto quem é dono de comércio) enquanto os homens trabalham. Meu pai conserta as coisas, se a casa dos outros dá problema, lá está ele para fazer o que for preciso.

Ele me abraça forte, depois nos juntamos todas à grande mesa para almoçar.

Nós conversamos, como toda família deve ser, e me dou conta de que não posso matá-los , mas não posso escapar. Então, enquanto mastigo a carne de porco, eu tomo minha decisão: Eu iria fugir, hoje é meu último dia nesse lugar.

* * *

Olho no grande relógio da cozinha, vendo que são duas da tarde.

– Mãe, já deu o meu horário, tenho que ir.

"Para sempre" Concluo mentalmente.

Vou até a ponta da mesa e abraço meu pai, algumas lágrimas surgem nos meus olhos.

– Ei minha garotinha, não precisa chorar.Mês que vem estará de volta.

Eu queria poder contar, mas se o fizesse estaria colocando a vida deles em risco.

Abraço minha mãe, lembrando-me uma última vez de seu cheiro, e depois faço o mesmo com Eric.

Então eu parto, saio uma última vez daquela casa.

* * *

Espero até que seja de noite. Minha mochila está preparada com tudo o que eu,provavelmente , irei precisar. Tive que pegar tudo escondido, se o governo descobrisse eu seria decapitada ou teria a memória apagada. Peguei até mesmo uma arma, embora não saiba usar.

Retiro o uniforme, usando somente uma calça legging preta e uma blusa branca que recebemos para usar em situações especiais.

Saio do quarto, andando devagar e tentando não fazer barulho. Desço todas as escadas, depois entro no refeitório. Se eu for para a direita, enfrentarei os guardas e se eu for para a esquerda, terei que fazer acrobacias para passar pela cozinha sem derrubar nada. Decido ir pela cozinha, mas acabo derrubando um garfo.

"Droga" Penso

Ouço passos, o guarda entra na cozinha, faz um examina e depois sai, ficando na porta.

Saio de trás da cadeira, engatinhando. Quando chego do lado de fora do prédio, eu corro, corro para trás, para a "floresta". Começo a correr, tenho que atravessar o muro, e na floresta é o único lugar onde não tem cerca (embora somente alguns saibam, já que ninguém tem coragem de andar na floresta).

Como eu sabia disso? Bem, digamos que fui uma criança que gostava de brincar onde não podia.

Começo a correr no meio da floresta, sentindo alguns galhos me cortarem de leve. Isso não é típico de mim, nunca ajo sem ter um plano. Uma parte de mim diz que estou fazendo algo errado, que eu deveria voltar para dentro e planejar melhor, mas a outra parte grita para que eu continue a correr.

Eu a obedeço.

Então, eu dou trombo em alguma coisa. Me levanto e percebo que não é uma coisa, é uma pessoa.

É uma garota.

Notas finais
Tantantantannnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn Como isso vai acabar? São cenas do próximo capítulo