The Last Chance
27 Capítulo 26
Notas iniciais
EMMA NOLAN SWAN
Naquele mesmo dia não muito depois de Henry dizer que não estava conseguindo enxergar, Robbins, sua médica, veio até o quarto para explicar toda situação e o que de fato o deixou daquela maneira.
Mesmo com a bola de gude presa na garganta e o coração quase saltando pela boca, consegui me acalmar e ouvir o que ela tinha a dizer, explicando passo a passo da cirurgia. Não me atentei aos procedimentos médicos, o que eu realmente queria saber era se a cegueira de meu filho seria permanente ou temporária. Com certo pesar, ouvi a sua resposta, que na verdade, não me dava certeza de nada, pois precisaria esperar alguns dias e torcer para que o menino voltasse a enxergar.
Ao sair de sua sala, senti como se os meus ombros pesassem toneladas, aquele definitivamente era o pior ano de minha vida. Continuei a caminhar pelo imenso corredor, não sabendo ao certo se queria voltar ao quarto, já que teria que contar a ele o motivo de não conseguir ver. Respirei fundo e decidi ir ao seu encontro, pois apesar da sequela ele estava a salvo e eu estava grata por aquilo.
— Mamãe, está tudo bem... — eu não consegui controlar o choro. – Eu só vou ter que aprender as coisas de uma maneira diferente agora. – sua mão foi ao alto e ele tentou encontrar o meu rosto, quando o fez, seus dedos pousaram na minha bochecha esquerda. Ah... Aquele carinho...
— Sabia que você é muito inteligente para alguém da sua idade? – disse, beijando os seus dedinhos. – Vamos dar um jeito nisso, tá bom? – ele acenou com a cabeça, sorrindo. Fechei os olhos e me livrei das lágrimas que ameaçavam a cair.
Tentei ligar para Branca, mas foi em vão, ela provavelmente estava ocupada. Não demorou muito para que pegássemos no sono, só acordei ao ouvir o tilintar na porta. Sorri automaticamente, recebendo um sorriso de volta.
— Eu deveria ter ligado, desculpe... não queria acordá-la. — disse baixinho, pisando no quarto como se o chão fosse afundar.
Levantei com cuidado e fui até ela. Não conseguindo conter as emoções, me joguei nos braços da mulher mais uma vez. Fora Henry, Regina era a primeira pessoa que eu via, esqueci qualquer uma de nossas diferenças e a abracei, estando contente em ver um rosto familiar.
— Oh, hey... Está tudo bem? — disse ela, ainda com os braços ao meu redor.
— Não... quero dizer... – me afastei, suspirando. – Henry, já saiu da cirurgia, o tumor foi extraído.
— Então, você deveria estar contente e não dessa forma. O que há de errado?
Suspirei, me afastando para encarar, de forma automática meus olhos inundaram minhas bochechas e meu nariz se entupiu pelo choro.
— Henry está cego. – sussurrei de foram desesperada.
O silêncio pairou sobre o quarto. Gentilmente seus dedos se escorreram por todo caminho que as lágrimas fizeram, fechei os olhos de forma automática.
— E-e-eu sinto muito, Swan. — senti seu toque em meu ombro esquerdo. Suspirei. – Mas... é permanente? O que a médica disse?
— Ela disse que fará exames para descobrir o que de fato aconteceu para que ele ficasse assim. Mas que o correto e a única coisa a se fazer é esperar que ele recupere a visão naturalmente.
— Não imagino o quão difícil deve estar sendo para você, mas acalme-se as coisas vão dar certo.
