The Lingering - Interativa
3 Trouble always lies ahead
Notas iniciais
– Qual o seu problema, honestamente? – Joy continuou andando, olhos atentos para ambos os lados da avenida enquanto tentava não pensar no idiota a seguindo. — Quantas vezes vou ter que repetir que eu trabalho sozinha?! – falou lentamente, como se estivesse explicando algo para uma criança de 3 anos. Connor, por outro lado, mantinha-se sempre dois passos atrás da mulher, como se ela, a qualquer momento, fosse virar e continuar o que estivera prestes a fazer naquele beco na noite anterior.
– Sim, eu já entendi essa parte... — o rapaz murmurou, a mão direita livre e, na esquerda, o resto de pano e a agulha que havia utilizado para salvar a mulher, e que tivera de pegar com pressa, pois Miss Mistério — já havia até se acostumado com o nome — simplesmente acordara e se apressara para deixar o abrigo o mais rápido possível. — Mas você não acha que me deve isso? Quer dizer, eu salvei sua vida!– Connor ergueu um pouco a voz.
– Shhh...! – Kiev se virou abruptamente, avançando para cima do rapaz e cobrindo sua boca com a mão livre. — Quer que o mundo inteiro te ouça? – ela sussurrou, ainda cobrindo a boca de Connor, que balançou a cabeça em negação, com os olhos arregalados. — Vou te soltar, mas se não calar a boca, vai acabar matando nós dois. Você não quer isso, certo? — Connor negou novamente, e Joy finalmente o soltou, limpando a mão na camiseta do rapaz antes de se virar novamente.
– Você é bem bruta para uma garota, sabia? — Connor resmungou, massageando o maxilar e olhando para frente a tempo de ver Miss Mistério lhe mostrar o dedo do meio. McCormick revirou os olhos, bufando. — Mas, voltando ao assunto, acho que me levar com você seria um ótimo investimento... — Connor acrescentou, e ouviu Miss Mistério bufar. Passara 15 minutos tentando convencê-la a levá-lo junto consigo, e outros 10 apenas escutando-a rosnar xingamentos — alguns dos quais nunca havia ouvido na vida.
Aprendera, na noite passada, que Joy planejava seguir na direção leste — conseguira arrancar essa informação da mulher enquanto ainda estava inebriada pelo efeito dos analgésicos que havia lhe dado — o que era terrivelmente conveniente, já que ouvira falar de um campo de resistência autointitulado 'The Resistance', localizado em Atlanta, no centro do estado da Georgia. Lá, sua ajuda seria, com certeza, muito valorizada.
– Será que você não consegue calar a boca nem por um minuto? – a paciência de Joy estava se esgotando bem mais rápido do que ela inicialmente imaginara. Tudo bem, o garoto havia de fato salvado sua vida, mas na cabeça da loira, ele havia o feito por pura caridade. De acordo com o que se lembrava da noite passada, não tinha, em momento algum, implorado para que ele a ajudasse. Por que diabos então ele continuava a seguindo, mesmo depois de ter sido bem clara de que ela não — e repetido, não – precisava de sua ajuda?
Mal sabia ela que, para Connor, o relacionamento dos dois era bem mais simples. Na verdade, tudo que o rapaz queria era ter companhia, e ela, nos olhos dele, havia sido sua salvação.
– Ei... Está ouvindo isso? — Kiev falou, parando abruptamente e, consequentemente, fazendo com que Connor esbarrasse em suas costas. A mulher lançou um olhar irritado na direção do rapaz, e em seguida voltou a olhar ao seu redor.
O barulho era estridente, ela tinha certeza, mas não tão alto no local em que estavam. Mais alguns minutos de análise e concluiu que o som estava vindo de alguma coisa aproximadamente três esquinas à frente.
– Se eu disser que estou ouvindo, você me leva junto? — Connor perguntou em um sussurro, levando uma cotovelada no estômago, forte o bastante para fazê-lo grunhir dolorosamente e acariciar o lugar acertado.
