The Last Chance
28 Capitulo 27 -PVD DUPLO
Notas iniciais
REGINA MILLS
Conseguia sentir as batidas do meu coração entaladas na garganta, viajei em meus próprios pensamentos e só voltei ao mundo real quando em um movimento rápido a mulher em minha frente se abaixou. Com as pérolas já em mãos ela me fita, se aproximando devagar. Engoli seco e fechei os olhos ao sentir o meu cabelo ser jogado para o lado oposto. Aqueles dedos gélidos firmaram a jóia com delicadeza em minha orelha, repetindo o ato na outra segundos depois. Eu nem se quer percebi que havia derrubado o outro brinco também. Sua respiração quente vinha de encontro com a minha, me dando a certeza que ela não estava a pelo menos um palmo de distância e que não, eu não estava sonhando.
— Você está... linda, Regina. — sussurrou.
— O que está fazendo aqui, Swan? — disse com a voz rouca.
Abri os olhos mesmo sabendo que ela estava perto demais. Aquela imensidão esverdeada ganhou como acompanhante um sorriso tímido e um leve rubor nas bochechas.
— Ruby chamou Belle e disse que ela poderia chamar quem quisesse, então, ela... Bom, se isso for um problema, eu irei emb...
— A-oh, não... não tem problema nenhum, eu só não sabia que você tinha sido convidada. — sorri gentilmente. — Na verdade, eu não tenho a menor ideia das pessoas que virão à minha casa.
—" IREI MATAR VOCÊ, RUBY LUCAS "-
Sorriu desconcertada e levou uma das mãos ao cabelo, jogando-o para trás, não me deixando a opção de não encarar o seu corpo, suas vestes. Swan veste uma calça de cintura alta, de cor preta. Justa, porém, flair nas barras, combinado com um scarpin da mesma cor. Já na parte de cima, foi onde eu me perdi, meu cérebro nublou por completo. Era algo simples, mas tentador. Uma blusa branca, sem alças, deixando o colo totalmente à mostra. O recorte favorecia ainda mais os seios, a cintura marcada pelo contraste de cores, os braços torneados, a boca vermelha...
— Errrr... Regina?
— Oie...? — senti minhas bochechas corarem, aposto que fiquei encarando demais. Idiota.
— Não irá me chamar para entrar?
— Ah, claro... desculpe-me. — dei espaço, tremendo com o seu encarar quando ela passou por mim.
— Henry e Mary vem mais tarde como sugerido.
— Como assim, do que está falando? — franzi o cenho, trancando a porta e abrindo passagem para que fossemos até a cozinha. — Me acompanhe.
— Ruby disse que você pediu para que eu viesse mais cedo, que precisava de ajuda com algumas coisas e que Henry e a minha amiga de quarto, viessem depois.
— Ah... sim, eu com certeza disse isso. — respondi seca, aquela idiota me paga. — Já que está aqui me ajude com as taças, estão limpas e separadas, só precisam ser colocadas à mesa.
— Claro! — tomou a frente e meus olhos caíram para a sua parte traseira, aquela calça...
Juntas, fizemos não mais do que duas viagens. Terminamos na cozinha, ela encostada ao balcão de centro e eu, próxima à pia.
— Vinho? Cidra? — ofereci.
— Um pouco de vinho seria ótimo.
Acenei com a cabeça, pegando uma das garrafas que seriam destinadas aos "convidados", depositando a bebida em duas taças.
— Aqui, pegue. Esse é dos bons. — entreguei, bebericando o líquido sem tirar os olhos da loira em minha frente. — E então, como o seu garoto está?
— Não faria nenhuma diferença se fosse um dos ruins. — sorriu. — Nenhuma nova — fez aspas com as mãos. — surpresa, digamos assim. Ele está se adaptando, como se estivesse aprendendo a andar novamente... Tentando não esbarrar nas coisas. Mas ele é ótimo, está sabendo lidar com isso muito melhor do que eu.
