The Last Chance
35 Capítulo 34 - PVD DUPLO
Notas iniciais
REGINA MILLS
Me preparei para aquela reunião a manhã toda, sabendo que eu teria que ser muito convincente para que os softwares fossem comprados.
Tudo que vem de fora do seu país precisa ser analisado com cautela, precisa valer a pena, ainda mais com o aumento evidente do dólar e a mão de obra. Odeio o calor com todas as forças e, para a felicidade da concorrência sinto como se os meus pulmões pesassem toneladas, além é claro, de estar cozinhando com aquele terninho. Mal consigo chegar na metade do discurso inicial, sem notar a minha garganta clamar por água ou qualquer outro líquido refrescante. O calor em Bombaim ultrapassa qualquer um dos termômetros em um dia consideravelmente quente de Nova York. Ninguém merecia tanto calor assim. Merda! — xingo mentalmente, me arrependendo de não ter deixado Zelena, mesmo que um pouco leiga, ter vindo no meu lugar.
Soube assim dei início que não faria a minha melhor apresentação naquele dia, tanto por fatores climáticos, quanto por estar preocupada por não ter conseguido falar com Emma desde que desembarquei no dia anterior. Mandei mensagens, liguei diversas vezes, mas a linha insistia em encaminhar a chamada para a caixa postal. A cada hora que se passa, sinto o meu humor oscilar de forma rápida. A medida que batuco com os dedos na escrivaninha do hotel, aguardo pela resposta daquele primeiro dia e olho o celular de cinco em cinco minutos para algum sinal de vida da loira.
O alarme indica a chegada de um novo e-mail na caixa de entrada. Respiro fundo e sem sombra alguma de dúvidas, viria bomba, já que a insatisfação dos mesmos ficou muito evidente quando tal reunião acabou. Não deu outra, em uma resposta que deveria ser unânime entre sete investidores, houveram três que acharam o produto de caráter duvidoso, impactando diretamente na compra.
Afasto o notebook e debruço-me sobre a madeira, sabendo que deveria recorrer e formar um discurso em no máximo dois dias, o que era muito difícil, já que esse teria que ser completamente convincente e, eu não tinha a ajuda de ninguém ali. Outro arrependimento! Deveria ter trazido ao menos Tinker.
Fecho os olhos por alguns minutos e vejo que já estou suando novamente, reviro os olhos e decido por bem, tomar um banho para relaxar e me refrescar um pouco.
A água fria me faz dar alguns pulinhos assim que entra em contato com a minha pele, mas segundos após o choque começo a sentir prazer por estar ali. A medida que meu cabelo se encharca com a água, deixo o sabonete íntimo escorrer de forma lenta por todo o meu corpo. Ao tocar minha região íntima, sinto um arrepio subir dos meus joelhos até a base da minha coluna e, inevitavelmente meu cérebro repassa todos os últimos momentos ao lado de Emma. Foi impossível conter o sorriso ao lembrar do seu.
|Flashback on |
O sol estava muito mais forte em nossos corpos quando desperto pela segunda vez. Tenho certa dificuldade para me acostumar com toda aquela claridade, tentando entender "por que raios ela não havia fechado as cortinas ao levantar para pegar o cobertor?". A raiva logo passa ao conseguir enxergar mais do quarto e notar na outra ponta, um pedacinho de gente de cabelos castanhos, perdido no mundo dos sonhos. Já no meio do móvel me deparei com nada mais, nada menos do que Emma Swan com a cabeça em meu colo e uma das mãos, abraçando o meu seio esquerdo. Abafei o riso em sua cabeça, sabendo que se ela se visse daquela maneira, com toda e absoluta certeza, ficaria igual a dois tomates bem maduros.
Respirei fundo, sentindo o eflúvio natural da mulher. Seu cheiro remetia à baunilha e mesmo que estranho, é muito bom. Deixei os meus olhos correrem por cada uma de suas curvas, admirando quão bonita e em paz ela parecia estar. Já havia reparado em seu corpo antes, mas não dessa forma, não tão minuciosamente, não com tanta adoração. Consegui encontrar alguns arranhões por suas costas e bunda, estabelecendo uma nota mental para que da próxima vez eu tomasse mais cuidado, pois apesar de gostar daquele tipo de coisa, não queria machuca-lá.
