The Last Chance
25 Capítulo 24
Notas iniciais
EMMA NOLAN SWAN
Depois que Mills deixa o quarto, consigo sentir a tensão ainda cortar a espinha e o ar faltar aos pulmões. A estranha sensação me deixa atônita, onde não consigo desviar um centímetro sequer do papel que ela arremessou em minha cama. Sinto minha boca seca e amontoado de palavras rasgar a minha garganta. A quase certeza do que é, me deixa nervosa, faz a minha barriga doer, meus dedos coçarem. O que será que tem ali?
Com um misto de curiosidade e medo, me sentei sobre a cama apanhando a bola de papel e comecei a desdobrá-lo lentamente. Comecei a sentir a textura do mesmo em meus dedos, notando também que uma longa quantia de zeros começava a aparecer no final da linha. Dali por diante, todos os sons, buzinas lá fora, pessoas passando pelas ruas, sumiram por completo. Silêncio, tudo ficou em pleno silêncio ao me dar conta de que Regina Mills havia deixado um cheque com uma quantia exorbitante no colchão da minha cama, tal essa muito maior do que havia pedido.
— E então, o que tem ai? — ouvi uma voz chamar e só assim percebi que muitos minutos haviam se passado desde a saída da mulher menor.
Olhei assustada na direção que a voz surgiu. É Branca, encostada no batente da porta de braços cruzados ela me olha com curiosidade, parecendo esquecer que estava brava comigo.
Com a boca aberta, esperei que as palavras saíssem, mas nada, nada saiu de minha garganta. Respirei fundo, minhas mãos estão trêmulas, não conseguia acreditar naquilo. Ela então, se aproxima e senta-se ao meu lado, tomando o papel de minhas mãos. Blanchard encarou-o por alguns segundos, para logo depois sorrir e me abraçar fortemente.
— Eu... Eu não posso... — foi apenas o que consegui dizer.
— Cale essa boca, Emma! — me apertou ainda mais — Não irei deixar você fazer a idiotice de não aceitar...
— Mas... você não tem noção do que aconteceu aqui, do que eu disse... a ela.
— Eu não pude deixar de ouvir, vocês estavam gritando e pela maneira que ela passou pela sala deixou claro o aborrecimento. Mas agora pense no Henry, somente nele. Depois que tudo isso passar, você irá encontrar uma maneira de se resolver com ela.
— É muito... dinheiro.
— Para nós, com certeza sim. Henry.... apenas nele, Swan... Apenas o seu filho é o que importa agora.
(...)
Seguir o conselho de Branca não foi tão fácil, pois todas as noites, as palavras que eu disse à ela naquele dia vinham como sussurros antes do sono chegar. Não tive coragem de chamá-la para conversar, ou então, ligar para lhe agradecer. Havia um bloqueio que não me deixava apertar ao menos uma tecla do celular, era horrível, mas eu não tinha coragem de me desculpar. Na verdade, se quer palavras existiam na minha cabeça para pensar naquilo. Sentia a culpa em cada roupa que eu colocava dentro daquelas malas, cada vez que olhava para o rosto de Henry, cada turbulência sofrida por aquele avião.... Mas eu sabia que quando aquilo tudo terminasse precisaríamos conversar sério.
— Mãe, olha como é alto! — exclamou Henry, olhando para as pessoas que transitavam no andar de baixo naquele hospital imenso.
Estávamos indo para os quartos, mas acabamos nos perdendo. Fiquei envergonhada em pedir ajuda, mas se não perguntasse a alguém iríamos nos atrasar para a primeira consulta com a tal Robbins.
— Hey... Ahm... Estamos procurando o quarto B108... Não sei se é neste andar, poderia me ajudar? — me aproximei de uma mulher alta, distraída com uma pasta nas mãos.