— Dê tempo ao tempo, ele voltará a enxergar, — pisquei. — não é só com isso que você não consegue lidar, Miss Swan.
— Posso saber a outra coisa, cuja qual, eu não sei lidar Regina Mills?
Ou eu estou muito louca, ou Emma Swan está me provocando. Tomei mais um gole do delicioso vinho e deixei a taça sobre a pia. Não precisava nem de três passos para estar em sua frente. Ela passou a língua pelos lábios inferiores, deixando uma mordida leve no canto da boca. Os olhos claros, me fitam de maneira excitante(?).
— Quer mesmo saber, Miss Swan? — sussurrei, retirando sua taça e vendo a surpresa em um curto sorriso que ela abriu.
O calor arranhava o meio das minhas pernas, não me dando outra opção a não ser colocar uma das mãos na bancada e forçar uma perna para frente, pedindo espaço para ficar com ela entre as suas. A conexão do olhar foi perdida ao me deixar entrar ali, ela fechou os olhos, prendendo os lábios em mais uma mordida. Com a outra mão, afasto seus cabelos, deixando a pele alva aparecer ainda mais. Arrastei a minha boca para o seu pescoço, não podendo deixar de sorrir ao sentir o perfume amadeirado marcar presença. Swan pende a cabeça para o lado e eu não resisto mais. Mordo seu ponto de pulso delicadamente, pressionando meu corpo com o seu da forma mais respeitosa que meus sentidos permitiam. Sinto suas mãos passearem pela lateral do meu corpo, parando exatamente na minha bunda. Ela aperta delicadamente.
Dios mio mujer!
— Me responda. — mandei, roçando minha coxa em seu sexo e mordendo-a novamente.
— Me mos...t...r...
— Ei, meninas, vamos até a cozinha para pegar as bebidas! -
Ao ouvirmos as vozes, nos afastamos com tanta rapidez que a empurrei com força.
— Te machuquei? — disse sem som, apenas mexendo os lábios.
Emma negou com a cabeça, colocando os cabelos para frente novamente e pegando a taça que estava ao seu lado, apenas para disfarçar. Fiz o mesmo, lançando um olhar cúmplice antes da minha cozinha ser invadida por Zelena, Ruby, Belle e mais algumas garotas que eu não conhecia.
— Uau... — uma das mulheres que eu não conhecia, mas que o rosto era familiar encarou Emma de cima à baixo.
— Olá, Ariel. — respondeu cordialmente. — Prazer em revê-la.
— Oh-Ooooh, o prazer é todo meu ein!
Revirei os olhos e forcei a garganta, todas me encararam, menos a tal da Ariel que ainda tinha o olhar fixo nos seios de Emma. Rapidamente ao ouvir o nome ser solto da boca da outra recordei ser a menina que tinha os dedos dentro das calças de Emma naquela boate.
Deus me dê paciência!
Henry e a amiga de Emma, Mary Margareth, não demoraram muito para chegarem, sendo assim, poderíamos ir para a sala de jantar. Ao som de risadas e piadas ruins a comida foi apreciada com gosto por todos. Emma tentava controlar o garoto que parecia animado demais naquela mesa, onde não sabia se comia ou se falava.
— Geralmente, ele não dá trabalho. — ouvi alguém sussurrar. Olhei para p lado e vi ser a mulher de pele branca como a neve e cabelos escuros como a noite. A melhor amiga de Emma. — Mas aparentemente ele ficou agitado aqui. — sorriu.
— Não tem problema. — sorri de volta. — Crianças são imprevisíveis.
— Não só as crianças.
Engoli seco. Do que ela estava falando? Achei melhor ignorar tal comentário, tomando um gole generoso daquele vinho.
Zelena me ajudou com os pratos, enquanto as mulheres iam para a sala. Segui Emma pelo canto dos olhos, sentindo uma pontada no ego ao ver que a tal da Ariel puxava assunto com ela.
— Ei, rainha... a sobremesa é só depois da virada, caso contrário terá que dar para todas. Pare de comê-la com os olhos. — me cutucou, dando-me um beijo casto no rosto.
