The Last Chance
36 Capitulo 35
Notas iniciais
Narrador
Ariel Fisher ainda tinha o pulso de Emma Swan abraçado pelos seus dedos, enquanto apreciava cada simples curva da mulher na calça super justa. O rabo de cavalo da loira, deixa seu pescoço a mostra, fazendo a boca da outra salivar só de olhar. Já a blusa xadrez preta e branca, com dois botões abertos a fazia curiosa e sedenta para ver mais da pele branquinha.
Emma se desvencilha e deixa evidente em sua expressão que não gostou nada de como foi abordada, mas não fez diferença alguma, Ariel conseguiu o que queria, não deixou a loira sair do bar.
— Oi, Ariel.
Swan manteve a expressão.
— Está com a Bell?
— Estava sim, mas já estou de saída. — aqueles olhos esverdeados deixa a ruiva quase sem ar. — Já vou indo...
— Ah, não vai não... — colocou uma mão sobre a camisa xadrez, ficando mais próxima da outra mulher. — Tome ao menos uma bebida comigo.
Emma deu um passe para trás, mas logo a distância foi preenchida pela insistência de Ariel. O que aos olhos de Emma, é irritante.
— Eu já bebi o suficiente. Preciso descansar. Marcamos outro dia, chamo a Belle e a Regina, aí bebemos nós quatro.
Ao ouvir o nome, o maxilar de Ariel trava automaticamente. Ao seu ver, Regina Mills sempre aparecia para estragar os momentos que ela tinha com a loira. Se pudesse resumi-la em uma palavra usaria; intrometida.
— Não sabia que vocês estavam juntas — levantou as mãos e fez aspas com a mão. — de verdade....
— Estamos. — sorriu.
É evidente nos olhos esmeraldas o desconforto de estar ali. Emma estava cansada o suficiente para deitar com a roupa do corpo. Além do que, estava levemente alterada e tinha que se controlar para que Ariel não percebesse.
— Hum. E onde está a tal da Regina agora? — olhou a ruiva ao redor, mordendo o canudo propositalmente.
— Ela está em uma viagem, por isso disse para marcarmos outro dia.
— Naaah... Regina vai demorar. Quero beber hoje e agora. Vamos, Swan! Uma bebida e te deixo ir.
— Eu já bebi bastante, Ariel...
— Justamente por esse motivo que eu lhe ofereci apenas uma bebida no acordo.
— Eu não disse que temos um acordo.
— Uh, larga de ser chata. Estamos conversando demais e só perdendo tempo! Venha!
— Uma bebida e eu irei embora. — disse entredentes, querendo logo acabar com aquilo.
— Tá bom. — Ariel se debruça sobre o balcão para alcançar o cardápio, fazendo questão de empinar a bunda para Emma, não tendo vergonha alguma de sua saia erguer e sua calcinha aparecer. Emma, assim que percebeu o que ela estava tentando fazer, desviou os olhos em outra direção, se questionando por que decidiu beber mais uma ali.
— Uma dose e eu estou fora. — murmurou baixo.
Não atenta às reações de repulsa da loira, Ariel sorriu. Fez os pedidos, determinada a acabar com a sanidade de Emma, pois aquela noite, algo lhe disse que a outra poderia ser sua por completo.
— O que pediu?
— Submarino. — respondeu simplesmente, sabendo que na verdade estariam bebendo duas bebidas, já que é uma dose de tequila dentro de um copo de chopp.
— Tenho que admitir, foi inteligente na escolha. São duas bebidas ao mesmo tempo.
— Era a única que eu conhecia aqui. — mentiu.
— Uhum... — Emma estava desconfiada, mas nada disse, só queria beber aquilo e ir para casa logo.
— É verdade... Mas, me conta, onde está trabalhando? Fiquei sabendo que está em um negócio novo.
— É um estúdio do namorado da minha amiga de quarto. Sim é novo, principalmente para mim.
— Que interessante, me passe o endereço depois. Quero fazer um ensaio sensual... — desceu lentamente as alças da sua regata preta, apertando os próprios seios em pura provocação. — O que acha? Faria?
— O trabalho é dividido, mas se a minha agenda estiver livre, dá pra tentar. — ignorou os movimentos da mulher e respondeu de forma seca. — Ariel, se comporte...
