Notas iniciais
Talvez, vocês estejam com trezentas pedras na mão para me matar pela demora, mas antes que a primeira pedra me acerte, preciso explicar que ando totalmente sem tempo para escrever. Fazer esse capítulo foi um sacrifício e olha que dividi em duas partes, mas enfim, ele conseguiu dar as caras por aqui! Me desculpem de coração pelo atraso, mas tanto essa vida de escritora amadora, como outros que envolvem redes sociais, estão sendo comprometidos por uma jornada de trabalho mega cansativa. Eu juro, não foi intencional! Estou super envergonhada, recebi uma recomendação tão linda, que deveria ter dado um jeito e ter postado antes, mas, infelizmente, não foi possível. Modern Love, muito obrigada pelas palavras, pela indicação! Eu li e reli umas 999999 vezes, e em todas elas me senti emocionada! Um beijo no seu coração! Para os comentários que não foram respondidos, perdão, eu li todos. Porém estou morrendo de sono e se eu não postar hoje, provavelmente o capítulo só viria na próxima sexta-feira! Mas saibam que seus comentários são incentivadores, mesmo que curtos, com críticas, fofos, enormes, são sempre bem-vindos, assim como favs, recomendações, e etc kkk! Não vou me enrolar mais, um beijo e aproveitem o capítulo! Relevem os erros, é o sono! ♥

As lembranças da noite anterior rondeavam os meus pensamentos assim que abri os olhos. Estava de lado, encarando as imensas cortinas balançarem com a brisa da manhã e o sol preencher o quarto com alguns filetes de luz. Me neguei a virar, pois não sabia como olhar para aquela mulher depois do que aconteceu. Como? Como eu não consegui controlar o choro? Porra, Emma, ela estava te tocando, se esfregando em você! Você jogou tudo fora! Estragou a única chance do Henry! O peso da consciência era demais para os meus ombros, não suportei e deixei a angústia escorrer-se por minhas bochechas aos poucos.

Depois de um tempo atordoada naquele mar de incertezas, atrevi a me virar, dando de cara com uma Regina ainda perdida no sono. Seu semblante carregava a tranquilidade que eu tanto busquei durante o sono. Seu corpo, não muito longe do meu, esparramava-se de bruços, onde alguns raios pousavam-se sutilmente em suas costas nuas, fazendo-as brilhar. Rolei os olhos um pouco mais, ganhando um rubor nas bochechas ao encontrar apenas um fino lençol lhe cobrindo o bumbum. Voltei a subir o olhar de forma relutante, me pegando perdida nos lábios rosados e na pequena cicatriz acima deles, talvez, aquele detalhe compunha a beleza dos mesmos de forma tão única. Atenta a qualquer movimento que indagasse o seu despertar, levei uma das mãos a alguns fios que desgrenhavam por cima dos olhos dormentes, colocando-os suavemente para trás. Por alguns meros segundos esqueci do motivo que me trouxera o pranto nessa manhã e, de forma inevitável assumi o quão bonito estava sendo vigiar seu sono. Era até difícil de acreditar que aquela mulher prepotente, arrogante, que parecia carregar o rei na barriga, seria a mesma deitada em minha frente. Sorri com tais pensamentos e voltei ao meu mundo no virar dos segundos, estava na hora de encarar a realidade e voltar para casa.

Em uma respiração pesada, me arrestei cuidadosamente pela enorme cama para não acordá-la, já recolhendo a única peça que fora retirada de mim na noite anterior. Coloquei o sutiã com um pouco de pressa, quer dizer, o que havia sobrado dele, estava tão envergonhada que se Mills despertasse, com certeza, cairia dura feito pedra no chão. Olhei uma última vez para a chance perdida estendida naquela cama, sussurrei um sincero pedido de desculpas, cujo qual não sabia se era para Regina ou para Henry e tratei de sair logo daquela casa, antes que a morena acordasse.