— Não faço ideia do que está falando. — revirei os olhos. — Acho que está andando demais com a Srta. Lucas, já está lhe afetando... até falando como ela já está!
— Quem não te conhece, que te compre maninha.
— Te digo o mesmo. Enfim, falta quanto tempo?
A ruiva se esquivou para o lado, agarrando o seu celular. Sorriu.
— Acho bom a gente pegar o champagne, faltam cinco minutos...
— Uau!
E assim fizemos, entregamos todas as taças já cheias pela bebida prateada, exceto para Henry, claro (ele se contentou com um suco de uva). Fomos para o jardim onde a vista dos fogos explodindo poderia ser vista mais claramente. Belle se juntou a Emma, Henry e Margareth estavam em um assunto que parecia interessante. Já Zelena, Ruby, Ariel e outras meninas tagarelavam entre si. Foi quando todas se calaram; fazendo em uníssono a famosa contagem regressiva.
10!
Flashes de memórias começaram a passar sobre os meus olhos... sinto o peito afundar...
Olhei para Zelena que sorria como se não houvesse amanhã...
9!
Eu não estava mais sozinha...
8!
Sucesso ao expandir os produtos da empresa...
7!
Mulheres... prazer...
6!
Merda....
Ela não...
Kristin...
5!
Fechei os olhos, tendo recordações daquele ano... como um todo
4!
Olhei a taça em minha mão...
3!
Levantei os olhos....
2!
... Olhei para Henry, o menino se aconchega no colo de Mary...
1!
... Respirei fundo...
Feliz An...
A imensidão esverdeada foi de encontro com o meu mar castanho...
FOGOS, FOGOS E MAIS FOGOS ILUMINARAM O CÉU COM LINDAS EXPLOSÕES...
Feliz ano novo!
Não sei por quanto tempo eu me perdi naquela mulher, mas ao receber um abraço surpresa de Ruby, (sim, Ruby Lucas me abraçou), voltei ao planeta terra.
— E aí, predadora! Vamos para uma boate daqui a pouco, contamos com a sua presença, cunhadinha! — sussurrou em meu ouvido.– Emma disse que vai.
— Ah... e porque você acha que mudaria algo se ela fosse ou não? Cunhadinha é o caralh....
— Éhhhh, já vi que é de família vocês negarem o que tanto querem! Tenha modos, madame.
Semicerrei a olhos, retirando o seu braço que envolvia o meu pescoço.
— Vou lhe mostrar os meus modos já já. – soquei seu braço de leve e ela entortou o "belo" sorriso. — Fique sabendo que com ela ou sem ela, eu já não iria.
Ruby gargalhou, deu um tapinha nas minhas costas e sussurrou antes de me deixar falando; " Saímos em alguns minutos". Como jogada de mestre assim que a morena me deixou, notei Swan se aproximar.
— Feliz ano novo, uh-h! — totalmente sem jeito ela me abraça de repente. — Ah, e-rrr... desculpe-me, mas as pessoas fazem isso... Quer dizer, abraçar... ao... é... bem, apenas desculpe-me.
— Oh, não! Tudo bem... — disse com a garganta seca, notando alguns tons de rosa nas bochechas da mulher. — Feliz ano novo! Que esse ano seja próspero para todos nós!
Ela apenas assentiu com a cabeça, bebericando sua champanhe logo em seguida.
— Aquilo na sua cozinha... — mordi o lábio, não sabendo se poderíamos entrar naquele jogo de provocação novamente. Pois há algumas semanas, decidi manter como promessa deixá-la em paz. Devido a todas as coisas que já aconteceram e em respeito ao seu filho.
Ela sorriu sem graça.
— Eu gostaria de me desculpar. — achei melhor por não fazê-lo e apenas me desculpar por avançar sobre ela daquela maneira.
