The Immortal

17 I'm a Lightweight


Notas iniciais
OooOi, gente que eu AMOOOO! Viram a capa nova? Combina com este capitulo aqui!!!!
Quase chegamos aos oitenta reviews, hein? Faltou pouco! Mas, como sou boazinha, resolvi escrever este capitulo inspirador! Que na minha opinião esta maravilhoso!
Espero realmente que surtem como eu e me mandem reviews para que cheguemos a oitenta e cinco!
E eu coloquei a tradução da musica da Eleanor no fim do capitulo, tah? O nome é Lightweight, da Demi Lovato.
*Enjoy*

– Estou me sentindo culpada, Nico. Você não vai melhorar comendo geleia de amendoim e salgadinhos.

Nico bufou enquanto se sentava na cama.

– Pois é, né? Estou tão culpado por ter comprado só isso. – Ele disse irônico.

– As vezes acho que me preocupo com você mais do que você mesmo. – Eu disse irritada.

Nico tem esse poder de me tirar do serio em qualquer circunstancia. E quando digo em qualquer uma, quero dizer em todas. Sem exceção.

Ao contrário do que pensei, ele não revidou apenas me encarou por alguns segundos. Eu, é claro, continuei olhando para a cama enquanto a arrumava.

– Pareço um velhinho em um asilo. – Ele disse sorrindo fracamente.

Acabei de arrumar a cama e peguei uma camisa para ele.

– Como se sente? – Perguntei enquanto o ajudava a coloca-la.

– Menos pálido. – Ele sorriu.

– Não concordo. Mas o importante é que você consegue falar, pelo menos. Pensei que demoraria mais pra se recuperar. – Comentei.

Ele franziu o cenho e arrumou a camisa.

– Quanto tempo estou de cama?

– Te trouxe pra cá ontem de manhã. Sua mente ainda esta bagunçada? – Eu tirei os lençóis da cama e joguei no banheiro.

– Parece que a dor atrapalha as minhas lembranças. Nada insuportável. – Ele bufou. – Nossa, são meio dia! – Ele acrescentou olhando para o relógio na mesinha de cabeceira.

Peguei um cubo de ambrosia e lhe entreguei.

– Consegue andar? – Perguntei.

Ele fechou os olhos e assentiu, mas pude ver seu desconforto.

– Ei, — Eu o fiz parar. – Quer esperar? Descanse mais um pouco, até amanhã pelo menos. Ainda é muito recente.

– Não. – Ele me cortou. – Não é isso… – Garantiu.

– É o que então? – Perguntei dando um sorriso tímido.

Ele me encarou com um sorriso bobo. Me sentei ao seu lado.

– Ah, você ainda não esta bem. Tem um lençol extra ali vou colocar na cama e você vai…

– Não! – Ele me cortou.

– Onde esta doendo? Quer que eu faça algum curativo?

– Eleanor, não é nada. De verdade. — Ele se mexeu de novo e prendeu o ar. – Mas, mudando de assunto, quando chegamos a Florida?

Fiz alguns cálculos.

– O barco esta passando a alguns quilômetros mais longe da margem, o que nos dá umas sete horas a mais de viagem. Então… Sessenta a sessenta e cinco horas.

– Dois dias e meio. – Nico traduziu respirando profundamente.

Me senti mal por ele estar tão incomodado. Tanto por estar no mar (o que ele odeia, embora não esteja enjoado) quanto pela dor da tortura.

– Eu vou arrumar a cama e você dorme mais um pouco, ou só descansa. – Falei firme.

Ele hesitou um pouco, mas se levantou. Coloquei o outro lençol na cama e ele se deitou novamente sem falar nada. Depois joguei todas as minhas coisas no sofá e comecei a arrumar a minha mochila de novo, já que não havia nada pra fazer. Uma hora depois Nico havia dormido de novo e eu comecei a arrumar a mochila dele também. Ainda bem que ele não esta em condições de brigar comigo.