O rapaz não pôde acreditar em seus olhos quando a mulher começou a se movimentar novamente, seguindo o barulho.
– Você está louca?! – Connor segurou Joy pelo pulso. — E se for uma armadilha ou algo do tipo? — falou, e a mulher revirou os olhos, desvencilhando-se do rapaz e sorrateiramente se esgueirando até a origem do barulho. McCormick suspirou cansadamente, mas a seguiu de todo o jeito, afinal, que outra opção tinha?
À medida que se aproximavam do som, ele ficava mais alto, como a mulher esperava. Agora que estavam quase chegando em seu local de origem, Joy conseguia distinguir o estrondoso barulho como sendo um alarme. De onde ele vinha, Kiev estava prestes a descobrir.
Enfim virou a última esquina, e se deparou com o próprio inferno.
Uma horda de walkers – como costumava chamar as criaturas sanguinárias e sedentas por carne humana — se estendia até onde os olhos podiam ver. Eram tantos que, por um momento, a dupla ficou paralisada, aterrorizados pelo fato de estarem cara a cara, finalmente, com o inimigo.
Era, de fato, uma experiência bem diferente quando vivenciada pessoalmente.
Connor havia apenas os visto de longe. Lembrava-se bem do som distinto que faziam, que podia ser ouvido à distância — como almas perdidas que acharam um caminho de volta à Terra — mas jamais poderia ter imaginado o quão mais alto poderiam gritar, ou o quão mais assustador era ouvi-los de perto.
Já Joy havia tido a oportunidade de encarar dois deles de perto. Sabia como era olhar nos olhos embaçados e esbranquiçados de criaturas que um dia já foram humanas antes de enfiar-lhes uma faca na nuca. Só não havia tido tempo para pensar como seria se tivesse de encarar uma multidão delas, multidão essa que a encarava também.
– Acha que eles conseguem nos ver...? — ouviu a voz de Connor em um sussurro. Joy jamais admitiria, mas nunca ficara tão aliviada de ter a presença do garoto ao seu lado quanto estava naquele momento.
– Sabe o que eu acho? — respondeu firme, também sussurrando. — Que não quero ficar aqui para descobrir. — e com isso, agarrou o pulso do rapaz ao seu lado e pôs-se a correr.
Podiam ouvir os walkers os seguindo, e usaram seus gritos como incentivo para tentarem mover-se o mais rápido que podiam.
A padaria em que haviam passado a noite já podia ser vista, mas Joy raciocinou que entrar em um lugar com apenas uma saída significaria sua morte na certa. Com esses pensamentos em mente, apertou o braço de Connor com mais força, correndo e deixando para trás seu querido abrigo de apenas uma noite.
– Se sobrevivermos a isso... — Connor começou, com um grito, e Kiev teve de se conter para não cortar a língua do rapaz ali mesmo. Já não adiantava mais, afinal, já haviam sido descobertos. — ... Você me leva junto...? — o rapaz terminou, e Joy quase deu um tapa na própria testa. Ele provavelmente não tinha ideia do quanto seus comentários eram inconvenientes nessas horas.
– Se eu disser que sim, você fica quieto? — Miss Mistério perguntou, e Connor só pôde sorrir antes de ser brutalmente arremessado no chão de asfalto. Joy caiu junto, seu braço esquerdo amortecendo o impacto.
Os dois ficaram alguns segundos atordoados, a força da queda sendo o bastante para que ficassem ralados dos pés à cabeça. Joy, no entanto, foi a primeira a se levantar. Olhou ao redor e, como na noite anterior, já tinha sua arma sacada, pronta para explodir a cabeça do negro responsável por sua queda a alguns metros de distância, que lutava para se levantar.
O homem, ao notar a presença ameaçadora e hostil da mulher, ficou de joelhos, os braços acima da cabeça em sinal de rendição. Connor finalmente se levantou, a adrenalina de ser perseguido superando qualquer dor que sentia.