Aquela mesma mão que ela colocará em meu ombro, moveu-se firmemente, massageando o local com maestria. Deixei a cabeça cair para frente, sentindo Regina bem mais próxima. Seu corpo esbarrava sutilmente ao meu, enquanto ela continuava com aqueles movimentos relaxantes. Fechei os olhos mais uma vez e deixei com que ela continuasse. Era estranho, não sabia como explicar aquela situação e nem entendia o motivo da morena estar ali, mas com certeza, ela tinha conhecimento que sua massagem me ajudaria de alguma forma. Após o ato, seu corpo se empurrou contra o meu, selando mais um abraço entre nós. E o choro, ah o choro me destruiu por completo mais uma vez.
Apesar da minha vontade, mesmo sem expressá-la, Mills não ficou muito, segundo ela tinha alguns compromisso e precisava voltar para New York ainda hoje com a sua irmã. Confesso que me chateou um pouco, até porque, ela era a única visita que recebemos. Regina, esperou incansavelmente aquela tarde para que Henry acordasse e, quando o fez, ela ficou sem jeito, mas não deixou de mostrar empatia, assim como um certo carinho pelo meu filho. E não foi diferente para ele, se tinha uma coisa que o garoto tinha o dom, era de fazer amigos facilmente até nas piores condições.
— Eu gosto dela. – comentou ele um pouco depois da morena deixar o quarto.– Você gosta dela também mãe?
— Ham... eu-u não sei, filho... Talvez. – as minhas bochechas esquentam. – Como você está se sentindo, amor?
— Hu-mm... – ele levou uma das mãos aos olhos e os esfregou. – Com dor de cabeça.
— Vou procurar a enfermeira, tudo bem ficar um pouquinho sozinho?
— Sim... – Henry sorriu para o nada, como se eu estivesse daquele lado.
— Okay então, macaquinho. Volto em cinco minutos.
— Tá mamãe...
Talvez eu não tivesse percebido o quão grande era aquele hospital quando fui tomar café. Eram diversos corredores, várias pessoas correndo de um lado para o outro, crianças indo e vindo, quartos enfeitados... tudo, tudo que se pode imaginar, a pediatria tem. Ao encontrar um balcão com algumas supostos enfermeiros, me aproximei e quando ia dizer algo, senti uma mão me cutucar por cima dos ombros.
— Emma, não é ? – ao encarar, sorri, era a mesma médica que havia me ajudado a encontrar o quarto de Henry quando cheguei aqui.– Como está o seu garoto?
— Ah.... oi... errrrr... eu não... desculpe-me mas qual é mesmo o seu nome?
Ela sorriu.
E olha... que belo sorriso.
— É Callie... Callie Torres.
— Oh claro, me perdoe doutora Callie. Então, ele saiu da cirurgia logo pela manhã, o tumor foi removido... – respirei fundo.– mas ele ficou cego...
— Ah, bem... fico feliz que o tumor tenha sido retirado. Mas acalme-se, pode ser passageiro, acredito que Robbins esteja fazendo tudo que está ao alcance para que ele recupere a visão. – desde que a encontrei notei que ela sempre tecia bons adjetivos para a outra médica, de duas a uma, ou eram um casal ou melhores amigas... ou os dois(?)
— Temos que esperar... a visão precisa voltar naturalmente, já que nos exames está tudo normal.
— Entendi... eu sinto muito, Emma. – passou a mão pelo meu braço, sutilmente. – Notei que ia pedir algo para eles, precisa de ajuda?
— Você é pediatra também?
— Na verdade eu sou ortopedista. – sorriu novamente. – Então, será que posso te ajudar em algo?
— Ah sim, nada como quebrar ossos e gesso! — lembrei da minha infância, vivia quebrando o braço por arrumar briga — Na verdade, apenas iria informar que meu filho está com dor de cabeça...
— Ah, eu com certeza que posso te ajudar com isso.
A mulher se afastou, caminhando para dentro de onde se encontravam todos aqueles enfermeiros. Abriu uma ou duas gavetas, retirando um saquinho com um líquido incolor, e colocou algumas coisas em uma bandeja sem nem tirar os olhos de um uma ficha que (supostamente de Henry) pegou de uma das pastas. Após alguns minutos se aproximou e sorriu.
