The Lion
8 Capítulo VII
Notas iniciais
Eu precisei fazer algumas modificações no texto da fic. Nada de extraordinário e, talvez, algumas de vocês nem chegassem a perceber, mas por via das dúvidas, vou deixar aqui explicadinho.
A principal mudança está na cronologia da fic. No texto constava que Edward e Bella haviam se separado há três anos, mas, revendo os meus planos para o desenrolar da estória, percebi que necessitava que esse tempo de separação fosse maior... Então EDWARD E BELLA ESTÃO "SEPARADOS" HÁ 7 ANOS.
A segunda mudança não é bem uma mudança, mas apenas um acréscimo de palavras para que o texto (e a minha intenção quando o escrevi) ficasse mais claro. Quando escrevi que Bella não se excitava com ninguém além do Edward, eu estava me referindo, obviamente, a James e a outros homens... Mas, como isso não ficou claro, eu acrescentei, no último capítulo postado, mais meia duzia de palavras em que é possível perceber que com Alice, a situação é diferente.
Alguma dúvida?
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Eu recomendo três músicas para esse capítulo.
Pink - U + Ur hand
Ana Carolina - Quem de nós dois
Rihanna e Emminem - Love the way you lie (as duas versões)
A última, é o tema musical da fic, então vale a pena ouvir e conhecer a letra.
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BOA LEITURA!!
Capítulo VII
The Lion
Edward, The Lion, Masen sentia como se tivesse perdido a capacidade de controlar o próprio corpo. Ainda parado próximo à porta entreaberta, ele desejava virar as costas e ir embora, mas seus olhos não conseguiam deixar de acompanhar a tórrida cena protagonizada por sua ex-namorada. Suas pernas haviam se transformado em dois blocos de concreto impossíveis de serem erguidos, assim como outra parte bastante sensível de sua anatomia indicava, sem qualquer pudor, que por mais que odiasse o que estivesse presenciando, também desejava ser um participante ativo.
Ele precisou lutar ferozmente contra a sua mente até ser capaz de impedir-se de adentrar o local ou no mínimo, conseguir algum alivio diante da visão Alice Withlock sendo despedida e beijada, intimamente, por Isabella.
Ele era um homem afinal de contas, é seria hipocrisia negar que a visão não o excitava. Além disto, existia uma mórbida curiosidade que o mantinha paralisado, escondido em um corredor escuro do club. O lutador queria, precisava, saber até onde ela seria capaz de ir, embora desconfiasse que não conseguiria se controlar se a visse dispensar a mesma atenção a Jasper, que até o momento, apenas obervava as caricias ousadas que sua esposa recebia.
Felizmente para ele, tudo o que aconteceu após o evidente orgasmo da Primeira Dama do UFC foi um beijo calmo e carinhoso entre as amigas. Bella ainda manteve os seus braços ao redor do corpo nu de Alice, acariciou os cabelos negros enquanto sussurrava algumas palavras em seu ouvido. Edward não era capaz de ouvir o que ela dizia, mas pelos sorrisos que provocava sabia se tratar de algo doce e, talvez, um pouco provocante.
A cena o deixou ainda mais desconfortável. Era o tipo de coisa que a sua Bella costumava fazer depois de terem feito amor. Ela se aconchegaria em seus braços, brincaria com os seus cabelos e diria coisas carinhosas, como “eu amo a forma como você me faz sentir” em seu ouvido.
Durante os últimos anos ele tinha sonhado em reencontrá-la e experimentar tudo com o que só pode sonhar, mas quando finalmente foi capaz de estar frente a frente com ela, o que encontrou o chocou e magoou. Ela não era a mesma e ele repudiava o que ela tinha se tornado. Assim como odiava o fato de ela ainda ser capaz de mexer tanto com ele.
Edward só foi capaz de comandar o próprio corpo quando viu que Alice, já vestida, havia se sentado sobre o colo de Jasper e conversava com ele, provavelmente , tentando acalmar os que as duas vadias tinham provocado.
