The Librarians e o Vale das Árvores Secas
3 A Chegada ao Brasil
Notas iniciais
O velho e querido Jenkins – sim ele era querido pelos Bibliotecários e pela Guardiã e por mais que fizesse pose de durão, o zelador gostava e se preocupava com aquela turma. Eles passaram a ser uma família – prontamente atendeu ao pedido do Bibliotecário mais antigo. Inseriu corretamente as coordenadas e conectou devidamente os cabos à porta, abrindo o portal que os levaria diretamente à pequena cidade de Anhanguera no Brasil. Quando a passagem se abriu, eles viram uma luz brilhar através do vidro. Aquele feito ainda os fazia vibrar por dentro. Era tudo tão... tão mágico! Flynn, o qual comandava a expedição, devido sua vasta experiência, abriu a porta e deparou-se com uma estrada vazia.
― Todos prontos? – ele indagou voltando sua atenção aos seus companheiros, pousando seu olhar na linda e experiente coronel Baird.
Não soube por quanto tempo ficou com o olhar perdido. Pareceu-lhe horas. Era sempre assim que ficava quando estava ao lado dela. Era um homem maduro – na maioria das vezes – mas quando estava ao lado de Eve parecia um menino. Não sabia o que falar muito menos o que fazer.
― Estamos! – Ele ouviu o grupo responder em uníssono.
― Tomem bastante cuidado! Nunca se sabe o que se pode encontrar em terras longínquas – Jenkins os alertou.
Eles atravessaram o portal. Primeiro a cabeça e depois o resto do corpo. Sentiram um leve desconforto como se atravessassem uma bolha de chiclete. O primeiro a passar foi Flynn, depois Eve, em seguida Cassandra, logo após Jake e por último, Ezekiel. Estavam em terrar brasileiras.
Mal deram dez passos e logo se depararam com a floresta de árvores secas descrita na reportagem. Havia umas dez árvores ali e todas possuíam o mesmo aspecto. Eram secas. O grupo se aproximou para examinar melhor. Era dia, já devia passar do meio dia e ainda assim a cena diante deles causava assombro.
― Que paisagem horrível! – exclamou Cassandra – Essas árvores têm um aspecto terrível – ela virou a cabeça para o lado direito e depois para o esquerdo como se assim pudesse ter uma visão mais eficiente da floresta – Não sei por que elas se assemelham a formas humanas. Vejam!
Ela apontou para o tronco da planta e o grupo constatou horrorizado a observação feita pela senhorita Cillian.
Cassandra não conseguia de forma alguma explicar a inquietação crescente que sentia dentro de si, como se sua mente a quisesse alertar de algo que ela mesma desconhecia. E a inquietação não era porque Jake Stone, o homem mais bonito e inteligente que ela conhecera, estava ao seu lado. Isso também de alguma forma contribuía. Sempre que estava ao seu lado sentia-se mais tímida que o natural. Adorava estar ao lado dele. Com ele sentia-se segura. Tinha a nítida impressão de que ele seria capaz de fazer qualquer coisa para salvá-la. E ela estava certa. Aquele sexto sentido, se é que poderia chamar assim, aquele alerta vermelho que havia em sua mente, se devia a outra coisa e ela ainda não tinha conhecimento, mas logo descobriria.
― Vamos à cidade conversar com os habitantes e ver se eles têm alguma informação que possam nos dar – sugeriu Flynn Carsen, o qual estava diante do grupo.
Deixaram a floresta e seguiram pela estrada. Caminharam por cerca de quinze minutos e logo estavam diante de uma placa que dizia: “Sejam bem vindos a Anhanguera!”
― Bom, é aqui! – informou Flynn – Vejamos o que nos espera!
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