— Vamos?
Apenas aceno com a cabeça, tomando a frente para guiar o caminho. Quando chegamos no quarto, Henry se encontrava da mesma forma, porém, estava deitado com as duas mãos em seu peito.
— Hey, amor trouxe alguém pra te dar um remédinho. – disse, dando passagem para que a médica entrasse no quarto.
— Ei, pequeno... vamos ver como está isso aqui antes. – retirou a faixa que cobria a cabeça, dando uma leve olhada para depois colocá-la no lugar novamente. — Nenhum sangramento. Isso é ótimo, sabia? – pegou uma de suas mãos. – Meu nome é Callie, o seu é ?
— Henry Daniel Swan.
— Que nome bonito ein...
A medida que o distraia ia substituindo a bolsa de soro. Henry, realmente tinha o dom de conversar com as pessoas.
Fomos interrompidos.
— Doutora Callie, o que faz perdida aqui? – era a loira, médica do Henry.
— A Srta Swan precisava de ajuda, vim à pediatria para devolver as fichas que seu interno esqueceu de entregar. – havia uma leve tensão no olhar das duas, apenas observei e contatei que mais pareciam um casal do que amigas.
— Hum, certo.... – disse Arizona, fazendo a morena revirar os olhos, segurei o riso, ela se parecia muito com Regina, riso esse que não passou despercebido, fazendo as duas me encararem.
— Desculpa.
— Tudo bem. — sorriu a mulher com traços latinos, passando a mão no ombro de Henry. — Garanto que em menos de cinco minutos sua dor irá passar, tá bem?
— Ok, Callie.
— Bom, trabalho feito! Agora preciso voltar para o meu andar, pacientes não param de chegar... até mais, Emma Swan. Até mais Zona — deu uma piscadela e saiu.
A loira franziu o cenho fazendo um leve bico. Ignorei a sensação estranha e a deixei fazer o seu trabalho.
A noite já caía lá fora e, sentia os meus olhos pesados e o corpo como se tivesse levado uma surra. A medicação o deixou sonolento, sendo assim, com uma simples e curta canção o fiz adormecer. Estava na poltrona, trocando algumas mensagens com Branca, tentando me controlar para não desabar em companhia. Explicar aquilo, parecia despedaçar ainda mais o meu coração. Rolei a tela para outro contato, desistindo de incomodar, Regina Mills provavelmente já estava voltando para NY. Deixei o aparelho sobre o braço do móvel decidindo por bem descansar um pouco. O dia havia sido intenso demais.
Mais alguns exames foram feitos logo pela manhã, quanto ao tumor totalmente extraído sem nenhum requisito de falha, porém a visão de Henry ainda era inexplicável e por conta disso, foi-me dito que a sua alta seria em dois dias. Ou seja, voltaríamos para casa e, querendo ou não a cegueira nos acompanharia.
REGINA MILLS
Enquanto eu esperava que o sinal ficasse verde, observei Zelena sorrir de olhos fechados, perdida em algum sonho. Acompanhei o seu sorriso sem dentes e ouvi alguém buzinar logo atrás, revirei os olhos e acelerei. Antes de irmos para casa eu precisava passar na empresa para pegar alguns papéis, segundo o e-mail de Belle, havia muito trabalho acumulado e a novata, não conseguia dar conta.
Não demorei mais do que uma hora dentro da empresa. A medida que a nova garota ia me atualizando sobre todas as reuniões que teria antes mesmo do fim do ano, meu cérebro clamava por alguns dias de férias. Não estava surpresa, datas como aquelas o trabalho parecia triplicar e eu, enlouquecer. Massageei as têmporas com as pontas dos dedos, confirmando todos os compromissos e pedindo silenciosamente para que Tinker nos deixasse. Notei Zelena sorrir para cada cantinho da minha sala.