— Não estou fazendo nada de mais... estou de roupa ainda, a não ser que você me peça para tirar.
— Ariel, eu estou com a Regina. Você sabe muito bem disso.
Se não fosse o barmen voltar com as bebidas, Ariel retrucaria ao comentário.
Lá estava, duas canecas de chopp até a borda e mais duas doses de tequila ao lado. A ruiva sorria de orelha a orelha.
— Uhu! Vamos animar isso aqui! – empurrou a bebida para o alcance de Emma. — Vamos virar em 1...2...
— Não vou virar isso não... — Emma sabia o quão rápido era o efeito e temia caso tomasse de uma vez.
— Essa é a graça da bebida. Vamos não me decepcione, Emma Swan. Eu te desafio a ver quem bebe mais rápido.
Emma odiou mais uma vez ter escolhido ficar e sem mais nada dizer, colocou o pequeno copo dentro da caneca e se esforçou para terminar a bebida para poder ir pra casa. Já Ariel, mesmo que havia desafiado a loira, bebeu o mais devagar que poderia, não querendo ficar bêbada para ter o controle da situação.
Quando o copo voltou vazio ao balcão, a loira foi tomada por uma tontura, levou a mão a cabeça, fechou os olhos e esperou alguns minutos na esperança de que melhorasse um pouco. Sendo observada de perto, Ariel tinha um sorriso disfarçado no rosto. Seu "plano" havia dado certo.
— Vem, eu te levo para casa. — arrastou suas unhas vermelhas pelo jeans de Emma.
— Eu estou bem, só preciso ir ao banheiro.
Se esquivou do corpo esguio da outra e seguiu para o banheiro ao lado do bar. O coração de Emma tinha batidas aceleradas e os olhos mal conseguiam focar em seu próprio reflexo, a loira abriu a torneira e como concha, suas mãos levaram água a seu rosto. Aquilo não pareceu ajudar, ainda tinha a garganta anestesiada e a visão turva. Se encarou por mais alguns segundos no extenso espelho e decidiu tentar ir para casa agora, mesmo sabendo de suas condições.
Ariel que esperava ansiosamente pelo retorno da outra, pagou o que devia e comprou uma água com gás. Olhou em direção ao banheiro para averiguar antes de quebrar o lacre e colocar uma das balas que usava quando ia em alguma balada. Agitou bem e disfarçou, colocando a outra metade do lacre.
— Obrigada pela bebida, mas eu preciso ir agora. – disse a mulher loira, passando por Ariel o mais rápido que conseguiu.
A ruiva não desistiria tão fácil, a seguiu em silêncio. Emma tinha as mãos nos bolsos de seu jeans e a cada novo segundo, tentava se equilibrar e andar em linha reta.
— Emma, eu te deixo na sua casa. — indagou pretensiosa, sabendo que Emma já estava bêbada.
— Não precisa, está tudo bem. Eu.... e... consigo chegar tranquilamente, além do que, não é nada longe. — a fala de Emma era arrastada e lenta, por mais que ela tentasse disfarçar.
— Qual é? — tocou-lhe o ombro mais uma vez aquela noite, dessa vez fazendo a loira parar de andar. — É caminho, você sabe. Meu carro está ali, venha.
Não era uma boa opção, mas Emma teve que aceitar, já que estava tarde, ela estava bêbada e claro, sozinha, uma mulher caminhando sozinha quando já era quase madrugada. Ela afirmou com a cabeça, fazendo da outra feliz ao se encaminhar à seu carro.
Enquanto Ariel mantinha-se atenta ao manobrar o carro entre dois carros, Emma via seu mundo girar ao fechar os olhos. Sua garganta estava seca e ao mesmo tempo dormente.
— Aqui, vai se sentir melhor. — ofereceu a ruiva.
Emma pegou a garrafa de água, precisando mesmo do líquido natural. Sem notar que o lacre havia sido adulterado, ela virou a garrafa em sua boca com toda vontade que havia em si, foi tão rápida, que mal sentiu um gosto mais adocicado por conta da droga. À espreita, Ariel mantinha o riso contido, não tendo a menor dose de arrependimento.
