The Last Chance
22 Capítulo 21
Notas iniciais
EMMA NOLAN SWAN
Depois de encerrar a ligação fui diretamente ao ponto marcado, visando que o mesmo é um pouco longe do Central Park. Após organizar a mente e tentar esquecer um pouco de todos aqueles problemas, fiquei curiosa em saber qual o motivo de Belle ter escolhido aquele lugar em si, ainda mais que a ruiva disse que queria esquecer-se de Ruby, cuja qual, trabalha exatamente na cafeteria onde nos encontraríamos.
Não demorou muito e ela cruzou a avenida de mãos dadas com uma garota. Franzi o cenho com a cena e quando as duas pararam em minha frente, Belle a puxou e lhe selou os lábios, demorando bastante para um simples selo.
— Ela viu isso? – disse minha amiga, um pouco impaciente.
— O que? Quem? – perguntei confusa. Notando que a menina ao seu lado, me analisava minuciosamente.
— Ruby. – revirou os olhos. – Ela viu o beijo?
— Como eu vou saber? – dei de ombros.
— Olha lá pra dentro e se ela estiver olhando para cá, ela viu.
Desviei de seus olhos e fiz o que me foi dito. Sim, a morena com certeza havia presenciado a cena, pois estava estática olhando em nossa direção. Ruby logo percebeu que eu a olhava, então, tentou disfarçar e voltou a encarar a tela do computador como se fizesse aquilo há tempo.
Apenas afirmei com a cabeça ao voltar a fitar Belle, que sorriu assim que teve a sua resposta. Agora tudo se explicou, eu entendi muito bem o por que ela queria se encontrar ali.
— Ótimo, agora vamos! Precisamos comprar nossas bebidas. – disse e começou a caminhar, soltando-se da garota assim que estávamos longe o suficiente.
Perdida em meus próprios pensamentos, fiquei o caminho inteiro calada, enquanto Belle tagarelava sobre algum assunto alheio. Compramos três garrafas de tequila e uma de vodca, achei um exagero, mas segundo as duas, iríamos dar conta das três garrafas naquela tarde.
Chegamos no apartamento alguns minutos depois.
— Lar, doce lar. – disse ao destrancar a porta. – Entrem e se sintam à vontade. Se não se importarem, eu vou tomar um banho rápido, enquanto isso, vocês podem se conhecer melhor e ir preparando algo com a vodca. Que tal?
— Sim, claro. – respondeu a garota ao meu lado, animada demais para o meu gosto. – Quer dizer, se sua amiga não se importar de me ajudar...
—Tudo bem pra você, Ems? – perguntou Belle, com a sobrancelha arqueada.
— Sem problemas. – respondi lhe encarando, sabendo o que ela pretendia com esse papo de ir tomar banho. Balancei a cabeça negativamente e disse sem som. – Eu vou matar você.
— Ótimo, volto em dez minutos! Se comportem meninas. – ignorou completamente o que eu havia dito, seguindo para um dos quartos.
Quando a porta encontrou-se com o batente, a garota de olhos claros se afastou, caminhando para a cozinha. À contra gosto a segui, parando ao seu lado e abrindo as gavetas da pia, procurando por alguma faca.
— É na segunda, à direita. – disse apontando.
— Obrigada. – agradeço, mas não a encaro.
— Então, Emma, não é? – engatou, enquanto apanha alguns copos na lava-louças.
— Sim, Emma Swan. – sorri de canto, de fato, adorava o meu sobrenome. — Ariel Fisher, correto?
— Sim... – ouvi sua risada. – Você acha que devemos fazer uma caipirinha com a vodca?
— Olha, eu não sei por Belle, mas eu vou ficar só na tequila por hoje. Sou forte para bebidas, mas não quando elas se misturam. – disse com verdade, cortando os primeiros limões com sucesso.
— Não deveria se limitar a beber, não hoje. – sorriu, raspando seu ombro propositalmente no meu. – Vocês estão se reunindo para esquecer de algo ou alguém, então, para que se controlar?
Disse e despejou o líquido mágico, vulgo tequila, em dois copos.
