The Iris child
2 Capitulo 2: Já viu Toy Story?
Notas iniciais
Depois de ter lido todos os agouros do dia eu tirei a toga cerimonial que eu usava unicamente para ler agouros ou em momentos oficiais eu vou ver os assuntos da minha Coorte logo teremos os jogos de guerra e desde que Percy Jackson recuperou o emblema e as armas da quinta Coorte o jogo não está assim mais tão fácil de se ganhar.
Fiquei fazendo os planos de guerra junto com os centuriões da segunda Coorte e a minha colega da primeira para montarmos os planos para amanhã, nós com toda certeza temos que ganhar. Ficamos nisso quase a manhã inteira, o problema é que quando cheguei lá a garota de Iris já havia sido apresentada para Galle (Centurião da segunda Coorte). Na verdade parece que ela já conheceu muita gente, não que seja difícil de se lembrar da garota de cabelo colorido namorada do di Angelo. Mesmo que o Centurião da segunda Coorte tenha indicado que não se importaria de roubá-la do namorado. Qual é, a garota é um arco-iris ambulante e sorridente, nem é uma valorosa guerreira cheia de credenciais ou recomendações. Ela vivia com os gregos.
Ele quis parar para almoçar, na verdade ele só queria ir até o refeitório socializar feito um bárbaro com os outros e falar de assuntos irrelevantes. Costumava comer rapidamente no templo de Jupiter junto com os ursinhos de pelúcia para depois ler alguns agouros e ficar de olho no pessoal do acampamento, tinha que me manter informado sobre tudo o que acontecia afinal informação é poder. Eu preciso saber muito bem o que se passa no acampamento para sempre escolher o lado vencedor.
Um dos lares sempre trazia a minha comida, mas afinal de contas para que eles serviam além de para isso. A refeição era do meu agrado, como de costume, a refeição continha um suculento bife de carne, purê de batata, feijão e suco de uva, os romanos sempre comem muita carne. Já havia começado a comer quando ouço passos de alguém entrando no templo, não é possível que alguém esteja tentando conseguir que eu leia os agouros agora sem ninguém por perto. Eu não favoreceria assim qualquer idiota do acampamento.
Só que não era qualquer um, era ela, a filha de Iris. Os cabelos loiros continuavam cheios de mechas coloridas só que agora elas se concentravam em tons de azul e roxo principalmente. Ela usava a blusa do acampamento Jupiter mas... O QUE ELA FEZ COM A BLUSA? Ela havia adaptado a blusa de um modo que parecia que ela estava indo para uma micareta! A barra da blusa foi cortada em várias tiras e na ponta de cada uma havia miçangas, além disso ela havia arrancado as mangas! Quem deixou ela fazer isso, ela vinha sorrindo na minha direção. Será que agora eu terei que ficar de babá da idiota?
– Octavian – ela diz sorrindo quando se senta na minha mesa- me falaram que você nunca almoça no refeitório então eu vim te fazer companhia.
Ela diz com o sorriso mais limpito de todos enquanto me encara, eu por acaso a convidei? Eu por acaso falei que não gostava de comer sozinho? Eu poderia sentar com quem eu quisesse, ninguém me diz não. Então se eu estou aqui sozinho é porque quero ficar com os meus pensamentos em paz. Então eu entendo tudo, a garota está sozinha e ninguém a aguenta por ser tão... tão grega, por isso ela veio tentar conseguir alguma atenção aqui.
– O que houve ninguém quis almoçar com você por ser grega demais? – pergunto a encarando, não eu não a queria como aliada.
Geralmente eu esperava um tempo para ver se os novatos valiam ou não a pena em se ter como aliado, se eles viriam a ser poderosos ou influentes mas ela? Ela provavelmente será apenas mais uma perdedora sem importância do acampamento que provavelmente vai parar na Coorte 4 que é atualmente a pior de todas. Ela continua me encarando nos olhos e aquilo é meio desconcertante, as pessoas não costumam me olhar por tanto tempo nos olhos, o que ela tanto olha?
– Eu já almocei com o pessoal, mas eu não acho legal alguém ficar sozinho... Então vim te fazer companhia, quero ser sua amiga – ela diz como se fosse a coisa mais simples do mundo.
