The Immortal

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Notas iniciais
Ooioi, gente! Desculpem a demora, mas sabe, a falta de reviews comprometeu!
Então, por favor, mandem reviews!!!!!
E este capitulo é dedicado a BiaSol que fez aniversario essa semana (se não me engano) e Alessandra Barros que mandou review em todos os capitulos!
*Enjoy*

Olhei para Éter e me senti muito confusa. Não sabia se o abraçava e o enxia e eletricidade; ou se saia gritando já que ele queria me matar; ou se simplesmente ficava feliz por ele estar ali.

— Éter? – Indaguei.

— É. Sou eu.

— O que faz aqui? – Fui direto ao assunto.

Ele me encarou e sorriu tristemente.

— Sinto muito por tudo o que te causei. Mas foi inevitável. – Ele se sentou no chão. – Espero que não esteja brava.

As palavras ficaram presas na minha garganta. Eu queria lhe dizer poucas e boas e virar as costas…

Um. Dois. Três. Três arvores começaram a pegar fogo quando os raios as atingiram. Éter olhou para elas e acenou. O fogo se apagou imediatamente.

Acalme-se. Eu pensava. Não vá colocar fogo na floresta…

Sorri friamente.

— O que quer? – Indaguei o mais perversa possível.

Éter me encarou serio e respondeu rapidamente.

— Me tornei um traidor maior que você. – Éter suspirou. — Zeus deixou que eu entrasse aqui pra conversar com você sobre Érebo. – Ele deu um leve sorriso que logo desapareceu quando ele continuou falando. – Como sabe, Nix esta seguindo com os planos com a concordância de todos os outros Primordiais, mas nenhum deles se envolvem. E depois que você saiu o Palácio esta uma bagunça, já que ninguém sabe o que fazer e achar uma nova guardiã esta terrível. Érebo quer você de volta. Criaram um apreço especial por você. E ele disse que ninguém vai te machucar e ainda coloca o feitiço em você de novo.

Ótimo. Ameaças. As lembranças daqueles semideuses de repente me vieram a mente. Minotauros… Mortalhas… Cronos… Percebi que os semideuses eram Percy e Annabeth. Mais um raio.

— Por que deveria confiar em você, Éter? – Falei.

— Por que você sempre confiou. – Ele revidou.

— E você me traiu.

— Eu só não lhe contei por que…

— Sabia que ia ficar difícil aguentar um segredo desses? Eu estou cansada de ser usada, Éter. O melhor que você faz é mandar Érebo apagar o fogo de Cronos no fundo do Tártaro por mim. Você podia acompanha-lo e mandar um cartão postal de lá, o que acha?

Abaixo dos meus pés o chão queimou. A eletricidade corria solta no meu corpo e qualquer um que chegasse perto ia morrer eletrocutado.

Éter suspirou triste.

— Bem, então, tudo bem. Só quero te pedir uma coisa. Têm dois filhos meus vindo pra cá. Eles vão gostar de te ver novamente. Cuide deles por mim, porque querendo ou não, minha Branca de Neve, eu cuidei de você esse tempo todo. Pode me odiar, mas sabe que ainda é minha filha e vai querer retribui o que lhe fiz esses anos. Proteja-os.

Ele despareceu em um clarão. Fiquei parada olhando sua verdadeira forma, enquanto ele se dissipava.

Olhei para os meus pés descalços. A terra abaixo dele queimava. Fechei os olhos e peguei o colar com aquelas três letrinhas ligadas por um raio. Coloquei-o no pescoço e esperei alguma coisa. Mas não aconteceu nada. O céu continuava a rimbombar e o chão abaixo dos meus pés queimava.

Eu precisava me acalmar. Evitar um diluvio, ou coisa do tipo. Suspirei enquanto me sentava na terra queimada pelos raios.

— Ora, pai, faça alguma coisa! Eu poderia ter matado o Nico e todo esse meu esforço de protege-lo seria a toa. Querendo ou não, eu sou sua filha Senhor Zeus. Pelo menos me ajude uma vez na vida.

