The Immortal
14 Ah, como sou esperta!
Notas iniciais
ANTES DE TUDO! Me desculpem pelo capitulo abaixo e pela história do Logan, eu simplesmente não consegui escrever, embora tivesse a ideia!
E bem, agora começou a "missão". Então, não demora muito para rolar Niconour!!!!!
Eeeee... Este capitulo é dedicado a Cacah que me mandou uma linda recomendação! Muuuuiiiitooo obrigada, de verdade!
*Enjoy*
- Sim. Ele me fez feliz… Até eu mata-lo.
Os braços quentes que até então me rodeavam, afrouxaram-se.
- Você… Você o matou? Quer dizer… Matou alguém? Você… — Nico gaguejou.
Me virei bruscamente e me afastei de Nico. Meus olhos se prenderam nas estrelas acima de nós.
- Eu cortei sua garganta. – Falei em um tom de voz duro e sem sentimentos. – Ele ficou me olhando por quase um minuto antes de morrer engasgado no próprio sangue. Deve ter doído. – Acrescentei irônica. – Eu espero que tenha doído.
Pelo canto do olho vi que Nico me observava como se eu fosse paciente de um psiquiatra. Será que eu parecia fraca demais para matar alguém no ponto de vista dele? Pelo menos contando a ele teria menos peso para carregar.
- Deram a imortalidade para ele por ser um ótimo soldado. Ele ficou cuidando do Palácio Primordial como um dos favoritos de Érebo. Quando eu era menor, incapaz de me virar sozinha dentro do Palácio, eu sempre me perdia e era sempre ele que me achava. Foi ele quem me ensinou a lutar. A atirar. E futuramente a matar. Eu cresci rápido, já que sou anormalmente imortal, então, ele começou a me ensinar sobre os deuses e a história, aprendi a pintar com ele também. Mas quando eu me tornei realmente imortal, quando parei de mudar e me tornei… A verdadeira Guardiã do Palácio, ou a Branca de Neve, as coisas mudaram. O que sentia por ele não era mais amor fraternal… Sinceramente, acho que nunca foi.
Tinha me esquecido de que Nico estava ali. Eu apenas falava. Era a primeira vez que eu contava aquela história a alguém e experimentar as lembranças para mim era como implorar pra voltar no tempo e pará-lo enquanto estávamos bem… E juntos.
- Era tudo perfeito. Perfeito até demais… E digamos que eu não tenho sorte. Quando o desequilíbrio entre os deuses e os Primordiais começou, segredos dos dois lados vinham e iam. Érebo por algum motivo adorou colocar a culpa de nossa exposição em Logan. Os dois tinham uma história longa demais para que eu pudesse entender o porquê. Eu, é claro, intervi. Coloquei Logan na frente da minha própria vida. Disse que iria me responsabilizar se ele fizesse algo ruim, porque eu sabia que ele não faria. Eu confiava nele.
“Os dias foram passando. E a vigilância, tanto sobre Logan quanto sobre mim, aumentou.
Nico tossiu e foi aí que me lembrei que ele ainda estava ali me escutando.
- Você realmente gostava dele. – Ele afirmou.
Assenti.
- Eu o coloquei na frente da minha própria vida, Nico. Então, sim o amava.
- O que aconteceu pra você mata-lo?
Fechei os olhos.
- Eu estava passeando pelo Palácio de noite. Ele não estava em nosso quarto como de costume, então, fiquei com medo de ter acontecido algo. Eu o encontrei escondido, tendo uma conversinha com meu pai via Mensagem de Iris. Zeus estava com medo de que os Primordiais me usassem tanto a seu próprio favor, quanto a favor dos titãs. E então, Bum. Eu era o alvo. O lado que ficasse comigo seria o vencedor de uma guerra futura. E Logan tinha feito o que naquele tempo todo? Me usado.
- Como assim? – Nico indagou receoso quando parei de falar.
- Eu o amava, Nico. Iria pra onde ele queria porque não queria larga-lo. Ele sabia disso.
