The Immortal
30 O despertar
Notas iniciais
Vocês são incríveis! 190 Reviews! Aêêêêêêêêêê ~o povo vibra~
Ao som de McFly (tenho uma queda por bandas britânicas ~le abismo~) mim veio postar o capitulo! Um obrigada especial a Elle Valdez por me fazer ficar viciada em usar "mim" em frases como esta.
Irei decepcionar muita gente com esse capitulo, mas eu simplesmente não consegui escrever muito bem...
Enfim, leiam! AND LIVE WHILE WE'RE YOUNG! UHUUUUUULLLL!
E vem cá, que tal umas recomendações, hein?
*Enjoy*
Ela estava ali na minha frente. Simplesmente esperando... Esperando pra que eu simplesmente a pegasse no colo e a tirasse dali. A dor em seus olhos sem vida era visível, mas ela disse que esperaria. Ela queria terminar com a aflição tanto quanto eu.
Mas no fim, ela fechou os olhos. E não abriu. O desespero foi trancado dentro de mim. Eu segurei seu corpo próximo ao meu e esperei. Larguei o Cetro no chão e conjurei um esqueleto para leva-lo até a margem do Estige, e coloca-lo no mesmo lugar.
No mesmo instante, tudo se esvaiu. Toda minha confiança, poder e ambição. Aquilo que continuava me deixando de pé se foi. E o desespero foi solto dentro de meu corpo.
— Eleanor... – Eu sussurrei.
E se todos os anos dela voltassem a tona e ela simplesmente virasse pó na minha frente? Ou uma senhora de idade, tanto faz... Não, não ia acontecer isso. Não podia.
Peguei-a no colo e viajei nas sombras até o lago. Me sentei encostado em um tronco de baixo de uma arvore, coloquei sua cabeça em meu colo e fiquei ali, encarando-a. Sua pele continuava suja e ensanguentada, assim como suas roupas. Seus cabelos, que agora eram mais claros, estavam arrebentados e espichados. Me estiquei e peguei dentro do tronco da arvore uma mochila que eu tinha colocado ali há um tempo. Quando estava “fugindo” de meu pai, eu passava muito tempo ali, então, acabei deixando a mochila na arvore.
Lentamente, fui passando néctar nos machucados dela. Eles se curavam rapidamente. Coloquei um pouco em sua boca e torci para ela engolir. Fui até o lago e molhei uma tolha de rosto que havia na mochila e passei em seu rosto. Sua pele branca foi colocada a vista algumas passadas depois.
Acima de nós, nuvens começaram a cobrir o céu. Zeus não estava nada feliz com isso...
Me sentei ao lado de Eleanor e encarei seu rosto angelical. A cada sinal de vida que ela dava meu coração parava. A cada segundo que seu peito se elevava enquanto ela respirava era uma onda elétrica percorrendo meu corpo.
Fechei os olhos... A ansiedade estava quase me matando. Será que ia dar certo? Ah, deuses! Uma luz aqui ia ser legal.
Minhas mãos começaram a bater no tronco da arvore. Eu estava tão aflito. Todas as vezes que eu desprezei o Oráculo... Agora eu daria tudo por uma profecia que me desse qualquer sugestão do que fosse acontecer.
Três horas de pura aflição... Quatro... Cinco... Seis... O Sol iria se por daqui a meia hora. E Eleanor não acordava.
Eu me levantei, andei de um lado para o outro, e nada! Fora que eu estava assando naquele lugar!
Tirei a camisa e os sapatos e resolvi nadar um pouco. Não que isso me ajude, afinal sou filho de Hades... Mas mesmo assim ignorei completamente o fato de eu ter de respirar.
Me perguntava como em um ano nada havia mudado (tirando a cor do cabelo da Eleanor). Como tudo o que foi sufocado durante esse tempo, na verdade só havia crescido. Até demais. E ela ter dito sim era o paraíso.
Mas por que ela não acorda?
Emergi me lembrando do pequeno e irrelevante fato: eu não consigo respirar debaixo d’água.
Ao longe, o Sol se aproximava daquela ruína. Ele entraria no circulo a qualquer momento. Fiquei ali observando tudo: os pássaros voando acima das rochas; de vez em quando as nuvens tampavam o Sol e eu simplesmente ficava parado. Esperando.
Então, ela acordou.
Eleanor.
Amar alguém a ponto de abrir mão da imortalidade? A maioria diria que é idiota. Até eu me acho idiota. Mas duvido que alguém como eu, nasceu pra ver o mundo ruir. Principalmente agora em que eu tenho visto ele. E o simples fato de terminar com toda minha agonia me motivou a dizer sim. Eu não teria de perder todos...
