The Last Chance

5 Capítulo 4 - PVD DUPLO


Notas iniciais
Caracaaaaa, vai fazer quase um mês que não atualizo! Sabia que estava demorando, mas achei que não fosse tanto assim. Bom gente, existem diversos motivos pela minha demora, mas não irei retratá-los por que não quero enrolar aqui, mas digamos que isso não irá mais acontecer, tentarei atualizar pelo menos uma vez por semana, ok? Outra coisa, saca a hora, tarde né? Então, se por acaso encontrarem muitos erros na ortografia, por favor, ignorem... culpa do sono manas zzzzzzzzzz Boa leitura! '- olhem as notas finais-' Evil Kisses! ♥

EMMA NOLAN SWAN

Minha cabeça parecia que ia explodir, com direito a miolos e sangue por toda parte. As roupas encharcadas e claro o cabelo desgrenhado me fez pensar em não passar pela catraca e voltar de vez para casa. Quando comecei a me afastar, não me dei conta de que alguém estava atrás de mim e em um susto, acabei esbarrando em um homem de meia-idade, com cabelos castanhos na altura dos ombros, olhos penetrantes e indecifráveis.

— Desculpe-me, não o vi. – mesmo com a imensa falha na voz, fiz o pedido, já que suponho que ele esperava algo pela minha inconveniência.

— É, eu pude perceber. – limpou suas vestes, sem ao menos disfarçar e voltou a me encarar. – O que você faz aqui? Ainda mais da maneira que está?

Engoli seco, me autoanalisando por poucos segundos. “Será que estou tão mal assim?” – pensei.

— Trabalho aqui. – respondi na oitava menor, colocando o meu cabelo ao alto e prendendo-o com um coque.

— Hum. – passou os olhos pelo meu corpo mais uma vez. – E trabalha assim?

— Não.. Nã-o. – para quem me conhecia, sabia que quando eu começava a gaguejar era porque estava muito envergonhada. – Eu acabei que por me perder no tempo e dado a pressa, mal percebi que começara a chover.

— Hum.

Essa era sua única resposta, “hum”?

— Como se chama? – resolvi perguntar, já que esquecemos de nos apresentar.

— Robert Gold. Você? – respondeu com desdém, como se repetisse a pergunta apenas por educação.

— Swan, Emma Swan. – respondi sem graça, um pouco indignada pela desfeita evidente em sua curta fala.

— Diga-me, Srta. Swan... – apoiou-se um pouco mais naquela bengala, cuja qual não havia percebido até o momento. – Regina Mills sabe do seu atraso?

Paralisei no mesmo segundo, constrangida e ao mesmo tempo receosa em responde-lo. Abracei as minhas próprias mãos na altura do meu quadril e encarei o chão. Quando criei a divina coragem para enfim dar uma resposta conveniente, ele havia sumido.

“Droga Swan, agora você precisa entrar, sabe lá deus o que ele vai falar pra sua chefe.”- balbuciava para mim mesmo à medida que a catraca se aproximava, sentindo os joelhos bambearem em apenas pensar que teria que me explicar para Mills.

Assim que adentrei o local tive sorte, pois a única que se atentou no barulho da porta foi Belle, enquanto os outros mantinham-se vidrados na tela à sua frente, seja em bobagens ou em planilhas diversas.

— O que foi que aconteceu com você, menina?

Coloquei minha bolsa na mesa e joguei-me na cadeira ao lado, sentindo as têmporas latejarem.

— Emma por que está assim? – perguntou baixinho, encostando-se na quina da mesa.

— Eu tô tão ferrada. – murmurei, abaixando a cabeça e colocando-a sobre a madeira fria.

— Bom... Isso é evidente, Regina odeia atrasos. – se ela estava tentando me ajudar, essas palavras não funcionaram nenhum pouco. – Mas... fica calma. As vezes, só as vezes... não passa de um bom sermão.

— As vezes? – levantei um pouco para encara-la.

— Ah... relaxa.

— Belle, eu tô toda encharcada, o meu cabelo está horrível e ainda por cima, estou com quase uma hora de atraso. – falei em um fôlego só. – Como que eu vou relaxar?

O silêncio da garota respondeu a minha condenação. Levantei a cabeça por completo quando ouvi o ranger de uma das portas ao fundo, engoli seco e criei coragem para olhar naquela direção. No mesmo instante meus olhos se conectaram com ninguém menos do que ela, Regina. Se eu não estivesse sentada, com certeza teria conhecido a hostilidade daquele piso, ainda mais pela maneira que fui encarada e o pior, como a distância entre nós ficava ainda mais curta.

