The Killers- Interativa

20 Capítulo 19- Tesouro


Notas iniciais
Desculpem a demora pessoal, espero que gostem!!!

Carlos Lins

Lutador de Nível Super Colegial

“Cada um vive sua própria mentira, sendo verdade apenas o que lhe convém”

She Wolf

Ficar preso em uma escola por tanto tempo acaba mudando sua personalidade, depois de assistir diversas mortes tudo o que você era acaba sendo modificado de forma drástica. Eu não quero ver ninguém morrer e vou fazer o possível e o impossível, não vou permitir mais a morte de ninguém, eu consegui chegar até aqui, consegui fazer amizades e não vou deixar que meus amigos se matem por um jogo idiota criado por um maníaco, nós vamos superar isso e vamos sair daqui juntos, juntos como uma família. Eu já lutei com adversários difíceis no Brasil, mas venci todos eles e não vou amedrontar agora que tenho que vencer um adversário poderoso, o Manda-Chuva.

– Então esse é o laboratório de Biologia da escola?- comentou Natsuri ao meu lado enquanto olhava curiosa as prateleiras- com certeza o Joey é quem ia adorar esse lugar.

O laboratório era mesmo muito interessante, centenas de prateleiras se espalhavam pelas paredes com potes com animais em conserva, plantas de diferentes espécies, aparelhos microscópicos e outras coisas que eu nunca tinha visto. No centro do laboratório, três mesas brancas que deveriam servir para examinar amostras e coisas do tipo.

Nos fundos da sala, havia um armário cinzento com jalecos, bisturis e outros objetos de um biólogo, além de esqueletos falsos, simulações de órgãos do corpo e tudo o que um professor de biologia iria querer para dar uma boa aula. As paredes da sala eram em amarelo-vivo e o piso era de uma cor escura que lembrava o marrom ou algo parecido, queria saber quem decorou tudo isto.

– Em todas as escolas que eu já estudei, nenhuma delas tinha materiais tão... Perfeitos pra se estudar.

– Estamos na Topo da Esperança não é? É esperado que eles possuam tudo do bom e do melhor.

– Tem razão. Vamos dar uma olhada rápida, temos mais dois laboratórios pra olhar.

Ela pegou em meu braço e me puxou pela sala, damos uma olhada rápida. Os potes continham fetos de animais, cobras e sapos mortos e todas aquelas coisas nojentas que costumam ter em salas de biologia, mas nenhum animal vivo o que era estranho, não havia nem mesmo um sapo vivo. Mas quem liga pra isso no momento? Depois disso fomos ao laboratório de Química.

O padrão de cores era o mesmo e tinha uma porta interna que o ligava ao laboratório de Física, haviam prateleiras com reagentes químicos, venenos, substâncias inofensivas também como proteínas e vitaminas. Além de luvas, tubos de ensaio, jalecos entre outros utensílios. O Laboratório de física também tinha uma passagem, mas esta levava ao de biologia, então os três estavam interligados, mas o de física estava cheio de coisas desconhecidas, tanto para mim quanto para Natsuri.

– Os três estão interligados- falei- porque será?

– Ás vezes em uma aula é necessário um utensílio de outra, devia ser pra facilitar isso caso o professor precisasse, mas esse negócio me assusta- ela comentou- sabe, pra um assassinato.

– Vira essa boca pra lá!- gritei- Não vamos ter mais nenhum assassinato, está me ouvindo?

– Eu sei, eu só estava com um pouco de medo entende? – ela sorriu calmamente- sinto muito.

– Desculpe ter gritado, é que essa palavra é um tanto... chocante.

– Eu sei- ela falou ajeitando os cabelos, foi quando pude notar o colar em forma de chave que ela trazia no pescoço.

– Belo colar!

– Obrigado, é um presente, até hoje me pergunto pra quê ele serve, bom, deve ser pra abrir algo da minha família, não sei- ela olhou no fundo dos meus olhos com ar duvidoso- o que o Monokuma te deu.

Droga, não queria que ninguém soubesse. Não agora, mas já que ela tinha perguntado, eu tinha que revelar.

– Promete guardar segredo? – ela acenou afirmativamente com a cabeça- não quero assustar os outros, não até saber o que tem lá dentro.

– Lá dentro?

– Vem comigo.

° ° °

Natsuri Kurama

Tecnológica de Nível Super Colegial

“Segredos são eternos, um se revela para dar lugar a outro”

Entramos no quarto de Carlos, por sorte ninguém nos viu, afinal estávamos com caras muito suspeitas. O quarto dele era idêntico a todos os outros, ele trancou a porta. Estávamos os dois sozinhos, o que será que o Monokuma deu a ele? Estava com medo do que poderia ser, mas o que me deixou mais intrigada era o que ele tinha dito, o que devia significar “Lá dentro”. Seria um cofre? Duvido muito disso.