Com um suspiro de alivio que o lutador nem mesmo sabia que precisava soltar, ele se deu conta de que nada mais intimo aconteceria naquela noite. O que o permitia sair de onde estava antes que sua presença fosse notada. Nenhum dos três ocupantes da aconchegante sala reservada se deu conta de que tinha sido observado. O que, obviamente, poupava Lion de uma situação constrangedora. Mais constrangedora do que aquela que ele já estava vivendo.
Deixando o corredor que conduzia às salas reservadas para trás, Edward se recostou em uma ampla parede e deixou que a música alta que parecia pulsar ao seu redor tentasse abafar os seus pensamentos. A estratégia não foi eficaz, e ele não conseguia deixar de pensar no que tinha visto, como também não era capaz de controlar as reações que tal visão tinha provocado em si.
Ele poderia ter deixado àquela patética comemoração para trás e conseguido alguma diversão com algumas das muitas mulheres dispostas presentes naquele club, ou em último caso, algum alivio sozinho, como estava acostumado a fazer há anos, mas estava cansado disso. Dessa vez, queria uma participante ativa, e que ele de fato, desejasse, para ajudá-lo a por fim em um maldito jejum de quase 7 anos. Infelizmente, ele sabia que não adiantaria seduzir qualquer mulher... Apenas uma conseguiria saciar a fome que ele sentia.
Era algo idiota a se fazer, ele sabia, mas não foi capaz de deixar de agir quando ela finalmente passou por ele. Seus dedos fortes se fecharam ao redor do braço delicado e ele a puxou para perto de si.
Isabella não tentou se soltar. Não lutou. Apenas se manteve fria como gelo em seus braços.
- Você precisa parar de me arrastar para cantos escuros, Liar. – Ela disse calmamente. – Isso vai acabar te colocando em problemas.
A reação do lutador foi prensá-la contra a parede com demasiada força que Bella foi capaz de sentir a dor em suas costelas já magoadas percorrer seu corpo. Ela precisou morder o lábio inferior para não gemer.
- Eu ganhei a luta. – Edward disse próximo ao rosto de boneca dela.
- Ótimo! – Isabella respondeu quando teve certeza que sua voz não entregaria nada do que ela sentia no momento. – Isso quer dizer que você me deve metade do que ganhou. Eu te passaria meus dados bancários, mas prefiro o pagamento em espécie.
Como resposta, Edward se apossou dos cabelos longos e os puxou, mantendo-a ainda mais imóvel do que já estava.
- Isso significa que eu mereço uma comemoração... Mas uma de verdade, de preferência com alguma ação.
Embora a iluminação precária do local não o deixasse ver, Isabella forçou um sorriso debochado.
- Isso não faz parte do nosso acordo... Será só você e sua mão hoje à noite.
O lutador não se abalou pela provocação da morena. Sabia que poderia facilmente desfazer a posse de desinteresse dela. Os últimos encontros tinham comprovado que ela, assim como ele, não era imune à avassaladora paixão que os percorria sempre que se aproximavam, e Edward estava mais do que disposto a se aproveitar disso.
A mão que prendia os fios castanhos de Isabella migrou para o pescoço delgado, enquanto a livre passou a deslizar pelo corpo feminino.
-Você pode usar a sua mão se quiser... – Os lábios dele se apossaram do lóbulo da orelha dela fazendo com que o corpo pequeno estremecesse. – Ou a sua boquinha novamente... mas os planos desta noite são bem maiores que isso... – Ele não precisava ser mais explicito para que a modelo entendesse, exatamente, o que ele queria. Mas para que não restasse qualquer duvida, Edward parou o deslizar provocante de sua mão ao atingir o ponto, exato, que desejava.
Mesmo por cima da roupa, o toque dele era capaz de conduzir Isabella, diretamente, ao olho de um furação.
- Não! – Ela protestou.
- Não? – Ele repetiu com num tom mais baixo e pesado. Ela podia negar, mas seu corpo o aceitava sem qualquer luta.
Mais um movimento preciso de sua mão sobre a intimidade dela, e Isabella cederia. Ela daria a ele o que ele quisesse, embora soubesse que se arrependeria assim que acabasse.