— Se você quiser, eu posso conseguir uma igual para você... Ou então, pode ficar aqui comigo. — sugeri, apanhando dois copos e enchendo-os com cidra, entregando um deles a ela. — O que acha?
— Ah, eu... eu não sei. Ainda acho que voltar e terminar meus estudos é a melhor coisa.
Tomei um grande gole da bebida.
— Você não precisa voltar ao colégio interno, Zelena. Você pode concluir seus estudos aqui e, se quiser pode começar a me ajudar a levar a empresa de nossos pais. — ela se sentou em minha frente, coloquei o copo na mesinha de centro e segurei as suas mãos. — Achei que já havíamos conversado sobre isso e que você realmente ficaria.
— Eu quero ficar, sis. Mas eu tenho medo de ser um peso, você já tem uma vida estabilizada... Não precisa de alguém como eu para lhe atrapalhar.
— Não me faça te bater! — semicerrei os olhos, contendo o riso. — Você é a minha irmã, sua idiota! E eu sinto tanto a sua falta, desde que você se foi eu não parei de pensar um dia se quer em como você estava. Agora que a tenho aqui, não permitirei que se afaste novamente! Quero que fique, que more comigo e que, se quiser, se torne presidente ao meu lado da Apple'S Gold.
— Se você me quer tanto assim, eu ficarei então. — a ruiva pulou nos meus braços, me apertando com carinho. — Posso te fazer uma pergunta?
Revirei os olhos.
— O que nós fomos realmente fazer em Seatle? E não me venha com a história de que foi a trabalho, por que eu vi como a sua assistente estava acumulada de serviço.
Engoli seco, desviando dos seus olhos e encarando as nossas mãos. Não era a primeira vez que ela me perguntava sobre, mas em todas as resposta não consegui ser sincera.
— Tem haver com a Emma... — sussurrei.
— Então, conte-me. — disse, retirando o entrelaço de uma das mãos e levando até o meu rosto. — Vamos, estou aqui... pode me contar.
Sentia a bochecha se acalentar no calor de seus dedos, sorri com o toque, sentindo a leveza do momento. Respirei fundo e voltei a olhá-la nos olhos, contando exatamente o motivo da ida até Seatle. Claramente quando não obtive retorno das minhas mensagens e ligações, joguei os papéis para o alto e decidi embarcar naquele avião, Zelena resmungou algumas vezes e eu simplesmente a ignorei e taxei como certo fazer aquilo mesmo que fosse por impulso. Não me arrependo, muito pelo contrário.
— Eu sinto muito pelo filho dela. — disse após o meu relato. — Mesmo que tenha sido por impulso, fez bem de ir visitá-los. Aposto que teve grande importância para ela.
— Ah, eu não sei... Não sei o que essas vontades significam... me sinto impulsiva, uma verdadeira louca desesperada. Um pouco intrometida também. — assumo envergonhada.
— Deixa o tempo dizer isso, sis... só assim para saber mesmo. Você sempre foi enxerida, com isso eu super concordo e ah, com o louca desesperada também! Tão exagerada! — gargalhou e encarou o relógio de pulso, fazendo uma careta. — Eu preciso ir.
— Como assim? Achei que iria pra casa comigo, acabamos de chegar de viagem. Eu vou ignorar totalmente suas ofensas para mantermos a paz aqui, ok?!
— Gold quer me encontrar, disse que precisávamos conversar...
— Sobre o que?
— Bom, eu ainda não sei. Mas faz um tempo que não o vejo, estou com saudades.
Franzi o cenho.
— Eu irei com você então! Deixe-me apenas passar em casa para tomar um banho e eu te levo.
— Não, não vai. Você vai para casa descansar, precisa ver o tamanho dessas olheiras.. — tocou o meu nariz com a ponta dos dedos ao se levantar. — Te vejo mais tarde e não se preocupe, Elsa vai me dar uma carona.
Zelena já caminhava para a porta.