Carlos abaixou-se e arrastou-se para debaixo da cama, depois cuidadosamente puxou junto com ele um pequeno baú. Era pequeno mesmo, Carlos o colocou em cima da cama. Era um baú de madeira com o símbolo da escola marchetado na tampa, e uma fechadura, ou seja, precisava de uma chave, mas onde ela estaria?

– Foi isso, não sei o que tem aí dentro, tentei usar as minhas ferramentas, mas nenhuma delas abre isso, ele não me deu nenhuma chave.

– Estranho, porque ele daria uma coisa pra você sem antes dizer o que é?

– Acho que é pra me deixar louco, e olha só o que veio junto.

Ele puxou do bolso um pequeno papel e ergueu para mim o peguei e li, aquelas palavras eram realmente muito estranhas.

Este baú esconde os pecados de seus amigos

Trancafiados pelas mãos do desespero

A única coisa que pode abri-la

É a chave pertencente a bastarda filha

– Ele está usando versinho agora é? O Monokuma anda muito encurralado mesmo.

– Então, isso faz algum sentido para você?

– Nenhum, não faz o mínimo sentido, mas vou dar uma estudada hoje a noite, pode ser que eu encontre alguma referência ou algo do gênero.

– Por favor Natsuri, não conte nada a ninguém está me ouvindo? Isso tem que permanecer em total sigilo.

– Sim, pode deixar, ninguém além de nós dois vai saber desta caixa, eu prometo.

° ° °

Daniel Fray

Atleta de Nível Super Colegial

“Por quanto tempo o ser humano vive preso em suas próprias mentiras?”

– Essa quadra é realmente muito grande- comentei- não deve ser só uma quadra de vôlei.

Era um local gigantesco, tão grande quanto o ginásio, em cada lateral havia uma arquibancada que devia caber centenas de pessoas. O piso era liso e de cor amarelada, a quadra era larga, dividida em seu meio por uma rede que aparentemente era removível, ali devia servir também para jogos de basquete, pois nos fundos da sala havia um pequeno quarto com duas redes de basquete, uniformes e centenas de bolas. Havia também os chuveiros e os armários particulares. Eles deviam se divertir a peça nessa escola.

– Tem razão é tão grande quanto o ginásio, mas agora eu me pergunto uma coisa- Ryan disse com ar de dúvida- se existe o ginásio, porque fizeram essa quadra?

– Acho que o ginásio deve servir para futsal, handebol, atletismo, ou pode ser que poderiam haver mais de uma competição ao mesmo tempo e por isso ter duas quadras era essencial- expliquei- muitas escolas costumam fazer isso, pelo menos as que eu frequentei.

– Entendi, como esperado da Topo da Esperança. Essa escola é cheia de surpresas- Ryan riu- Daniel, e quanto a nossa surpresa?

– Estão quase prontos, fiz todos eles ontem a noite e me deu o maior trabalho.

– Será que vai mesmo dar certo?

– Eu espero que sim, ou teremos outra morte.

– Vira essa boca pra lá, não quero mais nenhuma morte aqui está me ouvindo- gritou Ryan desesperado- eu não vou ver mais ninguém morrer, ninguém.

– Sim Ryan, não vamos mais ver ninguém morrer.

Continuamos investigando por mais alguns minutos, ouvimos a voz irritante do Monokuma ecoar pela sala:

– Atenção alunos encontrem-se imediatamente no ginásio! Ordens do diretor!

– O que será que esse idiota quer agora? – resmunguei.

– Não sei, deve ser outro daqueles motivos pra matança, devemos agir logo Daniel.

– Tem razão.

° ° °

Chegamos ao ginásio logo depois de todos os estudantes, todos estavam lá esperando que o Monokuma aparecesse, eu tinha medo do que aquele urso ia aprontar daquela vez e pior, tinha medo de que alguém fosse iludido pelas suas palavras e acabasse cometendo outro assassinato, a esta altura todos nós nos apegamos muito e ter outra morte seria algo extremamente doloroso.

– Upupu! Vejo que todos vocês vieram! – Monokuma saltou do púlpito e andou em nossa direção- acalmem-se meus queridos, desta vez não vim dar nenhum motivo para que se matem, a proposta anterior permanece.

– Então porque nos chamou aqui? – perguntou Natsuri- algo aconteceu?

– Sim, um de vocês pegou algo que era meu- suas feições mudaram, ele mostrou as garras e falou em tom ameaçador- e até descobrir qual de vocês roubou o meu tesouro eu vou ser mais rígido com vocês.

– Como assim mais rígido? – perguntei.