“Eu não aguentei falar nada. Apenas saí de lá, queria ver o que ele falaria pra mim naquela noite… Fiquei esperando. Quando ele chegou em nosso quarto disse que os Primordiais o estavam ameaçando. Disse que iriam nos matar se não fugíssemos… E eu estourei. Agarrei minha adaga e ataquei. Como ele é quem tinha me ensinado a lutar, não foi fácil. E parecia que ninguém escutava nossa briga. Parecia que não queriam interferir.
- Por quê? – Nico estava realmente irritado. – Para se matarem?
- Era isso que Érebo queria todo esse tempo. Ele queria que eu escolhesse. Veja, estávamos sob seu nariz o tempo todo… Enquanto Logan pensava que passava a perna nele, ele já tinha passado a perna em nós dois. Ele sabia que eu faria o que achasse certo. Ele iria cuidar de Logan, mas antes, o deus da escuridão queria me testar. E exatamente por ser digna de estar naquele Palácio que ele não me usou contra os deuses ou contra os titãs depois desse episódio. Eles me esconderam e, de certa forma, me protegeram.
- Quer dizer que ser digna de estar naquele lugar era matar quem você amava? – Nico perguntou rude.
Olhei para ele, censurando-o.
- Eu matei Logan porque ele me usava. Ele estava disposto a arruinar a minha vida, a vida da pessoa que ele disse amar! Continuando… Eu estava perdendo a luta. Minha faca voou longe e quando Logan veio para me matar Éter apareceu. Jogou o meu amado longe com apenas um soco e me ajudou a me recompor. Enquanto dei as costas a Logan para pegar faca que estava no chão, ele me atacou. Me virei tão rápido que ele não teve tempo de se esquivar. Eu fiquei ali até vê-lo cair no chão… Morto. E então, desmaiei. Acordei dois dias depois com Nix jurando que me mataria se eu fizesse gracinhas como essa novamente.
“Alguns minutos depois, e finalmente, a ficha caiu. Eu o tinha matado. Em um momento de ilusão e raiva, eu rasguei sua garganta. Talvez, se estivesse calma e conversasse aquilo não teria acontecido, talvez ele me escutasse e parasse com aquilo. Mas foi uma tremenda traição. O coloquei na frente de tudo e ele estava me usando. O tempo todo. Demorou um pouco, mas eu comecei a suportar a dor. Mas, se quer saber, não via felicidade em nada. Parecia que tudo em que eu tocava virava motivo de tristeza. Foram quarenta e seis anos assim.
— Até eu aparecer e você rever seus conceitos. – Nico completou.
- É. Mas eu realmente estava cansada dos erros de Érebo e a libertação de Caos me assusta.
- Jura que é isso? – Nico me olhou com os olhos semicerrados.
- Eu te achei bonitinho. – Quebrei a tensão que se instalou. De repente a dor que eu sentia em narrar aquela história desapareceu e eu me senti novamente feliz.
- Sou perfeito, Eleanor. – Ele riu.
- Tanto faz. Eu gostei de você. Você era inocente e não queria que morresse por ter salvado seus amigos. E depois descobri que você podia ser um Sacrifício e também que sabia demais.
- Bem, eu sou a segunda opção, mas o Sacrifício foi capturado.
- Quem mais vai com você? – Perguntei olhando para ele. — Na missão?
- Vou sozinho. – Respondeu simplesmente.
Engasguei com o ar. É, eu também achava isso impossível.
- Você o que? Esta maluco? Você morre fora desses portões e ainda por cima quer ir sozinho? Ah, Nico isso não é certo.
- Devo levar outro semideus para morte comigo ou deixa-lo caminhar para ela sozinho? – Ele me pressionou.
Abri e fechei a boca várias vezes tentando achar palavras.
- Por que você vai? – Indaguei. Estava doida pra começar a discutir sobre isso de novo. — Caramba! Eu fiz um esforço pra você voltar e agora você vai…
- Eleanor! A gente já discutiu. Eu vou e ponto final.
- Mas sozinho?
- E daí? Vou por viagem nas sombras!
- As ruínas devem ser protegidas, você não pode entrar lá por Viagem nas sombras!
- Posso chegar o mais perto possível.
- Nico!
- Eleanor!
- Vou com você.
- Como é que é?
Sorri. Acertei o ponto fraco dele.
