The Last Rebel
31 Money Back Guarantee
Notas iniciais
Deixaram o Arizona em direção a Los Angeles, para seis horas de viagem. Tom e Mary Ann dormiram o tempo todo, já que estavam muito cansados. A jovem, especialmente, parecia mais cansada que antes. Depois do show em Los Angeles, iriam para San Francisco. E depois fariam uma pausa de três semanas. Voariam de volta para Nashville. Os ônibus com os equipamentos iriam diretamente para a Filadélfia, onde seria próximo show, em uma viagem longa e extenuante. E depois da Pensilvânia, seguiriam para Nova York e New Jersey para encerrar a turnê definitivamente.
No meio da viagem, o celular de Tom tocou. Era o advogado, avisando que a audiência seria em três dias. O show de San Francisco teria que ser adiado.
- Ah, eu não vejo a hora de dar uma parada! Vamos ter que adiar San Francisco... – Mary Ann lamentou, entre um bocejo e outro.
- É... Fazer o que? Mas veja pelo lado bom... Já estamos aqui mesmo... Eles vão pra San Francisco enquanto a gente participa da audiência, depois a gente voa pra lá...
- Ah, voar... De novo... – Ela fez uma cara triste.
Tom riu.
Horas depois já estavam em Los Angeles. Mary Ann se recolheu em seu quarto para dormir, já que não aguentava mais o cansaço. Tom e Eric almoçavam juntos, antes da passagem de som.
Foi quando Tom sentiu seu celular vibrar. Pegou o aparelho e viu que havia uma mensagem. “Entrar em contato com o distrito policial de Phoenix no número (602) 876876987”. Tom respirou fundo e discou, sob o olhar curioso de Eric.
- Alô. Recebi uma mensagem de vocês. Meu nome...
- Aqui é o investigador Raimond Taylor. Eu queria informar-lhe que entrei em contato com a polícia de Tampa e eles conseguiram prender dois suspeitos. Senhor Keifer, realmente, parece que o seu acidente não foi um acidente. Pode ser que cheguemos aos culpados.
Tom abriu um leve sorriso. Eric não entendeu nada.
- Certo, investigador... Aguardo mais notícias.
- Se puder manter isso em sigilo, eu agradeço!
- Não tenha dúvidas de que farei isso, senhor...
E desligou.
- O que tá acontecendo, Tom? – Eric lhe perguntou.
- Nada demais.
- Mas você parecia esfuziante!
- Não... Não estou... Você está me vendo esfuziante? Eu não estou esfuziante!
- Não tô é entendendo porra nenhuma!
- Eric, você não tem que entender... E já terminamos nosso almoço... Jeff e Fred já foram para a passagem de som... Vamos logo...
Levantaram-se e partiram rumo ao ônibus que os esperava.
Após a passagem de som, voltaram ao hotel. O show era no dia seguinte. Tom subiu para seu quarto e encontrou Mary Ann dormindo. E assim foi nas três horas e meia que se seguiram.
- Mas o que aconteceu com essa menina? Ela só dorme! – Falou sozinho.
Até que a jovem acordou, espreguiçou-se e disse:
- Vou tomar um banho.
Dirigiu-se ao banheiro, tomou um banho longo, saiu de lá de pijamas e já se deitou novamente.
- Mary Ann, você não vai descer pra jantar comigo?
- Não... Vou dormir!
- Mas você dormiu o tempo inteiro no ônibus, durante a viagem, nem desceu durante a parada que fizemos, chegou, dormiu, não foi na passagem de som, e agora vai dormir de novo? Você tá se sentindo bem?
- Sim... Eu estou... Só estou um pouco cansada...
Tom pensou um pouco. Era um homem experiente.
- Você tá tomando sua pílula certinho?
- Claro que estou. E inclusive acabei de ficar menstruada...
O vocalista respirou fundo, aliviado. Não era gravidez. Mas então, o que seria?