Fiquei tão dispersa que ao menos percebi que Belle não estava mais ali, ou até mesmo, que o homem, Sr. Gold, acompanhava os passos de Regina, com uma expressão de poucos amigos.

— Emma Swan, na minha sala em exatos cinco minutos. – soltou em um tom inflexível ao passar direto. Gold sorriu quando Regina deixou aquelas palavras.

“Será que ele está tirando sarro das desgraças dos outros?”

Quando os dois já estavam longe e cruzaram o corredor, Belle correu em minha direção, afobada.

— Swan, esse é...

— O Sr.Gold. – me olhou surpresa quando a interrompi. – É eu sei, encontrei com esse sujeitinho lá fora. Quem é o tal?

— Ele te viu chegar assim? – levou a mão a boca, estreitei os olhos e ela continuou. – Ele é o guardião da Regina.

— Guardião? – franzi o cenho. “Que palavra antiga.”

— Ah uma longa história, Emma. Tem a ver com os pais dela e o acidente.

— Que acidente? – perguntei curiosa.

— Ih garota, precisamos marcar um “happy hour” pra você ficar por dentro das coisas. – sorriu, mas logo anuiu e começou a se afastar. – Emma se eu fosse você, ia logo pra sala da sua chefe.

Olhei para trás e ela já estava voltando. “Droga”. Levantei e caminhei o mais rápido que pude e entrei em sua sala. Não sabia se fechava ou não a porta, escolhendo por bem deixa-la aberta, já que Regina entraria logo após.

E ela não se demorou, entrou e bateu a mesma com força, fazendo meu coração ir a boca e voltar.

— Sente-se! – disse rispidamente. Com certeza aquilo não era um pedido e sim, uma ordem.

— Ahnn... Estou toda molh-a-ad-a. Prefi-ro ficar de pé mesmo. – antes mesmo do ar chegar aos meus pulmões ela ergueu os olhos e arqueou as sobrancelhas.

— Não me faça repetir.

Sabe aquela expressão “Eu tremi na base”, então, não tinha outra melhor. Puxei a cadeira e me sentei de frente para ela.

— Sta. Mills, eu... Eu não estava falando-o-o com você. – mais uma vez, gaguejei.

— Hum. – seu breve murmúrio carregava um tom de escárnio sem fim, me deixando um pouco irritada.

— Tá bem dona. – suspirei. – Cadê os papéis pra eu assinar? – diminui o tom. – Sabia desde o princípio que esse emprego não era pra mim. -Cruzei os braços e a encarei da mesma maneira. E quando fiz isso, Regina jogou-se no apoio de sua cadeira, soltando uma gargalhada. – Ué, qual é a graça?

Recuperou-se sem dificuldade e voltou a ficar séria, limpando a garganta antes de falar.

— Swan, eu odeio atra...

— Eu já sei disso. – e ela fez de novo, arqueou aquelas malditas e lindas sobrancelhas. Me calei.

— Continuando. Eu não sei o motivo e ao menos me importa, mas saiba que se isso voltar a acontecer, não darei nem o trabalho de chamar você para uma conversa. – apoiou o queixo em uma das mãos. – Entendido?

Regina sem sombra de dúvidas conseguia me deixar com medo. Balancei a cabeça afirmando e soltei um simples “okay”, porém acredito que ela não tenha escutado.

— E sobre o telefonema, creio eu que deveria salvar o meu número. – sorriu maliciosamente. “por que está sorrindo?”. – tive vontade de perguntar, mas não me arrisquei. – Você sabe, para evitar que mande a sua chefe calar a boca novamente.

— Mas como disse... era com outra pessoa.

— Shiii. – elevou o indicador até a boca e me calei. – Agora trate de pegar uma roupa no armário que está atrás de você e se troque, antes que fique doente. – concluiu em tom autoritário.

— Agradeço a oferta, Regina. Mas se não se importar, poderia voltar para casa e me trocar, não é tão longe da empresa.

— Francamente, Emma Swan. Escolha algo logo ou você acha que funcionários podem ir e voltar para suas casas quando querem? Por deus, Swan.

— Sra. Mills, eu não posso usar as suas roupas.

— E eu não posso deixar com que trabalhe dessa maneira! – rebateu.

— Eu sou mais alta do que você...

— E? – levantou-se e deu a volta em sua mesa, ficando de frente para mim.

— E as suas blusas vão ficar curtas. – engoli seco, Regina estava cada vez mais perto.