Eu não preciso de amigos, preciso de aliados, eu só fico sozinho quando eu quero na hora que eu quero e eu já estava pronto para fazê-la entender como as coisas funcionavam quando ela do nada passou para do meu lado da mesa e passou os dedos no meu braço. O toque dela é quente, leve, delicado e lento apenas para constar. Me afasto para ver o que ela encarava, era a minha marca Romana de quando me tornei oficialmente parte da legião e não um mero probatio. Havia o símbolo do acampamento, a lira de Apolo e 8 faixas indicando que eu estava aqui a oito anos. Ela encarava aquilo admirada e curiosa.
– Os de Percy e Jason não tem tantas listras, você está aqui a realmente muito tempo – ela diz impressionada e coloco um sorriso orgulhoso nos lábios porque eu era superior aqueles dois com toda certeza – mas porque não tem símbolos em todas as listras?
Um símbolo nas listras? Qual o problema dela? Isso é um código, um código de quem somos não uma tatuagem decorada e doida, isso está marcado na pele, ela quer o que? Substituir cada listra por símbolos tribais coloridos e sem sentido como os dela? Obviamente não usei estas palavras com a garota, porque eu sou uma pessoa dona de grande paciência eu lhe expliquei sobre a tatuagem, a sua importância e como se recebe uma. Ela ouvia tudo sem nem piscar, completamente concentrada no que eu dizia o que a fez parecer ao menos um pouco menos idiota.
– É totalmente diferente do acampamento Meio-Sangue, mas é legal.... Obrigada por me explicar – ela sorri de forma doce e noto que os seus cabelos agora tem mechas rosadas, franzo a sobrancelha os encarando – Ah eles mudam de cor o tempo todo para o meu terror na verdade...
E ela começa a falar, e falar...Fala das cores do cabelo e depois parte para o acampamento Meio Sangue. A esta altura do campeonato eu já havia terminado de comer e a ouvia atentamente. Não que ela fosse interessante, apenas porque as informações sobre o acampamento dela poderia vir a ser uteis quando os acampamentos entrassem em guerra. Porque obviamente Reyna e Frank são tolos de acreditar na paz utópica o problema é deles, quando entrarmos em guerra serei eu a ter as informações necessárias, não os pretores, mas eu!
– ... Você deve parecer uma versão loira do Sid do Toy Story para os ursinhos de pelúcia – ela diz uma hora do nada.
Toy Story? Sid? O que diabos é isso? Seria algum mito grego idiota e pouco conhecido ou algo da mente dessa garota nitidamente avoada demais e nada grega. Ainda não entendia porque os agouros a queriam aqui, mas ficaria de olho não iria confiar totalmente nela.A garota sorri demais, é simpática demais e está aqui sem nenhum motivo aparente? Como se eu pudesse acreditar que alguém viria até aqui apenas para desfrutar da minha companhia. Ela nota a minha mente está longe e me encara surpresa, qual a surpresa dela por eu não conhecer um mito greto estúpido e se importância? Porque tudo o que é importante eu obviamente conheço.
Havia surpresa no seu olhar, ela franze os lábios e me encara um pouco. Depois ela ri, uma risada leve e tranquila. Não era aquela risada irritante das garotas – principalmente das filhas de Venus – nem a tipo escandalosa, ou alta demais, ou forçada... Era uma risada dela, que eu não sabia descrever ou identificar muito bem. Mas ela não era normal, ela tinha sangue grego e por isso era diferente.
– Toy Story é um filme infantil da Disney, é sobre brinquedos... Na história do filme sempre que não tem humanos por perto os brinquedos se movem conversam, e tem um garoto que destrói brinquedos ele é o Sid e os brinquedos tem medo dele... – ela começa a tentar explicar enquanto mexia os dedos, os cabelos estavam todos coloridos novamente – é divertido e os protagonista são um cowboy e um brinquedo espacial, tem certeza de que nunca viu?
Obviamente eu não vi, para começar eu cresci aqui com a minha família que é extremamente tradicional uma vez que a gerações ela manda jovens para servir a legião. Cresci em Nova Roma e na minha família eu cresci ouvindo histórias que seriam importantes no meu futuro em Roma, história dos deuses, histórias de vencedores. Não essa babaquice, brinquedos que ganham vida, que piada.