— Ah, sim... — respondeu com um sorriso grande, enquanto ela encarava uma das fichas que eu carregava me peguei observando seu corpo como um todo. Olhos castanhos; Boca rosada e volumosa; Pernas cumpridas; Pele levemente bronzeada; Cabelos da mesma cor dos olhos, que iam até a metade de seus ombros; um perfume cítrico... (desde quando eu passei a observar mulheres tão descaradamente?)
— Regina adoraria te conhecer....
— O que disse?
— Ah, nada. Desculpe, apenas pensando alto demais. – senti minhas bochechas corarem. — Então, estou muito longe... Doutora...?
Ela sorriu. — Calliope, mas pode me chamar de Callie se preferir. Na verdade não, é só seguir por aquela porta ali e já vai estar na pediatria. — encarou Henry pelo canto dos olhos. O garoto ainda estava entretido com a arquitetura do ambiente. — Siga a numeração das portas e irá encontrar o quarto dele.
— É um nome muito bonito e diferente. E ah muito obrigada! — ela me entregou a ficha novamente, começando a se afastar.
— Não deixe meu pai lhe ouvir falando assim, ele teceria uma história mitológica para esclarecer toda a origem. — sorriu— Não foi nada, senhorita Swan. Arizona Robbins fará um ótimo trabalho... Ela é uma excelente médica, não se preocupe.
Respirei fundo, Whale havia dito a mesma coisa sobre a outra médica, mas ainda sim, o medo deixa rastros em meu coração, até porque é a vida do meu filho em jogo.
Com as instruções recebidas, enfim, conseguimos encontrar o quarto que Henry ficaria hospedado, na verdade nós dois ficaríamos ali, não o deixaria sozinho um minuto sequer. Algum tempo depois uma enfermeira trouxe a roupa que ele deveria vestir, informando que a cirurgiã-pediatra estaria ali em dez minutos. Aqueles foram os dez minutos mais longos de minha vida, e quando uma batida na porta de vidro foi ouvida senti o meu coração começar a bater rápido.
— Olá. — disse uma loira toda sorridente. — Sou Arizona Robbins e cuidarei do seu garotão aí. — seus olhos eram azuis como o céu, suas bochechas eram privilegiadas com covinhas, uma em cada lado. Uma aparência angelical, digna, no conceito "pediatria". — Deixe-me ver, Hm... Você é Emma, E-mma Swan, correto?
Afirmei com a cabeça, recebendo um cumprimento de mãos da mulher em minha frente. Vi que Henry nos observava atento, o que também não passou despercebido por ela. Robbins se aproximou cuidadosamente, colocando o que eu acredito que seja um prontuário sobre uma das mesinhas ali, se sentou na beira da cama, sorrindo para ele.
— E você deve ser Henry, correto?
— Sim... — ele sorriu, sentando na cama e se apoiando no travesseiro atrás de suas costas. — Você é a famosa Arizon-a-a Rob-bins?
Ela gargalhou.
— Pode me chamar de Arizona, ok? — ele assentiu. — Não sou famosa mocinho, mas fique sabendo que irei cuidar muito bem de você. Mãe?
— Oh, sim... — me aproximei.
— Eu não sei se Whale lhe falou, mas estamos em um hospital-escola, não trouxe os estudantes de medicina comigo porque não tinha certeza se você estaria de acordo com isso e se... — forçou a cabeça para frente, se referindo ao meu garoto. — estaria a par da situação...
— Whale realmente não tinha me dito nada sobre, mas eu não me incomodo. — sorri, ajeitando os cabelos de Henry para o lado. — Que tal ser estudado?
— Como um fóssil de dinossauro? — ele pulou surpreso na cama, aparentemente, feliz com aquela ideia.
— Sim... — sorri. — como um fóssil de dinossauro, mas um dinossauro bem lindinho, que nem todos os dentes ainda...
— Ah, mamãe, assim você me deixa envergonhado na frente das damas.
— Ótimo, fico feliz que não se importe com os internos. — se levantou, foi até onde o prontuário estava e se aproximou de nós, retirando o estetoscópio do pescoço. — Agora, vamos fazer alguns exames, está bem?
