The Immortal
8 Uma quebra de feitiço
Notas iniciais
Estou aqui postando como prometi, enquanto vejo Supernatural, então não me culpem se tiver algo errado, porque eu não tenho culpa do Jensen ser tão lindo e tirar toda minha atenção!
Deixem reviews na caixinha sexy lá em baixo, hein? Se não eu fico triste :(
*Enjoy*
Abri meus olhos com cuidado, mas quando encontrei a escuridão plena naquele lugar, os fechei novamente. O que tinha acontecido…? Eu estava na floresta, rindo da luta do Nico com uma das Caçadoras e aí… O que aconteceu? Eu senti uma queimação percorrendo meu corpo, não conseguia controla-lo, tudo ficou escuro e eu senti uma pancada na cabeça. Depois disso eu acordei em uma sela com Nico sendo torturado por algum motivo. Seu corpo estava cheio de cortes provocados por facas e tinha marcas de chicotes espalhadas em suas costas nuas. Meu coração parou enquanto ouvia seus gritos agoniados. De alguma forma, eles o mantinham acordado todo aquele tempo. Ninguém fica desperto (ou vivo) naquele estado. Qualquer pessoa normal já teria desmaiado pra evitar sentir mais dor (ou pela hemorragia, tanto faz).
Aqueles homens encapuzados não paravam. Uma chicotada atrás da outra. E Nico não desmaiava. Eu queria que isso acontecesse, pelo menos ele não sentiria dor… Mas eu não tive sorte nenhuma.
— Não! – Eu gritava desesperada. Implorei para eles pararem, mas nada. Eles continuavam como se eu não estivesse ali.
— Você se colocou em nosso caminho, filho de Hades. – Um dos homens disse levantando a mão com o chicote. Pude perceber que seu pulso estava marcado por uma letra grega: η. Na mesma hora eu soube que eram feiticeiros. η, H. Hécate. – Diga-nos onde esta!
— Podem continuar me torturando, mas vocês nunca vão descobrir onde ele esta! – Nico reuniu suas forças e conseguiu dizer ao homem. Eu continuei berrando para que o libertassem, mas não estava dando certo.
— Se torturar você não adianta, então, vamos pegá-la.
O olhar que Nico forçava a se manter firme, de repente vacilou e ele começou a tremer.
— Não encostem nela! – Ele urrou.
Os dois homens riram.
— Pode deixar que o que vamos fazer pra ela não vai ser tão doloroso quanto o que estamos fazendo com você. – O homem do chicote jogou seu objeto para cima da mesa e andou até a minha cela.
O outro homem também parou de torturar Nico e começou a rir dos gritos dele. No momento em que o homem do chicote abriu minha cela, eu abri os olhos em estado de torpor encontrando Nico me encarando. Eu falei alguma coisa pra ele, mas não me lembro o que. Na verdade nem sei se falei realmente algo com ele. Em seguida eu voltei a dormir e digamos que meu sonho foi um pouquinho melhor e mais produtivo agora.
Estava em um templo. Podia sentir a aura de poder naquele lugar, sentia falta desse tipo de coisa. A minha frente, em um enorme trono de ouro estava o Senhor dos Deuses.
— Olá, Eleanor. – Ele sorriu para mim.
— Olá, pai. Por que você esta falando comigo em um sonho? – Fui direto ao assunto.
— Não quero falar com você… Pessoalmente. – Nossa, o quanto isso é gratificante! — Não agora que descobri que você vai ficar no Acampamento. – Ele estalou os dedos e uma linda poltrona dourada apareceu atrás de mim. Me sentei receosa, e assim, meu pai continuou. — Sabe que eu odeio o fato de você ficar aí? É minha filha, uma Imortal. Você deveria se tornar uma deusa, ou se quiser pode escolher qualquer templo de algum deus…
— E passar a eternidade fazendo oferendas? Não, obrigado.
— E o que você iria fazer no Palácio? – Ele perguntou perplexo.
— Eu ajudava. Eu fazia o que tinha que fazer, mas tinha meu espaço. Tinha Éter, Hemera…
— Que traíram você! – Ele agitou os braços.
— Sim, por isso não vou voltar pra lá, não é obvio? – Eu me levantei.
— Então, tome seu lugar no Olimpo. – Ele aconselhou mais calmo. Estava usando aquele seu dom de persuasão, mas eu sou filha dele, então, acho que comigo não funciona.
