The Immortal
15 Um perfeito momento roubado
Notas iniciais
Aaaahhh, nós chegamos a sessenta reviews!!! Me animei tanto que não consegui esperar até domingo e vim postar pra vocês o capitulo!
Muuuiiiitoo obrigada pelos reviews! Eles realmente me animaram! De verdade! Então, não deixem de mandar, assim eu posto mais rápido :P
Muito obrigada mesmo! s2
*Enjoy*
Bem… Não deu para ir direto para a Flórida, onde se encontram as Ruínas de Merckutt. Na verdade paramos no litoral escroto da Virginia. Nico cambaleou ao meu lado e eu tive que segurá-lo para ele não cair.
- Gastou muita energia, não foi? – Perguntei levando-o para se sentar em um banco da pracinha que ficava de frente a praia.
- Esse foi o mais perto que consegui levando uma pessoa, além de mim. – Ele resmungou.
Ah, era para me magoar?
- Nossa, Nico! Se você estivesse sozinho já teriam monstros aqui te esperando, sabia?
- Tanto faz. – Ele devolveu impaciente.
- Você esta mesmo bravo comigo, não é? Mas sinto muito. Não posso deixar você ir sozinho porque você é estupido demais.
- Eu não pedi para você me seguir, Eleanor.
- Do mesmo jeito que não pediu para eu te salvar no Palácio dos Primordiais?
- E se for? Com você aqui minha divida só aumenta! – Nico pegou sua mochila e se levantou.
- Que divida, Nico? Quando vai entender que eu fiz aquilo também por mim? Não foi só por você! – Eu segurei seu braço e o virei pra mim. Ele não ia me deixar falando sozinha.
- É exatamente esse “só” que me preocupa, Eleanor. – Ele se desvencilhou.
- Como assim?
- Vamos pegar um carro. – Nico começou a andar.
- Eu odeio quando você vira estupido.
Ele se virou para mim.
- Então, vá se acostumando. A ideia de estar aqui foi sua. – Ele deu as costas e começou a andar, mesmo um pouco tonto devido à viagem.
Suspirei, vencida.
- Só queria te ajudar. – Sussurrei.
Não sei se ele não ouviu ou se ele me ignorou, mas Nico apenas continuou andando sem prestar atenção em mim. Por que garotos tem que ser desse jeito? Eu estou começando a me arrepender de tê-lo salvado.
Segui Nico em silencio. Um silencio desconfortável, tenso e inútil, que fique claro. Porém, quando estávamos saindo da pequena praça fomos surpreendidos por uma figura alta, esguia, de rosto triangular e orelhas pontudas. Poderia ter passado despercebido, mas ele apareceu de repente na nossa frente. Fora que tinha um sorriso brincalhão como os dos gêmeos do Acampamento.
- Hermes. – Falei surpresa.
Ele me olhou com orgulho.
- Pensei que não saberia quem eu era, Els. – Ele abriu mais o sorriso. E então, se virou para Nico e qualquer vestígio de felicidade que houvesse no deus, sumiu. – Olá, filho de Hades.
- Olá, Hermes. Nós estamos com pressa, então, poderia ser breve? E não roubar nada?
Hermes bufou e eu dei uma cutuvelada em Nico.
- Dá pra ser mais educado? – Perguntei a ele.
- Não. – Respondeu secamente.
Hermes o fuzilou com o olhar. Nico pareceu não se importar, mas até eu (que não estava sendo fuzilada) fiquei com medo.
- Estou vindo para ajuda-los. – O deus falou em tom repreensivo. Ele abriu novamente o sorriso e continuou: — Você vão de barco até as Ruínas.
Nico tossiu.
- De barco? – Indagou. – Poseidon quer me matar, cara! Como vou sair velejando até a Flórida?
- Bem, você precisa guardar energias para enfrentar o que quer que esteja a frente, então, você não poderia viajar nas Sombras. Por terra demoraria demais… Então, Zeus e Poseidon fizeram uma aposta. Poseidon perdeu e teve que dar a vocês seus domínios. – Hermes respondeu.
- O que eles apostaram para Poseidon aceitar em me deixar andar nos domínios dele? – Nico perguntou atordoado. Sinceramente, eu não via nenhum problema.
- Algo que não posso lhe contar. – Revidou Hermes. – E, outra, se pode velejar, nadar, surfar, ou se afogar nos domínios de Poseidon, mas não é possível “andar” nele.
- Ah, tanto faz. – Nico deu de ombros.
- Bem, agradeça então a Poseidon por nos deixar passar pelo mar, Hermes. – Pedi. – Fico realmente agradecida por isso.
Hermes sorriu.
- Oh, sim, Els. Bem, coloque isto aqui na cabine do barco também, ok? – Ele me entregou um pen drive preto. – Eu sei que vocês não sabem como dirigir um barco, pensei que pudesse ajudar. Já esta tudo pronto, você o coloca e o barco segue o caminho que esta gravado neste "pen drive". — Ele fez aspas com os dedos e isso me deixou confusa, mas deixei pra lá.
- Obrigada. – Agradeci.
- Lembre-se disso quando for ao Olimpo, Els. – Hermes balançou a cabeça esperando que eu entendesse o que aquilo significava. Rá! Eu não tinha entendido nada!
- Como assim? – Murmurei debilmente.
Hermes suspirou.
- Não é nada, Els. Nos vemos por aí. – Ele deu alguns passos pra tras e se virou para Nico. – E você, projeto da Morte, será o culpado se alguma coisa acontecer a ela.
- EU? Ela veio porque quis! – Nico tratou logo de se defender.
