The Iris child

1 Capítulo 1: Chegando em Roma


Notas iniciais
O capítulo é mais introdutório, para entenderem o porque dela ter ido ao acampamento Jupiter, a relação entre os personagens e mostrar a primeira interação entre os dois.

A garota apertou com força a mão do melhor amigo enquanto encarava a entrada do acampamento Romano, ela ainda se perguntava porque estava li. Sim ela sabia a resposta, sabia que ali estaria mais segura do que no acampamento Meio-Sangue ao menos no momento ao qual estou passando. Eu sabia que podia frequentar os dois acampamentos, o que não significa que eu queria fazer isso. Não que agora os gregos e os romanos se deem bem, porque eles podem não estar em guerra mas não são amigos a ponto de ficarmos andando de um acampamento para o outro.

O caso é que eu sou uma filha de Iris, sim a deusa do Arco-Iris e sim a deusa mensageira que fornece a nós semi-deuses as famosas mensagens de Iris. Não tenho muitos irmãos na verdade, mas o fato é que Iris é a mesma deusa tanto grega quanto Romana nada nela foi mudado nem mesmo o nome o que tecnicamente me faz um pouco romana. É só que, vocês conseguem imaginar a minha mãe em uma guerra? Bem é isso, a menos que você dê um motivo muito forte a minha mãe não sairá por ai matando todo mundo e eu e os meus 3 únicos irmãos filhos de Iris somos assim. Sabemos lutar, obviamente, eu inclusive lutei na batalha contra Cronos mas... Não gosto de lutar e ferir os outros, sou totalmente contra qualquer tipo de violência.

— Ainda dá tempo de voltar atrás, podemos falar que viemos apenas falar com Hazel – disse Nico, o melhor amigo que eu esmagava a mão por acaso – podemos achar outra alternativa.

Faço que não com a cabeça de forma um pouco mais exagerada do que seria necessário e por isso o meu cabelo loiro quase branco com as mechas coloridas acaba balançando por toda parte. Sim eu tenho cabelo colorido e não, não é toda a filha de Iris que tem. Eu sou a única que tem um cabelo que fica com mechas coloridas de acordo com o meu humor. Não é tão divertido assim, tudo bem eu gosto, mas é algo muito chamativo então a maioria dos mortais me olha estranho. Suspiro quando vejo dois romanos se aproximando, eles reconhecem Nico e o encaram.

— Trouxe a namorada para apresentar a Hazel? – falou um dos campistas Romanos com a blusa roxa típica do acampamento Jupiter.

Eu?Namorada do Nico... Não que eu ache que Nico tem algo de errado porque ele é legal, soube disso assim que o vi quando Percy o trouxe para o acampamento junto com Bianca e mesmo que agora ele esteja na fase anti-social do preto ele é legal. É só que bem, eu não faço o tipo dele. O tipo dele é mais Percy Jackson não que ele tenha me falado isso, é só uma GRANDE suspeita.

Nico apenas entra andando e me puxando pela mão, eu olhava para todo lugar admirada e com toda certeza o meu cabelo deve estar com mechas de todas as coras possíveis e imagináveis. Não estávamos usando as blusas laranjas do Acampamento Meio Sangue,Nico nunca as usava e eu não achei que seria uma boa ideia já que agora ficarei aqui. Eu usava a camiseta festiva dos Poneis de Festa que eu consegui em uma barganha interessante com ele.

Todos nos encaravam até que eu vejo a irmã do Nico vir correndo até nós, só a vi uma vez quando a batalha contra Gaia acabou no último verão mas ela era mais ou menos como eu me lembrava. Ela vem até nós sorrindo junto com o namorado, e pretor do acampamento, Frank que andava mais devagar. Ele não havia mudado muito também. Nico os cumprimenta com um discreto aceno na cabeça enquanto eu abro um enorme sorriso para eles.

- Prazer sou Valentina amiga de Nico – digo tentando não ficar tão tímida quanto estava, eu era menor que os dois.