- Quando voltarmos a Nashville, você vai passar novamente com seu médico. Pode ser que ele te receite umas vitaminas, isso pode ser fraqueza...
- Sim... Eu tô tensa... E quando fico tensa, sinto mais sono. Como se dormir me mantivesse afastada dos problemas.
- É... Faz sentido... Então descansa, vou pedir o jantar aqui, a gente come juntos e depois você dorme mais... Já que não podemos fazer nada mais interessante...
A jovem sorriu e abraçou Tom. Ele pegou o interfone do hotel e pediu o jantar no apartamento. Rosbife, batatas e salada. Não demorou muito até o serviço de quarto chegar. A jovem comeu pouco, muito pouco. Tom achou aquilo estranho, mas não questionou. Permaneceram calados durante todo o jantar.
* * *
O dia da audiência havia chegado. Mary Ann não conseguia respirar direito. Sentia dores fortes nas costas, na região dos pulmões, ansiedade no limite. E sono. Muito sono. O tempo todo.
Tom estava mais tranquilo. Tinha quase certeza da vitória. Chegaram cedo ao fórum e aguardaram em uma sala. Mary Ann separada de Tom, que só iria assistir à audiência.
Quando chamados, ocuparam seus lugares. Tom ficou numa área destinada a quem quisesse assistir ao julgamento. Junto a ele, estavam estudantes de direito e estagiários.
Charlie e Neville entraram pela porta principal e se acomodaram. O jovem empresário fitou Mary Ann com indiferença. Mas seu pior olhar foi direcionado a Tom. Sentia uma raiva muito grande do vocalista.
Primeiro, Mary Ann depôs. Depois foi a vez de Charlie. Das testemunhas. E, assim, o juiz chegou a um veredito.
- A julgar o recurso do processo, condeno o senhor Charles Burns a pagar seiscentos mil dólares a Mary Ann Collins. Não cabe recurso.
Mary Ann e Dr. Simpson se cumprimentaram. Tom sorriu. Neville permaneceu com feições de poucos amigos. E Charlie teve um ataque nervoso:
- Isso não vai ficar assim! Ninguém passa Charlie Burns para trás dessa forma!
- Burns, cala a boca, foi decisão do juiz... – Neville disse, entre dentes.
- Eu vou matar vocês! – Charlie gritou, fitando Tom.
- CALA A BOCA, BURNS! VOCÊ PODE SER PRESO! – Neville perdeu a paciência.
Mary Ann o fitava, assustada. Simpson manteve a guarda. Tom não se movia.
- Burns, vamos embora... – Neville o puxou.
E os dois deixaram a sala do juiz. Mary Ann conseguiu respirar aliviada.
- Acabou... – Ela disse – Estou livre desse desgraçado! Pra sempre!
E desabou na cadeira, aliviada. Tom saiu do local onde estava e foi até ela.
- Pronto! Livres! – Disse, abraçando a jovem.
Deixaram o fórum. Algumas horas depois, já haviam embarcado para San Francisco.
- Tá mais calma agora? – Tom perguntou, enquanto o avião já voava.
- Tom... Vou ser sincera... Não sei o que tá acontecendo comigo. Sono... Muito sono... Sono demais... E um aperto no peito...
E começou a chorar, desesperadamente.
- Calma, Mary Ann... Por que isso agora? Por favor, se acalme!
- Não consigo! Não sei o que tá acontecendo...
Depressão. Só poderia ser isso.
- Mary Ann, será que você não tá com depressão não?
A jovem continuava chorando.
- Mas não é tristeza...
- Olha, menina... Não acho que seja tristeza... Depressão não tem nada a ver com tristeza... De repente seu cérebro ficou meio doido depois do acidente... E aí você tá tendo sintomas de depressão.
- Você tá me chamando de louca?
- Não! – Tom riu – Não!!!! Depressão é um problema cerebral. Pode acontecer mesmo que você não tenha motivos... Pode ser que o acidente tenha influência sobre isso... Precisamos perguntar ao médico!