Paradas em um sinal vermelho, Emma tombou a cabeça no banco, tendo sensações estranhas e desconhecidas por seu corpo, sentia a ponta de seus dedos formigarem, enquanto o mundo para si estava de cabeça para baixo. Assim que o passe verde foi dado para o carro atravessar a grande avenida, a motorista seguiu seu plano e desviou a rota para o seu apartamento. Rodou por quase vinte minutos apenas para Emma estar ainda mais dopada.
Emma sequer notou a mudança quando desceu, para ela estava em casa. Ariel a ajudou com os pequenos degraus na frente do prédio, querendo mais certeza de que a mulher que tanto a atraia, estava "na sua".
— Venha... — sussurrou no ouvido de Emma, já que a apoiava com seu corpo.
— Eeeee-u não me sinto mito bem, estou em casa? Tudo está rodando e-e rodan-do...
— Onde está a água que eu te dei, beba!
— A água tá me aju-dando?— em grandes goles, ela terminou com todo o líquido, não tendo a menor noção das intenções da outra.
Ariel não respondeu, apenas apertou a mão na cintura de Swan e as colocaram dentro do elevador.
Recostada a parede de ferro, a loira fechou os olhos e se assustou quando Ariel a agarrou. Sim, a ruiva preencheu qualquer espaço pessoal e levou os lábios para o pescoço de Emma. Swan não tinha noção alguma de quem estava ali e, como só uma pessoa povoava o seu íntimo, pensou ser Regina e deixou ser beijada.
Os beijos tornaram-se chupadas e Ariel fazia questão de marca-lá. Ela sentia que deveria, ela queria que Emma fosse somente sua. Quando os lábios seriam a próxima vítima, o elevador se abriu, dando acesso à um corredor com cinco quartos de cada lado, onde o seu era a terceira porta à esquerda.
Destrancou e empurrou a loira para dentro. Obsessiva em a ter logo, a ruiva retirou sua blusa em conjunto com o sutiã, ficando seminua na frente da outra. Emma tinha o cenho franzido, como se sua consciência tivesse lapsos curtos de que aquele corpo não é o de sua amada.
— Eu preciso me sen... — não conseguiu ao menos terminar de falar, deixando seu corpo encontrar o sofá.
Ariel estava determinada demais para desistir e então, avançou novamente sobre a outra, sentando-se em seu colo. Emma fechou os olhos, algo naquilo não parecia nada certo. A ruiva não perdeu tempo e foi desabotoado a camisa xadrez, lambendo os lábios com cada pedaço de pele à mostra, tremendo em sua intimidade ao ver os seios fartos de Emma em um sutiã branco.
— Isso nã-o essss-tá cert...o — murmurou a loira.
Ariel rebolou no colo de Emma, sentindo o jeans raspar em seu sexo, a fazendo ainda mais excitada. Swan estava viajando em seus pensamentos e mesmo depois de quase despida, os olhos se mantiveram fechados desde que sentou ali. A ruiva decidiu investir mais e então, abraçou com as duas mãos a face de Emma, beijando-a de forma selvagem.
O beijo áspero fez Emma abrir os olhos e assim que fizeram ponte com os azuis de Ariel, se deu conta do que estava rolando e que não era Regina ali.
— Que merda! — de forma imediata ela empurrou a garota para longe, fazendo Ariel cair no chão.
Ao levantar-se de forma tão rápida, por ainda estar grogue, ela quase tropeçou em seus próprios pés. Olhou ao redor e a consciência pesou, não estava mesmo em sua casa. Procurou imediatamente pela porta e quando a achou, correu diretamente para ela e saiu sem dizer mais nada, totalmente atordoada pelo o que havia feito.
Ariel já de pé, sentia o seu corpo arder com o impacto de ser jogada ao chão de repente. E naquela noite, com sangue nos olhos, ela jurou fazer Emma pagar por tamanha brutalidade e "enganação".
EMMA NOLAN SWAN
Em frente ao espelho, observei as marcas que ainda roxas, remetiam a grande merda que fiz. Toda vez que parava para olhá-las, sentia o meu estômago se revirar em agonia e o coração apertar só de pensar em contar a Regina.