Não que seja difícil ser maior do que eu com o meu 1,60m de simplesmente sou pequena. Meus dedos vão até os colares que eu usava, sim colares porque eu usava mais de um. Não sou uma filha de Afrodite para andar na moda, posso usar quantos colares eu quiser. Usava as contas do acampamento meio sangue indicando o número de verões que eu já passei por lá – 5 no total – o colar com a imagem de Arco-Iris que a minha mãe deu para mi me todos os meus irmãos e o outro colar, com os presentes de verdade da minha mãe. Usar as coisas que ela me deu me dava uma tranquilidade, fazia com que eu me sentisse mais segura.

- Você sempre vem sozinho, algum problema Nico? – Hazel o olha preocupada e eu fico com as bochechas rubras.

- Trouxe Valentina para ficar aqui... – Nico começa e vejo os dois na minha frente arregalarem os olhos – ela é filha de Iris, tecnicamente a deusa é Romana.

Os dois se encararam e o meu coração começou a bater de forma acelerada, então é isso eu não vou poder ficar. É claro que não, a minha mãe não é exatamente uma guerreira e mesmo que eu saiba lutar eu não gosto de lugar porque não quero machucar. Só lutei nas duas guerras porque era para proteger os meus irmãs e amigos... Será que o senhor Hades me deixa ficar no mundo Inferior? Tudo bem que é lá que ele vai me procurar em primeiro lugar, mas ir para lá é melhor do que voltar para o Acampamento meio sangue.

Suspiro enquanto Frank me levava até um tal de principia que era onde eu falaria com a outra pretora. Frank me aconselhava a não mentir, algo sobre os cachorros dela detestarem mentiras e que se ela deixasse eu ficar e os agouros fossem positivos eu talvez pudesse ficar. Calma tudo vai dar certo, é claro que tudo tem que dar certo obviamente.

Olhava ao redor enquanto Frank me falava do lugar, havia todo tipo de loja vendendo todo tipo de coisa. Se eu fosse gananciosa provavelmente gastaria todo o meu dinheiro aqui, porque no acampamento meio sangue não temos coisas assim para comprar. Jason tinha razão, o lugar era incrível. Sim Jason vivia no acampamento meio-sangue com a namorada chefe do chalé de Afrodite. As pessoas ficavam me olhando enquanto eu passava e nenhum sinal de Nico ou Hazel, perfeito.

Havia uma garota atrás de uma mesa de madeira enorme e nela estavam dois cachorros que eram a coisa mais linda que eu já vi. Um era dourado e outro prateado e nossa senhora eu queria tanto fazer carinho na barriga deles, lembra que eu falei a parte do pacifista?Então eu adoro monstros e criaturas mágicas, prefiro os que não querem me matar mas gosto de todos no geral. Mas acho melhor só pedir para mexer nos cachorros dela depois de estar morando aqui, se eu conseguir isso obviamente.

- Quem é ela, Frank? – a garota pergunta erguendo o olhar e me analisando de cima a baixo.

- Valentina, filha de Iris... Nico a trouxe, para ficar – ele diz a ultima parte lentamente e ela se levanta me encarando.

O cabelo dela era preto e liso como uma pedra vulcânica o que contrastava com o meu que era quase branco e todo colorido. O seu olhar era de dar medo, totalmente o que só fazia com que mais uma vez eu pensasse se conseguiria ficar aqui. Nunca na história um filho de Iris preferiu ficar aqui do que no Acampamento meio-sangue. Mas agora era aqui que eu teria que ficar, era aqui que teria que aprender a chamar de casa.

Então um garoto aparece correndo, falando algo sobre problemas com... com alguma coisa que eu não entendi o que era e Frank teve que sair dali e me deixar sozinha com ela que me encarava com aqueles cachorros fofos por perto. Engulo em seco enquanto ela se levanta e vem até onde eu estava.

- O que você quer aqui exatamente? Nunca tivemos uma criança de Iris aqui – ela pergunta – e não tente mentir, meus cachorros não gostam de mentiras.

