The Killers- Interativa
19 Capítulo 18- Dia Comum
Notas iniciais
Ryan Queen
Herdeiro de Nível Super Colegial
“Mesmo num mundo desolado, a esperança sempre é a última que morre”
O elevador parou num solavanco e as portas se abriram automaticamente, Esther foi a primeira a sair visivelmente abatida, não só tivera seu segredo revelado como perdera sua melhor amiga naquele lugar. Mas não era apenas ela, todos os outros também tinham medo, inclusive eu, o nosso número tinha diminuído mais uma vez, mais uma morte, eu não queria que mais ninguém morresse, se fosse assim, era melhor viver aqui dentro para sempre, era melhor do que ter que matar.
Um a um saímos do elevador, seguindo pelo corredor escarlate, queria apenas ir para o meu quarto e dormir o máximo que pudesse, quem sabe até morrer dormindo, sim, seria uma boa, assim eu iria sair daqui sem causar problemas a ninguém, mas será que se alguém morrer de morte natural teria um julgamento? Não sei dizer, apenas quero dormir, apenas isso.
– Isso vai virar um pandemônio- Daniel comentou ao passar por mim, eu nunca o vi tão preocupado assim, não era de se esperar que justo ele ficasse daquela maneira- Temos que fazer alguma coisa, qualquer coisa.
– Que tipo de coisa?- perguntei.
– Sei lá, algo que impeça o resto de se render ao desespero, eu não quero mais ver ninguém morrer entende? Queria fazer algo que nos unisse.
– Não esperava esse tipo de atitude vindo de você- comentei em tom irônico- logo o grande Daniel, que se manteve quieto esse tempo todo.
– Ei! Eu sei que eu sou um pouco metido às vezes, mas eu me preocupo com vocês. Um time deve se manter unido sempre, ou perde o jogo.
– Somos um time?
– Eu acho que sim, éramos pra ser colegas de sala se isso não tivesse acontecido...
– Mas aconteceu...
– Então! Temos que fazer alguma coisa Ryan, por mim, por você e pelos outros!
Ele me olhou com os olhos brilhantes, ele queria mesmo mudar a situação, enquanto que eu ao invés de pensar em algo pra mudar tudo aquilo queria somente morrer dormindo. Eu era assim tão patético? Não, talvez fosse apenas o desespero que estivesse fluindo em meu coração. O mínimo que eu podia fazer no momento era ajudá-lo.
– Tudo bem... Eu ajudo você no que quer que esteja planejando!
Ele sorriu dando um tapa em meu ombro, foi quando ouvimos um pigarreio e nos viramos para dar de cara com o último ser que alguém queria ver na vida. Monokuma estava lá nos fitando com seu olho em forma de raio, ele passou em volta de nós dando pulinhos e giros como se estivesse animado com alguma coisa e depois de alguns segundos naquela dança no mínimo esquisita ele finalmente falou:
– Upupu... Vocês meus alunos estão planejando o quê? Uma festa? Uma noite dos adolescentes? Um torneio? Vamos contem tudo para o seu diretor.
– Não é nada disso- comentou Daniel furioso.
– Oh! Não? Uma pena, eu estava louco para ir a uma festa, faz tanto tempo desde a última festa que houve nesta escola... É, teve um assassinato nela.
– Não vamos fazer festa nenhuma, ele já disse- continuei, queria ir embora, pra bem longe daquele demônio.
– Está irritadinho Ryan? Típico, quase descobriram seu segredinho hoje não foi? Por sorte descobriram o da Esther antes, ela fez um crime perfeito, bem que ela poderia ser a única aluna capaz de se graduar por aqui- ele falou desanimado, como se estivesse triste- quase que a Nina chega lá, mas não foi o suficiente!
– Acho melhor irmos embora Ryan- Daniel me agarrou pelo braço e me arrastou pelo corredor- adeus ursinho malévolo!