Durante toda semana tentei evitar chamadas de vídeos ou áudio, apenas trocamos mensagens de texto, pois ela saberia assim que me escutasse ou visse que algo havia acontecido.
Eu sabia como ela estava carregada com o discurso que precisava escrever e a missão dela na Índia, não seria justo eu além de passar a faca no meu próprio pescoço, levar Regina junto comigo.
Mas hoje, hoje ela saberia de tudo.
Com o medo bambeando as pernas, pego o lenço sobre a penteadeira e o envolvo em meu pescoço, camuflando a pele machucada e indo de encontro a porta do quarto.
— É hoje? — disse Branca assim que entrei na cozinha.
— Ela chega às 20horas. — disse com as mãos trêmulas, enchendo uma xícara de café preto. —Eu estou com medo, B.
A mulher mais velha me olha com pena e se senta em minha frente, tomando seu café.
— Está com medo do que mamãe? — Henry se aproxima, sentando-se em sua cadeirinha ao meu lado.
Me virei em sua direção e o ajudei, colocando seus ovos mexidos e as panquecas em seu prato.
— A mamãe fez uma coisa muito, muito feia e a tia Regina, vai ficar muito brava.
Ele parou de mastigar e pegou a minha mão que ainda se mantinha ao lado de seu prato. Henry depositou um beijo suave ali, sorrindo.
— Gina vai ficar brava mamãe, mas ela gosta muito de você. Vai ser como se você estivesse brigando comigo ou como se a Srta. B estivesse brigando com você.
Olhei para Branca e nós sorrimos em conjunto. Termino o café e me levanto, olhando o relógio e percebendo que eu estava quase atrasada.
— Meu amor, precisamos ir. — disse para Henry.
O garoto se levantou de imediato e parou em minha frente. — Vou escovar os dentes...
— Whale tem alguma novidade sobre o problema do Henry?
— Saberei hoje. – respeitei fundo. — Eu espero que algo tenha mudado em relação à visão dele, alguma esperança.
— Eu estarei torcendo por isso. — beijou-me a face, parando por alguns segundos, como se me mandasse toda a sua positividade. — Você batalhou para entrar nessa relação, menina. Então tenha força para enfrentar a ira de Regina quando ela souber sobre você e a Ariel e o principal, não desista de vocês.
— Obrigada pelo conselho. — respirei fundo, temendo mais uma vez com a chegada da morena. — E eu não pretendo desistir...
Com aquela frase, encerrei aquele assunto com Mary Margareth antes que eu me atrasasse realmente para a consulta e, consequentemente para o trabalho. Caminhei até o hall de entrada e esperei por Henry, que logo em seguida se colocou ao meu lado.
— Vamos, macaquinho? — o peguei no colo.
— Yep, macaquinha!
O forte cheiro de amoníaco misturado ao álcool me deixa nauseada. Consigo sentir minha respiração ficar a cada minuto mais irregular na pequena e tortuosa sala de espera. Não havia nada errado, nenhum exagero do lugar, eram apenas as malditas lembranças de estar no hospital novamente.
Esperamos por mais longos e estressantes dez minutos ali, para logo sermos realocados na sala do médico de Henry. O homem de cabelo platinado e semblante engraçado, manteve-se formal até começar a examinar meu filho, pois assim que o auscultou, começou a fazer diversas brincadeiras para anima-lo.
— Vejo que o cabelo dele já está crescendo! — olhou por cima dos ombros para mim. — Isso é ótimo.
— É, sim!
— Então, ele reclamou de alguma coisa? Alguma dor?
— Apenas no hospital, mas desde que chegamos de Seattle, ele vem reagindo muito bem. — disse sincera. — As dores de cabeça pararam completamente.
— Certo! Ei, cabeça de batata. — o chamou de forma carinhosa, pegando-o no colo e indo com ele até o outro lado da sala.
Henry agora estava em um banco de metal, de frente para uma máquina estranha. — Eu irei chamar um amigo meu para dar uma olhada em seus olhos agora, ok? — o garoto afirmou com a cabeça e sorriu.
Assim que Whale saiu da sala, me coloquei ao lado da cadeira, pegando a sua mãozinha para o deixar mais relaxado. Beijei o topo de seus cabelos e aguardei o retorno do médico.