– Quem é você? — ouviu Joy proferir, e voltou seu olhar para o homem ajoelhado, com a calça jeans surrada e blusa de manga comprida encharcadas de suor.
– Eu poderia te perguntar o mesmo. — respondeu, e Connor grunhiu internamente. Sabia perfeitamente, apesar de ter convivido com Miss Mistério por apenas uma noite, que aquele não era o melhor jeito de se iniciar uma conversa com Joy. Muito menos se ele quiser sair vivo, acrecentou mentalmente.
– Escuta aqui, espertinho... Eu estou com a arma, por isso eu faço as perguntas. — Kiev retrucou, e o homem suspirou.
– Olha, eu só quero sair daqui vivo, então se você puder fazer o favor de abaixar...
– Porque vocês não deixam para discutir depois?! — Connor exclamou, exasperado, e os dois ao seu lado pareceram se lembrar da horda de criaturas se aproximando.
Joy relutantemente abaixou a arma, e o negro se levantou em um pulo, observando os arredores por uma chance de escapar. Atrás dele, algumas outras dezenas de walkers se aproximavam, e Connor engoliu em seco ao perceber que, por alguma ironia do destino, os três estavam encurralados.
– Perfeito... – murmurou para si mesmo, e pôs-se a procurar desesperadamente por uma saída. Sempre pensou que levaria uma vida tranquila. Terminaria a faculdade de enfermagem, se casaria com uma outra residente e comprariam uma casa em algum bairro calmo da cidade, com um jardim na frente e tudo. Pensar que iria morrer com dois completos estranhos, comido vivo por criaturas impiedosas, sem nem poder fazer nenhuma diferença, era simplesmente devastador.
Talvez por isso tenha inocentado tão rápido o homem desconhecido que, por algum milagre, gritou:
– Por aqui! – ele sinalizava para uma pequena escada, situada entre dois prédios residenciais, que desembocava no telhado de um deles. Connor mal podia acreditar em sua sorte, e no calor do momento, agarrou o pulso de Joy e a arrastou até onde seu mais novo amigo os esperava.
Ao chegar ao pequeno beco de acesso à escada, observou o negro impulsionar-se para cima repetidas vezes, tentando alcançar o primeiro degrau que o permitiria puxá-la para baixo. Depois de algumas tentatativas, sua pele brilhando com suor, ele desistiu. — Não vai dar... Está muito alta. — Admitiu, e Connor soltou um grunhido desesperado.
– Podemos tentar levantar alguém. — Joy ofereceu, e quando ambos os homens a encararam, percebeu que sobraria para ela própria a parte de ser erguida. — Não. — Falou, como se houvesse lido ambas as suas mentes. — Sem chance. — Tentou reforçar, mas percebeu que nenhum dos rapazes estava disposto a aceitar sua recusa.
– Escuta aqui, Kiev... — Pela primeira vez nas poucas horas de convivência, Connor dirigiu-se à mulher com autoridade na voz. — Eu não salvei sua vida para que você morresse tão cedo... — o rapaz falou, e com um olhar para trás, pôde ver a horda de walkers os cercando. — ... E com certeza não pretendo deixar que desista ainda. — A honestidade em seus olhos, por um segundo, superou seu desespero, algo que Joy não deixou de notar. — Então, pelo amor de Deus, colabore.
E com isso, a ergueu, sem permissão, até onde a escada se estendia. A mulher, suprimindo um grito, agarrou com todas as forças uma das barras de metal enferrujado, e com toda sua força, a empurrou para baixo, e a escada finalmente cedeu, chegando ao chão com um estrondo.
Connor suspirou aliviado, e tratou de impulsiona-la para dar espaço para que ele e o negro subissem também. Quando já estavam na metade do caminho, sentiu a escada tremer, e ao olhar para cima, percebeu que Joy havia parado de se mover, e se segurava fortemente às barras de ferro como se sua vida dependesse daquilo.