Fui até a parte de cima do iate e fiquei deitada o resto da tarde. Cochilei um pouco, comi algumas besteiras que Nico tinha comprado, rabisquei em um pedaço de papel… O tempo parecia se arrastar. Até que finalmente o Sol se pôs e eu pude ficar observando as estrelas, admirar cada constelação…

– Eleanor! – Gritou Nico. – Você tá viva?

– Estou, Nico! – Gritei de volta. – Aqui em cima!

Ouvi seus passos pesados e em pouco tempo ele já estava ao meu lado.

– Você esta bem? – Perguntei me sentando.

– Melhorando. E eu bebi um pouco de néctar, ok?

– Ahan.

Ele parecia bem melhor. A unica coisa que ainda não havia melhorado sem por cento era algumas feridas nas costas. Mas fora isso, ele estava muito bem. Santo Nectar!

– Você viu a cesta lá embaixo? – Ele perguntou.

Franzi o cenho.

– Que cesta?

– Uma enorme cesta cheia de coisas ruins…

Desci para a sala e vi do que ele falava. Uma cesta daquelas de piquenique, com um laço dourado na alça, e cheia de comida dentro.

– De quem é? – Perguntei.

Nico fechou a cara e me entregou o bilhete.

– Espero que gostem desse mimo. – Li em voz alta. – Assinado Afrodite. Por que não me surpreendo? Mas o bom é que você vai melhorar mais rápido. Toma. – Joguei uma maçã pra ele.

– Qual é o nome disso mesmo? – Perguntou com cara de nojo.

– Ah, Nico, faça-me o favor. – Eu o repreendi.

– Tudo bem, já estou comendo. — Ele levou a maçã até a boca e comeu.

Fiquei remexendo na cesta. Haviam chocolates, barrinhas de cereais, sanduíches naturais, suco natural e outras coisas.

– Ah, que lindo da parte de Afrodite, não é? – Comentei.

– Sim. Os Olimpianos te adoram. – Nico falou.

– Bem, alguns. Só os que estão se enfrentando pra se casar comigo. – Eu ri. Como se isso um dia fosse acontecer. – E Afrodite porque ela adora essa coisa de lutar por amor.

Nico se levantou bruscamente e caminhou para o quarto. Não entendi a atitude, mas ignorei. Peguei o short de malha e minha camiseta de dormir e fui tomar um banho. Dessa vez não demorei muito, porque Nico ficou me apressando dizendo que fazia um dia que não tinha tomado banho e eu ficava tirando dele esse privilégio.

– AH, Nico, já saí! – Eu abri a porta irritada, com o cabelo ainda sem pentear. – Fique a vontade. E não toma banho quente, não esquece que você ainda esta machucado! – Acrescentei.

– Tudo bem, mamãe. – Ele revidou fechando a porta.

Peguei algumas barrinhas de cerais e comecei a comê-las, deitada naquela cama macia, pensando em como Nico estava se recuperando rápido. As vezes pensava que dava ambrosia demais e que ele poderia explodir, mas mesmo diminuindo a quantidade e aumentando o intervalo, ele continuava se recuperando. Sorri instantaneamente.

– Ai, caramba! – Ele gritou de dentro do banheiro.

Não foi “caramba” que ele disse, mas me recuso a falar outra coisa.

– Eu disse pra não colocar a agua quente! – Gritei.

– Eu coloquei fria, mas ainda sim minhas costas parecem queimar! – Gritou de volta.

Suspirei. Ele não parava de reclamar, e eu não o culpo. Sabia que estava doendo, mas ele melhoraria rapidinho e eram estes pensamentos que me deixavam tranquila. (Mesmo com ele xingando em varias línguas)

Me deitei ao contrário na cama e coloquei as pernas pra cima da mesinha de cabeceira. Fechei meus olhos para ver se o sono vinha, mas o que eu mais tinha feito era dormir, então, provavelmente passaria a noite toda acordada.

Distraidamente, comecei a cantar.

– The slightest words you've said, Have all gone to my head, I hear angels sing, in your voice, When you pull me close, Feelings I've never known, They mean everything, And leave me no choice.