Os movimentos, para a derrota dela, continuaram, e num instante, Isabella parecia voltar no tempo, em que eles não podiam ir além de uns toques ousados, descobrindo os próprios corpos...
- Não negue o que nós dois queremos... – Ele murmurou junto ao ouvido da morena, mordiscando em seguida o lóbulo de sua orelha, fazendo-a derreter em seus braços... Era automático, e ele percebeu em que fantasia ela mergulhava. Era um trunfo e tanto perceber que, ao que tudo indicava, Isabella ainda tinha uma queda por suas carícias e delicadezas. – Eu esperei muito tempo por você... Agora não quero me limitar a te sentir assim, no escuro... Escondidos como fugitivos...
O arfar de sua diaba particular, bem como os sutis movimentos do corpo feminino contra sua mão era mais que suficiente para que Edward percebesse como meia dúzia de palavras bonitas tornavam a grande predadora do UFC em uma gatinha manhosa... Todos os pensamentos racionais pareciam sumir da mente da morena a cada palavra mais suave dele.
- Nós podemos... Ir para algum lugar mais reservado... — A voz trêmula de Isabella soou como música aos ouvidos do lutador, e logo ela foi recompensada com um beijo intenso, cheio de promessas.
- Vem... Vamos... – Os dois saíram da casa noturna de mãos dadas como o casal que foram outrora, e por um verdadeiro milagre, não foram parados por nenhum dos conhecidos até conseguirem um taxi.
Edward conseguiu arrancar de sua acompanhante um sorriso bonito e verdadeiro ao abrir a porta do taxi para que ela pudesse entrar. Ele sabia o efeito que estava causando nela. Ou pelo menos imaginava que estivesse seguindo pelo caminho certo.
A sua Bella, aquela por quem ele se apaixonou perdidamente, sempre se derretia com pequenos gestos. Abrir a porta, um abraço inesperado, um cafuné... Sempre foi, absurdamente, fácil deixá-la à vontade e confortável. Bastava agir como um verdadeiro cavalheiro e respeitar o seu tempo. E ele adorava cada uma das reações que suas atitudes despertavam nela.
Vendo-a sorrir enquanto brincava com a palma da mão dele, os olhos verdes brilhando ao fitá-lo ele quase podia acreditar que ela ainda era a mesma... Que os 7 anos de inferno que ele teve que enfrentar não tinha passado de um fodido pesadelo.
Felizmente, para o bem da sanidade do lutador, antes que sua mente fosse ocupada por memórias que ele preferia manter enterradas, Isabella inesperadamente se moveu e, para sua surpresa, se acomodou sobre o colo do Lion.
- Eu senti sua falta... – Ela confessou em um sussurro, distribuindo beijos pelo pescoço masculino e o despertando, sem se importar com o fato de que o casal estava dentro de um taxi, recebendo um olhar reprovador do motorista.
Um sorriso atrevido surgiu no encantador rosto da morena ao senti-lo excitado sob si.
- Parece que você também sentiu a minha falta.
Edward Masen tinha de fato sentido falta e sonhando por anos com o dia em que poderia vê-la novamente. Mas em nenhuma de suas fantasias, ele foi capaz de imaginar vê-la tomando a iniciativa e demonstrando tão claramente o quanto o queria... A sua Bella, por mais excitada que estivesse, jamais rebolaria no seu colo na frente de um estranho ou soltaria um gemido, mesmo que baixo, quando ele não foi capaz de resistir as suas investidas e acariciou os seios bem feitos sobre os tecidos que a cobriam.
- Baby, não... – Ele tentou pará-la... Não surtiu efeito, então quando ela voltou a se mover o fazendo desejar se enterrar dentro dela, ele precisou cravar suas mãos ao redor da cintura delgada e retirá-la do seu colo a força.
Bella não esperava pelo toque brusco e por não estar preparada não foi capaz de evitar o gemido alto ao sentir os dedos de Edward apertarem a região dolorida de seu corpo.
O movimento a fez lembrar que se continuasse com o que estava fazendo, em breve, ele acabaria descobrindo o que ela tanto lutava para esconder.