Dessa vez o raio que cortou o céu não foi provocado pelo meu nervosismo. Algo me dizia que ele já tinha ajudado, mas definitivamente não tinha valido a pena.

— Eleanor? – Ouvi a voz de Nico gritando através das arvores.

Respirei fundo e tentei me acalmar.

— O que aconteceu? – Ele perguntou preocupado se aproximando, mas eu o impedi.

— O feitiço foi quebrado. – Respondi com a voz entorpecida.

Nico olhou para o céu e depois para mim.

— É você que esta fazendo isso? – Indagou.

— Sim. E eu acho que quase matei o Percy, mas foi sem querer. – Me apressei a dizer. – Meu poder não cresceu comigo. Apenas apareceu forte o bastante pra me explodir, eu sinto isso. Meu coração parece que vai parar a qualquer momento, como se não fosse aguentar mais bater nesse ritmo. Qualquer pensamento que me faz ficar nervosa resulta em árvores pegando fogo…! – Eu comecei a andar.

— Se acalma. – Nico mandou rude. – Se você ficar nervosa não vai piorar?

Olhei pra ele incrédula. A eletricidade percorria com ferocidade meu corpo.

— Olha só, Nico, acabei de descobrir que eu sou uma bomba ambulante e fui usada por todos! Não há uma pessoa que seja realmente sincera comigo! – Gritei.

Mais raios. Dessa vez atingiram arvores ao longe e percebi que se os semideuses não apagassem o fogo imediatamente ele iria se alastrar.

— Eleanor, tente se concentrar no que você vai fazer agora. O que quer dizer que é pra você ficar segura e não dá uma de…

— Não corro mais perigo. – Eu o interrompi enquanto virava de costas. Daqui a alguns minutos poderiam ouvir as engrenagens do meu cérebro trabalhando. – Eu não sou o Sacrifício. Meu pai disse que o sangue dourado não adianta. Você e Percy por serem filhos dos Três Grandes são os mais cogitados para libertar o Primordial, embora eu ache isso idiota. – Eu continuei falando mais pra mim mesma do que para Nico. – Duvido que um descendente de um deus poderia ter o sangue que libertasse Caos, ele abomina os deuses que não são Primordiais…

— Dá pra traduzir? Eu não falo Alemão!

Arregalei os olhos e o encarei.

— Eu estou falando alemão?

Ele bufou e riu.

— Não, sua tonta! É uma forma de dizer! Eu não entendi absolutamente nada do que você disse!

Eu sorri de lado.

— Eu também não entendi. – Respondi calma.

— Sabe, você pode ficar doente com os pés descalços no meio da floresta. – Nico se aproximou e nós nos sentamos um ao lado do outro, ainda em uma distancia segura.

— Eu fiquei com medo de te machucar, por isso sai daquela maneira.

Ele começou a bater os pés no chão em um ritmo repetitivo.

— E porque não quer me machucar? – Ele insistiu.

Eu tinha a resposta na ponta da língua, porque, desde o dia em que o vi no Palácio eu digo a mesma coisa em frente ao espelho.

— Simples. Não vou deixar que tudo o que perdi tenha sido à toa. Se eu não tivesse te salvado, nada disso teria acontecido. Essa história de que eu sou o Sacrifício nunca teria chegado aos meus ouvidos e ainda teria minha vida perfeitinha.

Nico manteve os olhos semicerrados enquanto me observava.

— Desculpa. – Ele sussurrou desviando o olhar do meu.

Instantaneamente, eu sorri.

— Já é o primeiro passo. – Falei sorrindo. – Mas não tem que pedir desculpas. Você abriu meus olhos.

Ele respirou fundo irritado.

— É a primeira vez que eu falo isso e você diz que não precisa? Serio, eu não falo mais nada.

Eu acabei soltando uma risada engraçada e ele me acompanhou. Ficamos um tempo em silencio enquanto ele batia os pés.

— Viu? – Nico disse do nada.

— O que?

— Acabou.

— O que?

— Os raios. – Murmurou como se fosse um segredo. – Não foi tão difícil, foi?