— Me deixe ser feliz um pouco no Acampamento. Nem que seja apenas por alguns anos. Eu tenho a eternidade pela frente! Alguns anos não vai fazer diferença…
— Você foi levada pelos Primordiais como um pagamento. No momento em que você saiu daquele Palácio, deixou de servir seus superiores, eu me tornei novamente seu superior assim como sua mãe. E ela esta de acordo comigo.
— Acordo? – Eu ri. – Vocês me deixaram pra ser criada por Sacrifício.
— O que? Sacrifício? Você? Quem te disse isso? – Ele indagou.
Me sentei novamente na cadeira, tão confusa quanto ele.
— Artemis. E eu meio que suspeitava que eu iria ser o Sacrifício…
— Artemis! – Ele bufou. – Ela e Afrodite estão em uma guerra pior que Apolo, Hermes e Ares. Afrodite quer que você continue aí porque não quer perder Ares pra você e quer que isso nunca mais aconteça. E Artemis esta doida pra você entrar na Caçada e humilhar os planos de Afrodite e todos os outros deuses. Provavelmente ela estava te usando ou algo do tipo! O Sacrifício deve ser de alguém com sangue… Vermelho. Ou vinho. – Ele riu. – Mas definitivamente não é dourado.
Eu desabei. Como pude ser tão boba? Todos tinham razão, eu era incrivelmente ingênua. Oh, deuses!
— Então… — Tentei dizer, mas meu pai me poupou de tudo.
— Você foi criada pelos Primordiais pelos motivos que eles sempre te contaram. Cá entre nós, não acho que eles iriam te matar. O que mobilizou Érebo a tentar fazê-lo foi o fato de você ter libertado o filho de Hades. Aquele garoto é extremamente importante para eles.
Absorvi tudo aquilo.
— E quem é o Sacrifício? – perguntei. – Nico?
— Não sei. – Ele balançou a cabeça. – Não conseguimos pensar em ninguém além de Jackson e o filho de Hades. Graças a Artemis, Thalia esta segura, não preciso me preocupar com ela.
— E quanto ao Acampamento Júpiter? Alguém de lá? – Propus.
— Não. Caos é de origem grega, foi aprisionado antes da era Romana, isso faz o Sacrifício para libertá-lo também grego.
— Então, Nico é ainda mais precioso do que imaginei. – Falei. – Antes de você me trazer aqui eu tive um sonho com feiticeiros. A Patrona deles era Hécate. Por que eles estavam torturando o Nico e…
— Os Primordiais estão sobre nossos controles. Porém, Nix se juntou a Hécate. E as duas juntas estão recrutando alguns perversos humanos para fazer o trabalho delas.
— Nix ainda quer libertar Caos?
— Todos querem. Acontece que Nix dá medo em qualquer um. É a unica Primordial incontrolável. – Zeus deu de ombros. – Ela se juntou a Hécate, já que a deusa ctônica conhece todos os segredos do Mundo Inferior. Quase todos.
— E por que então perguntar a Nico? Eu sei o que eu vi…
— Eleanor, Nico e Hades são os únicos que sabem a localização do Cetro. Um pouco depois da Guerra contra os Titãs, Hades teve problemas em seu esconderijo e pediu a ajuda de Nico. Isso foi engraçado de ver. E digamos que Hécate e Nix não tem como usar Hades, ou tortura-lo. A opção é usar o filho dele.
— Ah, Nico esta em grandes perigos!
Zeus franziu o cenho e me observou.
— Sempre pensei que você se casaria com Éter. – Ele disse divertido. – Mas esta apaixonada…
— Por que todo mundo diz isso? – Eu me levantei. – Éter foi o único que esteve ao meu lado, mais nada! Ele me ajudou todos esses anos, coisa que o senhor não fez!
— Eu não tive culpa!
— Me faça acordar. Rápido!
Ele suspirou e assentiu.
— Feliz aniversário atrasado. – Murmurou.
Atrasado… Argh!
Abri lentamente os olhos, dessa vez, não ousei fechá-los. Havia pouca luz naquele lugar de forma que meus olhos demoraram a se acostumar. Então, a porta ao lado da cama se abriu e inundou o quarto com a luz. Parecia ser um banheiro. Nico saiu de lá vestindo a camisa e bagunçando o cabelo com a toalha. Ele me olhou e corou quando me viu acordada.
— Acordou. – Ele sorriu. – Como esta?