Quando pensei que viria em minha direção, ela fez o contrário e foi até o armário. – Continue Emma, dê me mais algumas razões para não usar as minhas coisas.

— E com certeza, ficariam muito coladas.

— Hummmm. – a morena não mostrou humor ou mesmo indignação, arrisco a pensar que ela gostou da minha resposta. – Esse aqui...

Quando ela jogou o vestido azul petróleo em minhas pernas tive que me conter para não rir, jamais o usaria.

— Olha com todo respeito, não vou usar isso não.

— Por quê?

— Não uso vestido.

— Curioso. – indagou com ironia.- Acho que devo ter alguma saia. – piscou com um dos olhos e se sentou na beirada de sua mesa, cruzando os braços.- Coloque-o.

— Eu não...

— Não faça com que eu arranque essa sua roupa e coloque-o por conta própria.

Arregalei os olhos e tinha certeza que as minhas bochechas estavam da mesma cor do batom vermelho de Regina. Conseguia até mesmo, ouvir as batidas do meu coração aumentar. Dei graças a deus por estar sentada, acho que ficaria pior se tivesse que suspender o meu corpo depois do arrepio violento que abordou a minha espinha após ouvir em alto e bom som aquela frase.

— Você vai ficar aqui? – assim que senti que poderia e me manteria de pé, levantei. Está certo, não gostava de usar aquelas coisas desconfortáveis, mas queria acabar logo com aquilo e voltar para a minha mesa, já que de qualquer forma necessitava daquele trabalho.

— Você quer que eu fique? – maliciei a sua pergunta, afinal, quem não pensaria coisas impróprias ao ouvir quase em um sussurro a voz sexy de Regina? E que voz...

Ela sorriu antes mesmo que eu pudesse responder, passou por mim, mas não continuou a caminhada, deu meia volta e pude sentir sua respiração morna em contato com o meu pescoço. – Não demore, Swan.

Eu não sei por qual motivo e se é que tinha algum, mas a Srta. Mills me deixava de uma maneira inexplicável, fazia minha boca salivar e ao mesmo tempo deixava a minha garganta seca. Podia sentir o suor frio no caminho de minhas costas ou até então o formigamento atrás dos joelhos quando ela estava muito perto. Mas o que quer que fosse aquilo, bom ou ruim, deveria parar.

— Meu deus. Tenha pena do meu pobre ventre. – sussurrei assim que ela saiu, encarando o vestido suspenso pelos meus dedos e temendo como aquilo ficaria em meu corpo.

REGINA MILLS

Preciso confessar que apenas em imaginar aquela mulher se despindo em minha sala me faz estremecer. Apenas em pensar naquela pele branquinha, nua e úmida... retirando peça por peça... Por que raios não ouvi o conselho de Graham para colocar uma câmera entre os livros? Seria arriscado caso ela ou alguém descobrisse, mas que culpa teria se a sede de tal corpo era maior?

Caminhei até a máquina de café com as pernas bem juntinhas, sentindo a ansiedade no próprio antro de prazer de vê-la naquele vestido, ainda mais descobrindo que a loira não gosta de roupas desse estilo, ou seja, seu corpo deveria ficar lindamente esculpido em tecidos justos e curtos.

Comecei a fazer o caminho de volta, sabia que o tempo dado, fora mais que o suficiente. Bati a porta e no consentimento entrei. Emma ainda estava de costas, e minhas extremidades se contraíram quando o zíper ainda estava aberto, deixando grande parte de suas costas sem tecido algum.

Equilibrada sutilmente com uma das mãos na minha mesa e em uma posição que me fez querer devorá-la ali mesmo, ela me olhou por cima dos ombros. – Sei que essa situação deve ser bem complicada para uma chefe, mas pode por favor fechá-lo? Não queria ao menos usá-lo... mas...

— Eu o fecho. – interrompi, sabendo que ela começaria a tagarelar e acabaria com as sensações que me tomavam a cada instante.

Aproximei-me aos poucos e ela ficou ereta novamente, antes de tudo passei os olhos pela parte abaixo das suas costas, onde a bunda claramente ficou ainda mais avantajada. Tive vontade de apertá-la, mas não fiz, abracei delicadamente as bordas do tecido e com a mão livre subi o zíper lentamente, prestando atenção em cada feixe completo e analisando as sardas e a pele que parecia ser muito macia. Ah como eu queria tocá-la. Joguei o cabelo de Emma um pouco para o lado e antes de uma reação da loira, prensei-a contra a mesa e aproximei a minha boca de sua orelha. – Está pronta. – disse pausadamente cada letra, percorrendo a lateral do seu corpo com as mãos. Emma se contorceu um pouco e não posso afirmar, mas acho que ouvi um gemido baixinho quando empurrei-a mais uma vez com o meu sexo. Eu estava em chamas, pronta para fazê-la se incendiar também.