Para confirmar o que ela disse os cachorros mostram os dentes brancos e afiados engulo em seco e passo os dedos nos meus cabelos de forma nervosa novamente, aquilo era realmente muito assustador. Calma eu consigo, talvez seja até melhor só com ela aqui, afinal de contas ela é uma garota assim como eu.

- A maioria prefere o acampamento meio sangue, como nossa mãe é a mesma para os dois... Mas eu não posso voltar para lá, não agora – suspiro mexendo os pés e olhando para as minhas unhas com esmalte colorido – eu realmente preciso ficar aqui...

- Porque você não pode ficar lá, o que você aprontou? – seu tom de voz era feroz como a de uma comandante.

Engulo em seco enquanto sentia o meu coração bater acelerado se eu mentir vou perder a chance de ficar aqui. Só que eu não disse isso para ninguém, o principal motivo de eu ter que vir para cá é isso. Eu não posso falar para ninguém, para ninguém MESMO sobre isso só que por ficar quieta a coisa piora então eu tive que fugir. Me sinto encolher enquanto a encaro, sentia os seus olhos sobre mim e o medo só aumentava, o meu coração só batia ainda mais de forma acelerada.

- Eu... Eu fui para o acampamento com 12 anos e eu conheci um garoto lá, filho de Hermes e ele era tão gentil comigo, ele fazia com que eu me sentisse parte do lugar e logo começamos a namorar mas...você não pode contar isso para ninguém, por favor – a minha voz era baixa e suplicante eu me sentia tão ofendida – eu... eu peguei ele comemorando a derrota de gaia com outra garota, eles estavam transando e nós terminamos mas...Nesse verão quando nos reencontramos na caça a bandeira ele, ele me forçou a...a... fazer com ele e ele fez isso de novo e de novo e...

Não consigo aguentar as lembranças dele me tocando, das mãos dele, dos lábios dele fazem com que as lágrimas comecem a cair dos meus olhos e os soluços fiquem mais alto do que eu gostaria. Marcus foi o meu primeiro amor, o meu primeiro cara, o meu primeiro coração partido e o cara que me seguia por toda parte. Mais do que isso ele sabia o meu segredo, o segredo dos filhos de Iris.

E então sinto o impossível, sinto dois braços me abraçando, me envolvendo arregalo os olhos assustada e então percebo que é Reyna, não é ele. Ficamos assim durante um tempo até que ela se afasta e me olha.

- Você devia encarar isso de frente e enfrentá-lo, mas talvez precisa ativar o seu sangue romano para isso – ela diz secando as minhas lagrimas – vamos falar com Octavian para ele ler o agouro... Se ele aprovar você poderá ficar.

Abro um sorriso para ela e aproveito para fazer um carinho de leve nos seus cachorros que parecem não se incomodar, ela suspira de olhando talvez eu realmente não fosse muito romana mas... Eu tenho o sangue romano e talvez isso possa dar certo.

Reyna me leva até o lugar onde irão ler os meus Agouros, Percy e Jason haviam me falado sobre isso. Percy me mandou trazer um panda de pelúcia e dar para o garoto que faria isso. Mas eles não falaram que seria Reyna a me trazer para cá, talvez ela apenas queira ficar de olho em mim um pouco mais para ter certeza que não sou uma inimiga ou que não vou passar toda essa sujeira ao meu redor para os romanos.

Entramos em um templo, de Jupiter eu acho. Havia uma escultura do deus, mas as versões gregas e romanas não eram tão parecidas assim com todos os deuses. No centro tinha um altar de mármore onde um garoto em uma toga estava fazendo algum tipo de ritual. Olho o garoto mais atentamente enquanto entramos ele alto e magro, com o cabelo loiro jogado para o alto, usava um jeans grande, uma blusa roxa do acampamento e uma toga larga. Há não posso esquecer que tinha ursinhos de pelúcia presos no cinto.

- Valentina, este é Octavian – falou Reyna apontando para o garoto que se aproximava – Octavian, preciso que leia os agouros dela e diga se é seguro deixá-la ficar.