A jovem não respondeu. Tentou enxugar as lágrimas. Tom segurou sua mão.
- Garota... Você sabe né?
Ela olhou para ele, olhos vermelhos, tensos. Ele sorriu, acariciando sua mão.
- Você sabe que eu te amo, não sabe?
E a jovem caiu em lágrimas de novo. Tom riu e a abraçou. Acariciou-a até acalmá-la. E assim chegaram a San Francisco para a última apresentação daquela fase da turnê, que seria no mesmo dia.
Após o show, partiram para o hotel. Mary Ann, após um banho, despencou na cama e dormiu muito, até duas da tarde do dia seguinte. Só acordou porque Tom a chamou. Levantou-se, se trocou. E assim partiram para o aeroporto. Os seus colegas já haviam voltado a Nashville, com exceção de Fred, que fora para sua casa em Los Angeles. E Mary Ann, como não podia ser diferente, dormiu durante toda a viagem. Tom estranhou, pois a jovem tinha medo de avião, e teve um sono relativamente tranquilo. O que poderia estar acontecendo?
Tom teve que chacoalhá-la delicadamente para que ela acordasse na hora do pouso. E mesmo assim a jovem ficou piscando e pendendo a cabeça.
Ao desembarcarem, tomaram um táxi e foram até a residência do vocalista. Quando ele destrancou a porta, ela disse:
- Vou dormir... Depois a gente janta...
E Tom se assombrou. Como era possível uma pessoa ter tanto sono?
Pegou seu celular e ligou para o médico. Explicou a situação e ficou assombrado com o que o profissional disse:
- Sequela do acidente. Não é difícil que seja. Por favor, agende uma consulta com minha secretária. Preciso avaliá-la melhor. E também seria interessante que ela passasse com o psiquiatra para analisar uma possível depressão.
Tom desligou o telefone, perplexo. O que fazer?
Ligou para a secretária e conseguiu um encaixe com o médico no dia seguinte. Depois disso, cuidou do jantar. Preparou frango assado, batatas, salada de folhas e legumes. Arrumou a mesa e acendeu velas. Já era sete e meia da noite, quando decidiu ir chamá-la. Bateu à porta do quarto e abriu. Ela já estava sentada, se espreguiçando.
- Mary Ann... O jantar tá na mesa...
- Eu já estou indo...
- Tá se sentindo melhor?
- Parece que sim...
Tom deixou o quarto e voltou para a sala. E aguardou. Aguardou. Até que escutou um forte barulho vindo do quarto.
- O que foi! – Exclamou sozinho, correndo para o quarto em seguida.
E, ao entrar no local, uma cena horrorosa: a jovem se contorcia, tremia, salivava, vocalizava, olhar vidrado, pele muito arroxeada, caída ao chão.
- Mary Ann! – Tom exclamou, e se ajoelhou perto dela e colocou a mão em sua testa. Estava suada, quente.
O vocalista não falou mais nada, tentou esperar para ver o que acontecia, já que estavam sozinhos. E, aos poucos, o tremor e a tensão muscular foram diminuindo, depois sua cor normal foi voltando, conforme a respiração normalizava, mas os olhos verdes da jovem continuavam vidrados e fitando o nada, o cabelo cheio de saliva. Foi o momento em que ele se sentiu seguro para se afastar da garota e procurar ajuda. Pegou o celular, ligou para o serviço de emergência, depois para Eric.
- Eric, ela teve uma convulsão...
Em cinco minutos, Eric e Jullie já estavam na casa de Tom. Em mais dez minutos, uma ambulância chegou. E a jovem foi levada para o hospital, sendo acompanhada por seu namorado.
Horas depois, Tom aguardava na sala de espera, enquanto Mary Ann passava por uma bateria de exames. Seu celular tocou:
- E aí, cara?
- Ah, Eric... Tão revirando ela do avesso pra ver se descobrem alguma coisa... O neurologista dela está vindo para cá...