O silêncio caiu sobre nós. Tão quanto aqueles olhos, que mantinham-se em dura vigia com os meus. Swan não se importou ou se quer pediu permissão, ela apenas deu um único passo a frente, deslizando com a ponta dos dedos alguns fios de cabelo. Sua boca colada a minha orelha me fizeram arfar e então, ela sussurrou devagar: — Não se desculpe... M-i-l-l-s... Eu gostei.
Eu já nem tinha mais ar nos pulmões e, como uma libertação [sacana] Ariel nos interrompeu:
— Emms. — me controlei para não revirar os olhos. — Belle, Eu e as meninas já estamos indo para a boate. — ela tocou o ombro nu da mulher e parou para me encarar. — Obrigada pela noite, estava tudo muito agradável. A sua casa é linda.
— Obrigada. — respondi. — Com licença.
Não quis participar daquela conversa e odiei como desrespeitosamente a menina tocava no corpo de Emma. Mas o que eu poderia falar sobre isso? Nada! Provavelmente elas tinham intimidade para tal ato, ainda mais depois de se comerem aquele dia. Entrei novamente na casa a procura de mais bebida. Por sorte não esbarrei em ninguém e pude desfrutar do sabor adocicado do champagne, escutando uma música calma ao fundo. Dei meia volta e da cozinha para a sala de estar encontrei um ser pequenino descansando em um dos lados do sofá. Delicadamente me coloquei ao lado do menino, e passei a observá-lo. Henry, tão lindo quanto o nome. O cabelo castanho-claro desgrenhado, ralo, devido a cirurgia. A pele alva, sutilmente manchada com lindas sardas. Cílios grandes. Lábios rosados ao natural iluminavam ainda mais o rosto angelical. Ele estava de lado, com as mãozinhas abaixo do rosto e os joelhos flexionados. Apanhei uma manta que estava no braço do sofá, deixando-a sobre o menino cuidadosamente.
— Duerme bien niño vuela alto con los ángeles. — sussurrei, abrindo um sorriso curto ao lembrar de meu pai.
— Eu não faço ideia do que disse, mas parece algo legal. — Emma deslizou sobre o carpete parando ao meu lado.
— É apenas algo que meu pai costumava desejar ao me colocar pra dormir. — sorri e voltei a olhar para o garoto. — Dorme bem, criança... voe alto com os anjos.
— Isso é uau... obrigada.
— Ele é lindo, Emma. — admito, levando a mão até o monte de cabelos castanhos. — Ele é realmente muito lindo...
— Ele é mesmo. — disse ela com admiração. — Regina...
Levantei os olhos para encara-lá.
— Eu gostaria de me desculpar pelo o que eu disse aquele dia e também por ter mentido.
Respirei fundo quando os sussurros de suas palavras duras vieram em meus ouvidos ao recordar.
— Eu sei que muita coisa poderia ser evitada se eu tivesse lhe contado antes, mas eu não queria que você sentisse pena de mim ou qualquer sentimento assim, entende? Você sempre me olhou com outros olhos, que me assustava imaginar que tivesse dó de mim, de nós.
— Outros olhos? — franzi o cenho.
— Sim! Eu não consigo te explicar direito, é tudo tão claro na minha cabeça que pra você poderia parecer confuso...
— Eu não sinto pena de você, dó ou o que seja. Sim, a situação está complicada e não consigo imaginar a dor que sentiu, mas pena... isso não. – me levantei e me coloquei em sua frente, tendo seus olhos perdidos em mim. — Eu sei que muitas vezes passei dos limites com você, burlei e insisti em muitas coisas, mas eu... eu jamais faria algo que você não quisesse ou que não estivesse consciente. – peguei sua mão e arrastei o meu polegar por sua palma. — Eu sei que dei motivos para que pensasse todas aquelas coisas de mim, mas eu lhe garanto que eu não sou dessa forma Emma. — encarei seus olhos mais uma vez.
— Eu sei que você não é, pelo menos não em algumas coisas... — brincou e sorriu, sendo interrompida pelo toque de seu celular. — Ainda vamos terminar essa conversa mas bem, antes que a sua irmã me mate, eu preciso levá-lo.
