The Joker.
4 Invasion and no return.
Depois da invasão... Fui para casa olhando tudo e todos com medo de descobrirem sobre mim.
Preparei-me psicologicamente para a invasão, eu teria que ser forte, não tem retorno, e não poderia fraquejar agora...
Está na hora de arrasar Claire.
Os subordinados irão atrair a atenção do Batman, e a outra parte dos capangas vão retirar o dinheiro, enquanto entramos triunfalmente, e acabamos com a palhaçada.
Repeti silenciosamente ‘ não tem mais volta, não tem mais volta ‘.
Sempre tive medo de não ser aceita por ser diferente, por isso sempre fui como meus pais quiseram que eu fosse, através de tudo que aconteceu, a perda deles... Fiquei horrorizada.
Perdi-me de tudo, e agora eu tenho um foco...
E o foco é acabar com o Batman.
Entrei no meu cômodo e me joguei simplesmente no sofá, como um peso morto, suspirei languidamente, fiquei um pouco intrigada, o Coringa já deve está a par da minha situação, eu sei que ele iria pesquisar sobre mim uma hora ou outra, ele não é estúpido, apesar de ter cara de estúpido.
Coringa é maluco... Psicopata, Maníaco, e vários outros adjetivos não tão bons.
Mas todos são um pouco loucos não? Não custa nada explorar a insanidade.
Coringa... Ele é o rosto de todos de Gotham.
Ele é tudo que todos gostariam de ser, e o que são por trás das mascarás, apesar da maquiagem ele não se esconde, ele mostra os seus propósitos, as pessoas fazem por traz e se finge de inocente, ele é desde o começo...
Um criminoso.
Fui tomar um banho.
Vesti-me calmamente, enquanto reparava no pequeno porta retrato com a foto de meus pais juntos e felizes... Felicidade que se esvaiu das minhas mãos como areia.
Fui em direção a cozinha, preparar algo para me manter, amanhã o dia será cansativo e longo... Muito.
Fiz torradas, e suco de maracujá para aplacar minha ansiedade.
De repente me bateu uma preguiça, meu humor está oscilando muito ultimamente.
Terminei de comer, e lavei as mãos e pus os pratos na pia, fui para sala assistir um pouco de televisão para me distrair, quem sabe não esteja passando Dr.House...
Sentei no sofá, e de repente passou uma ventania e senti um friozinho esquisito, olhei para janela, e ela estava aberta, não me recordo de tê-la deixado aberta.
E advinha? Coringa estava em pé me olhando o sorriso macabro que nunca sai do rosto dele.
Só faltei alcançar o teto no susto que senti.
- Mas que porra é essa? – Falei ofegante tentando me recuperar, soltando um palavrão.
- Olá docinho, estive pensando... eu estou entediado, e claro que você estaria também por que... – Ele lambeu os lábios e eu segui com o olhar – Você está longe de mim, e eu sei como isso é triste.
Gargalhei sem humor.
Eu não tive culpa de olhar o movimento que a língua dele fez entre os lábios, mas tive culpa de reprimir o gemido que ficou na garganta.
Eu estou ficando louca... Mas que vontade senti de agarra-lo, isso me é estranho.
Tossi levemente para disfarça e pronunciei
- Regra simples palhaço, não toque em mim, fique quietinho ai, e se for dormir, durma no sofá – É claro que eu não queria deixar um psicopata na minha casa, mas quem seria a doida de recusar, sabendo que poderia ter sua boca cortada monstruosamente sem piedade?
- Gostou dos meus lábios docinho? Não se preocupe essa noite é todo seu. – Debochou por ter percebido o que eu olhava.
Droga.
Ignorei-o na tentativa frustrada de não prolongar essa conversa.
Maldito, praguejei sussurrando para não me escutar.
- Não é nada demais, eu estava pensativa e não percebi quando meu olhar parou ali, simples assim – Respondi fazendo minha melhor cara de séria possível.
Me controlei, me ajeitei no sofá, e o vi me encarar com o mesmo maldito sorriso na cara... oras, mas como não teria o sorriso? Faz parte da cara dele.
- Da pra parar de me encarar bozô? Isso realmente está me irritando. — Irritei-me com a atenção que ele estava me dando em exagero – Presta atenção na televisão e só !
Escutei ele gargalhar me puxar brutalmente, e acabar caindo sentada no seu colo com suas mãos fortes e másculas envolvendo minha cintura em um aperto forte, tentei me livrar do aperto mas ele só fez intensificar mais ainda.
- Calma doçura, não vou tocar-lhe de outra forma... Não agora. – Respondeu dando indireta – Mas saiba que quem manda nisso sou eu, e eu sei de tudo, e o que vai ocorrer só eu sei – Falou passando a língua na minha orelha, meu gemido ficou preso e quase que sai um ronrono da minha garganta, quando ele largou minha orelha quase protestei.
- Saiba que eu não tenho piedade, não é por que você é meu mais novo brinquedinho que eu não vá danifica-la, fazer cortes, e danificar é o que eu mais faço, e você minha boneca, não pense que pode sair impune á mim. – Dei vontade de falar “ você deveria brincar de carrinho e não de boneca” só para aborrece-lo mas pelo olhar que ele me dirigiu eu senti medo e preferi permanecer calada. – Eu sei o que aconteceu com você, então, seja uma boa menina e talvez tudo que você deseja se tornará realidade.
Ele sabia...do Batman.
Ele me apertou mais forte, segurou minha nuca fortemente, e em um rompante, me beijou ferozmente, como se dependesse de mim, a língua dele brincava com a minha, e amoleci nos braços dele, mas senti falta de ar e me debati, ele percebeu e soltou meus lábios inchados, puxei o ar com força, e acalmei meu coração aos poucos.
Ele me empurrou para o sofá e cai de lado no sofá com a mão no coração, o escutei gargalhar e a gargalhada ia desaparecendo conforme ele se afastava...
Passei a mão pelo meu corpo para tirar a sensação da mão dele no meu corpo, mas não deu muito certo, pois acabei soltando um gemido de frustração por ele ter parado.
Maldito ar !
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