– Upupu... Vocês vivem me atacando, eu sou um urso tão fofinho, mas esses jovens de hoje vivem fazendo coisas erradas... Sea, Miranda, Joey, Rachel, Aya, Nina, Esther, Ryan, vivem fazendo coisas erradas o tempo todo, os outros também- ele mostrou as garras em tom ameaçador- estou de saco cheio de vê-los fazer isso!
– Tenha uma boa noite Monokuma- eu disse esboçando um sorriso forçado enquanto seguia Daniel até aos corredores do dos dormitórios- ele estava nervoso.
– Ele é um psicopata, vive nervoso, espero que ele tenha um infarto logo e morra- Daniel falou, depois de uma pequena risada- engraçado...
– O que é engraçado?
– Ele não citou o nome de todos os estudantes...
– Como?
– Ele não citou o nome de todos os dezesseis, apenas de alguns. Estranho...
– Ele devia apenas estar nervoso- falei calmamente- é típico daquele idiota falar as coisas pela metade.
– Tem razão, agora vamos, temos muito que resolver.
° ° °
Joey White Hunt
Inteligente de Nível Super Colegial
“Você próprio é o seu maior inimigo, pois só você pode destruir sua vida.”
Amanheceu mais rápido do que eu imaginava, depois de tantas mortes eu sinto que não vou sair vivo daqui. Pra falar a verdade, desde que o Monokuma anunciou que teríamos de matar se quiséssemos sair daqui, todos nós com toda certeza sabíamos que a morte em breve bateria em nossa porta. Rachel se foi, Aya se foi, eu não tenho ninguém com quem conversar, os outros estudantes, bom, nenhum deles é tão inteligente quanto eu- sem orgulho nenhum eu digo isso- e tenho certeza de que eles não estão interessados em ouvir coisas sobre anatomia humana, problemas cardíacos ou a situação política mundial, se ao menos eu tivesse sido normal como qualquer outra pessoa.
Depois de mim o mais culto daqui é Adari, mas ele e eu não temos contato nenhum, exceto nos julgamentos escolares, onde precisamos descobrir o criminoso. E depois da morte de Aya ele tem andado meio estranho, tenho quase certeza de que ele gostava dela e não queria vê-la morta de modo algum, eu próprio não queria que a Rachel morresse, mas se ela morreu o que eu posso fazer? Nada.
– Vamos lá seus molengas, é hora de acordar!- a voz do Monokuma soou por todo o colégio- encontrem-se na porta que dá para o quinto andar, vocês terão mais locais para se divertir!
Levanto-me coçando os olhos, tudo o que eu preciso agora é de um bom banho, bem quente e demorado. Não estou nem um pouco a fim de saber o que tem no próximo andar, tenho certeza que daqui a uns dias o Monokuma nos dará outro motivo para nos matarmos e todos nós vamos nos matar mais uma vez, como um bando de lobos lutando por um pedaço de carne. Estou com medo de que eu seja a próxima vítima, oi que eu seja tomado pelo desespero e acabe matando outra pessoa, esse com certeza é meu maior pesadelo.
A ducha que recebi foi maravilhosa, parecia ter aliviado a carga que eu trazia em minhas costas, depois disso eu me troquei rapidamente e corri na direção da escada que dava para o próximo andar, incerto do que eu encontraria por lá. Tinha medo de que fosse uma surpresa desagradável comparado ao resto desta maldita escola. Quando finalmente cheguei no local devido todos os outros já estavam lá, depois de tantos assassinatos já estamos acostumados com tudo, não vejo nenhuma feição de desespero em algum deles. Exceto por Esther, esta continuava meio reclusa pois seu segredo havia sido revelado, mas não acho que ela vá cometer um assassinato aqui, se fosse já teria feito isso tenho certeza.
– Bom dia Joey- disse Daniel num sorriso estranho, nunca imaginei que ele pudesse ser tão amigável- estamos todos reunidos aqui agora.
– Ele está bem?- cochichei para Ryan que estava ao meu lado.
– Não sei, está assim desde ontem, deve ser por causa da surpresa que preparamos.
– Surpresa?