— Certo...eu... posso?
— Ele é um chumbinho, tem certeza?
Assenti com a cabeça e com as mãos livres e delicadamente, o peguei. Ele resmungou um pouco, mas logo abraçou o meu pescoço, deixando sua cabeça apoiada em meu colo. Ela tinha razão, apesar do tamanho e da aparência, o menino não era nada leve.
Nos encaminhamos para fora da casa, Zelena com Ruby no banco carona pareciam impacientes. Revirei os olhos ao ver o sorriso que Zelena abriu ao me ver ao lado de Emma e com o filho da mulher em meus braços. Sabia que aquilo renderia comentários por semanas e semanas. Dei de ombros.
— Então, te vejo daqui a pouco?
— Oh, eu acho que não... — Passei Henry para Emma. Ela o pegou, já sentada no banco de trás.
— Nem termine, Regina! — berrou Ruby. — Vamos levar Emma e em menos de quinze minutos, passamos para pegar você.
Pisquei para Emma, fechei a porta e segui para a janela do banco carona. — Você não pode me obrigar a ir.
— Você tem razão, mas ela pode. — apontou para Zelena. — Não é?
— Vamos Gina... É o primeiro dia do ano, se permita! Vaaaaamos? Por favor!
Aqueles olhinhos. UGH. Olhinhos de cachorro.
— Tá. Tá. Que seja então. Mas irei com o meu carro, porque não quero ter que esperar por vocês quando eu quiser vir embora!
— Combinado. Não demore. Só vamos deixar o dorminhoco e a amiga de Emma. Te encontro daqui uns trinta minutos no máximo na Cielo, então?
— Ok. Vejo vocês lá então.
EMMA NOLAN SWAN
Cielo. Realmente não era para alguém como eu. Tive a certeza ao folhear o menu, tentando encontrar algum drink que não custasse quase todo o dinheiro que eu eu havia levado.
— Ei, tá tudo bem? – senti um toque em meus ombros. Olhei pelo cantos dos olhos; Ariel.
— Sim... tudo ótimo.
— Uh-n então, me deixe pagar essa rodada para nós.
— Não, não... eu já estava escolhendo...
— Aha, tudo bem... me diga o que escolheu e eu pago!
— Errrr... – olhei novamente para o cardápio. – O que você costuma beber?
— Ahhhhhh, não sabe mesmo o que escolher, não é? A pessoa aqui, vai te apresentar uma das melhores bebidas. Tenho o drink certo para nós!
Enquanto Ariel conversava com o bar-men não consegui não reparar em suas vestes e curvas. A mulher usa uma saia preta, totalmente colada ao corpo. Na parte de cima, uma blusinha de corte e tecido fino branco. Decotada nas laterais, deixa a metade de seu busto a mostra e, é notório, ela está sem sutiã. Engoli seco ao perceber que eu estava reparando demais, me ajeitei no banco e procurei me distrair com os corpos dançantes ao redor e a música alta. Não muito depois Ariel voltou com dois copos lotados com uma bebida que possuía três cores. Não parecia algo forte, porém por ser tão doce, me alertei para ir com calma, já que geralmente bebidas assim costumam a subir rápido demais. Entre um gole ou outro, sentia a garota passar os olhos pelo meu corpo, me deixando sem jeito.
— Bom, acho que vou voltar pra lá. — apontei para Ruby, Zelena e Belle que dançavam sensualmente no meio da pista.
— Então vamos! – ela deu um pulo de seu assento, lançando-me sua mão direita. Sorri pela cortesia e a acompanhei.
A princípio achei estranho Belle aceitar o convite de Ruby, já que minha amiga aparentou estar com ódio mortal da morena. Mas depois, consegui entender que Ruby é uma pessoa desapegada, gosta de se ver livre e que sempre foi sincera com Belle e, a mesma entendeu isso, demorou, mas entendeu. Zelena é encantadora. Alegre. Sorridente. A ruiva sabia mesmo como animar um lugar. Tive empatia por ela desde o primeiro momento, porém me mantive retraída, já que se tratava da irmã de Regina.