Antes que ele assentisse com a cabeça, notei ele me encarar. — Tá tudo bem... — sussurrei sem voz e assim, Robbins começou a examiná-lo.
Depois de uma bateria de exames intensa, finalmente, conseguimos ficar à sós. Já se passava das dez horas da noite e, amanhã teríamos que acordar bem cedo. Nos alimentamos e resolvi colocá-lo para dormir, sem antes, deixar com que ele falasse com Branca, já que de cinco em cinco minutos ela ligava para saber como estávamos.
Deitei-me ao seu lado, em uma poltrona confortável. Apaguei a luz, deixando apenas que um pequeno abajur iluminasse o quarto.
— Mamãe? — ouvi seu sussurro.
— Oi, amor?
— Deita aqui comigo, meus pés estão gelados. — fez manha.
É difícil resistir um pedido daqueles, ainda mais quando estamos em um hospital. Fiz o que ele pediu e me aninhei ao seu corpo, que de fato, estava mesmo com seus pés gelados. Ele passou um dos braços por minha barriga, repousou a cabeça em meu colo e deixou sua respiração morna aquecer aquela parte.
— Mamãe... — sussurrou, quebrando o silêncio.
— Sim?
— Eu tava' vendo jornal ontem com a senhorita B e passou uma matéria parecida com a minha... Eu vou morrer?
— Parecida com a sua? De onde surgiu essa pergunta?
— É mom, essa bolinha de dentro da minha cabeça... É que a menina morreu, aí quero saber se eu também irei...
Aquela pergunta me pegou totalmente desprevenida como um soco de um boxeador na boca do meu estômago. Há dias estava tentando não pensar nessa possibilidade e, trazer aquilo em questão um dia antes da cirurgia, me deixava atordoada. Mas ele estava bem ali com aqueles doces olhinhos aguardando uma resposta.
— Não, você me deve muitos beijinhos e abraços, então, eu não vou deixar você ir à lugar nenhum.
— Promete?
— Mas é claro que sim, macaquinho! Eu te amo!
— Eu também te amo, mamãe.
Sorri com a frase, depositando um beijo casto em sua testa, apertando-o ainda mais.
Naquela noite eu não consegui pregar o olho um minuto sequer. Me perdi em pensamentos por horas e horas, tentando inúmeras vezes controlar a inquietação para não acordá-lo.
Com um pressentimento ruim à eriçar todos os pelos do meu corpo, sai de seus braços e cai de joelhos em seu leito. Abaixei a cabeça e chorei, chorei com todo o meu coração, sufocada e angustiada, querendo apenas que esse pesadelo termine. Quando as lágrimas já não escorriam mais, quando o choro já não acalmava a dor, comecei a rezar, sabendo que ficaria ali até que os primeiros raios da manhã invadissem o quarto pelas janelas e os médicos viessem buscá-lo.
REGINA MILLS
Apesar da maioria das pessoas preferir o verão por causa das praias, piscinas, marquinhas, azaração e afins, eu sempre preferi as temperaturas abaixo de zero, sempre preferi retirar um casaco velho e felpudo do armário, do que um biquíni que mal cobria minhas partes íntimas, sempre preferi um café que aquecesse o estômago, do que um suco que congela o cérebro, sempre preferi um arrepio nos braços, do que o suor grudado na pele. Sempre preferi o modo que o inverno moldava a cidade, sempre deixando uma camada branquinha aqui ou ali, as ruas escorregadias, os lagos congelados; as folhas das árvores cristalizadas, o vento que assobiava, quase como um passarinho bem perto do ouvido....
— Ei maninha... Você está bem? — a voz de Zelena não me assustou, mas o toque, mesmo que delicado, sim.
— Eu... estou. — respirei fundo, ainda encarando as ruas pela janela do quarto.