– O acesso a sala de informática e a aos laboratórios está proibido durante o horário noturno e se eu pegar um de vocês lá durante a noite, não vou ter pena. Agora vão e aproveitem suas vidas desesperadas.

O que seria esse tesouro? O que é tão importante assim que o Monokuma quer manter escondido de todos nós, e o mais estranho, quem havia roubado isso dele e como? São muitas perguntas, muitas que ainda estão sem resposta, mas eu vou descobrir a resposta para todas elas.

° ° °

Ryan Queen

Herdeiro de Nível Super Colegial

“Independentemente de quem seja, todos terminaremos na mesma cova um dia”

Não havia conseguido dormir, o sono não chegava então não tive alternativa a não ser ficar perambulado pelos corredores da escola, sei que era perigoso, mas o que mais eu podia fazer? Estava no terceiro andar, andando pelos corredores, a espera de que algo interessante acontecesse. Ficar preso era a pior coisa que eu já podia ter imaginado acontecido comigo. E quando eu penso que estava sozinho, pude ver um vulto sair da sala de manutenção apressado. Espere, é a Natsuri.

– Natsuri- chamei, ela olhou para mim com uma cara de espanto- aconteceu alguma coisa?

– Nada não Ryan, eu apenas vim checar se tinha umas ferramentas aqui na sala de manutenção, não consegui esperar até de manhã.

– Ei Natsuri, posso te fazer uma pergunta? – ela acenou afirmativamente com a cabeça- porque você nunca fala muito dos seus pais?

Ela arregalou os olhos surpreso, depois ajeitando os óculos apenas me olhou fundo nos olhos, aquele olhar dizia tudo, os pais dela não ligavam pra ela. Me senti culpado por perguntar, mas era algo que eu queria saber a um bom tempo.

– Sinto muito- sibilei.

– Tudo bem Ryan- ela disse com um sorriso- todos temos nossos fantasmas não é mesmo? A verdade é que eu nunca me encaixei naquela família, nunca me senti parte dela, não sei porque, talvez seja apenas impressão minha.

– Tem razão, nem sempre nos damos bem com nossos familiares. Mas, você falou em ferramentas, pra que você precisava?

– Pra concertar a fechadura do meu banheiro, ela emperrou e eu não sei onde foi parar aquele kit que o Monokuma nos deu, vou procurar por eles amanhã- ela falou num bocejo- vamos pra cozinha? Eu te preparo um chá.

– Por mim tudo bem- disse entrelaçando meu braço ao seu- só me prometa uma coisa.

– O que?

– Nunca tenha vergonha de quem você é!

– Tudo bem!

° ° °

Estava indo tudo exatamente como o esperado, aqueles estudantes haviam sentido o desespero na pele diversas vezes e o sentiriam centenas de vezes mais se fosse necessário. Um tesouro secreto seu fora roubado por um deles, mas logo, logo, o ladrão seria pego e seu tesouro seria recuperado. Continuar o trabalho de Enoshima Junko não era nada fácil, a começar por ter que reformar o colégio original da Topo da Esperança, e depois encontrar os dezesseis em meio a catástrofe, apagar suas lembranças e criar desespero em seus corações.

O relógio batia, meia-noite, todos os estudantes repousavam em suas camas, um deles morreria em breve, ninguém iria escapar do desespero, nenhum deles tinha um poder capaz de escapar da morte, nenhum deles poderia fugir das garras do manda-chuva. Aqueles estudantes eram mesmo muito azarados, foram chamados para substituir a classe 78 original, se acharam com sorte por estudar na melhor escola do mundo, mal sabiam eles que depois do incidente, também se tornariam alvo do desespero, enquanto houvessem estudantes da Topo da Esperança vivos aquele jogo continuaria. O próprio manda-chuva passara por um deles, mas conseguiu se safar e colocar outro em seu lugar, fugindo do jogo de matança, mas monitorando tudo.

No entanto um dia, o próprio manda-chuva teria que enfrentar aquele jogo, Junko enfrentou, Mukuro enfrentou, Komaeda enfrentou, todos os membros do SHSL Despair iriam enfrentar aquele jogo de matança mútua, mas enquanto sua vez não chegasse, o manda-chuva poderia desfrutar de boas horas de prazer vendo aqueles jovens tão cheios de desespero.

– Upupupu.... Enoshima-sama, está tudo indo conforme sua vontade!

Notas finais
O próximo tem assassinato, então se preparem.... Upupupu.... Estou fazendo um RPG de DR no Facebook, quem quiser participar vou deixar o link abaixo: https://www.facebook.com/groups/751843004905144/ E eu atualizei os capítulos com algumas imagens, dêem uma olhada! Até a próxima!