Mesmo que fosse atípico tê-la pela manhã daquela forma, poderia jurar que aquela era uma das melhores sensações que eu já senti. A paisagem como um todo, até mesmo o garoto do outro lado da cama, só me fazia desejar poder repetir aquilo muito mais vezes do que eu poderia contar.
Como tudo que é bom durava pouco, ouvi o meu celular tocar bem baixinho. Me desvencilhei devagar de Emma e procurei pelo aparelho, não tendo sucesso algum. Sentei na beira da cama silenciosamente, me xingando mentalmente por ter deixado minha bolsa no andar de baixo. Seria cômico se não fosse trágico.
Olhei para as horas no relógio de mesa, não era tão tarde, mas talvez, eu já tivesse ficado demais. Procurei minha calcinha por todo quarto, seja lá de que forma Emma a arremessou, ela tratou de desaparecer. Diferente do pequeno traje, meu vestido estava ao chão, bem no centro do quarto, me estiquei para apanha-lo e quando o fiz, senti alguns beijos salpicarem pelas minhas costas.
— Onde você vai com tanta pressa? — sussurrou em meu ouvido, me arrepiando por inteira.
— Para casa. Já fiquei muito... — as mãos de Emma que estavam em minha barriga, abraçaram os meus seios devagar. — Emma... o Henry...
— Você sabe que pode ficar o quanto quiser. — beijou o meu pescoço, fungando perto do meu ouvido. — Ele está dormindo... Você sairia sem se despedir?
— Claro que não... eu só ia me vestir primeiro...
— Hum... certo... — a olhava por cima dos ombros, podendo ver seu cabelo dourado todo bagunçado. — Quer tomar um banho antes de ir?
Afirmei com a cabeça, um banho seria ótimo para acalmar os ânimos. Errado! Não havia como ter calma, pois Emma resolveu se banhar também.
No torpor de tê-la junto a mim naquele cubículo, fiz o percurso da água escorrendo por todo o seu corpo. Cada detalhe daquela mulher é expendido, cada mínima sarda ou pinta tem sua beleza. Sinto suas mãos abraçarem os dois lados do meu quadril, onde ela me puxou de forma lenta para debaixo do chuveiro. Sorrio com o ato silencioso, ficando cada vez mais perto do seu rosto.
A água me fornecia certo alívio, pois apesar do sol, a temperatura estava baixa. Atenta ao seu corpo fora do alcance, foi a minha vez de puxa-lá, sentindo um arrepio doloroso ao encostar a pele já gelada a minha. Com a posição, nossos lábios se atraíram. E foi inevitável, avancei em um beijo extremamente lento.
Conseguia sentir a água passar por nossos lábios, fazendo do beijo ainda mais molhado. A língua de Emma serpenteava a minha entrada e eu a recebia com maestria. Os mamilos rijos colaram-se aos meus, nossos abdomens se raspavam, nossas pernas se equilibravam e, se a cena não fosse taxada como arte, estava muito próxima a ser. Não abri os olhos quando o beijo cessou e com a respiração entrecortada a sua, recorro a um abraço, tendo o colo de Emma como apoio, já que eu era alguns centímetros mais baixa do que ela.
— Eu preciso te confessar uma coisa... — falei.
— Confesse...
— Já tem muito tempo que eu não faço isso...
— O que?! Tomar banho? — levantei os olhos e lhe dou um tapa em seu braço. Emma e suas piadinhas. — Au!
— Idiota...
Reviro os olhos.
— Fala logo!
— Eu ia apenas comentar que...
Sou interrompida pelo barulho da porta se abrindo, de imediato me agarro ainda mais o corpo da mulher.
— Eu estava apurado mamãe, me desculpa. — Henry entra no banheiro e já vai abaixando as calças.
— Temos mais um banheiro, viu rapaz?
— Tava muito frio pra ir até o outro.
Mesmo que não houvesse nada de mais para ver, virei para o lado oposto em respeito à privacidade do menino, ouvindo o caçoar baixo de Emma.
— Oi, Regina! — ouvi o meu nome ser dito e mais uma vez o barulho da porta.
— Meu garoto é muito esperto, não acha?!
Encabulada pela cena, não a respondi. Tendo agora, como maior objetivo sair daquele banheiro o mais rápido possível.
| Flashback off|
Sou tirada de meus devaneios ao ouvir o meu celular tocar, de forma desesperada levantei da banheira e apanhei o roupão, não me importando nenhum pouco em molhar o porcelanato.