O som que evidenciava dor, assim como a mudança no comportamento da jovem sentada ao seu lado fez Edward ficar em alerta.
Com um toque suave, ele a fez olhar em seus olhos.
- Qual o problema? – Isabella cerrou os olhos ao senti-lo acariciar seu rosto. Ela tinha sentido tanta falta desses gestos doces. – Eu machuquei você?
Os olhos verdes se abriram para encontrar um hipnotizante olhar azul. Por um segundo, ela cogitou a possibilidade de lhe dizer tudo. Não só a verdade sobre o relacionamento que mantinha com James, mas tudo o que ela tinha sido obrigada a fazer nos últimos 7 anos, desde que ele não tinha voltado para buscá-la como prometeu.
- Sim... – Ela disse baixinho. – Você me machucou, Baby. Muito!
Ela não falava sobre os hematomas que tentava esconder, mas de toda dor que ele tinha causado ao abandoná-la. Dores essas que Edward não sabia tinha provocado, é claro. A resposta positiva da modelo o fez lembrar da forma bruta com que a tratou das últimas vezes que se encontraram. E a ideia de tê-la, realmente, ferido, mesmo que sem qualquer intenção o atingiu como um potente cruzado de direita quase o levando ao nocaute.
- Eu sinto muito! – Ele disse carinhosamente.
Bella tentou sorrir para ele e o puxou para um beijo calmo e doce. Exatamente como os que eles costumavam compartilhar.
- Eu tenho tanto para te contar... – Ela confidenciou um pouco antes do taxi parar em frente a um pequeno e discreto motel.
O lutador a ajudou a deixar o carro, providenciou um quarto, conduzindo-a até o mesmo.
- O que você tem para me dizer? – Ele questionou assim que a porta foi fechada.
Ele não queria, mas sentiu a esperança crescer dentro de si. Talvez ela lhe dissesse que nada do que James lhe obrigou a ouvir assim que retornou a Los Angeles era verdade. Talvez, ela o fizesse acreditar que ela não o tinha apunhalado pelas costas. Talvez ela o fizesse voltar a confiar nela.
- Não agora... – Isabella se aproximou e o abraçou. – Eu preciso de você primeiro.
Ele poderia ter insistido, mas estava cansado demais da espera. Ele poderia dar o que ela tanto queria, o que ambos tanto desejavam e depois ouvir o que ela tinha a dizer. Se valesse a pena, ele poderia parar de fingir e ser, de fato, como ele era antes que tudo desse errado para os dois.
Ele foi delicado, como há anos ninguém era com ela. Se certificou de beijar cada pedaço de pele que encontrasse durante a sua exploração apaixonada do corpo feminino. E a cada novo roçar de lábios, Isabella sentia suas paredes sendo derrubadas.
Ela estava se entregando a ele novamente e, embora o medo de sofrer mais uma vez permanecesse, ela não conseguia evitar o palpitar agitado de seu coração ou os toques suaves em resposta aos toques dele.
Quando os seios firmes dela foram descobertos, Edward os tocou com o que a ela pareceu ser reverência. E quando os lábios masculinos se apossaram dos mamilos eriçados, ela se viu pensando em Jared, e embora nunca o tivesse amamentado de fato, e se permitiu sonhar com a felicidade que veria no rosto de Edward quando lhe contasse sobre ele.
O lutador foi ainda mais cuidadoso ao avistar a mancha arroxeada no tórax da jovem em seus braços. As reações dela ao que ele lhe dava, unido ao que ele acabará de ver e que tinha lhe feito sentir-se culpado, lhe fez desejar fazer dessa noite a melhor que ela tinha experimentado.
Isabella poderia não saber, mas também estava derrubando as paredes que ele tinha levantando ao seu redor, tencionando se proteger.
Os beijos trocados, enquanto os dois se acomodavam sobre a cama, pareciam revelar tudo o que havia acontecido com os dois... Eram como confidências silenciosas, as quais faziam com que a morena começasse a sonhar com o futuro. Isabella, naqueles breves instantes, se permitiu sonhar com a família que poderiam ter formado... Alguns irmãos e irmãs para Jared e uma casa ampla para abrigar a felicidade do casal.
