Notas iniciais
Desculpem a demora, servi de enfermeira para a minha avó essas semanas, mas aqui está o capítulo, como prometido.
Kisses Sammy

Sammy Ravenwood

Nunca, nunca deixe a Debby dar uma ideia, acredite, vai dar merda e não estou falando só por falar.

Depois de uma rápida competição de cortes entre a bitch das bitches (aka Natasha) e a Ally, seguido pelo lindo trabalho de artes da Carol, nós seguimos (correndo loucamente das pragas lançadas por Natasha) para a Arena, onde os garotos ou as três bichas loucas acéfalas, escolha o que mais te agrada, “treinavam” esgrima e digo isso, pois eles corriam de um lado para o outro com a espada empunhada.

Ficamos escondidas debaixo das arquibancadas, recuperando o fôlego depois de correr tanto.

- Acho que a despistamos. – disse Debby.

Concordamos com a cabeça.

- Carol, qual é a chance dela virar comida daqueles seus tubarões? – perguntei.

Carol me olhou como se sentisse ofendida.

- Sammy! Meus bebês merecem comida de boa qualidade! – começou

- Se refere ao Drake? – levantei uma sobrancelha.

- Drake? Meus bebês não gostam dele também, teriam uma diarreia. – ela pareceu aterrorizada com a ideia de seus bebês doentes. – É como dar a Natasha de comer para seus livros.

Eu sei que livros não comem, mas só de pensar neles comendo Natasha, — para os engraçadinhos (vivi em Las Vegas eu sempre sei quem são os engraçadinhos pervertidos) eu me refiro ao sentido literal da palavra comer — foi o bastante para me fazer recuar.

- Então, você poderia dar Natasha e eles teriam uma prisão de ventre? – perguntou Debby.

- Possivelmente. – Carol deu de ombros.

- Depois é só usar o Drake como laxante. – Becky raciocinou.

Carol pareceu cogitar a ideia por um momento e sorriu.

- Pode dar certo.

Sorrimos. Ter uma maneira de matar a Natasha nos deixa feliz. Sim, somos adolescentes que se alegram com a possibilidade de fazer um assassinato perfeito. Nos processe.

- Ok, vamos precisar de macacos, uma pizza quatro queijos, álcool e um palhaço asiático. – sorrio malignamente, com um plano em mente.

Me virei para elas.

- Sammy, isso não é Vegas. – disse Mary.

- Tem razão, Vegas é muito melhor.

- Sem contar que pra que você quer uma pizza quatro queijos? E palhaços? Sério? – Carol falou impaciente.

- Primeiro: Sim, palhaços. Segundo: Eu fico com fome no processo. Terceiro: Se fosse em Vegas, seria melhor.

Debby fez uma cara de quem teve uma luz ligada acima da cabeça.

- Eu tive uma ideia! – exclamou alegre.

Tapei sua boca com as mãos, temendo o que estava por vir.

- NÃO! – gritamos em uníssono.

Foi alto o bastante para que os três maricas nos notassem e irem até nós.

- O que houve? – perguntou Dean.

- Ela teve uma ideia. – explicou Ally.

Eles perceberam a gravidade da situação. Eu vou explicar: todas as ideias da Debby acabam em merda, sem exceção.

- Qual é o problema? – perguntou Debby com um tom ofendido.

- Suas ideias sempre dão errado. – justificou Carol.

- Não é verdade! – defendeu-se Debby.

- Debby, olhe para os seus sentimentos. Você sabe que é verdade. – Dean falou colocando as mãos nos ombros da Debby, que imediatamente as tirou como se fossem passar doença.

Começamos a citar algumas ideias dela que deram errado. A reforma na cabine 3ª (que acabou com 7 semideuses no hospital e um no hospício); a festa de Natal (tivemos que tentar desgrudar o peru do teto); torneio de guerra de neve (duas horas para tirar a neve do nariz do Dean), etc. Mas Debby permaneceu com a sua cara natural de “não entendi nada”, então já estava previsto que ela iria insistir.

- Não importa, essa vai dar certo. Que tal irmos para Vegas? – propôs ela.

- Essa foi a sua pior ideia. – afirmou Mary.

Todos concordaram.

- Não podemos levar você para Vegas, você ficaria pior do que a Sammy. – disse Carol.

Olhei para ela com um olhar ofendido.

- Ei!

- Cala a boca, você sabe que é verdade. — falou Arty.

Lhe lancei meu melhor olhar imitação da Natasha.

- Me desculpe? Eu não sou perturbada nem louca, muito menos lerda! Apenas tenho uma grave doença mental que retarda meu raciocínio lógico e abre minha mente para novas experiências que são consideradas fisicamente impossíveis e formas de pensar estranhas. – expliquei – Além disso... Arty! Você deveria ficar do meu lado, você! Meu melhor amigo me traiu! CHEGA DE VIVER!

Arty apenas revirou os olhos.

- Sam, pare com o drama, pelo amor dos deuses.

- Me obrigue. – cruzei os braços.

Depois de nosso pequeno showzinho de drama Drake deu a ideia de treinarmos esgrima por algum tempo antes da primeira aula do dia.

Nos dividimos em duplas. Carol e Drake, Dean e Debby, Ally e Felícia, Mary e Becky, eu e Arty.

Em alguns minutos Carol tentava matar Drake de qualquer maneira possível, enquanto o garoto dava uns gritos nada de garoto. Dean e Debby estavam jogados no chão cansados e conversando sobre Nutella. As outras lutavam como pessoas normais.

Eu e Arty havíamos começado levemente, não nos sentíamos muito competitivos até que eu consegui jogá-lo no chão e colocar a ponta da lâmina em seu pescoço.

- Venci. – afirmei.

- Espera só para ver.

Imediatamente o solo debaixo de meus pés começou a tremer me derrubando no chão, a espada voou de minha mão para longe e o filho da mãe se levantou e colocou a lâmina em meu pescoço.

- Você trapaceou! – exclamei.

- Só tirando vantagem dos recursos locais. – disse ele, dando de ombros.

Sorri de canto, então seria assim? Eu também tenho bênçãos da minha mãe. Você sabia que Nix podia se camuflar, aproveitando as sombras do ambiente, e que seus filhos tem a mesma capacidade? Pelo menos eu tenho.

- Se você continuar indo nesse caminho, inevitavelmente você cairá em minha armadilha e, com apenas três movimentos, irei te vencer sem precisar da minha espada.

Ele pareceu cogitar por um momento, mas logo negou com a cabeça.

- Impossível. – afirmou.

- Faço uma aposta que consigo.

- Como?

- Três movimentos, quer saber quais são? – comecei – Primeiro passo: eu sumo.

Respirei fundo me concentrando esperando que o dom não falhasse agora, tenho um minuto.

- Segundo passo: eu o desarmo.

Ele ficou confuso enquanto eu tirava a espada de sua mão o desarmando.

- Terceiro passo: eu coloco a espada em seu pescoço.

Mesmo invisível, eu chutei sua barriga derrubando-o no chão e colocando a espada em seu pescoço enquanto meu pé continuava em sua barriga, impedindo-o de se levantar.

- Pronto venci.

- Isso é trapaça! – exclamou ele.

- Só tirando vantagem dos recursos locais. – repeti sua frase.

Rimos juntos enquanto eu o ajudava a se levantar.

Ouvimos a corneta anunciando a primeira aula do dia, no caso Arco-e-flecha, aula que sempre fazíamos com a Natasha e que constantemente ela tentava nos matar. Que os deuses nos ajudem.

Notas finais
Espero que tenham gostado
Kisses Sammy