Não passavam-se das sete horas da manhã. O sol ainda ganhava forças para raiar forte entre o nevoeiro. Percorri o caminho gélido até a minha casa encolhida no grosso casaco azul-marinho, deixando as lágrimas congelarem sobre as maçãs, não me importando se estava sendo encarada por todos que passavam ao meu redor. Respirei fundo ao abraçar a maçaneta de aço, pensando seriamente em fugir, fugir de ter que encarar aqueles olhinhos castanhos me interrogando por que a mãe havia passado a noite fora, fugir da dor de saber a verdade, fugir do medo, fugir das incertezas, fugir de tudo. Mas não, eu não poderia fugir ou até mesmo, me perder naquela sentença. Eu teria que me encontrar, teria que ser forte para que Henry fosse forte. Teria que acreditar em milagres, teria que rezar, teria que pedir, implorar a deus, pois só isso seria capaz de salvar a minha criança. E eu faria, durante todos os dias e noites, mesmo passando boa parte da vida não acreditando naquelas coisas, eu faria. Faria somente pela vida dele. Não tinha mais um mísero tostão nos bolsos, tudo fora destinado as caras sessões de quimioterapia e os remédios que Henry tinha que tomar, o dinheiro do banco, o meu salário e até mesmo um terço da pensão que Branca recebia pelo falecido marido, acabou.

Limpei os olhos pela última vez e entrei, controlando a respiração assim que a voz da criança se ecoou por toda casa.

— Mamãe! – disse correndo em minha direção. Aguachei até a sua altura, ficando de braços abertos para recebe-lo. Quando suas mãozinhas me apertaram forte, meus olhos se encheram de lágrimas e a vista mais uma vez naquela manhã, ficou embaçada. – Senti saudades suas... Onde você estava?

— Hey... garoto...– sussurrei com a voz embargada, controlando o choro. – Senti saudades também! O que faz acordado tão cedo?

— Estava esperando por você, a Srta. B disse que estaria aqui ao amanhecer. – disse entre os meus braços. – Mãe?

— Hum?

— Você está me abraçando forte... Sabe?... Muito forte mesmo. – sorri e afrouxei os braços, me afastando devagar. – Ufa... Pensei que seria esmagado.

— Bobo. – mostrei a língua e me levantei. – Bem, apesar de querer ficar falando de como os meus abraços são bons, preciso de um banho para ir trabalhar.

— Mas você acabou de chegar. – cruzou os braços, assumindo uma posição séria e, semicerrou os olhos. – Mary Margaret disse que você ficou com a sua chefe a noite toda. Estava mesmo com a Regina, mãe?

Arregalei os olhos, sentindo a garganta ficar seca.

— Por que está tão desconfiado, garoto? Eu estava trabalhando.

— Sua chefe gosta de trabalhar com você desse jeito?

Franzi o cenho, não entendo o que ele queria dizer com aquilo. Uma mão apertou o meu ombro e minhas bochechas se incendiaram quando Branca finalmente sussurrou:

— Seu casaco está aberto, Emma. – riu. – E não é que ela tinha razão, você fica muito bem de vermelho. E Henry... – desviou os olhos claros para o garoto. – Aposto que Regina adorou ter algumas horas extras com a sua mãe vestida dessa maneira.

— Ahh–ooh... droga! – cobri a parte exposta e semicerrei os olhos para mulher. – Você pode, por favor, parar de dizer essas coisas para ele?

— Eu não disse nada mais do que a verdade.

— Mary... Margaret... – bufei, sabendo que Henry prestava atenção em tudo o que ela dizia.

— Tudo bem... Eu paro. – levantou as mãos se rendendo, enquanto Henry gargalhava em nossa frente. – Então, já podemos arrumar as malas?

A dura realidade espalmou no lado direito do meu rosto com força, arrancando todo requisito de humor que o ambiente carregava.

— Nós... — engoli seco. — Podemos conversar sobre isso mais tarde? — tentei sorrir, mas apenas pelo olhar que Branca lançou, soube que não fora convincente, pelo menos não para ela. Ela assentiu com a cabeça, entendendo que algo havia dado errado.

— Vamos viajar? — Henry que até então não sabia de nada, questionou, quebrando o silêncio.

— Hum... Eu preciso ir me arrumar... Já está ficando tarde! — sai como um animal ferido dali, sem receber resposta ou aprovação. Corri pelos degraus o mais rápido que as minhas pernas conseguiam, mais um minuto na frente daqueles olhos curiosos, eu desabaria por inteiro.

Depois de um banho regado de arrependimento e culpa, deixei o lavabo com os olhos mais inchados e vermelhos do que quando entrei. Voltei ao quarto enrolada em uma toalha qualquer, nada disposta a encarar o dia e muito menos, Regina Mills. Minha mente, muito mais do que o físico, estava esgotada, permanecendo em silêncio enquanto eu me vestia.

— Hey... – soou com três batidas na porta.