POV — Valentina
Percy e Jason haviam me falado sobre Octavian antes de eu vir para o acampamento, principalmente para eu ter cuidado com ele. O loiro era um orador, com as palavras ele podia manipular facilmente as pessoas e isso o tornava um guerreiro valioso sem duvidas, mas quando eu o vi eu não vi isso... Ele não me parecia assim tão mal, ele me pareceu solitário na verdade, o tipo de pessoa que nunca teve alguém com quem contar. É meio triste porque parece que na verdade ele só não sabe fazer amigos.
Quer dizer ele veio de uma dessas famílias conservadoras que planejam que os filhos sigam os mesmos passos da família a gerações, eu já vi varias dessas no mundo normal e sei o quanto é complicado. É tanta pressão que a pessoa não consegue ser ela mesma, ela é quem os outros querem que ela seja. Mas eu serei amiga dele, ninguém merece almoçar sozinho por exemplo. Comentei isso com Hazel quando ela foi me buscar e me tirar de perto do Octavian, ela não acreditou que eu realmente tinha ido lá.
– Você devia ter cuidado com ele, ele é bom em manipular as pessoas sem que elas percebam – fala Hazel enquanto me levava para a casa de banho.
Percy e Jason me contaram do que viveram com o rapaz e de como ele conduziu os romanos até o acampamento meio sangue pronto para nos matar. Também sei que ele sempre quis se tornar pretor e isso só faz com que eu queria mais que ele acredite e descubra como fazer amigos de verdade. Para mim ele só conduziu os romanos até a colina do acampamento porque queria atenção, queria que as pessoas o seguissem e a mesma coisa vale para pretor. Ele quer ser admirado, quer que as pessoas se interessem por ficar perto dele... Talvez ele tenha baixo auto estima, preciso conhecê-lo melhor para saber.
– Ele é bom Hazel, só precisa de uma amiga... Mas prometo tomar cuidado, tudo bem? – pergunto enquanto entrava no banho.
As casas de banho daqui são deliciosas, acho que nunca tomei um banho assim tão gostoso. A casa de banho é basicamente uma enorme casa de 3 andares, e onde tomamos banho? Uma enorme piscina de água termal. Um andar para os garotos, um para as garotas, e outro para os centuriões e os pretores, de qualquer modo isso era tão relaxante e delicioso. A água fazia o meu corpo relaxar e eu querer ficar aqui para sempre.
É claro que eu não pude ficar aqui para sempre, mas nada foi melhor do que isso. Mas eu admito que enrolei um pouco mais porque estava com um pouco de medo do momento em que teria que ser selecionada para uma Coorte. Selecionada, assim até parece que é algo mágico tipo ir para Hogwarts, não é eu garanto. Suspirei enquanto colocava a minha blusa customizada do acampamento. Eu não resisto uma blusa normal é tão sem graça, eu customizava as laranjas então vou tentar fazer isso com as roxas. Hazel achou que ficou bonita a fita branca passando pela manga e a borda.
A irmã de Nico me desejou boa sorte enquanto ia se juntar com o pessoal da própria corte, droga como eu queria que Nico estivesse aqui. Ele é embaixador de Plutão, ele podia estar aqui porque... Porque mesmo que eu tenha conhecido o pessoal do acampamento e eles sejam legais, um rosto amigo... Viria a calhar, lá estava eu na frente de 200 semideuses armados quando eu o vi lá no final, com a toga preta e sorri para ele que apenas acenou a cabeça de leve.
– Romanos – anunciou Reyna – alguns de vocês já a viram hoje, trazida pelo embaixador de Plutão pela manhã. Está é Valentina Aragon, filha de Iris meio grega meio romana. Ele procura se juntar a legião, o que os augúrios dizem?
Eu sentia todos me olhando e isso me fazia ficar vermelha e ansiosa, queria poder ficar olhando para Nico em busca de apoio mas não posso fazer isso, ele não estará aqui comigo. Preciso enfrentar isto sozinha, respiro fundo e mesmo com o coração batendo a mil por hora eu sorrio e aceno para eles.
Vejo Octavian, que também parecia ter tomado banho já que os cabelos estavam úmidos, dando um passo a frente. Ele usava a mesma roupa de quando o conheci, a toga, os ursinhos presos no sinto e uma blusa do acampamento. Só que ele parecia mais alto agora do que antes, acho que locutores tentem a crescer quando tem uma plateia.