Não se demoraram e entre murmúrios voltaram a sala. O cumprimentei formalmente, permanecendo ali. O médico de estrutura alta e pele morena, parecia simpático e experiente. Delicadamente ele colocou o queixo de Henry sobre a máquina e prendeu a sua cabeça suavemente com uma tira de cor branca para mantê-lo imóvel. — Isso não vai doer nada, tá bem? Eu só quero que você tente manter os olhos bem abertos e tente não piscar muito... consegue fazer isso?
— Sim! Eu sou um homem já... consigo fazer quase tudo.
Whale olhou para mim e sorrimos em conjunto. Dada a permissão, o doutor moreno começou a examina-lo com afinco.
Assim que tudo tornou-se silencioso demais, senti o meu celular vibrar e rapidamente o tirei da bolsa para interromper aquela chamada, antes que atrapalhasse a concentração ali. Aquela deveria ser a décima ligação seguida que eu não atendia. Ariel havia me ligado à noite toda. E se não fosse o suficiente, Regina inconscientemente parecia intercalar as chamadas, pois assim que uma desligava, a outra, aparecia no identificador de chamadas.
Eu vou ficar louca.
Sem deixar com que os pensamentos me atordoassem, me concentrei somente no único ser humano que merecia a minha atenção naquele instante, Henry e a sua saúde.
Após o examinar de forma minuciosa, sentia o meu coração quase pular do peito ao esperar um pró-diagnóstico. Ele enrolou o necessário para deixar Henry entretido com um brinquedo e se voltar a mim, que já estava definhando sobre sua mesa.
— Eu trago boas notícias, Senhorita?
— Swan... que notícias?
— Preciso entrar em contato com a Arizona Robbins para coletar algumas informações sobre a cirurgia feita e sobre os anestésicos usados, mas o que eu consegui ver ao examina-lo é que existe a possibilidade de ser uma pequena pressão ocular.
— E é reversível? — disse em sobressalto.
— Se for confirmado, sim.
— Ele precisará de uma nova cirurgia?
— Com a tecnologia de hoje em dia, é possível fazer a retirada pelo próprio globo ocular, sem a necessidade de uma cirurgia extensa pelo crânio. — sorriu. — Mas antes de eu lhe contar todos os métodos, precisamos ter a absoluta certeza, Senhorita Swan. Seria antiético prometer algo no momento.
— Tudo bem, não exigirei promessas. Eu o entendo perfeitamente! — olhei Henry de canto, sorrindo com a simples ideia de que a vida dele poderia voltar ao normal. — Muito obrigada! Muito obrigada também, Dr. Whale.
— Eu só fiz o meu trabalho. — Whale sorriu amarelo. — Mandarei as imagens e amostras para Robbins e o laboratório, assim que os resultados saírem, eu entro em contato com você, tudo bem?
— Ótimo! Espero ansiosa pelo retorno! – cruzei os dedos, querendo pular de alegria ali mesmo.
"Para alguém perdido, qualquer luz no fim do túnel é a chave para se ter esperança novamente."
A manhã tranquila logo se transformou em uma tarde cheia de compromissos e trabalho. Enquanto eu separava as melhores fotos para os novos catálogos, notava o sol se esconder por entre os prédios devagar e o céu ganhar tons de rosa e roxo. Atenta a aquela paisagem, deixei a pasta de lado, abri as enormes janelas do prédio, peguei a câmera e comecei a fotografar.
O dia agora transformava-se em noite na sua forma natural e esplendida, me atentei aos últimos requisitos e fotografei os últimos filetes ao oeste.
— Gostaria de saber como faço para ganhar tamanha atenção. — uma voz rouca surgiu em meio aquele silêncio.
Me virei de imediato, ainda com o dedo indicador no botão da câmera e um dos olhos sob a pequena lente. Meu coração se aquece de uma forma inexplicável ao tê-la ali, sorrio em conjunto, fotografando Regina Mills escorada a porta.
A medida que as fotos vão sendo tiradas, a mulher em sua classe vai se aproximando e apenas retiro a câmera do rosto quando sinto-a tão perto, a ponto de nos esbarramos. Coloco à máquina na mesa à esquerda.