— Oi. – falei ainda de costas, abotoando os botões da camisa branca.

— Quer me contar o que aconteceu? – disse Mary, sentando-se na cama. Soltei o ar que mal sabia que estava preso e desisti de terminar a tarefa com a roupa, jogando-me ao seu lado cabisbaixa. A mulher tomou os últimos botões que faltavam, os abotoou e me encarou. – Vamos... O que aconteceu Emma?

— Não aconteceu nada...

— Como assim não aconteceu nada? Não minta para mim, eu te conheço Swan. – levantou meu queixo com os dedos, obrigando-me a olhar nos olhos. – O que aquela mulher sem coração fez com você?

— Nada... Nós... Não aconteceu, sabe? – senti as bochechas esquentarem.

— Nadinha?

— Acredito que queira ser poupada... – desviei dos seus olhos quando ganhei a lembrança de Regina me tocando e o corpo da mulher tão deliciosamente fodido balançando sobre o meu. Oh deus... Apesar das circunstâncias, não podia negar, a dose que recebi de seus cuidados, me fizeram extremamente curiosa para saber como Regina Mills me deixaria ao final se tudo tivesse corrido como planejado. Dedos estalaram em minha frente, me trazendo de volta a Branca. — Você realmente quer saber o que aconteceu?

— Claro. — respondeu seriamente.

— Regina estava encima de mim, se esfregando, sabe? — Mary fez careta, mas assentiu com a cabeça. — Então, tudo estava indo bem... Achei que por alguns minutos continuaríamos com aquilo, mas aí... Aí ela perguntou para que eu queria aquele dinheiro e eu... Porra, eu desabei!

— Você ch...

— Sim, eu chorei... Pensando nele. — apontei para baixo, referindo-me a Henry. — Droga! Eu perdi tudo... Perdi a minha dignidade e... V... v-oou perder o meu filho também! — a esse ponto, lágrimas já inundavam os meus olhos, onde a qualquer momento, escorreriam em uma cascata pelas bochechas.

— Ei... Ei! Para com isso... — me puxou para um abraço forte. — Sua dignidade está intacta, okay? Você fez isso por seu filho, pelo Henry, pela vida dele!

— Eu s-o-ou... uma péssima mãe, uma péssima mãe! — soluçava em seu ombro. Repetindo aquela frase mentalmente.

— Cala essa boca, Emma! Você é a mãe mais valente que eu conheço, então, não repita mais isso!

— Você não conhece muitas mães... Não pode fazer uma comparação...

— Cala a boca! — me beliscou, arrancando-me um riso bobo. — Emms?

— Hm?

A mulher mais velha se afastou, ficando de pé em minha frente. Limpei os olhos e a encarei.

— Lembra quando você me contou o que o Henry tinha?

Assenti com a cabeça.

— Eu te fiz prometer uma coisa... Você jurou. — sorriu. -... de dedinho, naquela noite que jamais perderia a esperança, mesmo que as coisas desabassem. Então, por favor, eu quero que você se recomponha, faça uma boa maquiagem nessa sua cara de morta e vá trabalhar! Enfrente Regina Mills de cabeça erguida, você precisa ter orgulho do que tentou fazer!

— Ainda tenho que encarar ela... – bufei. – Será que ela ficou brava comigo? Por ontem?

— Não tenho a mínima ideia... Agora termine de se arrumar, antes que chegue atrasada.

(...)

Seria cômico, se não fosse comigo, mas eu me atrasei... Me atrasei muito. Estava parada entre a imensa parede de vidro do prédio, encarando as roletas e em parte o segurança, que me encarava com atenção, como se eu fosse uma estranha, uma ladra, talvez.

Com a coragem renascida das cinzas, respirei fundo e decidi encarar aquele dia, como Branca me fez prometer antes de sair de casa. Com as mãos enfiadas nos bolsos, comecei a caminhar em passos lentos até as catracas, notando o segurança descer de sua bancada e se por de frente contra mim.

— Com licença? – pedi de cenho franzido, querendo passar.

— Desculpe-me, Srta. Swan. – piscou. – Mas tenho ordens para não deixar a senhora entrar.

— O que? Como assim? Eu preciso trabalhar, Alfred. – arregalei os olhos, apontando para dentro.

— Peço desculpas novamente, mas não posso deixa-la passar.

— Quem lhe disse isso?

— A Srta. Mills.

