The Innocent Of Konoha
10 Julgamento II
Notas iniciais
Um mês e quinze dias após a guerra.
O dia do julgamento.
- Hozuki Suigetsu! Hozuki Suigetsu está aqui pelos crimes de Homicídio, Traição á Nação, Cumplicidade Criminosa e Formação de Quadrilha.
Minato colocou os crimes de Suigetsu em um contexto. Logo após isso pediu para se manifestar em sua defesa própria.
- Eu não tenho o que dizer. Fiz isso para conseguir todas as sete espadas dos Sete Espadachins da Névoa. Eu sei que isso não é motivo suficiente. Eu queria me ver livre daquele aquário que Orochimaru me prendeu. Todos nós somos vítimas também. Vítimas de Orochimaru, e por causa dele, estamos aqui. Não preciso dizer mais nada. Eu sei que não será suficiente.
As perguntas foram escritas e Minato se preparou para falá-las quando recebeu os papéis de Shizune.
- Agora direi as perguntas selecionadas: Hozuki Suigetsu, você acredita que sendo vítima, seus crimes serão perdoados?
- Não. Não quero ficar livre por causa disso. Quero ficar livre, porque qualquer um tem direito disso.
- Hozuki Suigetsu, você acha que cometendo crimes estaria livre do “aquário”?
- Sim. Mas eu vi que tudo o que fiz foi para parar preso em outro lugar. Nada adiantou. Talvez eu saiba por que se ficar pensando na cadeia. – Karin suspirou.
- Hozuki Suigetsu, você quer uma pena maior para Orochimaru porque ele foi o “causador” dos crimes que você cometeu?
Suigetsu olhou para Orochimaru. Orochimaru olhou-o com raiva. Suigetsu não perdoou.
- Por mim ele apodrecia lá, se é que ele já não está podre.
A platéia vibrou um pouco. Todos começaram a efetuar os votos. Cinco votos de culpa, quatro de liberdade. O júri popular, Kakashi e Tsunade deram voto de culpa.
- Eu concedo a prisão de Hozuki Suigetsu, com a pena de 7 anos de prisão. Por favor, sente-se. Está encerrado o julgamento de Hozuki Suigetsu. – Minato suspirou aliviado, pois não se sentia a vontade julgando alguém.
Hiruzen tomou a palavra, e se preparava para o pior.
- Kabuto Yakushi!
Kabuto se levantou e Hiruzen falou uma lista imensa de crimes que ele cometeu. Os explicou e pediu para que Kabuto se defendesse.
- Eu não vou me defender, já que será inútil. Todos me odeiam agora. Não tenho o que fazer. Tudo isso... Tudo o que fiz... Era para apenas saber quem eu era. Quem eu queria ser.
As perguntas foram feitas. Na verdade, a pergunta. Ninguém se atreveu a perguntar nada a ele. Só Hiruzen, que falou sua própria pergunta:
- Kabuto Yakushi, você descobriu quem é?
Um silêncio foi feito e Kabuto olhou para baixo. Pensou e disse finalmente:
- Um criminoso, que não merece a liberdade.
Todos votaram, um por um. Kabuto sentiu as mesmas palavras entrarem pelos seus ouvidos e ecoarem pela sua alma. “Voto de culpa”. Repetida nove vezes. A platéia vibrou quando ouviu Hiruzen finalizar o seu julgamento:
- Eu concedo a prisão de Kabuto Yakushi, condenado a prisão perpétua. Sente-se. O julgamento de Kabuto Yakushi está encerrado.
Tobirama se preparou para começar, e Tsunade olhou para Sakura. Sakura abaixou a cabeça, se levantou e sentou-se em uma cadeira da platéia. O público não havia entendido, mas não precisavam realmente saber. Tobirama começou, e Sakura sentiu seu corpo arrepiar.
- Sasuke Uchiha!
Tobirama falou enquanto Sakura sentia-se cada vez pior, e Naruto mais culpado.