— O-brigad-a. – se virou, mas aquilo foi um erro crucial para a minha sanidade. Estávamos tão próximas que ela ficou a centímetros do meu rosto, encostando ainda mais os nossos corpos, totalmente ao contrário de sua vontade, imagino que ela queria se afastar.

Meus olhos iam e vinham, ora em sua boca num rosado natural, ora em seus olhos esverdeados, enigmáticos e curiosos. Coloquei as minhas mãos em seu quadril, apertando-os com gana, afastando e trazendo-os de volta bruscamente. Emma fechou os olhos por alguns segundos e foi aí que eu tive certeza, ela queria o mesmo que eu. Sua boca entreaberta soltava a respiração irregular, ah... por que você é tão convidativa Swan? Refiz o movimento com o seu quadril, mas dessa vez usei só uma das mãos, enquanto a outra começou a se apossar do seu pescoço. Pele deliciosa para ausentar os meus cuidados ali, arranhei o topo da nuca, sentindo os fios molhados se enroscarem em meus dedos. Encarei-a mais uma vez e não resisti, tive que prender aqueles lábios aos meus.

Suguei tão deliciosamente aquela boca macia que ao menos me preocupei se estaria machucando-a. Queria saciar a minha fome com ela ali mesmo. Mas quem dera se sonhar fosse o suficiente, pois quando ameacei a levar uma das minhas mãos para suas coxas, ela repuxou a boca, se afastando aos poucos.

— Não. – sussurrou e agarrou as roupas que ainda estavam jogadas pelo chão.

Deveria pedir desculpas por dar lhe o que ela escondia, mas queria?

— Swan... Venha aqui... – repreendi quando ela agarrou a maçaneta da porta.

— Desculpe-me Senhora, mas eu preciso voltar a trabalhar. – disse em tom frio, mas apenas ao fazer a ponte com seus olhos, soube que era apenas para me convencer a deixa-la ir.

— Está bem. Vá. – disse simplesmente, virando as costas e voltando a me sentar.

E então ela se foi, fechando a porta cuidadosamente.

Um dia te levo pra cama Swan... Aposto...

— O que a garota ficou fazendo na sua sala por tanto tempo? – meu pensamento foi interrompido quando Graham entrou em minha sala, com uma expressão de quem queria intimidar-me.

— Abaixe o tom rapaz e, caso tenha esquecido, bata na porta. Poderia estar nua ou fazendo coisas que bem... – sorri, mordendo o lábio, ainda com o gosto de Emma e sensações percorrendo pela espinha.

— A é? – respondeu a minha insinuação, desabotoando alguns botões de sua camisa. – Quer ficar nua agora? – ergueu uma das sobrancelhas.

— Não... – mordi o lábio mais uma vez, sabia que por mais que a minha intimidade pulsasse, ele não poderia satisfazê-la por completo. – Quero que busque... uma garota...

— Tem certeza? Vamos fazer só nós dois...

— Eu quero uma garota... – sorri, sabendo que seu charme não me encantava mais. – Traga-me uma loira... com olhos verdes...

— Regi-na... Emma Swan não tem cópia...

— Não me faça repetir... Uma loira. Em trinta minutos.

— Como conseguirei em tão pouco tempo? São dez horas da manhã.

— Não me deixe com fome Graham... Você não sabe do que eu sou capaz...

Mesmo na pressa do homem para sair dali e encontrar a mulher, não resisti, acabei recorrendo ao meu próprio toque. Sentindo o meu broto úmido e pronto para ser amaciado, tocado de uma forma que me fazia viajar e imaginar que seria outra pessoa a fazer aquilo... A pessoa que me faria arfar e conter o gemido que continha no meio da afobação o seu nome gravado... nome esse; Emma Swan...

Notas finais
Parece que as coisas deram uma esquentadinha, não é? uau, que calor aqui! Bem, devido a minha demora, sei que muitas pessoas podem ter desistido de ler e isso me deixa com dúvidas se realmente posso continuar... Apareçam nem que seja com um simples "up", apenas para eu saber quantas pessoas ainda estão interessadas, se é que existem. É isso galera, mil beijos e até o próximo (se deus e vocês quiserem)!