Talvez por estar tão imersa na fantasia de um sonho se tornando realidade, ela não tenha percebido o olhar irritado ou a mudança no tom de voz.
- Então, você, realmente, gosta dele?
Da posição em que estava, Isabella não podia ver o lutador muito bem, mas sabia pelo gelado de sua respiração contra a sua pele, que ele tinha acabado de encontrar a única tatuagem que ela tinha em seu corpo: um pequeno coração com um “J” dentro em sua virilha.
- Eu o amo... – Bella respondeu docemente. E como poderia não amar? Era seu filho, aquele por quem ela tinha lutado por todos esses anos.
Edward aumentou o aperto de suas mãos nas coxas da jovem até que o toque se tornou desconfortável.
- Você o ama... – Ele repetiu e com um movimento brusco afastou a pernas de Bella, expondo-a para ele. Só então Isabella foi capaz de notar a mudança no comportamento do rapaz. – E mesmo assim, é para mim que está abrindo as suas pernas hoje a noite.
- Edward... – Ela ainda tentou dizer. – Você não sabe...
Ele não a deixou terminar. Com um único movimento, ela o teve dentro de si. Felizmente, ela estava pronta para ele, mas a investida foi incomoda e ela se agarrou a ele, tentando trazer de volta o rapaz doce com quem ela tinha aceitado ir para a cama.
Para Edward o momento em que os corpos se uniram novamente pareceu único... por um instante, ele sentiu como se tivesse sua namorada da adolescência novamente nos braços e quase se entregou ao sonho de voltar no tempo... Mas ele sabia que aquilo era impossível, e que a jovem de outrora não existia mais naquele corpo.Todas as carícias ofertadas por ela mostravam muito mais experiência do que ele gostaria de notar. Ele se sentiu um tremendo idiota, especialmente após tê-la ouvido declarar amor por alguém que tinha destruído a sua vida.
- Olhe para mim! – O lutador gritou quando Bella fechou os olhos. Seu corpo ganhava de sua mente, respondia aos movimentos bruscos e invasivos dele fazendo-a se contorcer e gemer. – Olhe para mim! – A voz masculina soou alta próximo ao ouvido da modelo e ela abriu os seus olhos como pedido. – Ele te fode assim? – Edward se moveu com ainda mais impaciência e embora sua mente estivesse uma confusão, Isabella gemeu. – Ele te faz gemer assim?
Ela queria pedi-lo para diminuir o ritmo e voltar a agir como o Edward por quem ela sempre foi apaixonada... Queria pedir para que ele não continuasse a falar com ela daquela forma e, ao mesmo tempo, implorar para que ele continuasse com seus potentes movimentos até que o crescente orgasmo, que se construía em seu ventre, explodisse.
Como se lesse parte de seus pensamentos, Lion não parou. Mas também não diminuiu o ritmo. Pelo contrário, ele passou a manipulá-la sem o menor cuidado, até que os dois os corpos estremeceram num orgasmo intenso e um tanto agridoce ao casal.
Ela ainda sentia os últimos espasmos quando os corpos se soltaram, e o viu esticar a mão até a carteira.
- Quanto eu te devo agora?
A Swan tinha sido capaz de se controlar quando ele mais cedo naquele dia, tinha lhe oferecido dinheiro em troca de sexo oral. Mas as lembranças que sua oferta despertou nela ainda estavam vividas em seu intimo e a nova declaração, logo após ter se entregado a ele, só tornou o gosto delas ainda mais amargo.
Intimamente Isabella agradeceu a Deus, embora ela acreditasse que ele a tivesse abandonado há muito tempo, pela parca iluminação do local que foi a responsável por ocultar os olhos repletos de lágrimas que se fixaram no rosto de Edward.
Ela buscou forças físicas na memória de todos os momentos degradantes, humilhantes e dolorosos que teve que viver para socar o peito másculo, se debater e gritar com ele até que o lutador não tivesse outra escolha que não fosse soltá-la.
- Eu não sou a sua prostituta! – Ela gritou quando pode se afastar.
