The Infection
33 Cap. 33 - Flash Back pt.4
Notas iniciais
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Leiam tbm com esta musica...
http://www.youtube.com/watch?v=ctuPfRKoyuE&feature=related
- Amor? Amor! Você esta melhor?!
- Han?! Aai! Minha cabeça! — pus a mão sobre minha cabela.
- Calma, calma. Fique sentada ai. Tome. — ele me da uma copo d'agua.
- O que aconteceu?
- Você bateu a cabeça quando Amaro puxou teu pé.
- Ham?!... Ah! Lembrei. O que você fez com ele.
- Ele havia virado uma dessas coisas ai e acabou por me atacar...
- Disso eu me lembro mas, depois.
- Como eu disse, ele havia puxado teu pé e você bateu a cabeça. Depois... Eu atirei nele. — ele apontou para o corpo. Fiquei em estado de choque por ver o corpo dele e por lembrar que meu marido havia sido mordido.
- O que aconteceu com este mundo?! O que realmente acontece com as pessoas para elas fazerem aquilo?
- Dé. Por quanto tempo eu fiquei desacordada?
- Deixa eu ver... Três horas. Porq... Cof! Cof!Cof! Cof! Cof! — ele começou a tocir sangue.
- Jesus... Dé! — vi que seu corpo suava. E logo percebi que estava com febre.
- Ai! Ai! Ai... — a mordida começou a sangrar.
- Ahn! Ahn! — comecei a tremer e meus olhos começaram a lacrimejar.
- Ugh! AHHHHHH! — as dores começaram a aparecer e sua mordida a inchar. E a cada momento em que se passava, parecia que a dor aumentava cada vez mais.
- Deus... O que eu faço? O que eu faço?!!
- AH! Cof! Cof! — começou a tocir mais sangue. —
HAAAAAAAAAAAAAAAA!! — depois da tosse, ele começou a se contorcer de dor como havia acontecido com Amaro. — Eu... Eu... Ugh! — ele começou a puxar a camiseta com a dor no peito.
- Eu...?!
- Eu te... AHHHHHHHHHH!! — Adeildo da seu ultimo suspiro forçado e acaba por falecer.
- DÉ! DÉ!... De, acorda! Por favor! Levanta! Levanta! Por favor... — comecei a chorar e a soluçar como uma criança.
Eu me levanto, e com muito esforço, pego a arma que ele carregava ainda chorando e fiquei esperando o momento que ele se levantasse. Ali, naquela cozinha, com dois homens mortos e varias “pessoas” em meu quintal e sala. Uma solidão invade meu ser, durante cinco minutos de espera, o que mais parecia uma eternide ele começa a se mover e a se levantar.
- Dé... Eu te amo! — o monstro olhou para mim e eu olhei fixamente com olhos cheios de lagrimas, suspirei e, atirei sobre seu peito. Depois disso, fiquei ali, parada, em pé, sem saber o que fazer. Eu larguei a arma e cai de joelhos em pranto pelo meu marido. A angustia começou a subir. A solidão. O desespero. A dor. — Dé!! Desculpa! Desculpa!! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! — me debrucei sobre seu corpo e comecei a chorar mais do que eu jamais havia chorado em minha vida.
*****//*****
- Mãe... A senhora fez o que foi preciso. Não se culpe por isso. — Luiz tentava consola-la abraçando-a e limpando as lágrimas de seu rosto.
- Dona Mônica... O pior já aconteceu. Por mais dificil que seja esquecer este episodeo de trauma mas, olhe, seu filho! Ele esta bem! E em seu lado! — dizia Maynara pergando as mãos de Mônica.
- É verdade! — ela se levanta e abraça Luiz. Mas um abraço longo, gostoso e apertado em seu filho. Depois disso ela agradeceu por seu filho esta vivo.
- Espero que minha mãe esteje viva também... — pensava eu olhando para os dois e desviando o olhar.
- Gente! Gente! Consegui fazer o bolo! Vamos comemorar o primeiro aniversario do Thiaguinho neste mundo caótico e o reencontro de Luiz com sua mãe!
- EYAH!! Bolo!! — meus olhos começaram a brilhar repentinamente.
- Epa! Só dois pedaços a você ein Joel! — disse Maynara.
- Ahhhh... Por que?
- Ja sabe né?! Pode dar prejuizo pra gente.
- E eu não correr o risco de ter que ficar correndo atrás de você ou algo do tipo ein! — disse Rayanne. Enquanto isso o Thiago ia apagando os palitos que se passavam por velas. Depois Mara começou a cortar o bolo.