— Alô?!
— Oie, Regina... — aquela voz.
— Emma! Você está bem? Aconteceu algo? Porque não me atendeu? Você sumiu! — falei em um só fôlego.
— Calma... — riu.— Eu estou bem! Desculpa não atender você, estava com muito trabalho e quando voltei pra casa ontem, estava morta de canseira e o meu celular descarregou. Os meus dedos estão doendo de tanto editar e fotografar. E hoje, foi a mesma coisa, mas queria ver como você está antes de eu voltar pra casa. Como foi a reunião?
— Hum... — me lembrei daquela modelo. — Fotografando a Heloísa ainda?
— É Helena. E sim, a fotografei ontem.
— Ela estava de roupa dessa vez?
— Eu só fiz o meu trabalho, não se preocupe com isso. — tossiu. — Deixe o meu dia para lá, não ha nada de interessante. Me conte mais sobre o seu. O que fez hoje?
EMMA NOLAN SWAN
Apesar de um pouco irritada no começo da ligação, o tom de Regina foi se suavizando a medida que ela detalhava o seu dia, eu poderia ficar ouvindo ela falar por horas e horas. Tentei consola-la quando contou sobre o posicionamento negativo de alguns investidores e, se eu fosse boa com as palavras tentaria ajudar na criação do seu novo discurso. Não precisava de muito para entender o quão aquilo a abalou. Para que saíssemos daquela maré, coloquei uma pedra sobre aquele assunto e decidi testar o seu ciúmes de forma divertida, imaginando suas feições a medida que eu descrevia o ensaio com Helena. Era hilário como ela tentava esconder o sentimento com uma única palavra; "hum".
— Você só está me provocando, por que sabe que eu estou longe! E pode parar, eu não sou uma pessoa ciumenta!
— Você não faz o tipo de mulher ciumenta.... Esperava mais. — ela estava bufando.
— Se esperava mais, deveria ir lá com a sua modelozinha magrela!
Se aquilo não era ciúmes, eu não sei o que era.
— Não, não! Eu prefiro uma latina com umas curvas de dar água na boca, que resolveu ir pra outro lado do mundo!
— Gosta do meu corpo? Não prefere alguém como ela? Toda magra, alta.
Segurei o riso, como alguém poderia não gostar do corpo de Regina Mills?
— Eu sou apaixonada por cada detalhe seu! Seja pela tentação que é o seu corpo ou a sua essência. Você me encanta. — respirei fundo ao lembrar de Regina nua. — Não ligo de você ser baixinha, isso te faz fofa, e muito brava quando quer. E não, eu prefiro você. Convenhamos, você é muito mais atraente que qualquer outra mulher.
Ela ficou em silêncio e só depois de uma longa fungada, respondeu.
— Se você estiver me iludindo, eu vou ao inferno para arrancar o seu coração! — disse com voz embargada, o que me faz estranhar bastante.
— Acredite, eu não estou. Você sempre terá minha sinceridade. — ouvi alguém bater na porta. — Eu preciso desligar agora, posso te ligar antes de dormir?
— Sim, claro que pode.— sua voz já estava normal e ela parecia mais alegre.
— Prometo que não irei te alugar por muito tempo, sei que você também está cansada, será apenas para lhe desejar boa noite mesmo...
— Tudo bem, espero sua ligação mais tarde...
— Ok! Beijos, até depois.
Assim que finalizo a chamada, concedo a entrada.
— Então é aqui que a minha antiga amiga se esconde!
Assim que vi a ruiva, levantei de imediato, correndo para lhe dar um abraço.
— Belle! — a apertei, ouvindo ela reclamar.
— Se maomé não vai até a montanha, a montanha vem até maomé! — se afastou, passando os olhos por todo estúdio.
— Desculpe-me, foram dias intensos. — admito.
— Eu posso imaginar, nunca pensei que gostasse de... — pegou uma espécie de book que estava encima da mesa e se jogou no sofá, fazendo "caras e bocas" ao folhear o objeto. — fotografar mulheres quase nuas...
— Nem eu sabia. — segurei o riso. — Como você está? — sento-me a sua esquerda.
— Eu estou bem! Regina foi viajar, como eu aposto que você já sabe, e as coisas estão bem tranquilas na empresa.
— Acabei de falar com ela... Zelena está se dando bem?