— Achei que vocês não conversavam mais!
— Não dessa forma, nos acertamos e somos impossíveis. E eu estou interessada em outra pessoa...
— Eu nem quero saber quem! — revirei os olhos, obviamente sei de quem fala. — Zelena, tome cuidado com o Gold.
— Certo. Até mais e eu sempre tomo cuidado! Não se preocupe maninha!
Senti um nó entalado na garganta assim que Zelena fechou a porta. Gold sempre foi atencioso conosco e por tamanha devoção sem nenhum parentesco, aquilo me assustava.
Verifiquei se toda papelada estava naquela pasta e decidi ir para casa, aquelas horas de viagens havia me tirado toda energia. Chamei o elevador e senti uma mão abraçar o meu pulso.
— Srta. French. — murmurei, puxando o meu braço de volta. — Quanta audácia, tenha modos.
— Como ela está? — me ignorou e foi logo perguntando. Seu pé batia fortemente contra o porcelanato.
— Achei que fossem amigas. Você deveria saber, não?
— Eu sei o que ela me disse, mas não acredito. Eu sei que você esteve lá, então pode por favor me contar como ela está realmente?
Respirei fundo.
— Ela está arrasada, o filho... — engoli seco. — Ele ficou cego, não se sabe se é permanente até o momento.
— Meu...deus...
— Precisa de algo mais? — perguntei, segurando a porta do elevador e vendo que se passavam minutos desde seu silêncio.
— Obrigada...
Acenei com a cabeça e entrei no cubículo de metal. Eu soube na hora, seu "obrigada" transbordava de gratidão, e não era apenas pela informação. Belle sabia de tudo.
Assim que cheguei em casa me livrei de todas as peças de roupas com rapidez, colocando a banheira para encher. Não tinha noção do tempo, mas ao notar que a água não me aquecia mais, sabia que era hora de sair. Ainda sem roupa, porém já seca, encarei por entre as cortinas a noite ir se formando, realmente, o banho havia se estendido mais do que pensei. Caminhei para cama e na plena nudez, decidi descansar. Antes que o sono pudesse chegar, senti meu corpo se estremecer ao lembrar de intensos olhos verdes. Respirei fundo três vezes e assim, o cansaço me venceu.
~~
Os dias foram correndo e até que enfim, à partir da meia-noite, um novo ano se iniciaria. A semana toda foi corrida, entre trabalho, reuniões e preparativos para o Reveillon, não tinha um único dia que eu não quis ligar ou manter contato com Emma, mas não consegui, era como se algo me alertasse que me preocupar tanto com alguém como ela fosse errado.
Passavam-se das oito horas e, senti a brisa gelada passar por entre as cortinas do quarto. Havia acabado de sair do banho, onde ainda em um roupão analiso o que vestiria no jantar. A princípio, a ideia era algo familiar e bem simples, mas eis o problema de ter irmãs mais novas, elas nunca se contentam com festas básicas. Depois de muito analisar escolhi um vestido branco justo, que continha em um recorte transparente e delicado um pouco abaixo dos seios, deixando um pouco de pele à mostra. Sequei meus cabelos rapidamente, deixando-os escorridos pelos ombros. Já na maquiagem, olhos negros com um marcante tom de dourado, sendo completado por meu inseparável batom vermelho matte. Apanhei os brincos de ouro branco e quando ameacei a colocá-los, ouvi a campainha tocar.
Zelena havia ido buscar Ruby e algumas amigas, então, estava sozinha e precisava descer para atender quem quer que fosse.
Arregalei os olhos e uma das pérolas que ainda estava em minha mão foi ao chão ao abrir a porta.
— Olá, Regina.
Engoli seco.
Aqueles olhos...
Aquela boca em uma batom carmim...
O cabelo loiro, escorrido...
Meu coração pulsou...
Minhas mãos estavam suadas...
O que ela está fazendo aqui?
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