— Vocês, quer dizer... Nós...
— Não, vocês duas mesmo. Eu sou a mera privilegiada para participar do show. Não tenho uma história triste para derramar enquanto bebo.
Balancei a cabeça, fitando-a pelos canto dos olhos. Seu corpo capta a minha atenção de imediato. Com o movimento repentino para alcançar os guardanapos de papel no armário, a saia preta de couro soltinho que ela usa sobe alguns dedos, suficientemente capaz para deixar a poupa de sua bunda à mostra. Mesmo com a meia fina preta, pude ver todo o contorno e quando, ela me encarou por cima dos ombros, senti as minhas bochechas se incendiarem. Voltei a encarar a tábua, repreendendo-me mentalmente por fazer aquilo.
— Então. – decidi quebrar o silêncio. – Você e a Belle estão...
— Não. – responde, cortando-me. – Somos apenas amigas, ou melhor, sou amiga da Ruby.
— Hum... Vejo que Ruby tem uma ótima amiga.
Ariel me encara, com um sorriso travesso nos lábios.
— A gente gosta de compartilhar.
Minhas bochechas mais uma vez foram tomadas pelo rubor.
— Entendi. – disse sem graça, terminando a lição que me foi dada. – Pronto, isso é o suficiente.
— Talvez. E você Emma, gosta de compartilhar? – com dois copos de tequila, ela parou em minha frente, prendendo-me no balcão com seu corpo. Sua respiração cruzava-se com a minha e os olhos, me fitavam de forma intensa. Ela jogou a cabeça para frente, diminuindo o único espaço que ali havia. Raspou os lábios em meu maxilar, deixando-os divagar sobre o meu pescoço. Me arrepiei e a respiração pesou ainda mais. – Por que se a resposta for sim, adoraria compartilhar muitas coisas com você. – sussurrou num fio de voz.
Dito isso, ela se afastou um pouco, mas não muito, pois eu ainda estava presa. Agradeci ao movimento, mas seus olhos voltaram a me prender. Ariel, então, levou um dos copos à boca, virando o shot de tequila rapidamente.
— Epa! Começaram sem mim?
Belle invadiu o cômodo, pondo-se ao nosso lado, quebrando todo aquele clima. Obrigada... Agradeci mentalmente.
A loira que ainda tinha suas pernas entre as minhas, se afastou, sorrindo pelo cantos dos lábios.
— Ninguém mandou você ir tomar banho. – disse, roubando o outro copo da mão da garota. – A culpa é toda sua. – ralhei, virando o líquido de uma só vez, sentindo a garganta queimar.
As duas me olharam surpresas, mas nada disseram. Ariel me ajudou a levar as bebidas para a sala, enquanto Belle tratou de colocar algo para tocar.
— Você ainda não respondeu a minha pergunta. – sussurrou Ariel em minhas costas, me fazendo arrepiar. – Até o raiar do próximo dia, em uma boate... Garanto que a resposta virá...
REGINA MILLS
O barulho estridente e repetitivo me fez praguejar ainda de olhos fechados, tateei cegamente os lençóis até encontrar o aparelho debaixo do travesseiro. Toquei na tela e coloquei o aparelho na orelha.
— O que é? – falei, irritada.
— Geralmente, falamos bom dia... Bom dia, Regina Mills. – disse uma voz familiar.
Levei o aparelho até os olhos, espiando por uma pequena fresta, notando o número desconhecido. Fiz uma careta, não conseguindo assimilar tal voz a ninguém.
— Quem está falando? – falei sem muita paciência.
— Você não muda mesmo, sempre com um péssimo humor matinal.
— Olha aqui. – falei um pouco mais alto, interrompendo-a. – Quem você pensa que é para falar...
— Ei maninha, calma... – me cortou.
Maninha? Espera... MANINHA?
— Zelena? – falei quase em um sussurro, abrindo os olhos por completo.
— Não, é o papai noel que resolveu ligar uma semana mais cedo. – revirei os olhos, sim... Era ela. – Então, já está chegando?