— Hummmm, já deve estar morrendo de saudades. — riu.— Está sim, ela é bem diferente da irmã, pelo menos foi o que deu pra perceber nesse primeiro dia. Zelena é mais compreensível, digamos assim.
— Zelena tem o espírito bem jovem, do dia que eu a conheci até agora, eu nunca a vi desanimada. Mas Regina é determinada, vejo que ela se cobra demais, talvez seja por isso que ela é tão exigente com vocês.
— Baaaah, Regina é a minha chefe e você é a minha amiga, me dê o direito de reclamar. — fez careta. — Aliás, eu vim te fazer um convite...
— Que convite ? — pergunto desconfiada.
— Você sabe, que desde a Ruby eu venho tendo o total de zeros contatinhos. — colocou o book sobre a mesa, cruzou as pernas em me encarou.
— Hoje é a inauguração de um pub novo na 240 W 55th St, dizem que tem uma pegada bem legal e que vai lotar. A gente poderia ir, o que acha?
— Ah, Belle... em plena segunda?
— Todo dia é dia!
— Eu estou tão cansada e você sabe, estou com a Regina.
— Eu sei que vocês estão juntas, só estou pedindo encarecidamente que me acompanhe. Não é como se você estivesse fazendo algo errado, é só um bar...
Eu estava muito cansada, o meu único desejo era realmente ir para casa, tomar um bom banho e me espatifar na cama bem quentinha. Mas, os olhos de cachorrinho de Belle me fizeram dizer o contrário e eu aceitei ir até o famoso bar.
French não estava mentindo quando disse que o local estaria lotado. A nossa sorte foi chegar um pouco antes, caso contrário, teríamos que enfrentar uma fila que ia de uma esquina a outra. O pub nomeado como MacLauren's tinha um ambiente harmonioso, apesar das mesas grosseiras, bem rústicas. Foi olhando para o grande arsenal de bebidas que meus olhos pousaram na estrutura mediana de costas.
— É sério? Por que a convidou? — soltei para minha amiga, lançando-lhe uma cotovelada.
— Au! Como assim? De quem está falando?
Revirei os olhos e dei um sinal de cabeça, indicando a posição para que ela olhasse.
— Uhu, eu não convidei a Ariel. — semicerrei os olhos. — É sério, Emms. Eu não a convidaria, respeito o que quer que seja esse lance que você tem com a Regina. Mal temos conversado desde que você ignorou todas as chamadas dela e ela ficou brava por eu não querer ajudá-la.
— Ainda bem que não o fez. Então, trate logo de arrumar alguém porque eu não estou afim de ficar por muito tempo, ainda mais com Ariel aqui.
Ela afirmou com a cabeça e indicou um lugar mais no fundo, estabelecendo uma distância boa da outra garota.
Desde o dia que Belle me apresentou sua amiga em sua casa, percebi que Ariel sempre foi muito intensa e mal me deixava respirar quando estávamos no mesmo lugar. É por meio disso, que me incomodo de estar no mesmo lugar que ela, pois agora, eu estou com Regina e ela não faz o tipo de que ligava se a pessoa está comprometida ou não.
Me sentei em uma mesa e resolvi dar uma olhada no cardápio, não estava com fome, mas foi uma maneira de deixar o tempo passar enquanto a minha amiga tentava se enturmar em um grupo de garotas. Após folhear de um lado para o outro, aperto a campainha e em minutos, um homem alto vem atender.
— Boa noite! Seja bem-vinda, no que posso ajudar?
— Obrigada! Boa noite. Eu quero um chopp médio, por favor.
— Certo, Senhorita. Deseja algo mais?
— Somente a bebida. — devolvi o cardápio e ele se foi.
Assim que o homem saiu, tirei o meu celular do bolso e resolvi ligar para Regina, na pressa de me arrumar, não consegui avisa-lá que iria sair com Belle.
— Alô... — foi inevitável não sorrir, já que Regina tinha uma voz de sono.
— Te acordei?
Um grupo de homens passou, não deixando é claro de fazer barulho e assoviar.
— São cinco e meia, tudo bem... eu precisava levantar cedo. —bocejou. — Onde você está? Que barulheira...
— Desculpe-me, eu esqueci completamente do fuso horário. — suspirei. — Eu estou na inauguração de um pub com a Belle.
— Achei que estivesse cansada e que iria pra casa...
