Notas iniciais
Peguem a pipoca, cobertor (se estiver frio em sua cidade), coloquem a música Partition da nossa diva Bey e aproveitem o capítulo de hoje! ps: concentre-se apenas no refrão da música haha! Boa leitura e relevem os erros, pfvr ♥

— Eu posso entrar agora? Está frio aqui fora...

A visão de seios tão bem valorizados por aquela renda é demasiadamente encantadora, se quer me atentei a sua pergunta. Emma deu um passo a frente e eu me perdi em seu inferno esverdeado, tão mais perto, tão palpável. Sua respiração pesada me embriagava, mordo meus próprios lábios, sabendo que sua mão agora, estava desfazendo o nó na corda do meu roupão. Acordei. Segurei sua mão, travando-a. — Eu disse para ir embora Miss Swan!

— Podemos esquecer o que aconteceu antes e terminar com isso logo?— rolou os olhos.

— Saia da frente da minha casa. – cruzei os braços, fuzilando-a.— Ou eu chamarei a polícia.

— Eu não deveria ter batido em você, desculpa Regina.

— É, você não deveria mesmo! — desci os olhos por seu corpo mais uma vez.

— Me desculpa....

— Eu não escutei, Swan. Repete.

— Você é surda ou o quê? — me encarou, fazendo bico. — Eu estou me desculpando por ter agredido você.

— Já que se importa tanto que eu a perdoe, ajoelhe-se e peça de novo?

— Espera... O quê? — disse com o orgulho ferido, arregalando os olhos.

Queria ver até onde ela iria.

— Ajoelha ou esqueça a merda daquele dinheiro.

Me olhou por alguns instantes e buscou o seu casaco com os olhos. Apanhou o grosso tecido e o fechou de imediato. Começou a caminhar para longe, porém, antes mesmo de eu ameaçar a entrar, vi ela rodar os calcanhares e voltar até onde estava.

— Eu não irei fazer isso aqui fora.

— Certo.

Dei alguns passos para trás e concedi a sua entrada, a ouvi fungar baixinho, mas nada disse e apenas colocou-se para dentro.

— Deixe o seu casaco ali. — apontei para o hall, onde estavam os ganchos. Não consegui conter o riso, pois eu sabia que a mulher estava apenas com sua adorável lingerie por baixo do tecido azul-marinho.

Durante o breve percurso até o quarto, conseguia ouvir a respiração acirrada da mulher, cheguei a duvidar se ela estava mesmo bem. Abri a porta e deixei com que ela entrasse primeiro, aproveitando a vista de um rebolado único. Ela parou no meio do quarto e me encarou, ponderando o olhar entre eu e a cama. — Agora... peça desculpas decentemente. — disse, passando por ela e sentando-me na beirada do móvel macio.

Se Emma pudesse se ver pelos meus olhos, veria que sua cara de emburrada e envergonhada a deixavam ainda mais bonita.

Impagável a expressão em seu semblante.

— Você é louca.

— Pode até ser que sim, mas eu ainda quero você. — lambi os lábios, apontando para o chão. — Ou você pode apenas ir embora, querida.

— Isso é tão... Ugh. — foi se abaixando depois de longos minutos, fazendo o que eu havia mandado. Se tinha uma coisa a qual me deixava molhada, era tornar alguém submissa. E Emma Swan estava se saindo muito bem... Só precisa parar de reclamar.— Me desculpa Regina. — pediu baixinho, quase como se falasse para si mesmo. Seus olhos mantinham-se nos meus.

— Vira e coloca suas mãos no chão. Quero ver essa sua bunda gostosa. — ela me encarou assustada, gargalhei. — O que foi?