Franzi o cenho. — Onde exatamente?
— Na lua, Regina. – debochou em uma gargalhada alta. – No aeroporto, onde mais seria?
Oh-oh... Droga! Saltei da cama, xingando-me mentalmente por ter esquecido que Zelena chegaria essa manhã. Corri para o banheiro, ligando o chuveiro para a água esquentar. Enquanto isso, voltei para o quarto, jogando um vestido de inverno soltinho encima da cama, um casaco grosso e botas.
— Ah, uh-m... Eu já estou chegando. – falei, ofegante.
— Espero que não tenha esquecido e, esteja mesmo chegando. – riu alto. – Te vejo daqui à pouco.
— Okay.
Assim que a linha ficou muda, pois Zelena foi quem desligou, voltei a encarar a cama, não necessariamente para as vestes, mas sim, os lençóis amarrotados ao lado direito. Vazio... completamente, vazio.
Abaixei a cabeça, levei uma das mãos à testa e respirei fundo. — Foi tão ruim assim? — Encarei mais uma vez as marcas de que alguém esteve ali e decido ir para o banho, sabendo que eu não poderia fazer mais nada a respeito que envolvesse Emma Swan, pelo menos, não agora.
(...)
Rolava os olhos de um lado para o outro, procurando por Zelena no meio de tantos passageiros que desembarcavam. Estava à ponto de perder a paciência e ir embora, mas senti um par de mãos me enlaçar, prendendo-me em seus braços.
— Continua a mesma pequena de sempre!
Ah... aquela voz!
— E você, pelo jeito, continua com esses braços magrelos e compridos. — ralhei, virando-me para abraçá-la corretamente. — Eu senti a sua falta!
— Você nem imagina a saudade que eu estava de você, Rê. — senti seus dedos em meu couro cabeludo, sorri instantaneamente, me aninhando ainda mais em seus braços. — Já tem tanto... tanto tempo! — soou com um ar triste, fazendo os meus olhos embaçarem por completo.
— Você é uma... grrr.... Você se isolou, Zel... Você não ligou para mim, uma só vez! — me separei de seu corpo, encarando-a. Seus cabelos ainda desgrenhados, totalmente ruivos e enormes. — Por quê?
— Você sabe, eu precisava de tempo... Na verdade, eu ainda não consegui superar. — suspirou. — Podemos, por favor, deixar isso para depois?
Apenas assenti com a cabeça e peguei uma de suas malas. — Vou te levar à um lugar para comermos algo. Não sei você, mas eu estou morrendo de fome.
— Meu estômago está roncando desde que embarquei...
— Então vamos logo, temos muitos assuntos para colocar em dia e dois monstros para alimentar.
Depois de um café extremamente delicioso, deixamos a conversa nos guiar para o meio da tarde. As horas corriam e a cada instante, aproveitei a sua presença, me deliciando com suas histórias e contando boa parte do que aconteceu em minha vida depois que os nossos pais faleceram. Algo em toda aquela conversa, me deixou intrigada, onde o único contato que Zelena fez fora do internato, foi ninguém menos, ninguém mais do que o Sr. Robert Gold. Achei estranho, muito estranho mesmo, por que tamanho interesse dele para com a minha irmã?
— Por que apenas ele? — perguntei de cenho franzido, recostando-me no apoio do sofá.
— Não sei, talvez mamãe tenha combinado algo do tipo com a diretoria. Gold nunca me disse por que era o único que poderia ligar. Nossos celulares são recolhidos e só são entregues nas férias, para você sabe, não nos distrair com coisas fúteis durante o semestre. — rolou os olhos. — Esse também foi um dos motivos que me fez ficar bem afastada de você.
— Hum... Terei uma conversa com aquele homem assim que possível, nunca entendi o por que dessa obsessão dele com você, conosco. Desde que mamãe e papai sofreram o acidente, ele nunca saiu de perto. Como uma sombra. Mas confesso, só consegui reerguer a empresa por causa de sua ajuda... Se não fosse ele... Com certeza, estaria enfiada em uma casa de stripper, no meio das pernas de alguma prostituta... Gastando milhões por semana.