— Oi... — não havia motivos para sussurrar, mas mesmo assim o fiz, tendo os olhos chocolates conectados aos meus.
— Olá... — disse no mesmo tom, colocando os braços ao redor dos meus ombros.
O silêncio atípico para reencontros não incomoda, pois aqueles olhos queriam dizer muito, assim como os meus. Sentia seus dedos rasparem de forma lenta em meu pescoço, arrepia, mas eu estava focada em observar cada cantinho de pele possível. Apreciei minuciosamente o seu tom de pele âmbar ainda mais bronzeado e brilhante. Os cabelos visivelmente mais curtos e molhados. A blusa jeans amarrada deixa boa parte de sua barriga à mostra, enquanto o busto não passa despercebido pelos dois botões abertos, ou era muito discreto, ou Regina não usava sutiã. Na parte de baixo, ainda mais informal, ela usa uma calça jeans justa preta, que molda suas curvas perfeitamente. E nos pés, ela usa um vans todo preto. Sim cérebro acredite Regina Mills tá' usando tênis.
Abracei a sua cintura, trazendo-a ainda mais perto e suspirando ao sentir a quentura de sua pele em meus dedos. Volto ao seu rosto marcado com uma maquiagem simples, porém, que ganha certa sofisticação quando o carmesim do seu batom a acompanha.
— Que o seu batom me perdoe... mas eu preciso beija-la agora.
— Faça-o então. — o sorriso me desnorteia, o olhar me encoraja.
Respiro fundo, com desejo e saudade, deixo meus lábios sobre os seus devagar. As mãos de Regina rapidamente tomam a minha nuca e a boca entreaberta atrai a minha língua para a sua. O ritmo que antes calmo, ganha velocidade com a necessidade de mais e mais. Nossas línguas se perdem, se chupam, se excitam. Deixo ela tomar todo controle, eu estava totalmente a sua mercê.
Com os corpos grudados, sinto suas investidas para irmos até o sofá no canto da sala. Mordo seu lábio inferior e o chupo depois, quebrando o beijo para podermos respirarmos um pouco.
Sento-me sobre o sofá e se a ideia era respirar, logo foi jogada ao vento, já que Mills se sentou em meu colo.
— Eu estava com tanta saudade de você... do seu beijo... do seu toque... — Mills sussurra em meu ouvido, enquanto distribui mordidas leves em meu lóbulo.
— Eu também estava com muita saudades de você, Regina. — a abracei, sentindo seu perfume entrar em minhas narinas. Não restava mais dúvidas, eu amava o seu perfume. — O seu cheiro... ele... ele é viciante.
Regina soltou um riso de fazer qualquer mundo estremecer e sem avisar, ela começa a rebolar em meu colo e sinto os seus beijos aprofundarem-se em meu pescoço. Como balde de água fria, toda aquela bolha de tesão e paixão estourou para mim, pois eu sabia que ainda tem algumas marcas deixadas por Ariel embaixo daquele lenço.
Delicadamente, retirei a boca dela dali com as duas mãos, fazendo seus olhos se abrirem e me encararem novamente.
— Você chegou antes... Eu iria te buscar no aeroporto. Por que não me avisou?
A olhando daquela forma, perdi um pouco da coragem, mas eu contaria, mesmo sabendo que ela poderia nunca mais olhar na minha cara ou simplesmente, mandar alguém me matar.
— Você fala como se atendesse o celular. – revirou os olhos, se ajeitando e ficando reta novamente. Deixei minhas mãos caírem por seu quadril desnudo pela blusa amarrada. — O que aconteceu? Você não atendeu nenhuma das minhas ligações.
— Eu estava com a cabeça cheia demais. Não queria prejudicar você com seus investimentos. Você precisava se dedicar cem por cento. Como foi? Eles aceitam?
De cenho franzido ela me encarou por vários segundos. — Quer mesmo falar disso agora?
Regina Mills é o limite entre o céu e o inferno.
Com uma das mãos ela liberou mais um dos botões de sua camisa, deixando mais do que claro que ela estava sem nenhuma roupa íntima.
— Regina... — seguro em sua mão, fazendo ela parar de se despir. — Feche a sua blusa e sente-se aqui. — apontei ao meu lado. — A gente precisa conversar...
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