– Eu li as entranhas! – ele anuncia como se tivesse matado um leão com as próprias mãos ao invés de rasgar uma pelúcia, o que é engraçado e eu tenho que me segurar para não rir – Os augúrios são favoráveis, ela pode ficar.
Os romanos deram um grito de algo como: Ave!Salve! enquanto erguiam a mão direita, aquilo era diferente mas não podia deixar de achar bonito. Eu sabia o que aconteceria, mais ou menos, Percy e Jason me contaram como era para que eu não ficasse tão assustadas ou perdida, foi algo gentil da parte deles. É claro que se alguém me perguntar se eles me contaram algo eu irei negar até a morte porque isso pode comprometê-los.
– Recruta, você tem credenciais? Cartas ou alguma referencia? – Octavian perguntou.
O encaro tentando decifrar algo por baixo dos olhos azuis, sabia que a família dele mandava crianças para o acampamento a gerações e que ele se orgulhava disso, se gabava disso. Mas parecia algo mais do que isso, não acho que ele se gabe disso só para se mostrar superior. Acho que ele faz isso porque quer alguma atenção, porque precisa que o notem, que ele não seja só mais um entre tantos. Faço que sim lentamente e coloco a mão dentro do bolso do shorts retirando de lá duas cartas.
Noto que ele ergueu as sobrancelhas de leve, enquanto pegava os envelopes. Eu não sabia o que estava escrito porque os meninos não deixaram, falaram que era falta de educação e que eu saberia na hora quando Octavian lesse. Creio que isso é maldade porque agora o meu coração só bate mais forte e rapidamente. A primeira carta que ele abriu foi a de Jason a qual ele começou a ler em voz alta para todas as Coortes ouvirem.
Eu, Jason Grace, filho de Jupiter e antigo pretor do Acampamento Jupiter e um dos sete da grande profecia, vim por meio desta fazer a minha primeira carta de recomendação. O que posso dizer sobre Valentina?Ela pode não parecer muito Romana com esses cabelos coloridos, mas sei que ela é uma lutadora incrível e incrivelmente leal. No tempo em que a conheci vi nelas qualidades que só ajudarão a sua Coorte a vencer e ir mais longe. Ela é determinada, leal e levaria um tiro para garantir que a missão seja cumprida e seus companheiros voltem.
Sinto as minhas bochechas coraram e instantaneamente levo a mão no lugar onde eu levei um tiro na minha última missão, os olhos azuis de Octavian percebem o movimento e ele provavelmente teria comentado algo se Reyna não o mandasse ler a outra. Suspiro aliviada, Octavian é legal ele só... ele só tomas algumas decisões que podem deixar a outra pessoa desconcertada ou tímida... Algumas pessoas fazem isso para que não o façam com ela, síndrome do valentão ou algo do tipo.
Eu, Percy Jackson, filho de Poseidon e.... Antes que o Octavian fale alguma cois eu fui Pretor do acampamento, lutei pelo acampamento e recuperei a água da minha legião. Então eu tenho todo direito de recomendar a Valentina, não se enganem pela mão dela ser uma deusa menor e pacifica. Eu não gostaria de tê-la como inimiga, não quando estou ameaçando alguém que é importante para ela. Valentina é uma guerreira incrível e a Coorte que a tiver terá muita sorte, além de é claro ninguém conseguir se sentir mal perto dela. Ela é demais, já falei isso? Bem essa é a minha primeira recomendação e boa sorte ai no acampamento Valentina e relaxe.
– Um grego e um romano que trocou de acampamento? – Octavian diz com tom pesaroso – Algum legionário irá apoiá-lo?
Olho nervosamente para o pessoal isso é sem sombras de duvidas a pior parte, ficar aqui parada com todo mundo me olhando enquanto eu tenho que esperar que alguém queira me apoiar, e se ninguém quiser por causa do meu cabelo? Droga calma, calma... Pelo menos no acampamento meio sangue nós somos divididos pelos nossos pais divinos, é sem duvidas bem melhor. Prendi a respiração e os 5 segundos que se passaram pareceram levar séculos.
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