— Você sempre gostou de observar o frio.... — senti sua mão me abraçar de lado. — É um pouco sem graça, não acha?
— Não.
— É tudo branco... Sem cores vibrantes, sem o verdinho das árvores, da grama...
— É onde eu encontro a minha paz...
— Ainda chateada com aquela tal branquela?
Deitei a cabeça em seus ombros. — Não quero falar sobre isso, Zelena.
Depois que deixei a casa de Emma, por mais frio que estivesse naquela noite, o sangue que corria em meu corpo borbulhava como larva em um vulcão.
Estacionar o carro não fora tão fácil, os pneus cantavam em um barulho completamente irritante, o som não queria desligar. Tudo estava errado. Tudo estava se quebrando. Tudo estava dando errado. Soquei o volante, uma, duas, três, quatro, cinco... até que Zelena desceu desesperada, me arrancando dali, alegando que os vizinhos iam chamar a polícia, já que se passava das onze horas e uma louca estava buzinando na sua própria garagem. Um pouco mais calma, ela me levou para um banho e só depois de muito insistir, contei o que havia acontecido, sem esconder palavra alguma de Emma Swan. E então, como uma mãe que nina o filho antes de dormir, deixei-me por vencer e adormeci em seu colo, ouvindo ao fundo uma canção que nossa mãe costumava cantar.
— Você sabe... Você pode sim gostar de transar, por que isso,
minha cara é uma coisa deliciosa. Mas isso não quer dizer que você não tem um coraçãozinho aí dentro. — apertou os seus dedos em volta da minha cintura. — Te conheço o suficiente para saber que o que não falta é amor dentro de você, baixinha. — sorri, desconcertada. — Você é uma vaca safada e chata demais, mas é toda pompom quando tá apaixonadinha sabia?
— Vá a merda, idiota! — a empurrei de leve, semicerrando os olhos para a ruiva.
— Te amo. — me abraçou novamente. — Vem, vamos descer. Ruby já terminou de colocar a mesa... Já é quase natal, Gina — me beijou a cabeça; — Vamos floquinho de neve que eu tô com fome!
— Floquinho de neve? — comecei a acompanhá-la para fora do quarto. — Um apelido novo? Que gentileza.
— Novo nada, você que não lembra desse....
— Mas também, são tantos... Bruxinha do Oeste! — provoco.
— Olha quem fala, Rainha Má!
— Hey, eu quero um apelido também! — Ruby grita da.... cozinha.... Espera... Minha cozinha!
— O que diabos você está fazendo na minha cozinha? — falei, analisando cada cantinho do lugar.
— Eu diria " muito obrigada Ruby, por fazer algo para comermos no natal, enquanto eu me afogava em lágrimas no quarto".
— Eu vou matar você! — fui para cima dela, Zelena segurou um dos meus braços. — Por que você chamou ela?
— Também te amo. — Ruby sorriu pelo canto dos lábios, passando por nós com uma garrafa de vinho. Acompanhei a menina com os olhos, sabendo que aquilo me pertence. — Para de me olhar assim, Regina... daqui a pouco vou pensar que você quer me comer.
— Pega leve com ela Rubys. Regina tá frô frô.
Rubys? Desde quando são tão próximas para terem apelidos?
— Vão a merda vocês duas, me deixem em paz.
Revirei os olhos e decidi por hora ficar quieta, aquele ditado "tudo que você dirá poderá ser usado contra você" nunca fez tanto sentido.
Jantamos em silêncio, quer dizer, somente eu, pois as duas não se calaram um minuto sequer. Mesmo um pouco afastada, consegui enxergar uma luxúria nos olhos de Ruby ao encarar a minha irmã, e se eu a conheço bem, algo com certeza será feito a respeito disso.
— Eu comprei algo pra você!- disse a ruiva, pegando um embrulho vermelho ao lado do sofá.
— Sério? Eu não... sabia que iríamos trocar presentes... — falei, sentindo as minhas bochechas corarem.