— Tirando a parte de gastar, o resto é bem favorável. — sussurrou, batendo seus braços aos meus.
— Concordo. — sorri, lembrando-me de Emma no mesmo instante. Merda, sai da minha cabeça!
— Como está o seu coração?
— Como sempre, vazio. Esta tierra no es habitable hermana! *essa terra não é habitável, irmã*.
— Coração negro! — acusou, apontando o dedo indicador. Semicerrei os olhos e ela me enlaçou em um abraço de lado. — Você precisa começar a procurar a sua metade da laranja, está ficando velha irmã... Quando as coisas começarem a cair, ninguém vai te querer.
— Cala a boca! Eu não estou velha, você que não saiu das fraldas ainda! — a empurrei. — Precisamos ir embora, você precisa descansar um pouco. De noite, vamos sair.
— Você bem sabe que a minha inocência, eu perdi há muito tempo.... Hum... Regina Mills, já estou gostando dessa cidade! Acho que vou aceitar aquela proposta e deixar você me tirar daquele colégio!
— Você sabe que a proposta sempre estará de pé, mas o seu estudo está quase no fim. Seria uma grande besteira você sair de lá agora.
— Tudo bem, mamãe. Vamos para casa, antes que você comece a investir em sermões também! — levantou-se e pegou suas malas, correndo para a porta com um olhar sapeca. — Os mais velhos pagam a conta!
Sorri com toda aquela animação, Zelena com certeza, é a melhor parte de mim.
Apesar de toda descontração de alguns minutos atrás, Zelena relutou ao passar pelo hall da casa. Tive que pegar em sua mão para entrarmos. Dada a última vez que ela esteve entre aquelas enormes paredes, nossos pais ainda estavam vivos, então, como se fossemos gêmeas, eu senti o que ela sentiu.
Tudo estava exatamente da mesma forma, ou seja, não precisei detalhar onde e como ela poderia encontrar as coisas. Minha irmã, ficou em seu antigo quarto e eu segui para o meu.
A ideia de seguir os passos de Zelena e ir dormir algumas horas se esvaiu por completo, pois, assim que me joguei na cama e ameaço a pegar no sono, a estúpida lembrança de Emma chorando enquanto eu a tomava invadiu os meus pensamentos. Apanhei o travesseiro ao lado e o joguei contra a minha própria face, tentando me desfazer daquelas memórias. O que necessariamente foi em vão, pois seu perfume estava embromado na fronha e, pelo jeito na cama inteira.
Maldita proposta, Regina! Maldita Emma Swan!
Os segundos se tornaram minutos e assim, sucessivamente, os minutos tornaram-se horas. No tempo em que fiquei trancafiada naquele quarto, decidi adiantar algumas coisas da empresa, como: reuniões, novos negócios, férias vencidas, faturamentos e por aí vai, tudo isso, no intuito de entreter a mente. Robin, meu funcionário, havia me mandado um e-mail confirmando o sucesso da ordem que eu lhe dei no dia anterior. É oficial, Swan fora demitida. Confesso, talvez, exagerei em despensa-la, mas no momento que a mão dela espalmou o meu rosto, me fez perder todo o controle. Aquilo era completamente inadmissível. Onde um funcionário sairia impune por tal ato?
Com os pensamentos divagando mais do que deveriam, o dia, então, tornou-se noite. Respirei fundo e chamei por Zelena, pois tínhamos uma noite para comemorar.
Depois de quase duas horas, finalmente, conseguimos sair de casa. Zel traja um vestido verde tubinho, que modela suas curvas perfeitamente. O decote mostra o quão privilegiada ela é, bem diferente de mim, é claro. Seus longos cabelos, caem em ondas bem feitas até a metade do busto avantajado e a maquiagem, faz daqueles olhos ainda mais lindos.
— Você pode parar de me olhar dessa maneira? Daqui a pouco, vou pensar que quer me pegar. – me cutucou. – Você é gostosa Gina, mas ainda, é a minha irmã.