Tentando ocultar o seu desespero, Isabella procurou por suas roupas e as vestiu apressadamente.
Masen podia sentir a fúria dela e a reação, por mais intempestiva que fosse, o agradou. Essa era o tipo de reação que ele esperaria da sua Bella ao ser tratada como uma vadia qualquer.
Talvez ele, se a levasse ao extremo, conseguisse dela o que, realmente, desejava: que ela voltasse a ser a menina por quem ele morreria, se preciso.
- Ótimo! – Ele se levantou da cama sem dar qualquer importância ao fato de que ainda estava nu e agarrou o braço dela a impedindo de deixá-lo sozinho. – Você pode guardar o joguinho de piranha para James e me poupar de ter que pagar por aquilo que nós dois queremos e podemos ter de graça sempre que quisermos.
Pela segunda vez os dedos delicados de Isabella atingiram a face do lutador com demasiada força.
- Mantenha as suas mãos podres longe de mim! – Ela repetiu o movimento e embora ele tenha desejado contê-la, sabia, em seu intimo, que tinha extrapolado todos os limites. Os tapas eram mais que merecidos. – Mantenha a sua maldita boca mentirosa longe de mim!
Quando as primeiras lágrimas rolaram pelo rosto dela, Lion não teve outra opção que não fosse deixá-la partir.
Ele tinha acabado de estragar tudo!
A primeira coisa que Isabella fez ao ter seu braço liberto foi correr para longe do homem que a fazia perder todo o controle que ela, tão duramente, tinha conseguido ter sobre seus sentimentos.
Ela não se importou com a chuva fina que passou a molhar seu rosto assim que seus passos desenfreados a conduziram até a rua deserta em frente ao motel para onde Edward a tinha levado. A modelo continuou a correr sem saber ao certo para onde estava indo. Ela sabia que estava na rua, ela podia ouvir o som dos carros passando por perto, ela podia ouvir os xingamentos, mas tudo o que conseguia ver e sentir era algo que ela tinha enterrado dentro de si há anos e que Lion tinha libertado.
O corpo pequeno e magro tremia incontrolavelmente enquanto era maldosamente avaliado. A jovem podia sentir o pavor e nojo por si mesma quase a sufocando. Os braços finos e fracos demais, apertaram o pequeno embrulho que ela mantinha protetoramente contra o peito.
- Não! – Ela disse com a voz trêmula, embora seu lado racional e pragmático tentasse convencê-la de que não era uma oferta tão ruim assim.
Ela viu o homem alto e musculoso se afastar, apenas alguns passos e sorrir, com falsa simpatia, para ela.
- Vamos lá, princesa, eu tenho algo que você quer... – Ele balançou uma pequena sacola branca. Os olhos verdes, sem qualquer brilho, se prenderam no seu objeto de desejo tentando encontrar uma forma de apanhar o que ele tinha e fugir. – Você só precisa pagar por isso.
- Eu posso trabalhar. – Ela respondeu em uma tentativa inútil de se livrar da enrascada onde tinha se metido. – Eu sei cozinhar e limpar... Eu posso cuidar da sua casa e...
- E te dar a oportunidade de tentar me roubar novamente? – O homem a encarou com olhos sérios e livres de qualquer piedade. – Sinto muito,princesa. Você vai ter que trabalhar para pagar o que me deve, mas, por ora, vamos cuidar das suas necessidades principais.
- Eu não peguei nada! Eu juro! É a primeira vez que venho aqui... Eu... Tudo o que eu queria era um pouco de comida... Só um pouco de leite para o bebê. – O olhar apavorado dela se moveu até o rostinho pálido da criança que ela tinha trazido ao mundo há menos de 2 meses. Ele tinha parado de chorar, o que despertava alivio e desespero nela ao mesmo tempo. Ele parecia tão imóvel e silencioso que ela, por um segundo, pensou que tudo o que tinha nos braços era o cadáver de um filho que ela não tinha conseguido proteger. – Por favor!