Não perdemos tempo. Enquanto Nico lia e relia o livro e fazia o feitiço, eu apenas o observava. Seus cabelos negros estavam maiores que a ultima vez que nos vimos. Eu estava quase pegando sua espada e os cortando ali mesmo, mas não queria atrapalhá-lo, afinal, minha vida também estava em jogo, não é? Sua pele machucada e a testa franzida demonstrando sua concentração o deixava ainda mais sexy...
Tudo o que eu queria naquele momento era abraça-lo, estar em seus braços novamente, mas eu precisava aguentar. Sorte de semideus não existe, então, tínhamos que aproveitar que ninguém estava tentando mata-lo. Ou a mim.
Um sorriso brotou em meus lábios quando ele levantou seu olhar e veio até mim para continuar o feitiço. Ele leu e releu novamente as páginas do livro para ter certeza do que fazia. E quanto mais perto ele chegava, menos eu respirava. Ele não dirigiu nenhuma palavra a mim, completamente concentrado. Me entregou o frasco do sangue de Hécate e eu tive vontade de vomitar quando entendi o que tinha de fazer. Mas o sangue dela mal encostou na minha boca e eu já tinha apagado.
Apagar é forma de dizer. Dormir nem pensar. Então, digamos que eu fui tomada por escuridão, dor e tormento. Além, claro, de um bando de memórias terríveis do Palácio.
Em dias normais eu teria adorado ver Éter, até porque desde a morte de Bia e Ethan que não o vejo e eu realmente queria pedir desculpas, mas vê-lo naquele sonho entre morte e imortalidade não foi legal. Além de parecer que eu estava sendo sufocada, as lembranças não eram legais. Primeiro, a sessão espancamento que tive aos quatorze anos depois que Nix perdeu o domínio de algum lugar pra Selene. Não sei por que a culpa foi minha. Bem, não preciso narrar essas coisas, só é necessário saber que aquilo era terrível.
E, claro, Logan. Essa era a pior parte. Os flashes dele me abraçando, me protegendo... Assistir isso sabendo que era tudo mentira me dava vontade de desistir de tudo para parar de assistir aquelas coisas. Mas eu tinha a breve sensação de que quando eu desistisse de lutar contra as piores lembranças, eu abriria mão da minha vida.
E assim foi. Os piores, os melhores e os mais marcantes momentos da minha vida dentro do Palácio. Era uma tortura. Então, tudo melhorou quando Nico apareceu e qualquer sombra de duvida que eu ainda carregava sobre abrir mão da minha imortalidade se foi. Eu precisava dele. Foi por ele que eu sobrevivi aquilo tudo e era por ele que estava ali. Quando eu dizia que podia esquecê-lo era mentira. E agora eu via o quanto enganei a mim mesma. O quanto fui cega.
Isso me irritou completamente. Eu queria abraça-lo e dizer a ele que nada mudou o que eu sentia. Eu precisava fazer isso.
Acordei em um sobressalto. Me sentei ereta. Todo meu corpo estava dolorido, embora meus machucados estivessem quase todos curados. Minha cabeça latejava e eu não conseguia mover nenhum musculo sem berrar de dor. Embora eu sentisse meu corpo extremamente mais leve, mais vulnerável e sem nenhuma barreira entre meu poder e eu, não consegui tirar a sensação ruim de mim.
— Eleanor!
Olhei ao meu redor. Estava no lago, onde Nico tinha me levado em meus primeiros dias no Acampamento.
Nico... Quando o vi pareceu que tudo foi embora. Ele saiu do lago, usando apenas sua calça e correu até mim. Oh, deuses! Na melhor das hipóteses sou uma mortal, como vou lidar com esse garoto agora?
Ele se jogou no chão ao meu lado e me abraçou com toda sua força. Ignorei completamente a dor e retribui, já com lágrimas nos olhos.
— Pensei que não ia acordar. – Ele sussurrou.
Afundei meu rosto eu seu peito e o apertei ainda mais. Senhor Zeus, como era bom estar com ele novamente!
— Como se sente? – Ele me perguntou ainda me abraçando.
— Bem. – Minha voz saiu baixíssima, tive a impressão de que Nico nem me ouviu. Ele se afastou um pouco e colocou meu rosto entre suas mãos molhadas, me encarando com preocupação. – Eu estou bem... Menos forte...
— Quer dizer fraca? – Nico me corrigiu.
— Eu acabei de acordar de um sono terrível e você fica me corrigindo?
Ele alargou o sorriso e acariciou minhas bochechas com o polegar.
— Você está linda desse jeito.
— Mudei muito? Quer dizer que deu certo? – Perguntei esperançosa.
Nico assentiu e me abraçou de novo.