— E eu estou, sinto os meus olhos arderem aqui! Eu sou mole demais, foi só ela fazer aquela cara de cachorro desamparado para eu concordar. Mas eu não pretendo ficar muito, ela está conversando com algumas garotas, vou apenas tomar um chopp e esperar ela se enganchar em alguém para ir embora, eu preciso dormir pelo menos umas seis horas!
— E você? Já conversou com alguma garota?
— Claro que sim! Estou conversando com ela agorinha, minha garota. Regina Mills o nome, conhece?
O riso tímido corta a linha e eu a acompanho, mas em silêncio. — Deixe de ser boba!
— Eu estou falando muito sério!
— Isso é bom! Gostaria de estar aí com você, apesar de com certeza negar qualquer beijo depois de você beber isso que vocês chamam de cerveja.
— Eu adoraria que estivesse aqui, estou parecendo aquelas pessoas antissociais. Mas por que não me beijaria?
— Não sei se fico feliz ou triste por você não conversar com ninguém. A resposta é óbvia Emma, o sabor é horrível!
— Você bebeu errado! Chopp é diferente de cerveja normal....
— Ruim da mesma forma, meu bem...
— Eu vou discordar eternamente disso, é um pecado você dizer isso.
— Prefiro minha cidra.
— Mulheres que tem dinheiro é outra história, paladar refinado. Mas tudo bem, eu te aceito assim! — brinco. — O que fará hoje?
— Tenho uma vídeo conferência às 8:00 da manhã com uma empresa de grande porte. Pediria a minha irmã para fazer, mas ela ainda está se adaptando, então, ela atenderá só fisicamente por enquanto. Mais tarde tenho que trabalhar naquele discurso...
— Deve ser muito chato ficar ouvindo e falando por todo esse tempo, esse trabalho é muito chato. Ouvi de primeira linha que ela está se saindo muito bem! Boa sorte para escrever, sei que deve ser muito difícil.
— Eu concordo, é chato mesmo. Ah, é?! Que bom! Ela precisa amadurecer ainda... e sim, é de quebrar a cabeça. Odeio discursos.
—-
— Aqui está o seu pedido. — o homem voltou com a comanda e claro, com a caneca quase transbordando pela bebida.
— Obrigada!
Beberiquei, sentindo prazer ao ingerir o líquido gelado. Arrastei o dedo para a câmera, e enviei uma foto para Regina, voltando a chamada.
—-
— Te enviei uma foto, não sabe o que está perdendo.
— Acabei de ver aqui... Graças a Deus estou perdendo essa bebida horrível... ugh! Preciso pautar uma coisa...
— Aaaaa, o que?
— Você chama muito a atenção de xadrez e rabo de cavalo.
— Eu deveria levar isso como um elogio?
— Sim... deveria. Deve estar fazendo sucesso aí...
— Se eu estou ou não, não faço ideia! A única coisa que eu quero é ir pra casa dormir...
— E eu quero o meu tempinho frio de volta...
— É muito quente aí?
— Você não tem ideia do quanto! É quase insuportável!
— Credo, que delícia! Odeio o frio. Vamos trocar?
— Você não ia gostar, aqui é calor em excesso. E bem, eu sei como você e gelada, mocinha....
— Emma! Essas aqui são Ally, Emilia e Vanes... ah, desculpa... não vi que estava no telefone.
Belle nos interrompeu.
— Regina...
— Tudo bem, eu entendo. Se divirta e tome cuidado, por favor.
— Eu quero a minha cama, com você nela... socorro. – coloquei a mão na boca ao sussurrar. — Tenha um bom dia, me ligue quando quiser... já que é mais inteligente e entende dos horários!
— Em breve... Certo! Te ligo mais tarde. Juízo!
— Sempre!
Depois que finalizei a chamada, cumprimentei formalmente as três meninas em minha frente e elas, se sentaram junto a mim à pedido de Belle. Para minha total infelicidade, elas gostavam de conversar entre si, então, fiquei como a famosa vela entre as quatro. Sim, quatro, já que nem a minha amiga falou comigo.
Pouco menos de uma hora depois, terminei a quarta ou quinta caneca (não, eu não estava contando), sabendo que havia exagerado um pouco e que estava na hora de ir para a casa. Deixei Belle muito bem acompanhada, pedindo a ela que me avisasse assim que chegasse em sua casa. Paguei o que bebi e quando fui saindo senti um puxão em meu braço.
— Oi... Emma...
Fale com o autor