Emma dessa vez apenas obedeceu. Tateou o chão na mesma posição e forneceu-me a doce e tentada visão de seus glúteos naquele minúsculo tecido vermelho. Me arrastei até ela e agarrei a sua cintura fina, puxando-a para raspar o meu sexo em sua deliciosa parte avantajada. Retirei uma das mãos de seu quadril e abri o meu roupão, ouvindo um gemido contido quando o meu sexo nu friccionou contra o seu bumbum. Que delícia... Arrastei as minhas unhas pela pele alva de suas costas, até encontrar o mar de cabelos louros, seu corpo se curvou e eu tomei o seu pescoço com os dentes, mordendo-a lentamente. Arrastei a minha língua naquela parte, sem parar de me movimentar contra ela. — Quero te comer agora, Miss Swan. – sussurrei em seu ouvido, puxando o elástico de sua calcinha com astúcia. Emma gemeu pela primeira vez, lançando chamas no meu centro pulsante — Levante-se!

Quando ela enfim ficou de pé, deixei o meu desejo aflorar de vez. Chega de joguinhos. Empurrei Emma para a cama com gana, caindo no mesmo segundo em cima de seu corpo. Retirei sem muito esforço a única peça que me cobria, notando a mulher pairar os olhos em cada detalhe que minha nudez permitiu. Deslizei o meu corpo sobre o seu, deixando uma perna infiltrada em seu interior, sentindo a renda encharcada da mulher. Rocei a minha boca na sua, sugando em seus lábios o sabor adocicado de canela. Senti seu centro impulsionar a minha coxa, como a espera incessante de um animal que quer se alimentar, sorri entre o beijo, adentrando de uma só vez a boca da mulher com a minha língua. Uma batalha travou-se ali, eu queria dominá-la e parecia que Swan se negava a obedecer. Me irritei. Levei uma das mãos até o seu queixo e a segurei com força, retirei a minha língua de sua boca, fazendo ela me encarar de repente.

— Deixe-me beijar você da maneira que eu quero. — falei autoritária, enfiando mais uma vez o meu membro quente por entre seus lábios macios. Emma deixou com que a minha língua se envolvesse com a sua lentamente. Depois de conhecer milímetro por milímetro de sua boca, chupei a sua língua em um movimento de vai e vem repetitivo, fazendo Swan arfar e chocar seu sexo novamente contra a minha coxa.

Sem cessar o beijo, levei uma das minhas mãos até o seu sutiã, onde em um único puxão quebrei o feixe (que graças a deus era na parte da frente) e libertei seus seios, redondinhos e rosados. Parei alguns segundos para admirar tal beleza, era extremamente linda a visão. Fitei seus olhos esmeraldas de relance, vendo o rubor tomar-lhe as bochechas, senti ainda mais desejo por aquele corpo. Com a mesma mão, tomei um deles entre o polegar e o indicador, notando que eles já estavam tesos e prontos para mim. Assim que eu gosto... Retirei os dedos e me arrastei em cima da loira, raspando seus mamilos nos meus. Seus olhos me queimavam. Oh deus eu preciso te comer. Desci os lábios para o seu pescoço, gemendo em seu ouvido, quando a sua coxa se levantou, impactando o músculo rígido contra o meu sexo. Filha da puta!

Com os lábios marquei aquele pescoço branquinho, hora mordendo, hora chupando. Deslizava os dedos pela renda de sua calcinha vagarosamente, um dedo por vez, sentindo o tecido molhado e grudado ao broto inchado. E então, sem nenhum aviso, eu entrei em seu íntimo, pelas laterais, colocando um dedo dentro da mulher. Quentinha e apertadinha, como pensei. Ela arqueou as costas quando eu estoquei fundo e forte, cravando suas unhas em meu quadril e dessa vez, foi eu que gritei. Deixei o polegar abraçar seu clitóris e o massageei lentamente, ganhando ritmo em sua abertura no mesmo momento. O gemido sôfrego escorria por seus lábios, me fazendo arfar em seu ouvido. Apertei os dentes numa quantidade grande de carne, empurrando mais um dedo para a sua abertura, sentindo a mulher mexer-se de encontro ao ato, ela queria... Queria que eu a fodesse.