— Seus olhos estão brilhando, você está menos intimidante e não tem nenhum tipo de áurea te envolvendo... Então, acho que sim, deu certo!
Eu comecei a rir. Não me pergunte o motivo!
— Meu pai não vai gostar disso! – Falei.
Eu já não dava mais importância a dor nenhuma. Acho até que ela desapareceu depois que Nico me abraçou. Pela primeira vez eu senti meu sangue sendo realmente bombeado pelo meu corpo. Quer dizer... Eu senti sangue. Eu me senti quente e não por causa do Sol... Eu estava viva.
-Obrigada. – Sussurrei para Nico.
Ele parou de me abraçar e se afastou.
— Espero que não esteja brava comigo pelas coisas que eu lhe disse. – Ele disse.
— Brava? Você acaba de me dar o melhor presente de aniversário atrasado que eu poderia receber!
— Na verdade, você não podia receber um presente como este. – Nico riu. – Pensei que tinha feito algo errado. Que tinha te matado...
— Você nunca faz nada de errado, Nico. É incrível como consegue ser perfeito.
Eu passei o braço por seu pescoço e o aproximei de mim. Ele rapidamente cortou o resto da distancia e selou nossos lábios em um beijo urgente e carinhoso ao mesmo tempo. Ele passou o braço por minha cintura e me aproximou ainda mais dele colando nossos corpos. Minhas mãos passearam por suas costas molhadas enquanto ele mexia em meu cabelo.
— Eu te amo. – Ele disse quando nos separamos. E tenho que dizer meu folego como mortal deixa a desejar. Deixa muito a desejar.
— Eu também te amo, Nico. Muito. – Eu o abracei de novo. Podia ficar ali o dia inteiro.
— Quer que eu te leve para o Acampamento? — Ele indagou enquanto me colocava sentada em seu colo.
Olhei para o lado das ruínas. O Sol estava quase se encachando no circulo das rochas. Provocaria uma linda visão no lago.
Fiz que não com a cabeça. Devo dizer que fiquei tonta com esse simples gesto. Nico percebeu.
— Você está bem?
— Só tonta. Acho que vou ter que me acostumar com essa coisa de mortalidade. Quero ir para o lago. – Falei. – Lembra quando me trouxe aqui da primeira vez?
Ele abriu um grande sorriso.
— Foi aqui que percebi que você gostava de mim.
— Então, percebeu antes mesmo de mim. – Fiz bico.
Ele me deu mais um beijo.
— Nem acredito que isso está acontecendo.
— Nem eu. Agora, seja um cavalheiro e me leve para o lago. – E agarrei seu pescoço e esperei. Ainda estava tonta e meio dolorida, mas era tudo irrelevante.
— Você está realmente bem? — Nico perguntou preocupado.
— Sim, Nico. Mas ainda não sei andar. Agora me leva... Preciso de um “banho” – Fiz aspas com os dedos.
Nico riu e se levantou, me carregando no colo. Em dias normais ele provavelmente me atacaria na agua, mas acho que o fato de eu ter virado uma mortal, o fazia acreditar que agora eu era de porcelana. O que fazia sentido, porque eu realmente teria de me acostumar com o fato de ser totalmente vulnerável. Então, ele entrou lentamente no lago.
— Sabe que seremos os mais procurados agora, não é? – Eu tive de perguntar.
Nico me colocou com as costas na agua e ficou com as mãos em minhas costas enquanto eu boiava.
— Nem tanto. Ninguem vai se meter comigo mais, afinal, sou o garoto que uso o Cetro de Caos... Coisa mais tosca. E, bem, você está comigo...
Fechei os olhos e Nico me deu mais um longo beijo. Minhas pernas pareciam não me obedecer e eu quase afundei, mas Nico passou o braço por minha cintura e me segurou.
Eu adoraria ter continuado.
— Parem com a pornografia, por favor!
Eu até usaria a desculpa de não estar no controle de meu corpo, mas, infelizmente, Nico estava, então...
— O que está fazendo aqui Matt? – Indaguei. Quase desmaiei pelo simples fato de ter elevado a voz.
— Eleanor, você não tem noção do diluvio que seu pai vai arrumar. Sério. Mas se saírem vivos da reunião de família, posso ser padrinho do casamento?
Ok, a cara do Nico foi impagável. Tanto quanto a do Matt. Mas a minha... A minha devia estar muito pior.
— Meu pai quer nos ver? – indaguei. Debilmente, diga-se de passagem.
— Só se for mortos, Eleanor. Mortos.
Notas finais
E sugestões tambem!
Peço desculpas pelo capitulo, de qualquer forma.
Sabado que vem posto o próximo. Mas, vcs sabem, só se tivermos bastaaaannte reviews!
Até mais, amores e amoras!
xoxo
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