- Aqui. Pra que vai o primeiro pedaço? — perguntou ela.
- Bom, se minha mãe tivesse aqui, eu daria a ela mas, como não esta, darei a você. — ele sorriu.
- Opa! Meu celular tá tocando?! Ué?! Minha mãe? Ein? Que numero é esse? — perguntei para mim mesmo pegando meu celular de meu bolso.
— Alô?!
- Joel?! É você?! Graças a Deus...
- Quem esta falando? — perguntava eu sem entender.
- Sou eu, o Yuri.
- Eae Yuri! Beleza.
- Isso não é uma conversa informal num mundo sem esses monstros. To falando serio. Esta aonde?
- Desculpe. Obrigado. — peguei o pedaço de bolo e me sentei. — Na casa do Luiz. Lembra dele? É perto umas três quadras do terminal.
- Graças a Deus! Ai meu Deus! A bateria tá acabando. Rapido!! Tem como você vir me buscar? — perguntava ele com uma voz meia tremula.
- Cara. Aonde você esta?!
- No Parque Airton Sena.
- Porra!! O que você esta fazendo ai?!! — eu alterei minha voz levantando rapidamente do sofá.
- Eu fugi com minha família pra ca quando tudo aconteceu!
- Você esta com ela?! — houve um curto periodo de silencio. — Entendo... Irei ai sim. Aguente.
- Rapido. Aqui esta... — a ligação caiu.
- Yuri! Yuri... Droga! Por que logo no parque?! — minha preocupação com ele foi tao grande que acabei por ignorar o doce.
- Quem era Joel? — todos olhavam pra mim enquanto Maynara fazia a pergunta.
- Um amigo meu que esta no parque. Ele quer saber se pode se juntar a nos.
- Que amigo?
- Yuri.
- Aquele garoto moreno de óculos viciado em tecnologia? — perguntou Luiz.
- Ele mesmo. Então... O que vocês acham?
- Bom, não podemos ficar dando uma de salva-vidas do mundo zumbi. Somos apenas crianças e, alem do mais, quanto mais gente, pior, mas... Como ele é viciado em tecnologia, pode ser de grande uso. — disse Maieza.
- Hey!! Não irei trata-lo como uma ferramenta.
- Eu não disse exatamente isso...
- Dane-se! Estamos vivos desde que saimos da escola e... É bem aqui! Bem ali no parque!!
- Sei não ein!
- Como não sabe?! Se fosse com sua mãe, com certeza você iria querer que fossemos busca-la como fizemos com ele.
- Mas ele não é sua mãe. É uma coisa totalmente diferente.
- Não é não! Desde que eu me conheço por gente, eu conheço aquele garoto! Por mais que seja apenas quatro anos de convivio, ele ainda sim é meu amigo e não vou deixa-lo lá para morrer do lado de sua família!! Se você não se importa com os outros o problema é teu!!
- Ótimo! Vá! Por que eu irei ficar aqui. Não quero arriscar mais a minha vida pela dos outros.
- Ótimo. É o que eu irei fazer. Posso muito bem ir la sozinho e pega-lo. E falando nisso. Se você esta cansada de se arriscar tanto assim... Fique com este teu orgulho e esconda-se e vire-se sozinha neste mundo! — depois que terminei de falar eu fui indo em direção a porta.
- Aonde você vai Joel?!! — perguntou Rayanne.
- Buscar meu amigo. Vocês deveriam fazer isso caso um deles liguem também.
- Você esta louco?! Vai sozinho??
- E por acaso tenho outra opção?
- Eu vou com você!!
- E por que você que ir comigo?! Seria mais perigoso se você viesse comigo, pois eu só como doce e atrapalho todos ao meu redor.
- Isso mesmo.
- Cala a boca Maieza!! — disse Maynara.
- Dane-se! Eu não ligo! Eu vou com você e pronto e acabou! — disse ela pegando suas coisas e indo em minha direção.
- Eu vou contigo também.
- Você também May?! Isso tá parecendo aquelas cenas de filme ou anime... Enfim. Por que você quer ir?
- Por que eu te conheço muito bem e...
- Opa! De novo. Ja estou indo a caminho.
- Rapido! Tem vários deles ao redor do parque e d... — a ligação caiu novamente.
- Droga!! Eu estou indo! Tchau!! — sai correndo em direção a muralha de terra e dei um salto que me fez parar em cima dele e desci e fui em direção ao garoto.
- JOEEEL!! — gritou Rayanne saindo correndo seguindo-me.
Notas finais
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Té mais e espero que tenham gostado da Maratona xD
Fuis!
Deixem um review se puderem/quiserem o/
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