– Joy...? — proferiu, mas a mulher permaneceu na mesma posição. — Joy! – aumentou o tom, e imediatamente obteve uma resposta.
– O que é?! — a mulher esbravejou, e Connor, por um segundo, perdeu o equilíbrio, surpreso com a atitude da mulher.
– Será que não dá para ir um pouco mais rápido...? — perguntou, a voz fina pelo medo da reação de Joy.
– Você... Você não entende... — ela respondeu, sem fazer muito sentido e com um fio de voz.
– Cara! – debaixo de seus pés, o negro mantinha as pernas dobradas, tentando evitar as mãos da multidão de walkers, que já haviam tomado conta do pequeno beco.
– Droga... – Connor murmurou, olhos castanhos inspecionando a situação enquanto concentrava-se em manter a calma. — Qual o problema?! — gritou na direção de Kiev, sua voz quase passando despercebida em meio aos gritos da horda lá embaixo, e por um momento, pensou que a mulher não havia o escutado. Estava prestes a gritar novamente quando ouviu sua resposta:
– Eu... — ela falou, e murmurou algo que Connor não conseguiu entender.
– O quê...? — o rapaz tentou, mas foi interrompido.
– Eu tenho medo de altura! – ela gritou de volta, irritada. Nunca havia admitido aquilo explicitamente, para ser honesta, e certamente não pretendera sair proferindo seus medos para qualquer idiota. Podia contar nos dedos o número de pessoas que sabiam de seu segredo, e o garoto definitivamente não deveria ser uma delas. Mas agora, pensou, não adianta mais.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, e em seguida, tentou aproximar-se o máximo possível da mulher.
– Ajudaria se eu te dissesse para não olhar para baixo? — ele tentou brincar, mas ela bufou, chutando a cabeça do rapaz com certa força. Connor tinha que admitir, nunca tivera um bom senso de humor... Nota mental: melhor cortar os comentários engraçadinhos a partir de agora, pensou. — Tá... Vamos fazer assim: você fecha os olhos, e eu te ajudo a subir. — sugeriu, e ofereceu sua mão para que ela a segurasse. — Vai dar tudo certo. Confie em mim...
– Esse é exatamente o problema! Eu não confio em você! — ela gritou de volta, e ele revirou os olhos.
– Só faça o favor e feche os olhos. — ele ordenou, e para a sua surpresa, ela os fechou. Connor, então, segurou o braço de Joy, impulsionando-a levemente para cima por todo o caminho restante, e logo, já haviam chegado ao topo.
Lá em cima, os três se deitaram no chão de concreto, ofegantes e suados, a adrenalina vagarosamente deixando suas veias e dando lugar ao alívio, mesmo que temporário, de terem chegado vivos. De terem sobrevivido pelo menos mais um dia em meio ao caos.
– Sabe... — Connor falou, olhando para ambos os seus companheiros. — Acho que nós formamos um belo time.
....
Joy se remexeu dentro de seu casaco, afundando a cabeça dentro do capuz à procura de conforto.
A noite havia chegado em um piscar de olhos, a luz prateada da lua iluminando o topo do prédio em que se encontrava enquanto se recostava o mais confortavelmente possível — o que não era muita coisa — na parede de tijolos que formava uma das chaminés. A loira observava, de certa distância, a interação entre os dois rapazes que a acompanhavam, que conversavam animadamente enquanto tentavam manter-se aquecidos, assim como ela.
– Você é da Ruanda?! – a mulher ouviu Connor exclamar. — Cara, o que diabos você está fazendo nesse inferno? — o rapaz perguntou ao estranho, genuinamente curioso.
Acontece que o negro misterioso que havia se juntado à dupla era Marcos Rasul, um ruandês de 21 anos que havia ouvido o mesmo som de alarme e corrido de encontro com Connor e Joy.