Sentia meu corpo estremecer em um duro arrepio ao me recordar do que aconteceu em sua casa. Toda tensão sexual, toda vontade havia voltado. Aquela semana em específico, não teve um só dia que o meu corpo não ferveu com a lembrança de suas provocações. Era como uma saudade, saudade de ser desejada por aquela mulher.
Hormônios?
A música quebrou todos os meus delírios e voltei ao mundo real, sentindo Ariel abraçar a minha cintura por trás, grudando seu centro com a minha bunda, me fazendo rebolar. Sua boca estava próxima do meu ouvido, podia sentir sua respiração quente ali. Estava arrepiada e deixei a música nos levar. Ariel passava a mão por meu abdômen uma vez ou outra, engoli seco, aquilo estava ficando quente demais. Fechei os olhos quando ela mordeu suavemente o lóbulo de minha orelha e sem querer deixei um gemido escapar. Quando abri os olhos, minha visão um pouco turva foi invadida por intensos olhos castanhos, que queimavam bem ali na minha frente.
Regina quebrou o contato virando de costas e, no segundo seguinte, seu corpo foi fazendo alguns movimentos. Movimentos bem sensuais, tão instigadores que meu centro pingava só de olhar. Não demorou muito, menos de cinco minutos para ser mais exata, uma mulher de cabelos negros, se juntou a Mills. Não deixando é claro, de passar a mãos por aquela bunda. Mills por sua vez, pareceu não se importar e antes de continuar a rebolar daquela maneira para a outra mulher, me olhou por cima dos ombros, lançando-me uma piscadela.
Provocação!
Respirei fundo, sentindo Ariel ainda sim grudada em mim. Retirei suas mãos do meu quadril e virei de frente para ela, sem antes é claro, ver se Regina estava encarando e, ela estava.
Tomei a cintura de Ariel com as mãos, deixando uma perna em seu centro e nossos corpos bem colados. Ariel não deixou escapar a oportunidade e antes que eu pudesse detê-la, sua boca mordeu o meu pescoço, me deixando inteira arrepiada. Os olhos da menina voltaram de encontro aos meus, a música parecia mais intensa e, sem perceber dei a brecha ao me aproximar em meros centímetros, e então, Ariel incendiou um beijo. Não retribui no início, mas aí lembrei que Regina estava olhando e tudo fazia parte da provocação, então, eu deixei com que a língua da menina entrasse, deixando o beijo fluir. Alguns segundos depois, notei que a morena já não estava mais ali. Olhei ao redor e com muita dificuldade, notei o topo de cabelos castanhos entrar no banheiro. Dancei por mais algum tempo com Ariel, olhando sempre para os lados à procura de Regina. Mas ela não aparecia e aquilo estava me deixando curiosa e, ao mesmo tempo apreensiva.
— Eu irei ao banheiro. – disse no ouvido da menina, um pouco mais alto por causa do barulho.
— Quer que eu vá com você? – me lançou um olhar sujestivo.
Neguei com a cabeça e sem esperar qualquer outra pergunta, segui caminho atrás de Regina.
Ao entrar, não havia ninguém nos lavatórios e, apenas uma das cabines estava fechada.
— Ahhh... isso, vai. – arregalei os olhos, aquela voz se parecia muito com a de Regina.
— Morena, goza na min...
— Cala a boca! – com certeza era a Regina. – Me chupa.... aaaa isso...
Respirei fundo e, me encostei no lavabo de braços cruzados e acompanhando de camarote os gemidos de Regina Mills. Não sei quantos minutos haviam se passado, e elas ainda continuavam lá dentro. Uma ira começou a subir pelo meu sangue, e quando estava criando coragem pra bater na porta, a maldita se abriu. A moça que antes dançava com Regina, saiu limpando os lábios, sem olhar para trás ou até mesmo para se lavar.
— Cansou de beijar aquela menina e veio ouvir como eu estava sendo fodida?