- Sem lágrimas, princesa! – O homem sussurrou para ela. – Coloque o bebê aqui... – Ele apontou para o sofá da sua sala de estar da decadente casa que Isabella tinha invadido em busca de um lugar para abrigá-la da chuva e, com alguma sorte, alguma comida para acalmar o estomago dolorido. Dela e de Jared, o imóvel recém nascido que ela tinha nos braços. – Vamos lá, é fácil... Você já fez isso antes, eu sei. Basta tirar os trapos que você chama de roupas e me fazer um pouquinho feliz. Eu prometo que quando acabar eu te dou todo o leite que desejar.
Isabella sacudiu um pouco seus braços tentando se certificar que Jared estava bem, ou tão bem quanto poderia estar. Seus olhos não conseguiram captar nenhum movimento.
- Você promete? – Ela soluçou. – Só leite... Nada mais, só para ele.
- Leite, algo limpo e quente em que você possa enrolá-lo e um teto para afastá-los da neve lá fora... Não soa bem? Você pode até ter um banho quente, se quiser.
- Vai nos deixar ir embora depois?
- Depois que você pagar por tudo que deve...
Com passos pequenos e incertos, Bella Swan caminhou até o sofá e, com uma delicadeza extrema, depositou seu pequeno tesouro no estofado bolorento após ter lhe beijado a testa fria. Ela apanhou uma almofada pequena, ainda assim maior que o seu pequeno embrulho, e a posicionou ao lado dele, apenas para se certificar que ele não cairia se por acaso se mexesse.
- Onde é o quarto? – Ela sussurrou.
- Nós nãos precisamos de um quarto... – O corpo dela tremeu quando dedos grandes deslizaram por seu rosto. – Aqui dentro está quente, você não tem porquê estar tão coberta.
A mente entorpecida tentou enviar comandos aos seus dedos, mas eles não se moveram. Ela, mesmo dizendo a si mesma que era o que tinha que fazer, não conseguiu se despir.
Cansado do jogo, o homem ao seu lado, com um movimento bruto passou a destruir as únicas roupas que ela tinha.
- Como uma Lolita... – Ele umedeceu os lábios ao tê-la nua e tremendo a sua frente. – Quantos anos você tem, princesa?
- 17... – Isabella respondeu em meio ao choro quando ele a obrigou a se curvar e colocar as mãos sobre o sofá, bem ao lado de onde seu bebê estava.
Ela sentiu as mãos ásperas percorrem cada centímetro do seu corpo e desejou que ele, seu herói¸ estivesse lá para salvá-la.
- Nós vamos nos divertir muito juntos, princesa. Agora engolia essas irritantes lágrimas... Com o tempo vai aprender que eu odeio choro.
...
A ocotogon girl não fazia ideia de onde estava, mas isso não importava, não quando precisou se curvar e colocar para fora tudo o que tinha ingerido durante o dia.
- Acabou! – Ela sussurrou para si mesma. – Acabou! James te salvou. James salvou você e Jared. Acabou!
Ela estava em um escuro e mal cheiroso beco, olhando ao redor ela não conseguia entender como tinha chegado ali. Rapidamente, vasculhou com as mãos trêmulas os bolsos do sobretudo que usava até encontrar o pequeno aparelho celular que possuía. A luz fraca da tela foi tudo o que ela pode utilizar para se guiar até uma rua residencial. Bella se sentou sobre o degrau que conduziria até uma das casas e acessou a agenda de seu telefone.
A voz que a atendeu era de James, mas não era nele que ela estava interessada no momento.
- Jared? – Ela tentou manter a voz sob controle. – Onde está Jared? Eu sei que ele, provavelmente, está dormindo agora, mas... Me deixe falar com ele, por favor.
- Lover? – James a chamou mais uma vez. – O que está errado?
- Eu vou voltar no primeiro voo amanhã... – Ela disse. – Só quero me certificar que ele está bem agora.
- Eu tenho uma ideia bem melhor... – A voz masculina soou calma e reconfortante. – Por que você não pega o elevador até a suíte?
- Você está aqui? – Bella se colocou de pé e a voz que ela tentava modular soou alta demais.