POV – Octavian

Estava matando os ursinhos de pelúcia da manhã para ajudar os gêmeos Mazow com a missão que teria, eles haviam me trazido uma informação interessante que valeu a pena ler o recheio do ursinho. Aquele grego filho de Hades veio ao acampamento e desta vez não veio sozinho, aparentemente veio com a namorada de cabelo colorido.

Qual não foi a minha surpresa ao ver Reyna, a pretora, entrando com a suposta namorada do di Angelo ao seu lado. A garota não é muito alta, é mais baixa que Reyna então por tabela é bem mais baixa do que eu. Tinha o cabelo branco bem liso indo até metade das costas caindo todo repicado e com mechas coloridas pulando por todos os lados, os olhos eram negros causando um contraste interessante com os cabelos e a pele pálida. Mas a garota vai ficar? Estão realmente considerando deixar a garota ficar? Ela é namorada do di Angelo, ela comuna com os gregos! Ela era mais baixa do que eu, não parecia ter muito mais do que 16 anos e me encarava com curiosidade e medo.

- Você parece nervosa – digo em tom inquisidor me aproximando.

- Um pouco... Você nunca matou nenhum animal de verdade né... – ela pergunta olhando as pelúcias um pouco receosas.

Abro um sorriso nos lábios, era sempre está a pergunta que me faziam. Os antigos descentes de Apolo em alguns casos tinham no passado o dom de ler o futuro com as tripas de vacas, bodes e outros animais. Enquanto contava isto para a garota via ela arregalar os olhos e parecer um pouco enojada. Fraca.

Reyna me lança um olhar furioso como se disse para parar de perturbar a garota e ler logo o agouro, não consigo acreditar que ela quer mesmo deixar a garota ficar. A garota não tem nada de romano, é toda sorridente e...colorida! Cadê o espírito de batalha? A garota não aguentaria um dia aqui, suspiro e levo a mão a um dos ursinhos de pelúcia que carrego no sinto quando sinto a mão da garota tocar a minha.

A mão dela é pequena e delicada, além de quente, dava para ver que as unhas eram curtas e cada uma pintada de uma cor diferente e com glitter por cima. A encaro sério pensando que ela está tentando me impedir de ler o seu agouro, o que será que ela tem para esconder?E então vejo em sua outra mão ela me estendendo um panda de pelúcia que tinha uma fita vermelha no pescoço.

- Percy me falou para te entregar, disse que você gosta de pandas – ela diz com aquela voz enjoativamente doce e calma.

Puxo o panda da sua mão e a levo para o altar, ótima mais uma amiga de Percy Jackson só me faltava está. Tudo bem estamos em uma aparente paz com os gregos – com o trato de no fim das férias mandarmos uma pessoa de confiança para lá e eles uma para cá para termos certeza que nenhum dos lados está em guerra – mas isso não significa que gosto dos gregos, mais especificativamente deste grego.

Pego a minha faca e abro o panda vendo tudo aquilo de recheio, então a garota era a filha de Iris. Mas A em vez de Uma?O que isto pode significar exatamente? Aparentemente ela tinha sangue romano, e era uma semi-deusa, não entendia qual é o seu valor para a legião mas o recheio do panda era claro. Ela devia entrar em uma Coorte.

- Boas noticias, a filha de Iris pode entrar para a legião – digo e vejo a garota suspirar aliviada – ela deve entrar para uma Coorte no natal.

Um sorriso brilhante surge nos seus lábios enquanto ela abraça Reyna feliz, a pretora não faz nada talvez surpresa com isso. Devo dizer que dificilmente as pessoas abraçam Reyna deste modo, depois que ela soltou Reyna ela sorriu para mim de um jeito tão espontâneo que me surpreendeu. Não sorri de volta obviamente, mas o colar de arco-iris que ela usava pareceu brilhar um pouco mais. É melhor ficar de olho nela, mesmo os deuses tendo dito para ela ficar eu não a considero nem um pouco confiável.

Notas finais
A capa está horrível, não sei fazer edições ou fanarts... Se alguém souber eu aceito *--*