— É natal, Regina... Quem não troca presentes?
— Desculpa é que...
— Idiota, vem aqui... — me puxou para um abraço, me esmagando. — Feliz natal, baixinha! Tô aqui para o que você precisar. Te amo!
— Ahhhhh, que lindas! Quero um abraço triplo! — disse Ruby, pulando literalmente encima de nós.
Quando comecei a me sentir incomodada e iria logo reclamar daquela troca de apertos, Zelena foi se afastando, mas antes que a morena se afastasse também, puxei seu punho direito e levei os lábios até o seu ouvido.
— Eu sei que está armando algo... — encarei seus olhos claros, notando um brilho intenso ali.
— Eu não tenho a menor ideia do que está falando, meu amor. — sorriu e lançou uma piscada de olhos.
Descarada.
— Ei, vocês... parem com isso! Por que estão sussurrando?
Ignoramos a sua pergunta e seguimos para perto da lareira, a temperatura havia caído alguns graus.
— Regina. — o timbre sussurrado de Zelena me assustou e só assim percebi que estava dispersa encarando as labaredas que já tomavam formas.
— Oi?
— Você não vai abrir?
— Oh-ah... claro. — sorri envergonhada, desfazendo aos poucos o laço dourado.
Quando coloquei os olhos no que se encontrava dentro do pacote, senti uma gargalhada ir subindo pela minha garganta e simplesmente escapar (escandalosamente) por toda sala.
— O que foi? — a morena perguntou, com os olhos brilhando de curiosidade. — O que você ganhou, Regina?
Com um sorriso travesso, fui retirando o strapp do saco plástico, vendo Ruby cair na gargalhada, forçando um pouco e se jogando para cima de Zelena.
— Por que acha que eu preciso de um strapp?
— Isso combina com você, gata. E bom, já faz um tempo que você não...
— Cala a boca e para de me vigiar, idiota!
— Você sabe que é verdade e, nem vermelha você ficou quando viu o que era. Te amo maninha. Ruby, o seu presente eu lhe entregarei mais tarde.
— Se for assim, deixarei o meu para depois então. – vi as mãos da morena pousar sobre os ombros de Zelena de forma sutil/audaciosa.
Revirei os olhos e o coloquei ao meu lado, notando Zelena interagir com a morena, em um assunto que eu não fazia ideia.
Um toque familiar me salvou daquele momento de ser ignorada, levantei e fui até a cozinha onde havia deixado o meu celular.
— Alô? — atendo, estranhando o número restrito.
Desligou.
Olhei para o número na tela do aparelho novamente e, quando estava prestes a voltar ao encontro das outras voltou a chamar.
— Alô? — uma respiração cortava a ligação. — Oh idiota, eu consigo ouv...
— Regina?
Aquela voz.
Swan. Emma Swan.
— Regina, está me ouvindo?
— Swan. — falei em um sussurro, tentando acalmar as batidas do coração.
— Eu... Eu... — um grande suspiro. — Obrigada. — uma grande pausa se fez.- Quero conversar com você... assim que eu voltar. Iremos conversar, Regina. — falou em tom firme, mas ao mesmo tempo doce.
Congelei. A ideia de uma futura conversa com ela me deixa nervosa. Além do que me sentia magoada por todas as coisas que ela havia dito.
— Certo. — foi tudo o que saiu.
— Henry está em cirurgia, não tenho com quem falar aqui... Branca já está dormindo ou se cansou de falar comigo. Belle está em um encontro... Eu sei que não mereço isso de você e que não somos e nem nunca fomos amigas, mas será que por hoje apenas podemos ser ao menos algo parecido com isso? Sei lá?
Claramente não somos amigas.
— Tudo bem, podemos ser algo assim, por hoje. – rolei os olhos para as minhas próprias palavras. Você é tão idiota Mills.
— Então é, bom, primeiramente feliz natal, Mills.
— Feliz, natal... Emma...
(...)
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