- Nós estamos aqui... – James disse carinhosamente. – Era para ser uma surpresa...
- Eu vou achar um táxi e... Meu bebê...
- Respire antes, Lover. – Existia diversão na voz calorosa do namorado de Bella. – Nós estamos esperando por você.
...
A Swan não saberia dizer onde conseguiu um taxi ou quando tempo levou até que o mesmo parasse em frente ao luxuoso hotel em que ela estava hospedada. Apanhou todo o dinheiro que tinha nos bolsos do pesado casaco e entregou ao motorista e correu até o elevador.
Ela tinha um sorriso no rosto, apesar do estado lastimável em que se encontrava. A maquiagem perfeita que Alice tinha feito horas antes estava borrada, pelas lágrimas e pela chuva. Seu cabelo estava uma bagunça e as roupas molhadas a faziam tremer, mas nada disso tinha qualquer importância.
Quando ela bateu, energicamente, à porta da suíte tudo o que importava era quem ela encontraria em alguns segundos.
- Mamãe! – Ela ouviu o grito animado e se ajoelhou para abraça-lo, ali mesmo no corredor.
Ela não conseguiu dizer nada. Apenas o manteve próximo de si por tanto tempo quanto pode.
- Tá gelada! – Jared protestou e tentou afastá-la.
- Está chovendo lá fora... – Ela respondeu com um sorriso e o deixou livre. – Olhe só para você. Está tão grande!
- E meu cabelo cresceu... – Ele comentou com evidente empolgação.
Não era bem verdade. O menino parado de frente para sua mãe era menor e mais magro que a maioria das crianças da sua idade e os poucos fios castanhos que agora cobriam a sua cabeça quase não eram visíveis. Mas para Isabella ele era o mais lindo e perfeito de todos os meninos do mundo. Era o seu pequeno embrulho, o seu tesouro, a razão pela qual ela tinha lutado e sobrevivido. Foi o brilho no olhar azul que a tinha guiado quando a vida se tornou difícil. E o brilho no olhar de Jared, nunca tinha se apagado, nem mesmo quando ele próprio precisou se tornar um guerreiro.
- Yeah! – Bella sorriu para ele. – Você está cada dia mais lindo... Espero que ainda não tenha arrumado uma namorada.
Ele gargalhou.
- Meu coração é todo seu, Mamãe! – Com um gesto teatral, ele colocou as mãos pequenas sobre o peito e depois as levou até o rosto da mãe.
- E para mim? – Pela primeira vez, a voz de James chegou a eles. – Não há espaço para mim nesse coração?
- Tem sim, Papai! – Jared se jogou sobre os braços forte daquele que foi e sempre seria o seu herói.
O campeão ofereceu sua mão para ajudar a namorada a se colocar de pé a os três, juntos, adentraram o luxuoso quarto de hotel.
- Feliz? – Ele sussurrou para ela depois de deixar o filho livre para correr de volta a cama onde assistia um desenho.
- Obrigada! – Bella jogou seus braços ao redor do pescoço masculino.
Ela, na verdade, agradecia por ele ter aparecido quando ela mais precisava, por ter cuidado dela e de seu filho, por tê-lo amado... Por ter dado a Isabella a oportunidade de manter a única coisa que tinha de precioso em sua vida.
Qualquer preço que ele cobrasse por isso, seria uma ninharia diante de todo o bem que ele tinha proporcionando a ela. E sendo bem honesta consigo mesma, James nunca estipulou um preço alto demais... Tudo o que ele desejava era amar e em troca amado ser... A única coisa que ele havia pedido em troca de tudo o que tinha feito e continuava a fazer por sua pequena e imperfeita família era que Isabella retribuísse a sua afeição.
Em momentos como esse, não existia nada que Bella desejasse mais do que ser capaz de amá-lo, como sabia que ele a amava. Seria tão mais fácil se o seu coração pertencesse a quem deveria e não a um fantasma do passado que tinha voltado para assombrá-la.
Notas finais
Se apreciou a fic, por favor, recomende.
Não custa nada, é fácil e rápido e deixa a autora aqui mega feliz e motivada.
xoxo
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