– Sim, você vai saber, antes vamos investigar o próximo andar, vão todos ficar admirados disso eu tenho certeza plena.
Ryan piscou o olho pra mim enquanto eu encarava o resto da multidão, todos olhavam para a escadaria por detrás da grade de ferro, que segredos aquela escola ainda teimava em esconder? Porque criar aquele jogo de assassinato e por qual motivo ninguém vinha nos ajudar? Eram muitas perguntas sem resposta, muitas coisas que ainda não posso me dar ao luxo de descobrir, mas eu vou conseguir, prometo.
– Upupu... Vejo que todos já se encontram aqui!- Monokuma salta de algum lugar invisível- finalmente vamos abrir o meu andar preferido, vão encontrar muitas coisas pra se divertir aqui tenho certeza disso. E Carlos, tenho algo pra você!
O urso andou até o lutador e entregou-lhe um embrulho preto e branco, o garoto pareceu assustado no início, mas apenas sorriu sem jeito para nós e voltou a fitar a grade que aos poucos se erguia enquanto Monokuma ria descontroladamente, como eu odiava aquele urso, mas no momento eu só queria descobrir o que tinha naquele embrulho:
– Um presente por ter limpado o quarto da Aya por mim, estava com calos nas mãos e não pude fazê-lo. E é uma regra, só o mostre quando eu mandar, você me entendeu?- ele balançou a cabeça em afirmativo- agora, vão e aproveitem seu novo andar. Upupu...
° ° °
O quinto andar era bastante peculiar, além de algumas salas de aula- nossa como essa escola tinha estudantes- havia a sala dos professores, uma quadra de vôlei, o laboratório de química, o laboratório de física, o laboratório de biologia e por fim um depósito. Apenas isso, eu e Kanoto fomos investigar o depósito, ver se encontrávamos alguma pista em meio aquela bagunça toda.
O depósito era um salão gigantesco, cheio de prateleiras e caixas de madeira, a escola devia usá-lo para guardar suas tralhas, era uma espécie de almoxarifado gigantesco. As paredes eram de cor laranja e o piso era latejado com uma cerâmica acinzentada. Fico me perguntando pra quê eles usavam aquele local, na verdade devia ser apenas um lixão cheio de livros e materiais escolares. No depósito havia uma pequena saleta cheia de livros e enciclopédias, uma espécie de local onde os livros vencidos eram colocados. Diversas luzes ofuscavam no teto e a única janela do local estava coberta por uma gigantesca placa de ferro.
– Acho que não vamos encontrar nada por aqui- comentou Kanoto enquanto vasculhava algumas caixas- ele não deixaria nenhuma pista a mostra desse modo.
– Temos que tentar não é?- eu sorri fracamente enquanto abria uma das caixas, nada a não ser um monte de uniformes da escola usados, comecei a olhar as prateleiras- Quem está arquitetando isso, deve ter um vasto conhecimento, provavelmente alguém da alta sociedade.
– Por que você acha isso?- ela me olhou com ar de dúvida.
– Você viu as execuções? Alguém normal não teria dinheiro e muito menos criatividade para formulá-las, conseguir pegar um colégio renomado e transformá-lo num local de matança? Deve ser alguém bem influente, talvez usando as verbas da escola pra criar esse estranho jogo.
– Eu não entendo, que graça existe em capturar dezesseis jovens apenas para vê-los matarem uns aos outros? — o que ela disse me deu um lampejo de luz- tem que ser muito sádico pra isso.
– Espere! É isso, uma pessoa só assistir a isso seria loucura, mas transformar uma vida colegial de matança num reality show conceituado, isso com toda certeza traria dinheiro e prestígio o suficiente.
– O que quer dizer com isso? Que existem pessoas nos assistindo?
– Provavelmente!
Ela pareceu desconcertada por alguns segundos, mas depois a modelo ajeitou os cabelos e voltou a vasculhar as caixas, eu tinha pena por ela. Todos a consideravam uma criatura doce que mesmo sendo modelo não possuía qualquer tipo de arrogância. Foi quando ela olhou para uma determinada direção e arregalou os olhos, quase saltaram das órbitas:
– O que é aquilo?- ela falou gaguejando enquanto erguia o indicador.