- Sasuke Uchiha, agora você deve se manifestar em sua própria defesa.
Sasuke pensou por algum tempo. Ele estava tomando a maior decisão de sua vida.
- Tudo o que fiz... Foi por poder. Foi por ódio. E no fim, eu soube que minha busca insaciável foi para matar quem sempre me defendeu, meu irmão. Minha liberdade foi tirada de mim, neste momento. Eu quero dizer que sofri mais do que ir para a cadeia. E se for para ela, eu queria pedir perdão, a todos. Todos que eu magoei, e fiz esperar. – Olhou para Naruto e Sakura. – Me perdoem por destruir o time sete.
Sakura se levantou e atravessou-se na fala de Sasuke.
- Você não destruiu o time sete! Nós estávamos esperando por você, como se nosso tempo tivesse congelado. Você nos fez falta, e agora você voltou. Nosso tempo voltou. Estamos como antes: juntos. Precisamos de você aqui. Precisamos de você conosco.
Dois ninjas da Anbu apareceram e agarram Sakura pelos braços, e Sasuke se desesperou. Ele contou para ela. Contou o que guardou desde que saiu de Konoha. Um sentimento morto, esquecido. Voltou á tona nas suas palavras.
- Sakura, não se esqueça de mim se eu for. Não se esqueça que eu te amei, mesmo que não tivesse lhe dado opção. Eu deveria ir, matando todos os meus sentimentos. Mas agora eu voltei, junto com esses laços. Sakura, eu te amo. – Ele tentou correr em sua direção, mas foi impedido por ninjas da Anbu que apareceram em sua volta.
Sasuke se debatia, enquanto Sakura estava congelada, com lágrimas em seus olhos. Ela foi retirada de lá, olhando para os olhos marejados de Sasuke.
Esse seria nosso último encontro?
Dessa forma que nunca mais nos veríamos?
Eu não podia aceitar um fim daqueles.
Depois de alguns minutos, Sasuke se recompôs. As perguntas foram feitas, e apenas uma sintetizou todas. Tobirama tomou a palavra, e dessa vez, falou como uma pessoa, que tinha sentimentos também.
- Sasuke. A pergunta que escolhi, pode lhe dar sua prisão, ou sua liberdade. É o que você dirá que determinará nossa opção. Todo o sofrimento que você está sentindo, e que sentiu... Fez com que você se arrependesse de todos os seus crimes?
- Eu não posso fazer nada em relação ao arrependimento. Por isso não quero o sentir. Mas eu sei que o que fiz não foi certo. E também sei que meu sofrimento seria suficiente para matar alguém preso, consigo mesmo. Eu não quero ser quem eu fui. Eu quero mudar, e resgatar os meus sentimentos, do fundo do baú que tranquei debaixo do poder que sempre busquei. Na verdade, o poder que eu poderia ter usado todo esse tempo, o que realmente me daria forças, estava trancado nesse baú. A amizade poderia me dar forças, e me salvar. Mas eu a tranquei, e não pude ser salvo. Agora eu preciso de ajuda, e se for preso, ninguém irá me ajudar, e eu morrerei perdido em mim mesmo. Eu preciso da liberdade. Dessa chance.
- Devido a sua ajuda na guerra, devido ao seu sofrimento e devido a seu novo objetivo-
- O de mudar o sistema ninja do mundo.
- Exato. Devido a isso, eu creio que todos concordam comigo.
Todos se olharam. Eles estavam concordando com Tobirama. Tobirama falou, então:
- Eu lhe concedo a liberdade. A completa liberdade. Eu encerro aqui, o julgamento de Sasuke Uchiha.
