The Innocent Of Konoha
11 Rokudaime Hokage
Notas iniciais
Um mês e dezesseis dias após a guerra.
O novo Rokudaime Hokage.
Estavam todos na cobertura do prédio da Hokage. Todos os Hokages, Sakura, Kakashi, Konohamaru e eu. Eu estava nervoso, pois meu sonho poderia se realizar.
O povo vibrava lá em baixo. Creio que toda Konoha estava lá. Tsunade dizia algumas coisas sem sentido, e eu estava angustiado esperando aquilo acabar.
Após vários minutos de falação, Tsunade devia anunciar o novo Hokage de acordo com o que as pessoas escolhessem. Os Hokages também escolheram, e obviamente pelas suas experiências, tiveram mais peso na votação. Não sabíamos os votos dos Hokages, pois era secreto. Mas eu acho que o Nidaime, o meu pai e Tsunade, talvez, tivessem votado em mim. Eu estava parado, esperando.
Sakura não parava de olhar para Sasuke, que estava na platéia. Ele estava um pouco triste, pois queria participar. Não pôde por causa de seus crimes. Era menos um concorrente para mim. Que horror. Mas é verdade, mesmo assim.
Tsunade se encheu de orgulho para falar o nome do novo Rokudaime Hokage. Meu coração batia forte, e já mentalizava Tsunade falando meu nome e olhando para mim com um enorme sorriso.
“Naruto Uzumaki”. Ela deu um sorriso de orelha a orelha para mim.
Mas não foi bem assim.
“Kakashi Hatake” Ela deu um sorriso de orelha a orelha para ele.
Kakashi a olhou surpresa, e eu também. Sakura estava feliz (ela não queria REALMENTE se tornar Hokage). Konohamaru já sabia que era muito jovem para aquilo. E eu... Olhei para baixo, um pouco triste, pensando no que eu poderia fazer para me tornar alguém de confiança o bastante para me tornar Hokage. Agora, somente se for o Nanadaime Hokage.
Ai que eu pensei:
“Caramba! Não vai ter espaço na pedra para meu rosto!”
Na verdade eu não fiquei triste, já que meu sensei era o novo Hokage. Sakura me abraçou e Sasuke festejou lá de baixo. Konohamaru também, e Hashirama deu um enorme sorriso para mim. Talvez dissesse para me tornar confiante e tentar na próxima vez. Da próxima vez ia dar certo. Tenho certeza.
Alguns minutos e estávamos todos na sala da Hokage. Ou melhor, do Hokage. Ele estava sendo parabenizado, e acabaram por se lembrar de mim. Finalmente!
- Naruto! Eu sei que seu sonho era se tornar Hokage, mas... Sabe que eu não posso fazer nada em relação a isso. Você deve estar triste, mas da próxima vez, eu sei que você conseguirá. – Tsunade me deu um sorriso.
- Não se preocupem comigo! Eu sei que vou conseguir da próxima vez. E eu nem estou tão triste, porque é meu sensei que virou Hokage! – Eu dei um sorriso.
- Filho, você sabe que isso não é tão fácil! Você ainda é muito jovem, e Konohamaru mais ainda! Talvez você tivesse de estar preparado para isso. Mas fico feliz que você não desistiu. – Meu pai me abraçou forte.
- Eu acho que... Como Hokage, eu não posso mais me esconder.
Eu espiei Kakashi pelo ombro de meu pai, enquanto ele falava isso. “Pai, você tá me sufocando!”. O que ele quis dizer com isso?
- Talvez eu devesse pelo menos mostrar meu rosto, uma única vez que seja.
Eu arregalei os olhos. Fiquei ansioso. Todos olhavam atentamente. Kakashi pegou sua máscara e abaixou. Meu pai virou para ele tentado a conhecer o rosto do discípulo. Meu pai é alto. SEU OMBRO TAPOU MINHA VISÃO!
Eu me contorci para ver o rosto de Kakashi, e quando consegui, e ele estava a colocando de volta. Todos estavam chocados, e eu curioso.
- Mesmo que seja para vocês, meu rosto deve continuar sendo um segredo. Ninguém mais pode vê-lo novamente.
- O QUE?? Eu não vi! Me mostra, Kakashi-sensei! Eu realmente não vi!
- Naruto! Não seja mal educado, isso é ridículo, todos sabemos que você viu. – Sakura bufou.
- Ah? Eu realmente não... – Desisti de falar.
Conversamos um pouco e eu perguntei para Sakura como era o rosto de Kakashi. Ela disse que ele era “normal”. Droga, isso não me diz nada!
Talvez uma hora depois eu já estivesse em casa com meu pai. Agora tinha percebido que este era o último dia seguro com meu pai e minha mãe. Amanhã seria a discussão sobre manterem o Junsui Tensei ou não. E se decidissem desfazê-lo? Não. Isso seria impossível. Eu sei que seria.
