The Kuchiki Heir Needs a Mother!
1 Prólogo - Não me perguntem por que não deu certo
Notas iniciais
Meu plano está indo por água abaixo.
Eu calculei minuciosamente cada etapa, cada processo, e ainda assim estou falhando.
Parece que me esqueci de levar em conta a teimosia daqueles dois.
E o mais engraçado de tudo é que todo esse caos pode ser resumido em uma simples frase: “o herdeiro dos Kuchiki precisa de uma mãe”.
Mas o que diabos quer dizer isso?
Bem, a história é um pouco complicada. Todos sabem muito bem que Byakuya Kuchiki já se casara uma vez; entretanto, não tivera a oportunidade de produzir herdeiros. Tudo bem, ele até teve oportunidade, mas digamos apenas que ele não “chegou lá”, se é que vocês me entendem. Sem falar que a mulher dele morrera cedo, pobrezinha, e ele esteve sozinho desde então.
Contudo, os anciãos do Clã nunca se conformaram com essa situação — uma paranóia muito comum dentre essas famílias importantes — e recentemente começaram a incomodar novamente o Kuchiki com esse problema.
Mas o que eu tenho a ver com isso?
A princípio, nada. Porém, uma coisa foi levando a outra e agora estou atolada até o pescoço nessa confusão.
Para você ter uma idéia, eu fiz de tudo — tudo mesmo — para juntar o tal do Kuchiki com uma certa pessoinha chamada Shaolin Fon.Menti, enganei, roubei, inventei um casamento, cometi invasão de domicílio e falsidade ideológica. Só não matei. É até irônico. No entanto, o que consegui com tudo isso? Nada de romance. Nada de amor. Um está prestes a matar o outro. Que coisa bonita. Acho que meu tiro saiu pela culatra, ricocheteou nas paredes e acabou matando a porcaria do cupido que poderia ter evitado tudo isso.
Isso. A Segunda e a Sexta Divisões estão em guerra. E eu, sendo chefe da guarda pessoal da Comandante da Milícia de Execução — que por um acaso engraçado também é a Comandante do Batalhão de Operações Secretas e Capitã da Segunda Divisão -, terei que lutar. E claro, como toda ninja que se preze, eu lutarei. Lutarei para consertar a bela besteira que eu fiz.
Só que a culpa não foi apenas minha! Eu tive ajuda, de ambos os lados. De cima, de baixo, de dentro, de fora, do raio que o parta. Ainda assim, se eles não fossem tão cabeça-duras...
Enfim, você deve estar se perguntando: “De onde diabos veio todo esse ódio?” Pois então. Foi a teimosia. ELES ESTAVAM TÃO PERFEITOS JUNTOS! Mas não, a Soifon-sama tinha que vir e estragar tudo. E o Cerejeira tinha que acabar de transformar todo o meu trabalho duro e esforçado numa bela duma joça. Maldito Cerejeira.
Entretanto, eu já tenho outro plano; não se preocupem. É hora de usar um pouco de chantagem emocional e, se necessário, lhamas. Esperei minha vida inteira por esse momento. Esta é minha chance de fazer justiça. Fiz uma promessa a mim mesma, e hei de cumpri-la. Vou juntar esses dois nem que seja a última coisa que eu faça.
Só não posso deixar o Kuchiki morrer.
Kaori Miyake, chefe da guarda pessoal da Comandante do Keigun
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