Se paciência era uma das minhas qualidades, com toda certeza eu a perdia com aquelas perguntas.
— E você? Não se cansa de me beijar, me provocar pra sempre foder com outra?
Ela deu um sorriso sínico e ensaboou bem as mãos, lavando-as. — Pelo menos eu acabei de ter um orgasmo, maravilhoso. Acho até que você ouviu!
— Vá a merda, Regina Mills!
— Vá foder, Emma Swan! – jogou de volta, parando em minha frente, com as mãos na cintura. – Só tome cuidado, aquela magricela pode não aguentar.
— Pode ter certeza, ela aguenta mais do que vo...
Não tive tempo de concluir a frase, sua mão agarrou o meu pulso e num piscar de olhos, ela me arrastou até uma outra cabine. Ainda com estupidez, me faz sentar no vaso e se joga em meu colo com tudo. Devido a diferença de nossas estruturas eu claramente poderia sair dali ou se quer nem ter entrado, mas queria ver até onde ela iria, até onde eu iria. Sem pedir permissão, ela toma os meus lábios sem nenhuma gentileza. O beijo não é suave ou lento, é desesperado e sedento de raiva. Sua língua não pede permissão e eu também não fazia questão de impedi-la, então, apenas deixei com que seu membro quente escorregasse pelo meu. Regina passeia uma de suas mãos pelo meu colo e me faz gemer em sua boca quando aperta o meu seio por cima da blusa sem aviso nenhum. Ela crava os dentes em meu lábio inferior, onde depois o lambe de forma sensual. Espalmei minhas mãos em seus glúteos e os apertei de forma possessiva. Gemeu baixo e depois sorriu entre os meus lábios, sua cabeça maneou de forma negativa e assim ela se afastou um pouco, apenas para que os seus olhos pudessem fitar os meus. Apoiou as duas mãos em meus ombros e fez menção de sair, mas eu não deixei, levei uma das minhas mãos para o seu quadril nos encaixando novamente. Com a outra mão, acariciei o seu rosto e aos poucos fui trazendo-a para perto. O roçar de seus lábios inchados me excitava ainda mais, seu corpo quente ali, bem encima do meu. Eu a quero!
Emaranhei os dedos em seu cabelo macio e dei inicio ao beijo, um pouco mais calmo dessa vez. Chupei seus lábios até que a necessidade pedisse por mais e assim, minha língua os mapearam de forma excitante até que sua língua tocou a minha ao ser colocada rapidamente para fora dos montes. Mas não a beijei, apenas refiz todo o processo e apertei sua bunda a medida que os meus movimentos a faziam rebolar em meu colo.
Preciso trocar de calcinha imediatamente.
— Olha o que você me faz fazer... O controle escapa pelas minhas mãos quando você me provoca assim.— soltou com um timbre totalmente rouco. — Se você não tivesse beijado aquela rata...
— Shiiiii.... — apertei a sua cintura, não aguentando mais de tanto tesão por seu rebolado. Beijei o seu pescoço e deslizei o lábios até sua orelha. — Vam-mos sair daqui...
Ela parou de se mover e me fitou seriamente. Engoli seco, aquele comentário poderia ser um erro. Regina sorri e leva uma de suas mãos para baixo, ela aperta o meu centro por cima da calça com força. Fecho os olhos. Abro a boca em um perfeito "o", mexendo o quadril para mais contato.
— Você sabe que se formos para outro lugar, eu não vou me aguentar e terei que foder mesmo... você... — sussurrou.
— Oh... — seus movimentos não paravam, e sentia-me molhar ainda mais. — Eu quero...
— O que você quer, Emma? — apertou ainda mais.
— Eu quero que você me foda...
Ela então se levantou devagar e ajeitou o seu vestido, o mesmo que me fez babar durante o jantar. Ela me olhou por cima dos ombros, abriu a porta e não dizendo nada saiu do cubículo. Respirei fundo e em uma rápida olhada para ver se estava tudo no lugar, fui atrás dela...
Fale com o autor