Olhei para o céu e percebi que era verdade. Os raios haviam desaparecido, o chão parou de soltar fumaça e, finalmente, aquela sensação de explosão de eletricidade que estava dentro de mim tinha desaparecido.

Sorri aliviada.

— Obrigada, Nico!

Ele abriu um lindo sorriso e se levantou.

— Já que esta mais calma, será que pode me emprestar sua mão?

— Pra quê?

— Quero te mostrar um lugar. – Ele me respondeu calmamente como se sentisse bem com a ideia de me levar a este tal lugar.

— As Caçadoras vão embora daqui a algumas horas, eu preciso estar aqui. Não sei se…

— Eu prometo que voltamos assim que você quiser. – Ele propôs. – Você não vai se arrepender. – Ele falou como uma criança quando quer com todas as suas forças um brinquedo novo. Uma criança muito fofa!

— Promete? – Exigi.

— Eu prometo. Voltamos quando você quiser. Caso você queira voltar. – Ele acrescentou enigmático.

— O que quis dizer com…

— Você disse que ninguém nunca foi realmente sincero com você. – Ele me cortou. – Mas esta enganada, porque até agora a única coisa verdadeira que não saiu da minha boca foi “obrigado”. Então, pare de ficar me irritando e me de logo a sua mão.

Eu ri com a impaciência dele e com relutância peguei sua mão. Ele esperou de olhos fechados um choque ou algo do tipo.

— Foi só uma cosquinha. – Ele disse. – Não foi nenhum tipo de choque que pudesse me matar, então, só tenho a agradecer.

— Obrigada por me ajudar.

— Será que estamos quites? – Ele perguntou esperançoso.

— Se estivermos você vai me deixar em paz? – Perguntei enquanto andávamos até uma arvore.

— Vai sonhando que vai se livrar de mim tão fácil assim.

Aquela estranha sensação de morte e escuridão me dominou no exato minuto em que Nico me abraçou. Mas foi tão rápido que pareceu estranho. Logo meus olhos acostumaram com a luz quente do local e eu pude apreciar a paisagem.

As palavras ficaram presas na minha garganta diante de tanta beleza. A minha frente estava um enorme lago de agua clara, rodeado por arbustos com folhas extremamente verdes. Ao norte havia grandes arvores formando uma densa floresta. Ao Sul, parecia que a floresta se dissipava e a frente dela vinha um deserto, mas não tinha como ter certeza. Ao leste, havia apenas montanhas e a oeste ruínas em que as pedras se amontoavam umas sobre as outras e no alto formavam um tipo de circulo.

O vento trazia de longe o delicioso perfume de flores distintas, e isso me deixava tão confortável quanto à luz do Sol batendo em meu rosto.

— Oh. Meus. Deuses! Nico, que lugar é este?

— Gostou? Eu achei a sua cara… Esse negócio de natureza e essas coisas.

— É lindo!

— Pois é. Eu vim parar aqui sem querer, sabia? Cheguei até a confundir com Nárnia.

Soltei uma risada.

— Bem que poderia ser.

Ele sorriu e se virou para o lado das ruínas.

— Esta vendo aquele circulo lá? – Ele apontou para o circulo de pedras perfeito e sobrenatural no topo das ruínas. – Quando o Sol se põe, há um momento em que ele se… “encaixa” lá. Cria uma faixa de luz que vem direto para o lago. É bem legal.

— Então, esta quase na hora. – Falei vendo que o Sol se aproximava de lá.

— Enquanto isso eu vou mergulhar. Vem também? –Ele tirou os sapatos e depois a camisa.

— Ta maluco? Eu não vou…

Tarde demais. Nico não precisou nem me pegar no colo, apenas me levantou e me jogou. Antes de pensar eu já estava debaixo da agua com o filho de Hades a menos de dez centímetros do meu rosto.

Notas finais
Eaí? SERÁ QUE EU MEREÇO REVIEWS????????
Não vou ameaçar. Vocês tem que ter o bom senso de saber que um review é o minimo que podem fazer, mas ainda sim é uma coisa muito importante!
Se eu estiver animada posto o próximo capitulo quarta feira!
Beijinhus!