— Que horror. – só em cogitar, fiz careta. – Vem, vamos entrar logo. – A puxei pelo braço e travei o carro, caminhando para a entrada da boate.
Chega a ser cômico, mas aquela casa noturna nunca estava vazia. De mãos dadas com a minha irmã, para não nos perdermos uma da outra, nos guiei até o bar para pegarmos as nossas bebidas. Optei por algo mais leve, já Zelena, pediu de cara tequila... Provavelmente, bem antes do final da noite, alguém estaria tropeçando nos próprios pés.
Um pouco mais afastadas do bar, começamos a nos envolver com a música, deixando os movimentos mais leves e harmoniosos. Em alguns minutos, alguém se aproximou, deixando a respiração pesada em meu pescoço. Respirei fundo, sentindo a barba roçar lentamente em minha pele. Olhei para Zelena que também ganhou companhia, ela sorri e sussurra "relaxa", me fazendo rir também. Continuei a dançar, dessa vez de olhos fechados, notando as enormes mãos apossarem-se do meu quadril, jogando a minha bunda para o seu membro com destreza. Engoli seco, tomada pelo calor que se instalou em meu ventre, grunhindo baixinho quando tais mãos subiram, se aproximando dos meus seios. Apanhei as mesmas e as coloquei em meu quadril novamente, não deixando com que elas concluíssem o feito.
— Não... — disse baixo, não parando a dança, sentindo a ereção ficar cada vez mais dura contra a minha bunda.
— Porra, gata. — respondeu em um gemido em meu ouvido. — Vamos sair daqui?
— Sair? Por quê? Eu acabei de chegar... — respondi com provocação na voz, quem quer que fosse aquele homem, ele havia me excitado. — Tudo que faríamos em outro lugar, poderemos fazer aqui.
— Eu não posso te comer aqui. — me puxou ainda mais, mordendo o meu pescoço com acidez.
— Au. — gemi de dor. — Vai com calma aí, amigão. — tentei me afastar, mas as mãos deles me prenderam ainda mais.
— Não, não... — foi me arrastando aos poucos para um canto mais escuro, não muito longe dali. Chamei por Zelena, mas ela não me ouviu, estava aos beijos com outro cara. — Você é muito gostosa, sabia? — me virou de frente. Seus olhos eram azuis, a barba bem feita, cabelos castanhos e um sorriso galanteador.
— E você, aparentemente, só tem um rostinho bonito. — revirei os olhos, querendo me soltar. — Com licença?
— Você disse que poderíamos fazer aqui. — ergueu um pouco o meu vestido, apertando as minhas coxas com força. — Deve ser tão apertadinha... Vou te foder duro e gostoso, morena.
— Você tem duas opções: Me soltar e sair da minha frente para encontrar uma puta e fazer o que está pensando, ou esperar a minha paciência se esgotar e estragar a noite de todo mundo aqui, quando eu começar a gritar que você está tentando me estuprar.
— Você fala como se não me quisesse dentro de você, sendo que agora pouco, estava rebolando para mim. — contestou, apertando a minha bunda.
Senti nojo, e mais uma vez, tentei me livrar de seus braços, mas foi em vão.
— Olha, eu não vou falar de novo. Você pode, por gentileza, me soltar? — o empurrei, lançando-lhe um olhar raivoso.
— Cara, se liga! Ela não te quer ! — a voz feminina o faz olhar para o lado. — Não é mesmo?
Assenti com a cabeça, notando o rosto familiar da morena. Ruby Lucas.
— E quem é você? — esbravejou.
— Não importa, eu só quero que solte a minha amiga.
Franzi o cenho. "Amiga?"
Equivocada ou não aquela sentença, fez com que os meu corpo fosse libertado daquele troglodita. Ameacei a lhe socar a face, mas a Srta. Lucas segurou o meu punho, impedindo que uma grande confusão se instalasse ali.
— Idiota! — cuspo com ódio, sendo guiada para a pista novamente.
— Vadia. — soou ao fundo.
— Ignora... — me cortou, sabendo que eu voltaria até ele. — Você está bem? — perguntou, bebericando a garrafa de cerveja que estava em uma das suas mãos.