— Ah... Você só pode estar brincando...– larguei os braços com tudo ao lado do corpo, entendendo a piada. – Tudo bem, muito engraçado... Mas agora é sério, eu estou atrasada... — tornei a tentar burlar a sua barreira, mas falhei, sendo bruscamente empurrada para trás. — Au! — reclamei.

— Me desculpe por isso, senhorita. Realmente, não posso deixar com que passe.

Sim, ele não estava brincando.

— Isso é sério? Ela me proibiu de entrar? Por quê?

Ele apenas afirmou com a cabeça, levantando os ombros, alarmando que não fazia ideia do motivo daquela ordem. Revirei os olhos e bufei com a mão na cintura, andando de um lado para o outro a procura de uma resposta. Quando cai na real, que poderia haver apenas uma única e obvia explicação, senti a raiva tomar conta dos meus punhos, onde os mesmos se fechavam com tanta força que chegava a branquear os nós.

— Filha de uma... — concluiria a frase se não estivesse esbarrado em alguém.

— Porra, por quê não olha por onde anda?! — disse um homem robusto, com seus aparente trinta anos de idade, barba por fazer, olhar fuzilantes e uma camisa branca, agora, manchada de café. — Olha só o que você fez sua dissimulada! — puxava o tecido molhado, tentando não se queimar.

— Nossa... — a reação agressiva dele me fez recuar um pouco, talvez, não fosse uma boa aflorar a minha raiva com quem não tinha nada a ver com a minha história com Regina. — Desculpe-me, mas não o vi. Fico te devendo uma camisa cara...

— Grande merda, vai me comprar uma camisa nesse exato momento? Aposto que não, então as suas desculpas não são válidas. — revirou os olhos, caminhando para as catracas, repreendendo o segurança que ria da situação.

— Bem, se você não espera a minha resposta, ao menos, as minhas desculpas.... Eu realmente, não posso fazer nada pelo senhor. — dei de ombros, querendo sair o mais rápido daquela empresa. — Passar bem! — abri a enorme porta de vidro e sem olhar para trás, voltei as ruas de New York.

Que ótimo... Além de drasticamente desesperada, financeiramente e emocionalmente fodida, parece que estou desempregada... Mas, que maravilha! Muito... mais muito obrigado Deus!— disse ao dar uma olhada rápida ao céu, abrindo os braços e soltando a respiração para tentar me acalmar. Cheguei ao Central Park há alguns minutos, procurei o banco mais distante que consegui e me joguei ali, deitei e encarei as nuvens carregadas. Uma tempestade estava a caminho e essa, não iria se comparar com as lágrimas que derramei antes de começar aquela conversa com alguém lá de cima. — Por que eu, ein? Tudo bem que nunca fui uma garota muito exemplar na adolescência, não gostava de ir a escola e beijava algumas meninas no banheiro; Tive filho antes do casamento, mas você sabe Senhor, foi um acidente. E aposto que você já deu uma bisbilhotada no meu garoto, já viu o quão ele é esperto e amado? De uns anos para cá, eu tenho me comportado tão bem... Não entendo por que anda me castigando tanto... Tudo bem, admito ter fugido da linha desde que comecei a trabalhar com aquela mulher, mas deve saber também, ela sabe como provocar.... Está me punindo por praticar o lesbianismo? Oh, por favor... Isso é preconceituoso! De qualquer forma, você bem que poderia me dar uma folguinha, não é? Vai... Eu não aguento mais essa maré de coisas ruins! E-uuu... Eu estou desabando, meu Deus!— limpei os olhos, sentindo as lágrimas rolarem. — Sabe, a única coisa que eu quero... — soluços vinham compulsivamente, me impedindo de concluir. - .... A única coisa que eu lhe suplico... É a vida de Henry... Por favor... Por favor não o tire de mim!

O pedido, que uma vez, dito em voz alta para as árvores do parque, tornou-se uma extensa nota mental. Voltei a repeti-lo uma, duas, três, quatro... Seis... Oito... Incontáveis vezes. Talvez, ser insistente fosse a resposta. Mas não, a resposta não poderia cair do céu, poderia? Passei horas refletindo e esperando por isso, porém, como imaginei, silêncio banhado de silêncio.

A campainha do meu celular foi o que me arrancou daqueles pensamentos, respirei fundo e atendi.

— Alô?

— Emms?

— A própria. — respondi seca.

— Está tudo bem com você? Por quê você não veio trabalhar hoje? A Regina te deu folga ou.... Ou ainda está com ela?