Me afastei e ela me olhou confusa.

— O que está fazendo? – disse com voz levemente frustada.

— Só irei continuar se você me disser para que quer o meu dinheiro.

Seus olhos se arregalaram e a pele uma vez rosada pelo rubor, empalideceu-se por completo. Eu ainda estava encima de seu corpo, onde sai lentamente de seu íntimo e coloquei os dois braços ao redor de sua cabeça. Fitei o verde de seus olhos tão de perto que eu poderia jurar que eles me pediam algo. Sorri. Abaixando-me, selei os lábios de Emma devagar, brincando com a minha língua entre eles. Sua respiração descompensada era o que mais a entregava e numa surpresa, senti ela tocar um dos meus seios com os dedos, rondeando as areolas devagar. Mordi meu próprio lábio, aquele era o meu ponto sensível. Mas me controlei e elevei o tronco, sentando entre a sua barriga e seu íntimo. Deveria estar envergonhada, estava totalmente amostra para aquela mulher, mas ao invés disso, estava excitada, molhada ao extremo.

— Vamos, Swan... — arrastei-me pelo seu ventre, raspando meu sexo na renda. Emma fechou os olhos e eu continuei a me mover. — Conte-me... — falei de forma sensual, contendo um gemido que escaparia.

— Regina... — sibilou, molhando os lábios.

Levei a minha mão ao meu sexo, tocando o meu clítoris, esfregando-o devagar, ganhando um ritmo harmonioso ao rebolar. Com a mão livre, toquei seus seios, onde os bicos rígidos me concederam um riso gostoso. Parei de me masturbar, escorrendo os dedos para a fenda, mas girei a mão, apertando o centro da mulher. Ela gemeu. — Swan... — fui até o elástico rendado, enfiando a mão por dentro de sua calcinha. Encharcada. Abracei o seu ponto sensível com dois dedos, esfregando para cima e para baixo, acariciando de forma lenta, mas precisa. Deitei o colo novamente ao seu, apreciando o sexo e tocando-o com luxúria. — Conte-me. — sussurrei entre os seus lábios. Emma ainda tinha os olhos fechados.- Agora... — seu peito subia e descia desesperado provavelmente pelos movimentos que eu provocava em seu sexo.

Suguei seu lábio inferior, ameaçando a começar um beijo, porém, o gosto salgado me chamou a atenção. Levantei o rosto, vendo o líquido incolor marcar suas bochechas. Parei o que quer que eu estava fazendo e caí para o lado. Fiquei em silêncio, sentindo-me mal.

— Eu... Eu te machuquei? — perguntei receosa, puxando um lençol para me cobrir. Pela primeira vez, a vergonha me tomou. Swan não respondeu, apenas virou-se para o lado oposto, escondendo o pranto. Droga... O que eu fiz? Eu não sabia o que fazer, analisei todas as coisas que já haviam acontecido no quarto, procurando qualquer erro que viesse a provocar a mudança repentina de humor da mulher.

— Emma... — chamei com a voz rouca, chegando um pouco mais perto, mas sem tocá-la. — Eu machuquei você?

— Tínhamos um acordo. — falou depois de alguns minutos. — Você disse que não se importava com o motivo. — fungou, virando-se novamente. O verde de seus olhos estavam ainda mais chamativos pela vermelhidão em volta. Engoli seco quando senti sua mão pousar na minha cintura, puxando-me de forma suave para si. Não entendi nada daquilo. — Isso não é relevante pra você Srta. Mills! — apertou agora, a minha coxa, percorrendo um caminho torturante até a minha parte de trás. — Você só precisa me foder. Faça isso de uma vez, não é o que você quer? Me coma de uma vez droga! — apertou a minha bunda.