— Estou, eu só preciso de uma boa bebida. — disse, desviando de seu corpo e caminhando até o bar.
Sentada em um dos bancos, conseguia ver Zelena dançando, dessa vez com uma nova companhia. Rolei os olhos pela sua falta de percepção e me concentrei no copo de whisky, sabendo que não poderia beber muito, pois estava dirigindo. Apanho o meu celular que estava em minha bolsa, notando uma mensagem não lida.
[ Apesar de você me avisar quase na última hora, estou chegando. Espero que Zelena não crie uma confusão quando me ver. Encontro vocês em alguns minutos. Beijos, Elsa.]
— Você sabe, se eu não tivesse aparecido... — Ruby quebra o silêncio e se senta ao meu lado.
— Cala a boca. — sorrio torto, guardando o aparelho. — Estava tudo sobre controle.
— Uhum, assim como as mãos deles estavam subindo pelas suas pernas, Mills. — me cutucou, sorrindo também. — Talvez um "obrigada por me salvar, Ruby Lucas" — imitou a minha voz.— poderiarolar, não é?
Depois de muita insistência, a agradeci como deveria, apesar de ter a plena certeza que nada iria acontecer e que eu tomaria as rédeas da situação sozinha. A conversa foi se arrastando entre doses e mais doses de tequila, sentia o efeito do álcool cada vez mais presente, principalmente quando Ruby resolveu me colocar para dançar novamente. Zelena, havia se esquecido completamente da minha existência, mas logo tomou um choque da realidade, quando Elsa se aproximou. O olhar fuzilante que a ruiva lança contra mim, enquanto Elsa a abraça, quase me deixa assustada. Mas, sabia que elas precisavam daquele momento. Dei de ombros e deixei com que elas se resolvessem e levassem a situação como quisessem, mesmo sabendo, que mais tarde teria que explicar como a loira sabia a nossa localização.
Em contrapartida, notei Lucas se aproximar cada vez mais, dançante e me encarando como se eu fosse sua presa. Sorri com a audácia da garota, está querendo relembrar os velhos tempos, então?
Não reclamo, pelo contrário, faço questão de nos aproximar ainda mais, quase eliminando todo o espaço que havia entre nós. Ela abraça sutilmente a minha cintura, deixando a sua boca raspar na minha de propósito. Sorrio com o feito, provocando-a ainda mais com o corpo, fazendo nossos centros se encontrarem.
— Achei que tínhamos passado dessa fase. — desvio a boca até a sua orelha, mordendo devagar, arrancando um gemido baixo. — Achei que fossemos amigas.
— Amigas com privilégios. — responde rouca de desejo, guiando as mãos traiçoeiras até a minha bunda. — E que privilégio. — aperta com força, me fazendo arfar.
Solto um riso safado e me afasto para dar as costas a ela. Ruby sabe como me fisgar, ela conheceu o meu ponto fraco.
A morena joga o meu cabelo para o lado e de imediato, banha o meu pescoço com beijos precisos. Tombo a cabeça, extasiada com é sensação de sentir seus lábios macios acariciarem toda pele calmamente.
— Eu estou ficando molhada. — sussurro de olhos fechados, empinando a bunda contra o seu ventre.
— Gosto assim. — me enlaça em seus braços, rebolando para frente e para trás com astúcia. — Você continua irresistível, Mills.
Ela me faz sorrir com o elogio, mordo os lábios e abro os olhos.
O que, necessariamente, foi a pior coisa que eu poderia ter feito. O clima... A excitação... Morre por completo. A música para de tocar em minha cabeça, onde consequentemente, meus passos cessam suas ações. Fico estática, não acreditando no que estava diante dos meus olhos.
Aquele cabelo dourado; todo desgranhado.
Os olhos; comprimidos.
Uma mulher; escondida no vão de seu ombro.
As mãos pálidas, enfiadas na calça da outra e vice versa.
Movimentos desconexos; um vai e vem.
A boca abre em um perfeito "O";
Emma Swan, acaba de gozar.
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