Sakura ouviu de longe as palavras de Tobirama. Ela ainda estava sendo segurada pelos ninjas da Anbu, e pediu para soltarem-na. Ela se aproximou e sentou-se na platéia, chorando. Naruto estava emocionado também, mas tinha que continuar firme. Para o próximo julgamento. Hashirama olhou para a platéia, para o júri popular e para o último criminoso a ser julgado: Orochimaru. Ele se levantou antes que dissessem seu nome, e Hashirama disse logo todos os seus crimes. Na hora de se defender, Orochimaru se posicionou na frente da mesa dos julgados. Ele começou seu teatro:
- Os meus motivos eram simples, porém eles se tornaram obscuros devidos minha solidão. Eu queria aprender todos os jutsus, e agora estou perdido, e preso a um único jutsu. Minha dependência de trocar de corpo não foi saciada, e não posso ficar mais de três anos sem um corpo. Espero que com a ajuda dos ninjas médicos isso mude. Mas eu posso depender disso. Não posso depender de mais ninguém. – Ele fez uma pausa. – Eu tentei recuperar minha dignidade ajudando todos com meus jutsus. O que eu aprendi nesse tempo que me perdi. Eu realmente ajudei, mas não sei se é suficiente para pagar pelos meus crimes. E isso cabe a vocês, jurados.
O público vaiou, e Shizune passou uma prancheta para perguntas. Ninguém quis saber nada, pois nada mudaria seu julgamento. Os votos começaram.
- Os sete membros do júri popular dão voto de liberdade para o Orochimaru. – O público vaiou e Tsunade teve que se pronunciar:
- Devido às vaias do público, um voto do júri deverá ser voto de culpa. – Tsunade olhou para Hiruzen para que ele percebesse que teria de dar voto de liberdade para que seu plano desse certo.
- Eu, Kakashi Hatake, dou voto de liberdade para Orochimaru.
- Eu, Tsunade Senju, dou voto de liberdade para Orochimaru.
- Eu, Minato Namikaze, dou voto de liberdade para Orochimaru.
- Eu, Hiruzen Sarutobi, dou voto de liberdade para Orochimaru.
- Eu, Tobirama Senju, dou voto de culpa para Orochimaru.
- Eu, Hashirama Senju, dou voto de culpa para Orochimaru.
Orochimaru estava um pouco surpreso, e bastante feliz. Hashirama continuou a falar:
- Eu concedo a liberdade a Orochimaru, mas com a pena de acompanhamento de ninjas da Anbu durante vinte e quatro horas de seu dia. Por favor, sente-se. Está encerrado o julgamento de Orochimaru.
O público ficou muito insatisfeito. Então Tsunade se levantou e tomou a palavra, cortando as vaias do público.
- Eu declaro aqui encerrado o julgamento de Uzumaki Karin, Juugo, Hozuki Suigetsu, Yakushi Kabuto, Uchiha Sasuke e Orochimaru. Todos estão liberados, e os ninjas da Anbu deverão levar os criminosos a seus respectivos estabelecimentos. A pena dos acusados está valendo a partir de agora.
O público se levantou, e os ninjas da Anbu levaram os acusados. Menos Sasuke. Ele ficou lá. Naruto e Sakura correram em sua direção. Sakura o abraçou, chorando. Naruto estava com um enorme sorriso. Minato Namikaze chegou perto do filho e bagunçou seu cabelo. Tsunade, Hiruzen e Tobirama entraram no prédio da Hokage, e Hashirama estava desfazendo o palanque. Sasuke, Naruto, Sakura, Minato, Kushina, Kakashi e Sai desceram e ficaram na frente do prédio, enquanto os outros se espalhavam, e Hashirama entrava no prédio, feliz pelo final de Sasuke.
Naquela hora, o time sete estava reunido.
Meus pais estavam lá.
Tudo que eu queria aconteceu.
Mas iria mudar.
De uma forma brusca e cruel.
Notas finais
E para avisar vocês, hoje eu to escrevendo muito sobre essa história (o que me ajudou a postar hoje esse capítulo, porque to começando a me adiantar novamente) então não se preocupem com demoras.
Queria saber se eu posto muito rápido (um a cada dia) ou se tenha algum erro nos capítulos, etc. Por favor, comentem sobre isso.
Espero que tenham gostado, até amanhã u.u
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