Mesmo sabendo disso, eu continuava nervoso. Tentei cochilar para ver se passava. Não adiantou. Eu me estressei mais, porque mal consegui dormir, e isso me fez mal. Decidir sair de casa e falar com alguém. Quando saí pensei em comer no Ichiraku, mas estava sem dinheiro. E para conseguir dinheiro, decidi fazer uma missão. Qualquer que seja. Fui até o prédio da Hokage, e entrei na sala dela. E dele. Esqueci que Kakashi tinha virado Hokage, e acabei ficando surpreso quando eu o vi lá. Ele estava vestido com o chapéu branco e vermelho de Hokage, e com um casaco verde e preto de gola alta, sobre o seu traje azul tradicional. Estava escrito “Rokudaime Hokage” atrás, com o símbolo da folha em cima e dos Uzumaki em baixo. Nunca tinha visto aquele casaco. Nunca tinha visto Kakashi daquele jeito. Tive que rir.
Mas voltando ao assunto, pedi uma missão para Tsunade, rank B. Ela disse que era melhor eu não sair da vila naquele momento. Eu insisti. Não foi uma boa idéia. Quase fui jogado pela janela. Kakashi ficou assustado. Eu também. Saí e pensei em algo para fazer. Não tinha o que fazer.
Não havia nada.
Não havia ninguém.
Mas ele apareceu. Orochimaru me viu saindo do prédio da Hokage, e decidiu falar comigo.
- Naruto! Que ótimo que vi você. Queria agradecer-lhe pelo seu voto de liberdade. Realmente foi bondade! – Ele deu um sorriso.
Eu quis bater na cara dele. Mas não podia fazer isso. Pelos menos agora.
- O que mais você quer de mim?
- Não seja mal educado! Eu estou grato por ter feito o que eu disse. Só queria lhe dizer isso.
- Então saia da minha frente, eu já entendi o recado.
- Mas eu sei de seus segredos. Eu sei dos segredos de todos.
Eu me arrepiei, e senti todos meus pensamentos serem roubados de mim. Me pareceu que pensar já não era mais seguro. Ele saiu depois de dizer isso. Tive a nítida impressão de que ele sabia do acordo que Tsunade fez com os Hokages antes do julgamento. Eu entendi que ele sabia disso. Ele sabia que seu julgamento foi uma farsa. Eu estava com muito medo. Eu saí de lá, mais estressado que antes.
Eu estranhei muito ao ver Gaara, Temari e Kankurou entrando na vila. Eu corri para falar com eles. Acabei abanando para que eles me vissem.
- Naruto! – Gaara gritou.
- Gaara! Quanto tempo. O que vocês estão fazendo aqui. – Eu fiz um gesto em direção a Temari e Kankurou, para cumprimentá-los.
- Nós viemos para dar algumas informações para a Hokage. Soube que escolheram um novo Hokage, não é?
- Sim! E Kakashi é o novo Hokage!
- Ah, então você... – Temari entendeu o que estava por trás da minha fala. Olhei para o chão.
- Você não foi o escolhido? Eu lamento, Naruto. – Gaara estendeu sua mão.
- Eles disseram que eu era jovem, mas olhe para você, Gaara.
- Cada vila tem suas regras e estilos, Naruto. Talvez, se você fosse do nosso país, virasse o Kazekage. – Gaara sorriu para mim.
- E também, talvez você não esteja maduro o suficiente para isso. Sabemos que você cresceu, mas sabe, a responsabilidade de ser um Kazekage é grande. – Kankurou deu um passo em minha direção.
- É verdade. Talvez eu realmente não esteja preparado. Mas vamos mudar de assuntos! Que informações vocês vieram trazer?
- É algo um pouco delicado, Naruto. Temos que falar com Tsunade para saber se isso se tornará secreto. É melhor não falarmos para ninguém ainda.
- Nem sobre o que é? – Eu fiz uma cara de coitado. Gaara olhou para Temari e Kankurou. Eles corresponderam.
- Está bem... É sobre uma aliança. Uma aliança perigosa que pretende atacar o país do relâmpago. Viemos aqui detalhar as informações desta aliança para a Hokage, e para dizer que o Raikage não poderá vir amanhã. Ele me escolheu como seu representante.
- Então você sabe sobre o Junsui Tensei?
- Sim. Recebemos informações secretas sobre isso faz algumas semanas.
- Por que tudo é secreto? – Eu bufei.
Depois disso levei-os até perto do prédio da Hokage, e acabei indo para casa. Conversei com meus pais sobre isso, e também sobre a discussão de amanhã. Eu fiquei um pouco nervoso. Acabei indo dormir mais cedo, porque precisava descansar. Foi um dia cansativo, realmente.
Eu estava angustiado.
Eu estava nervoso.
Mas as coisas iriam melhor.
Era o que confortava minha mente,
Em meio a todos os meus medos.
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