— Relativamente bem, embora não saiba sobre o que esta falando. O que estou fazendo aqui?
— Você teve algum tipo de ataque na Captura a Bandeira, e aquele filho de Ares te bateu na cabeça. A Enfermaria estava cheia e te trouxe pra cá. – Ele relatou jogando a toalha pra dentro do banheiro de novo em seguida.
Suspirei.
— Obrigada, Nico. Mas o que quis dizer com ataque?
Nico acendeu a luz e me cegou.
— Não sei. Você parecia estar… Possuída. E parecia que estavam fazendo uma sessão de exorcismo. – Ele disse simplesmente.
— Oh, sim. Muito acolhedor. Faz alguma ideia do motivo? – Eu me sentei.
Minha cabeça ainda doía, mas era suportável.
— Se você não sabe, imagina eu! – Ele se sentou ao meu lado. – A cabeça dói?
— Sim. Um pouco. É suportável. Quanto tempo eu fiquei dormindo?
Ele olhou o relógio preto em seu pulso.
— Já esta quase na hora do jantar, então, aproximadamente dez horas. E… — Ele se virou para o lado e pegou no criado mudo uma caixinha prateada. – Isso apareceu aqui e acho que é pra você.
Suspirei adivinhando o que era.
— Meu pai me manda uma jóia todo ano no meu aniversário. Esse ano esta quase uma semana atrasado. E de certa forma me sinto feliz em usá-las. Me lembro que talvez ele não se esqueceu completamente de mim, fora que eu seria morta se não usasse. – Ri no final.
— Aquelas jóias que você usa foram dadas por Zeus? – Ele indagou surpreso.
— Sim. Essa é setuagésima terceira jóia. – Abri a caixinha e e encontrei um bilhete ao lado de um lindo colar com a sigla do Acampamento Meio Sangue pendurado.
No bilhete estava escrito em caligrafia perfeita:
“Isso vai te ajudar. Lembre-se de que você é filha de dois deuses. É mais poderosa que um semideus qualquer. Boa Sorte”
-Meu pai e seus enigmas. – Sussurrei.
Nico riu ao meu lado.
— Você ainda esta com febre? – Ele se aproximou.
Então, a coisa mais estranha que eu presenciei aconteceu. Nico tocou minha testa e de repente uma onda de eletricidade correu no meu corpo. Ele tirou a mão rapidamente e a esfregou.
— Você me deu um choque! Eu só quero te ajudar! – Ele gritou.
Me levantei de olhos arregalados. Comecei a me sentir estranha… Uma onda de poder devastador tomava conta de mim e me deixava até tonta.
— Me desculpa, eu não queria! – Gritei.
— Então, porque o fez? – Ele indagou.
Comecei a sentir uma onda de impaciência tomar conta de mim. A luz começou a piscar e o pequeno aparelho de rádio ali começou a tocar.
— O que você esta fazendo? – Ele gritou suspreso.
Comecei a andar pra trás. Levantei o olhar e o encarei. De repente minha mente foi inundada por memórias. Nico no Hotel e Cassino Lótus… Quando ele foi resgatado por Percy, Thalia e os outros. As memórias começaram a inundar minha mente e o sentimento que ele sentia em cada uma delas apertou meu coração.
— Eleanor! – Ele gritou.
Não adiantou. Ainda descalço eu corri em direção a floresta. No meio do caminho encontrei dois semideuses e a mesma coisa que aconteceu quando estava com Nico aconteceu ali. Eles tentaram me ajudar, mas eu dei um choque neles. Um foi tão forte que o semideus até desmaiou.
Tentei ao máximo controlar as lágrimas. Não podia ser mais fraca do que já era. Não agora.
As palavras de meu pai ecoaram na minha cabeça.
“Você é mais poderosa que qualquer um.” Ótimo. Meu poder ficou adormecido por sessenta e três anos com um feitiço maluco. Seria ótimo se ele voltasse do nada ainda mais forte do que quando nasci.
— Droga. – Falei.
Então, colidi com algo a minha frente.
— Ei, mocinha. É bom te ver tambem, tá?
Levantei o olhar e encarei a figura pálida aminha frente.
— Éter?
Notas finais
Poderiam me ajudar com uma coisa? Preciso de um nome masculino. Urgentemente! E um sobrenome tambem! Podem me ajudar??
Quando eu receber pelo menos quatro reviews posto o próximo capitulo!
Beijinhus amores!
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