Notas iniciais
Oi pessoas! Muito obrigada a Insano Insone e a Branca pelo reviews no capitulo passado. Por essa semana ser d estreia você ganharam mais capitulo nas próximas semanas seram 3 capítulos , uma para cada personagem.

Após vários minutos jogada no chão soluçando eu finalmente me levanto, minha cabeça ainda gira. Mas tudo aquilo parece sem sentido.

Por estou chorando? Pergunta uma voz dentro da minha cabeça

Ela tinha razão por que estou chorando, não havia para quem voltar, não havia ninguém me esperando, ninguém para sofrer com a minha morte. John estava expulso, provavelmente morto ou tentando lutar contra infectados. Não tinha família, pelo menos não que eu lembrasse, aos dez anos havia vindo para cá, e só tinha lembranças a partir dai. Sem nenhum mínimo nome ou rosto, tudo que sabia era que tinham me abandonado.

Mas o governo pode ter errado, pode ter escrito um destino errado.

Não, não pode o governo nunca erra, ele sempre acertava.

Em silencio continuo o caminho ate o pequeno banheiro. Paro em frente a pia, onde há um pequeno espelho, e me encaro. Tem uma garota ali, uma garota acabada, nada parecida com a figura que costumava ver ali todos os dias. Seu rosto estava inchado e as bochechas molhadas por pequenas gotas de lagrimas que escoriam, os olhos estava inchado e vermelho, destacando assim a cor dos olhos, azul, azul céu. Os cabelos loiros ate um pouco mas para cima da altura da cintura estava embaraçado e armados. Aquela era eu, aquilo era o que o governo havia me transformado.

– O governo nuca erra- repeti tentando acalmar a raiva que surgia.

Não. O governo pode não errar, ele pode tentar nos controlar, mas apesar de todos os seus esforços a uma coisa que ele não controla, uma coisa que nós mesmos não controlamos. E essa coisa são...

Sentimentos.

Ele não controla eles, não pode controlar.

– Eu odeio o governo- grito socando a pia- eu odeio.

Eu não posso mas viver aqui, não posso.

Ligo a torneira e lavo o meu rosto. Logo depois abro o armário e pego uma calça montaria preta, uma regata preta e uma jaqueta também preta. Visto elas rapidamente, logo depois pego o pente e tento desembaraçar o meu cabelo cheio de no, logo que termino faço um tranca de lado e pego um gorro preto e ponho na cabeça.

Depois de revirar o armário, finalmente encontro a mochila para emergências, para um caso de invasão de infectados no complexo, aquela mochila tinha tudo que precisávamos para um fuga rápida. Ate mesmo um revólver. Ponho ela na costa e com cuidado saio do quarto.

Atravesso vários corredores ate a área de serviço que esta deserta, por já ser tarde. E para minha sorte encontro a dispensa, onde pego vários alimentos não perecíveis e jogo na mochila.

E novamente sigo ate porta dos fundos. Ao encontra-la eu a abro e sigo sem fazer um mínimo barulho ate perto da torre de observação, na onde fica o portão para a área familiar. O que consigo fazer sem ser percebida.

Ao chegar na área familiar, as casas me ajudam a me esconder. Então finalmente chego a área da floresta.

Encoberta pelas arvores me permito correr por alguns quilômetros. A adrenalina corre por todo o meu corpo, eu havia acabado de escapar, sem nenhum problema, eu estava livre, bem quase livre. `

Mas uma movimentação, bem barulhenta, chama mina atenção. Me escondendo atrás de uma arvore. Examino os que fazem o barulho. São ZRs.

Com partes do corpo deformados pelos efeitos da doença e andado torto e falando sozinho, eles eram extremamente perigosos, pelo fato de sentirem dores muito fortes ficavam fora de si e eram ate capaz de matar. No treinamento diziam que mata-lo só iria ajuda-lo, acabar com a agonia.

Respiro fundo e retiro a arma da bolsa e com cuidado aponto ela para um dos infectados, no momento em que algo tromba em min, me fazendo derrubar a arma.

Era uma garota.

Ela se levanta aos poucos e me encarra com medo, eu pego a arma do chão e aponto para ela.

Ela tinha cabelos pretos ate a cintura, os olhos eram castanhos, ela usava uma calca preta e uma blusa branca.

– Quem é você?-pergunto.

– Sou Madeline- diz ela- não precisa atirar, não vou fazer nada.

–Otimo, sou Jessamine, mas pode me chamar de Jessie- digo

– Ok.

–Mas agora fique quieta e se esconda ali- digo apontando para uma das arvores.

Elas ficam quieta e logo dou alguns tirou e derrubo aqueles ZRs.

Olho para Madeline que apresenta uma expressão de choque.

– O que você fez?- pergunto.

– Fiz o que fui treinada para fazer- digo

Ela faz uma cara de espanto.

–Você vai me levar de volta, ne?- pergunta Madeline- Vai me entregar a eles e provavelmente serei morta ou terei minhas memorias apagadas, e terei que cumprir meu destino...- e ela começa a chorar desesperadamente.- Eu não quero mata-los.

–Madeline, calma, não a levarei de volta também estou fugindo do meu destino- ela me olha incrédula e as lagrimas continuam a surgir.- Pode acreditar em min, estou ferrada igual você. – tento sorrir inutilmente.

E com cuidado toco seu ombro e o massageio.

– Vai ficar tudo bem estamos juntas nessa, ok?

– Ok.- ela fala tentando sorrir- Obrigada Jessie.

– De nada- digo sorrindo também- Aliadas?

– Aliadas- ela aperta minha mão.- Então onde passaremos a noite?

– Acho melhor aqui mesmos- digo analisando a área- Vamos juntar lenha então.

O tempo passou rápido depois disso, nós comemos e conversamos, ela me contou tudo sobre ela assim como fiz também. Depois de um tempo finalmente fomos dormir, o que eu não consegui fazer só conseguia pensar no longo dia que me esperava.

Notas finais
E ai o que acharam? Espero que tenham gostado