- Porra... Mas uma convulsão? Será que tem a ver com esse sono absurdo dela?
- É o que vamos descobrir...
- A comida estava boa, Tom... A gente tá saindo daqui agora... Quando você for voltar pra sua casa, passa na minha pra pegar sua chave...
- Ok, Eric... Até...
E desligou. Havia deixado que Eric e Jullie comessem o que havia preparado. Era melhor do que jogar fora.
O neurologista de Mary Ann chegou. Cumprimentou Tom com um aperto de mão:
- Sr. Keifer, como aconteceu isso?
- Ela havia passado a tarde inteira dormindo, como eu havia relatado para o senhor antes, doutor, e, depois que ela acordou, aconteceu.
- O senhor viu tudo?
- Não... Eu havia saído do quarto. Percebi que ela estava demorando, mas achei que tivesse ido ao banheiro, algo do tipo. Foi quando escutei um barulho forte e corri para o quarto. E, quando cheguei, ela estava tendo o negócio.
- E como foi a crise? – o doutor perguntou.
- Ela estava no chão, tremendo, babando, vidrada, mãos e rosto roxos, fazendo uns barulhos. Foi monstruoso!
- Foi a primeira vez?
- Sim... Foi.
- Bom... Vou conversar com o pessoal da emergência. Já venho lhe dar notícias.
E sumiu por uma porta. Tom continuou esperando. Por muitas horas.
* * *
Tom foi chamado a uma sala, para conversar com dois médicos: um da equipe de emergência, o outro, o neurologista que tratava Mary Ann.
- Sente-se, Sr Keifer... – O outro médico falou.
Tom obedeceu, agoniado.
- Bom, realmente, o que a Sra Collins teve foi uma crise convulsiva, do tipo tônico-clônica, o tipo mais comum. – O neurologista falou.
- E? – Tom indagou, preocupado.
- Pode ter sido um episódio isolado, mas fizemos uma ressonância magnética dela e nada encontramos, além da lesão já conhecida do bulbo olfatório. No entanto, como ela teve edema cerebral por um tempo relativamente longo, não podemos descartar a possibilidade de que essa convulsão seja uma sequela do acidente, assim como pode não ser... Pode ser por uma tendência dela mesmo, congênito ou hereditário.
- O senhor tá me dizendo que ela pode ser epilética? – Tom desconfiou.
- Sim, e não. Ela pode ser epilética desde que nasceu e só ter tido a primeira crise agora. Ela pode ter tido uma crise isolada desencadeada por estresse e cansaço físico, ou ela pode ter se tornado epilética por causa da pancada no acidente.
- Meu Deus... – Tom sussurrou – Mas... E esse sono excessivo?
- Não descarto a possibilidade de ter sido o que chamamos de aura pré-icto. Pode acontecer meses, semanas ou dias antes de uma crise como essa. São sintomas inespecíficos que antecedem a convulsão. Também podem não acontecer.
- E ela vai ter que tomar algum remédio?
- Sr Keifer, a princípio não... Veremos se essa crise se tratou de uma crise isolada que ela nunca mais vai apresentar, ou se é algo mais crônico...
- Ou seja... Então isso poderá acontecer novamente?
- Sim... Poderá... E, se isso se tornar rotineiro, ela terá que tomar anticonvulsivantes para controlar as crises.
- Quer dizer que ela poderá ter uma crise de novo?! – Tom parecia indignado.
- Sim. Poderá. Como poderá não ter, necessariamente, nunca mais!
- Não seria mais correto medicá-la agora?
- Os efeitos colaterais do remédio não justificam seu uso devido a uma única convulsão. Sei que pode parecer assustador...
- Não parece! É assustador! A impressão que tenho é que ela pode morrer numa crise dessas!
- Absolutamente, Sr Keifer. Raramente isso acontece!