– Eu... Fui adotado por pais americanos quando tinha 7 anos. — Marcos respondeu, sem adicionar mais nada, e Connor não quis pressioná-lo. Era difícil falar de suas origens... Mais ainda quando o assunto se tratava de sua partida da África. — E vocês? O que estão fazendo em Jackson? — mudou o assunto sutilmente, ignorando os olhares que Joy o lançava pelas costas, e que faziam com que seu pescoço coçasse.
– Eu estou só de passagem. Quero chegar em Atlanta o mais rápido possível... — Connor respondeu, fechando o zipper da jaqueta de couro ao sentir a brisa forte que balançava seus cabelos castanhos.
– Desculpe perguntar, mas... Porque Atlanta?
– Ouvi no rádio, no dia em que... Em que tudo foi por água abaixo... — Connor começou, um tanto desconfortável com o assunto do que muitos estavam chamando de 'Apocalipse'. — ... Que uma grande massa de sobreviventes estava se reunindo em Atlanta. Eu... Não tenho mais nada, então pensei... Porque não, sabe? — o rapaz deu de ombros, coçando a parte de trás da cabeça e ajeitando as pernas para uma posição mais confortável.
Joy ainda o observava, esfregando as mãos uma na outra para aquecer-se enquanto ponderava qual o motivo do rapaz ser sempre tão alegre, mesmo tendo perdido tudo. Ela mesma havia perdido o contato com a família, e a esperança de achá-los novamente era a única razão de estar viva naquele momento. O fato de o garoto ter motivação para tentar sobreviver apesar de saber que nada o esperava era, com toda sua honestidade, admirável.
– Ah, sim... E vocês já estão aqui há muito tempo? — o negro perguntou, entendendo o desconforto do outro rapaz e escolhendo mudar o tópico da conversa.
– Só uma noite. Achamos abrigo em uma padaria, e...
– Padaria? – Marcos o interrompeu, mudando de uma postura relaxada para uma rígida, seus ombros tensos e seu cenho franzido.
– É... Um pouco depois desse prédio, logo ali... — Connor apontou para a fachada da pequena loja, que tinha seus vidros estilhaçados e balcões saqueados. O negro olhou na direção em que o dedo do rapaz apontava, e depois de alguns segundos em siêncio, apenas proferiu um "Ah..." desinteressado e voltou a falar sobre o assunto anterior.
Kiev assistia a cena toda com um olhar cansado. Permanecera calada desde que o sol desaparecera por trás do horizonte, e não planejava juntar-se à conversa dos dois homens tão cedo, por isso levantou de seu lugar e desapareceu por entre os dutos de saída de ar. Chegou até a ponta mais afastada do prédio, segurando-se fortemente em um dos canos suspensos e arriscando uma olhadela na avenida abaixo, sentindo seu coração acelerar ao perceber a que altura estava do asfalto. Nunca teria sequer imaginado que, no prazo de alguns dias, seria forçada inúmeras vezes a enfrentar um de seus maiores medos.
Alguns dias...
Foi o tempo que levou para que tudo desmoronasse ao seu redor.
Lembrava-se muito bem das primeiras 24 horas de desespero... E pensar que tudo havia começado com um surto de um vírus desconhecido a algumas milhas a oeste do Mississippi, no estado do Texas, transmitido pela carne enlatada produzida em uma das mais proeminentes fazendas pecuaristas da região, e presente nas mesas de quase dois terços da população estado-unidense.
E esse foi só o começo... É desnecessário dizer que o vírus se alastrou, seu desenvolvimento sendo tão rápido que, dentro de horas, já tinha a capacidade de matar. Ou até mais do que isso...
Em menos de dois dias, ele havia derrubado uma das mais fortes e temíveis nações do planeta. Era apenas uma questão de tempo até que dito vírus se alastrasse pelo globo, atingindo proporções ainda mais catastróficas, se é que já não tinha o feito.
É, pensou Joy, a brisa gelada da noite acariciando seu rosto e bagunçando suas mechas loiras, está na hora de se despedir.
O mundo já não era o mesmo... Jamais seria.
Isso ela podia sentir.
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