Parei quando senti o peso sobre a cama. Corei instantaneamente. Não ousei nem abrir os olhos para encará-lo.

– Continua. Estava tão lindo. – Ele pediu.

– Light on my heart, Light on my feet, Light in your eyes, I can't even speak, Do you even know, How you make me weak…

Mesmo sem abrir os olhos, eu sabia que ele estava perto. Senti suas mãos apoiando seu corpo ao lado de meus braços enquanto gotas de agua de seu cabelo caíam sobre meu rosto me fazendo ficar arrepiada. Sorri, mesmo sem querer. Meu coração batia tão forte que era mais audível que minha voz quando cantei o resto.

– I'm a lightweight better be careful what you say, With every word I'm blown away, You're in control of my heart.

Ele se aproximou ainda mais. Senti sua respiração bater em meu rosto e era como um convite para me apossar daqueles lábios que eu tanto desejava. Mas não conseguia me mexer. Tentei sugar o máximo de ar que podia, mas ele não chegava ao meu pulmão.

- I'm a lightweight easy to fall easy to break, With every move my whole world shakes, Keep me from fallin' apart.

E então, finalmente, nossos lábios se tocaram. No começo de leve. Minhas pernas caíram da mesinha de cabeceira e sem interromper o leve toque de nossos lábios eu endireitei meu corpo sob o dele. Ele segurou minha cintura e eu acabei me rendendo ainda mais. Passei os braços por seu pescoço e o puxei para perto de mim. Ele aprofundou o beijo e eu retribui na mesma intensidade. Comecei a brincar com seu cabelo molhado e ele apertou minha cintura contra a cama.

Infelizmente, temos que respirar.

Lembra da vez que eu falei que Nico era capaz de me irritar em qualquer situação? Pois é, eu não estava brincando.

– Eu sabia que você ia se render. – Ele disse tomando folego.

Eu não consegui falar nada. E acho que ele esperava isso. Ele saiu de cima de mim e deitou de lado. Eu apenas o encarava com um sorriso bobo nos lábios.

– Não vai me matar por isso, vai? – Ele perguntou.

– Não, bobo!

Eu toquei o ferimento “antigo” em seu ombro, delicadamente.

– Acho que é impossível matar alguém como você, Nico. — Acrescentei.

– Alguem como eu? – Ele indagou.

– Poderoso… Sem fraquezas…

– Eu tenho uma fraqueza. – Ele disse sério. – Ela se tornou pior que todas as outras, de qualquer semideus.

Olhei pra baixo. Ele me puxou delicadamente para perto de seu corpo quente e eu tomei o cuidado de não passar os braços por suas costas. Em seguida ele beijou minha testa.

Em algum momento, acabei dormindo fazendo seu peito de travesseiro e seu coração de trilha sonora particular enquanto ele brincava com meu cabelo.

A partir de agora, éramos um a fraqueza do outro. Mas de alguma forma, isso não chegou a me assustar.


***

Tradução da musica: Peso-leve

As pequenas palavras que você disse,

Foram todas para a minha cabeça

Eu ouço anjos cantarem, na sua voz

Quando você me abraça forte,

Tenho sentimentos que eu nunca tinha conhecido

Eles significam tudo,

E me deixam sem escolha

Luz no meu coração,

Luz sobre os meus pés,

Luz nos seus olhos,

Eu não consigo nem falar

Você ao menos sabe,

Como você me deixa fraca?


Eu sou um peso leve, melhor ter cuidado com o que você diz

Com qualquer palavra eu fico encantada

Você está no controle do meu coração

Eu sou um peso-leve, fácil de cair, fácil de quebrar

Com qualquer movimento meu mundo inteiro treme

Me impeça de cair aos pedaços


Notas finais
Gostaram? Odiaram? POR FAVOR ME MANDEM REVIEWS!
Quando chegarmos a oitenta e cinco eu vou postar o próximo!
Beijinhus, gente!