- Certo, mas ela caiu... Numa dessas, ela pode cair e bater a cabeça em algum lugar. Inferno! Ela poderia ter batido a cabeça na cama, na cômoda!
- Por isso indicaremos que ela raramente fique sozinha. Também terá que se controlar em níveis de estresse e cansaço físico...
Tom respirou fundo e indagou:
- Quem nessa vida tem tranquilidade, nos dias de hoje? Me responda, doutor!
- Entendo o senhor... Mas não podemos entrar com um remédio forte para uma crise. E há outra coisa que o senhor precisa saber...
Tom bufou:
- O que foi agora?
- Muitas vezes, em casos graves de epilepsia, a pessoa tem convulsões mesmo tomando medicação...
O vocalista levou as duas mãos à cabeça, nervoso.
- É o que tínhamos para passar. Ela está terminando de ser medicada, e já já a liberaremos para casa...
- Liberar? – Tom indagou, nervoso – E se ela tiver outra crise?
- Normalmente as crises são bem espaçadas... Não acredito que ela terá outra crise nos próximos dias... Indicarei uma dieta que ajudará a prevenir isso, bem como passarei a vocês uma lista de sintomas de alarme, que podem ser observados no pré-icto.
Tom se levantou e partiu para a sala de espera, onde aguardaria ser chamado. Sentou-se em uma poltrona e pegou o celular. Tinha que conversar com Chester, contar a ele o que estava acontecendo. Discou para Birmingham e aguardou ser atendido. O dono do Groove atendeu:
- Alô?
- Olá, Chester...
- Tom... Tudo bem?
- Mais ou menos... – Tentou disfarçar a tensão na voz.
- O que houve? Algo com vocês? Mary Ann está bem?
- Sim, ela está... Na verdade, agora está... Estamos aqui no Nashville Central Hospital...
- O que aconteceu com a menina? – Chester já demonstrava nervosismo.
- Chester... Em primeiro lugar, fica tranquilo que já está tudo sobre controle... A Mary Ann... Bem... Você se lembra de que ela estava com muito sono? Muito cansada?
- Claro que sim...
- Então. Hoje chegamos a Nashville e ela foi dormir... Quando eu fui chamá-la para jantar, ela passou mal...
- Passou mal como?
- Bem... Chester... Ela teve uma... Uma... Uma convulsão... – Tom gaguejou.
- PUTA QUE PARIU! COMO ASSIM? – Chester gritou do outro lado da linha.
- Agora está tudo bem... Já foi medicada, está pra ter alta... O médico fez uma ressonância, e não há lesões diferentes das que ela já tem... Mas ele disse...
- O que ele disse?
- Que pode acontecer de novo, que pode nunca mais acontecer, que pode ser dela, natural dela, que pode ter sido sequela do acidente, que todo aquele sono era um aviso de que iria acontecer... Ele falou tudo isso...
Chester ficou mudo ao telefone.
- Agora eles não vão passar remédio pra ela – Tom continuou – E vamos ter que esperar com essa agonia toda...
- Me mantenha informado. Assim que eu puder, vou aí pra Nashville.
- Pode ficar tranquilo, Chester. Te avisarei de tudo.
E desligou o telefone.
- Senhor Keifer? – Uma enfermeira o chamou – Pode ir até o balcão de alta para assinar alguns documentos?
Tom obedeceu. Assinou vários papeis. E, quando fitou sua direita, viu uma enfermeira trazendo Mary Ann em uma cadeira de rodas, com balões coloridos amarrados. A jovem não parecia contente, apesar dos balões. Tom a fitou e viu muita tristeza em seu olhar.
- Mary Ann... – Ele disse, quando a enfermeira deixou a cadeira ao seu lado.
A jovem o fitou. Duas lágrimas caíram de seus olhos. Tom acariciou sua testa e ela chorou mais.
- Consegue se levantar da cadeira? – Perguntou.
Ela não respondeu, apenas ficou em pé. E assim saíram do hospital, para voltar para a casa do vocalista.
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