Eu segui a direção de seu dedo até perceber do que ela estava falando, em um certo ponto do depósito, existia uma estrutura gigantesca, semelhante a uma torre de metal dourado, em seu topo havia uma gigantesca bola de vidro, fios emanavam do teto e conectavam-se a bola, do seu “tronco” de metal, havia diversos poros por onde ar era liberado, era como se aquela coisa estivesse sugando o ar de lá fora e lançando-o dentro do colégio. Percebi que algumas partículas se movimentavam dentro da bola. Pela estrutura, poderia afirmar que era um dos mais modernos purificadores de ar. Porque colocariam um deles aqui?
– O que é isso Joey?- Kanoto levantou-se e correu ao meu encontro, pude perceber que ela estava cheia de medo.
– Provavelmente é um purificador de ar, mas não sei porque colocaram ele aqui.
– Levei um susto de matar quando vi- ela riu da própria expressão, depois fez uma faceta séria e me olhou suplicante- você sente falta dela não sente? Da Rachel?
– Sim- a pergunta dela me chocou um pouco, não esperava que alguém fosse tocar no nome da Rachel- sinto muito falta dela, todos os dias. É como se ela fizesse parte de mim desde que a conheci, entende?
– Sim, eu sinto falta do Crucius, ele era divertido, apesar de ter matado o Klev e ter feito aquilo com alguma garota... Bom, todos nós erramos não é mesmo? E eu não acho justo que isso tivesse acontecido com ele, o amor deixa as pessoas loucas.
– Tem toda razão.
– Desculpe puxar esse assunto agora, mas é que eu tive vontade de perguntar.
– Tudo bem, é melhor nós voltarmos a investigar!- eu sorri fracamente e ela me retribuiu com um abraço, ela não era arrogante como as outras, ela se preocupava com as pessoas.
° ° °
Esther Spinnele
Cantora de Nível Super Colegial
“Temos que deixar as mentiras, para aqueles que gostam de mentir.”
Eu e Adari ficamos responsáveis por dar uma olhada na sala dos professores, vocês devem estar imaginando que eu estou morrendo de ódio do Adari por ele ter descoberto o meu segredo, de que eu tinha matado o meu ex-namorado e deixado minha amiga ir presa em meu lugar. Não, no começo eu fiquei chocada, mas depois foi como se uma culpa gigantesca tivesse sido libertada de mim e isso era bom, eu estava triste no momento, não por saberem que eu era uma assassina, mas pelo fato de que Nina, ou Alina, tanto faz, tenha cometido um assassinato, minha melhor amiga,agora ela está morta e eu não posso fazer nada.
– Sinto muito Esther- a voz de Adari me tirou dos meus pensamentos- eu não queria que as pessoas soubessem, mas era extremamente necessário.
– Tudo bem Adari, sabe, eu me arrependo do que fiz, mas eu não posso voltar atrás. Só que agora eu me sinto mais leve.
– Então não vai me matar quando eu virar as costas vai?- ele disse em tom risonho.
– Não, não vou.
Ele abriu a porta da sala dos professores e entramos. Era uma sala bastante decorada. A parede era de um lilás ofuscante, a cerâmica tinha desenho de flores, na parede direita havia diversos armários metálicos, deviam pertencer aos professores. Mas eles só podiam ser abertos por um cartão eletrônico e os nossos não funcionavam. Havia um filtro de água e uma mesa com copos descartáveis e potes com biscoitos. Ao lado, uma pequena geladeira com bebidas geladas e doces, um micro-ondas suspenso em uma prateleira, uma prateleira cheia de livros, um projetor holográfico e materiais para sala de aula. No centro havia uma mesa de mogno gigantesca, rodeando a mesa haviam dezoito cadeiras acolchoadas, de cores diferentes e no centro da mesa uma estatueta do Monokuma vestido de professor. Havia também duas mesas de vidro pequenas rodeadas de quatro pufes cada uma, uma Tv de plasma acoplada a parede. Com toda certeza aquele era o recanto dos professores.