Arregalei os olhos. De onde surgiu isso? Há poucos minutos ela estava se debulhando em lágrimas e, agora, quer uma foda?! Sim, era apenas uma foda, mas talvez algo dentro de mim, gostaria que fosse diferente... Um diferente ali, entre nós. Ou pelo menos, não falasse de forma tão fria quando a mesma ainda iria acontecer. Na verdade, os planos para aquela noite haviam sido outros; eu a levaria para jantar, a abordaria de forma delicada, faria coisas que dificilmente estaria disposta a fazer com qualquer outra ou outro. Fui infeliz em planejar, pois no mesmo dia, ganhei um tapa estralado na face, onde depois daquilo bani a ideia de ter qualquer relação com a mulher. Mas o destino realmente gostava de me testar, e lá esta ela, com apenas um casaco lhe cobrindo na porta de minha casa. Me provocou, me tentou e eu cedi. Mandei, desejei e conduzi. Mas agora, a vontade havia sumido, esvaído-se com o que parecia ser um feito forçado de sua parte.

Me senti mal, e me afastei da mulher, me negando a transar com a alguém que ao menos sentia desejo. Por mais que eu esteja pagando, prazer era o que me engrandecia em momentos daqueles.

— Regina. — ela chamou. Me mantive de costas, puxando um pouco mais o fino tecido para cobrir-me. Tudo havia esfriado, até mesmo o tempo. — Vamos acabar logo com isso. — senti sua respiração contra a minha nuca, ignorei.

— Não vamos fazer nada. — sussurrei, esticando um dos braços e apaguei o abajur. Banhando o quarto com escuridão total.

Ouvi a bola descer por sua garganta e ela rolar para longe de mim no móvel. — Você... Você... — respirou fundo. — Você quer que eu vá embora, é isso?

Pensei um pouco, não sabendo realmente o que eu queria naquele momento.

— Fique, Swan.

— Mas você disse que não faria...

— Já deve passar da meia-noite. — joguei, não tendo a menor noção das horas. — Está tarde para ir, fique e amanhã você vai.

(...)

Depois daquilo, Emma se calou. O silêncio era barulhento demais, mas nenhuma de nós parecia disposta a quebrá-lo. As horas iam se passando e mesmo sem conseguir ver absolutamente nada, podia sentir o peso daqueles olhos claros em mim. Swan não parecia estar tão longe, o hálito com eflúvio de canela batia ainda morno em meu rosto. Um cheiro bom, na verdade, o corpo inteiro parecia carregar algo doce com ele. Sorri sem humor, talvez, em toda minha vida jamais me senti tão sexualmente humilhada, tão incapaz por ver uma mulher chorar enquanto eu a tocava.

A madrugada se estendia perante ao meu olhar, a respiração de Emma Swan já estava pesada, sinal que o sono já tomará conta de seus pensamentos e corpo. Me aproximei relutante, tendo noção que estava à menos de três dedos de seu corpo.

— Por quê você chorou?— sussurrei e movi meus lábios aos seus de forma sutil, não queria acorda-lá e muito menos uma resposta ali. Selei a boca macia e mesmo na escuridão mantive meu olhar em seu belo rosto. —
Quais são os seus demônios Emma... Swan?

Notas finais
Eu não me enrolei nas notas, por que eu sabia como vocês estavam querendo esse capítulo! Dito isso, preciso agradecer o retorno que tive e, confesso, eu ri muito das opiniões de vocês! Uns queriam um sadô, outros que a Regina fosse carinhosa e para fechar, achariam engraçado se a morena não aceitasse! kkkkk Pois bem, acho que esse capítulo captou um pouquinho da vontade de cada um, mas não, não foi intencional... Eu tinha isso em mente desde o começo! wow! Mas então, o que vocês acharam? Bom ruim? Muito ruim? kkk, críticas/elogios... fiquem à vontade! Como vocês acham que as coisas vão correr depois dessa noite, tanto para Emma, quanto pra Regina? :0000 Vejo vocês em breve, beijos!