- Vou com você. – Repeti. – Os feiticeiros são como monstros, sentem nosso cheiro. Acontece que os imortais tem o mesmo cheiro e eles não vão estar procurando por um. Estarão procurando por um semideus… E o meu cheiro vai diminuir o seu. Nós vamos para as Ruínas, enfrentamos Nix e seu bando, salvamos Bia e Ethan e bum! Somos heróis vivos e honrados. – Falei tudo num folego só como se a ideia me animasse.
Nico riu. Gargalhou.
- Acha que vai ser fácil? – Indagou o idiota.
- Ah, como você é imbecil, hein? Eu tenho meu poder explodindo dentro de mim agora. Dá para entreter Nix enquanto você salva as crianças! – Respondi dando de ombros.
- Você não vai.
- Vou.
- Não vai.
- Vou.
- Não vai!
- Olhe sempre para os lados, você vai ser seguido.
Vendo minha inflexibilidade ele se levantou e foi embora. Corri para meu Chalé joguei minhas roupas na mochila e coloquei no meu dedo apenas o primeiro anel que ganhara do meu pai.
O problema é que assim que ia sair a concha tocou e as harpias começaram a passear. Abri uma brecha na porta e olhei para o Chalé de Hades. Nico estava na varanda olhando para mim. Cinicamente, dei tchau. Agora com as harpias ele só poderia sair do Chalé de manhã! Mas mesmo assim ele ainda tentaria passar a perna em mim.
***
O Sol ainda não tinha nascido completamente quando ele saiu do Chalé. Havia no máximo dez semideuses acordados, contando com nós dois.
Assim que ele pisou na grama, eu pulei do telhado, caindo feito gata a seu lado. Ele pulou de susto.
- Quer me matar? Fica dando uma de Bastet, mas você ainda não é uma deusa!
- Muito menos do Egito! – Revidei rindo. – Aí, qual a melhor sombra para irmos?
- Você não vai.
Eu ri.
- Ah, vou sim!
- Não vai.
- Não vou nem revidar. – Eu parei de andar fazendo com que ele se assustasse.
Nico parou e me encarou esperando algum tipo de reação minha. Sorri.
- Não deu falta de nada, Nico?
- O que?
Ergui a mão direita. Pendurado no dedo indicador estava seu anel de caveira, o que lhe ajudava na concentração e blá blá blá.
- Você é uma va…
- NICO! Não acredito que ia falar isso de sua companheira de missão! Agora vamos que eu estou com pressa!
Nico me encarou. Depois olhou para o anel.
- Me devolve. – Ele pediu.
- Jure pelo Estige que vai me deixar te acompanhar e que não vai me abandonar. – Propus.
Ele suspirou. Sabia que ele não sairia sem seu anel e digamos que foi fácil roubá-lo. Quer dizer, pegá-lo emprestado temporariamente. Ah, como eu sou esperta!
- Você vai me devolver e fazer tudo que eu mandar? – Ele colocou as condições.
- Sim, juro. – Respondi.
- Pelo Estige. – Exigiu.
- Eu juro pelo Estige que seguirei seus termos. – Falei exasperada. – Enquanto estivermos na missão, claro.
- Não concordo com isso. — Ele contou balançando a cabeça negativamente.
Lancei lhe um olhar do tipo: "não te perguntei nada" e, finalmente, ele se rendeu.
- Eu juro pelo Estige que deixarei você me acompanhar e não te abandonarei.
Um raio cortou o céu e eu dei pulinhos de alegria.
- Agora me dá o anel! – Ele esticou a mão de cara amarrada.
Entreguei o anel e o segui até a sombra, ambos em silencio. Mas eu percebi que ele estava tenso, então, não deixei de perguntar:
- Nico, você esta bravo comigo?
Ele não respondeu, apenas pegou minha mão e a apertou enquanto éramos engolidos pela escuridão.
Notas finais
Se deixei alguma coisa passar, por favor, me digam!!
Posto o próximo cap assim que chegarmos a sessenta reviews! E eu prometo que vai ser melhor por que vai se basear no sonho da Els... (Ui, contei!)
Enfim, liamdas, espero reviews!
Beijinhuuuuuus!
Fale com o autor