– Eu bem queria ser professora nessa escola- eu ri enquanto analisava a sala- parece até que eles viviam aqui pra se divertir.
– Pra poder ensinar os melhores estudantes do mundo, você tem de ser o melhor professor do mundo não é mesmo? Eles deviam viver cansados coitados.
– Será que tem algo pra comer na geladeira?- eu andei até a mesma abrindo-a, me deparando com uma infinidade de coisas, peguei uma garrafa de suco de uva- quer suco Adari?
– Não obrigado. Acho que não tem nada para investigar aqui.
– Com certeza, se o cara que está controlando o Monokuma deixou alguma pista, ele a deixou muito bem escondida, na verdade Adari é bom nós dois estarmos aqui.
– Discutir?- ele disse sentando-se em uma das cadeiras- Sobre qual assunto?
– O que será que o Carlos recebeu do Monokuma?- perguntei com ar curioso, eu queria mesmo saber o que era que ele tinha ganho.
– Tenho certeza que ele vai nos contar depois, o Carlos sempre foi quieto, mas sempre falou a verdade.
– Sabe Adari, pode parecer loucura, mas eu tenho desconfiado de uma coisa- olhei para ele em tom sério- colocar dezesseis pessoas num jogo como esse tem uma margem de erro muito grande, poderia dar errado logo no primeiro dia, então não acha que o Monokuma...
– Colocou um espião entre nós para que a situação não chegasse a um impasse?- ele sorriu- Sim, eu tenho acreditado nesta hipótese, mas se o Monokuma não citou nada sobre espiões dele até agora, então quer dizer...
– Que um dos estudantes vivos está aqui como espião, esperando o momento certo.
– Você é esperta Esther, não é a toa que conseguiu burlar todas as pistas do assassinato para sua melhor amiga, de forma que ninguém nunca vai desconfiar de você.
– Não toque mais nesse assunto, por favor.
– Tudo bem- ele riu- vamos continuar a investigação.
° ° °
MonoFiles
Os policiais invadiram a casa fazendo estardalhaço, o homem deitado no sofá pareceu surpreso enquanto olhava para o grupo que se formava em volta dele. Um dos policiais apontava a arma para sua cabeça e seu pânico era notável. Atrás dos policiais, uma garota loira encolhia-se aparentando medo e tristeza, abraçada a uma baleia de pelúcia, parecia apenas observar atentamente a cena com seus olhos faiscantes, devia ter apenas quatorze anos de idade.
– O senhor está preso senhor Daliver- gritou um dos policiais- temos provas concretas de que o senhor abusou de sua filha.
– Eu?- Sea, que história é essa? Quando foi que eu abusei de você?
– Cale a boca- a menina gritou lançando a baleia para o alto e tapando os ouvidos- eu não quero ouvir sua voz nunca mais, seu monstro!
O homem gritava dizendo que era inocente, mas os policiais acreditavam fielmente nas palavras da garota. Finalmente o algemaram e o levaram preso. Sea sabia que o pai a amava e nunca faria uma coisa dessas com ela, mas ela precisava esconder seu segredo de todos. Havia perdido a virgindade na noite anterior e logo todos saberiam que ela não era mais virgem, mas se ela inventasse que alguém a estuprou, ela teria atenção e carinho dos seus colegas. Seu pai era uma boa pessoa, mas vivia preso ao trabalho, pouco ligava ao sonho dela. Agora todos a apoiariam a ser a melhor nadadora de todas, ela conseguiria realizar o seu maior sonho.
Os policiais prenderam seu pai no porta-malas da viatura e arrancaram em direção a delegacia, ninguém percebeu no momento pois todos estavam olhando atentamente para a viatura virar a esquina, mas enquanto a confusão se formava, Sea Daliver esboçava um sorriso de satisfação. E atrás dela, uma figura loira apenas a observava atentamente.
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