Revirei os olhos.

— Nenhum dos dois.

— Aconteceu alguma coisa? Está tudo uma loucura por aqui! Mills também não veio trabalhar ainda... O que vocês fizeram? Foderam a madrugada toda e não conseguem andar? — ouvi sua risada ao final da frase, mais uma vez, revirei os olhos para a menina.

— Não seja hipócrita, nada aconteceu Belle. — falei, soltando uma lufada de ar, olhando para as nuvens ainda cinzentas. — Regina me demitiu essa manhã e ontem... Não rolou.

Uma tosse tomou conta da linha, mesmo que quisesse controlar, não consegui deixar de rir, imaginando a garota se afogar com a notícia. É melhor rir da própria desgraça do que se afogar mais uma vez nas lágrimas, né?

— French, está tudo bem? — me preocupei quando a linha ficou muda.

— Está eu só... só... Poha! Como assim ela demitiu você? Quando foi isso? Hoje? Ontem? Você me mandou uma mensagem ontem, dizendo que iria na casa dela... Não me venha com essa de que não aconteceu nada... Mills te comeria com aquela lingerie, não deixaria você voltar....

— Parece que não é bem assim... Ela... Foi um momento, apenas uma atitude minha estragou tudo; tudo mesmo. — falei com pesar, relembrar a minha incompetência não fazia mais parte dos meus planos naquele dia. — Ela impediu a minha entrada na empresa... Só pode ter sido esse o motivo, ela me demitiu...

— Mas por...

— Por que nós não transamos... Por que ontem eu esbofetei a cara dela.... Eu estou fodida!

— Por quê vocês não transar...

— Me desculpa, mas eu estou tentando colocar a minha cabeça no lugar... Não me faça contar isso hoje, por favor, Belle.

— T... udo... bem. Precisa de alguma coisa?

— Uma conta bancária cheia e um cartão de crédito sem limite. — ameacei a brincar.

— Ah.... Isso eu não posso te dar, nem se eu quisesse! — sorri. — Mas se quiser, podemos ir tomar alguns shoots de tequila, o que acha?

— Você não está trabalhando? — franzi o cenho, afastando o celular do rosto e notando as horas, não se passava das duas horas da tarde.

— Um passarinho me contou que ela não aparecerá por aqui, e outra, ela despediu a minha melhor amiga... Preciso ir consolá-la.

— Deixe de ser idiota! Não preciso de um consolo!

— Tem certeza? Ruby deixou alguns em minha casa antes de terminarmos, sabe eles até que são gostosos quando bem usados. — riu alto. — Ala! Outro motivo para bebermos, preciso esquecer aquela morena também! — gargalhei, notando o duplo sentido da palavra.

— Não acredito que vocês usavam isso! EWwww! Que nojo. — fiz vomitar, arrancando uma alta risada da menina. — Prefiro os de verdade, essas coisas de borrachas são...

— "Prefiro os de verdade". — me imitou. — Você prefere outra coisa...

— Cala essa boca!

— Como quiser, Srta... Mas então, vamos beber ou não?

— Está muito cedo para beber, não tem nenhum bar ou casa noturna aberto à essa hora.

— A gente não precisa arranjar um local, minha casa está livre... E as bebidas, compramos no supermercado, que tal? Depois, quando a noite chegar, podemos ir à aquela boate que fomos naquele dia.

— Não acho uma boa ideia, duas recém- descobertas dos monólogos da vagina se embebedarem sozinhas, ainda mais de coração partido. Isso não vai acabar bem... Você sabe, nós podemos...

— Concordo! — falou antes mesmo de eu terminar a frase.

— Ah... Então?

— Eu vou levar uma amiga da Ruby, okay?

— Eu não quero ficar com ninguém. Belle, eu já tenho problemas demais... Não me arranje mais um...

— Não se preocupe, Ariel Fisher não é do tipo que gruda... Aliás, nós só vamos beber, okay? Beber para esquecer, não é isso?

— Sim... talvez... — falei pouco confiante.

— Me espere em frente ao café em quinze minutos... Temos algumas garrafas para esvaziar...

— O...k...a...y

Notas finais
Algo me diz que essa história não irá acabar nada bem... Ansiosos para saber o que se passa na cabeça de Regina? Prometo não demorar tanto, okay? Conto com os comentários para continuar! Tenham um ótimo restinho de sexta! Até breve ♥