Fiquei mais irritada ainda. Dei um tchau breve a Hermes e fui indo na direção da praia. Nem mesmo olhei para ver se Nico estava me seguindo.
Andei até o lado direito do cais, onde estavam algumas lanchas e barcos para alugar, daqueles que turistas acham lindos e exuberantes. Sinceramente, preferia Argo ou Princesa Andromeda, sem os monstros, claro. Um dos senhores começou a falar comigo que o melhor barco seria o numero três, um iate perfeito. Ele era bem equipado, tinha um ótimo motor e blá blá blá. No final da conversa que durou quase cinco minutos ele disse que alugar um iate como aquele por um dia apenas chegaria em torno de trezentos dólares. Então, a ficha caiu. Eu não tinha dinheiro mortal.
Minha mente buscou milhões de maneiras de conseguir aquele iate… Até que por impulso levei as mãos até o rosto do individuo e olhei em seus olhos.
- O senhor não se lembra? Eu paguei por aquele iate, fizemos um acordo. O senhor o colocou em promoção para mim, paguei apenas dois mil dólares para ficar com ele por uma semana, já que sou sua cliente mais antiga.
A pupila do homem estava dilatada como se ele estivesse buscando luz para enxergar.
- Sim… — Ele assentiu.
Fiquei imaginando eu e ele conversando sobre preço dos barcos… Que eu já havia ido ali e alugado muitos outros com ele… E as lembranças foram entrando na mente dele. Era a primeira vez que eu fazia isso, mas estava dando certo.
Tirei as mãos de seu rosto e o encarei. Ele levou alguns segundos até voltar ao normal e sorrir para mim.
- Senhora Eleanor! É claro! O iate numero três estava a sua espera. Vou leva-la até ele. – Ele falou acenando para que eu o seguisse. – Um lindo Ferreti 620… — Ele começou a falar do iate novamente e eu fingir ouvir.
O que eu fiz foi uma espécie de… Implantações de memórias. É um pouco mais firme e concreto que a Névoa, porém mais complexo. Mas como manipular a Névoa naquele momento não ajudaria, eu resolvi experimentar um pouquinho do poder da minha mãe. E não é tão difícil. Tenho que fazer de novo! É viciante!
Segui até o meio do cais e avistei o iate. Completamente sofisticado e compacto.
Agradeci ao senhor e pulei no barco. Olhei para trás a procura de Nico e o vi andando na minha direção com um pacote de lanchonete nos braços.
Ele tinha ido até uma lanchonete e eu nem percebera! Ainda bem que ele não me perdeu de vista.
- Pensei que não perceberia minha falta. – Ele disse ainda serio quando entrou no barco.
- Nem reparei. A onde foi? – Perguntei como se não fosse obvio.
- Vamos passar um dia neste barco, talvez mais, fui buscar um pouco mais de comida. – Ele falou.
- E não pensou que poderíamos nos perder? – Revidei irritada.
Ele bufou.
- Mamãe, eu fiquei de olho em você. – Revidou sarcástico. – E, vem cá, o que fez com aquele homem? Esse barco é luxuoso demais pra você ter dinheiro pra pagar… Você tem dinheiro para pagá-lo?
- Não. Implantei memórias falsas no dono. Aí ele acreditou e cá estamos nós.
Eu me virei bruscamente e subi até a parte do controle, onde deveria haver um piloto. Haviam tantos buracos no painel, além daquele volante que me assustava, e eu até fiquei confusa. Então, no fim do painel, vi brilhar o símbolo de Hefesto e encaixei o pen drive na entrada próxima à ele. Não acho que ela fosse a certa, mas depois percebi que poderia ter encaixado em qualquer uma delas. Na telinha do painel apareceu todo o caminho que faríamos até chegar ao litoral da Florida e, então, o mortor ligou.
O barco tremeu e nós começamos a balançar. Voltei para a parte da frente e vi Nico jogando a corda do barco para fora.
- Esse barco foi construído por Hefesto. – Comentei enquanto pegava um biscoito da bolsa. – Deve ser usado por outros semideuses, também.
- Isso explica a compactação e elegância. – Nico falou.
- E o fato de não precisarmos nem mesmo dirigi-lo. Tirando Percy, duvido que semideuses saibam velejar.
Era bom pelo menos trocar palavras com o filho de Hades. Mesmo com um clima ainda tenso.
Peguei minha bolsa e fui até parte interna do iate. Havia uma pequena suíte, com uma cama de casal média e um sofá de dois lugares na frente. Na parede em frente à cama estava a porta do pequeno banheiro e do lado de fora do quarto havia uma sala de estar/jantar. Tudo muito elegante e do meu gosto. Fiquei me perguntando se não tinham construído aquele barco só pra mim!
“Quem sabe…” Uma voz masculina ecoou em minha mente e eu tive certeza absoluta do que pensara.
Coloquei minha mochila em cima do sofá e a garrafa de néctar na mesa de cabeceira junto com algumas outras coisas que a faziam pesar. Coloquei uma bermuda jeans, tirei blusa e coloquei apenas uma camiseta. Depois fui até a parte de cima do iate pegar mais biscoitos para comer. Acabei encontrando Nico deitado em um dos sofás olhando para o céu.
- Não precisamos mesmo dirigi-lo? – Ele me perguntou.
- Não. Aquele pen drive deve ser obra de Hefesto também. Dá uma olhadinha no painel pra você ver. Esta tudo sobre controle.
- Como sabe? – Ele se sentou.
- Por que sei, ué!
Peguei mais biscoitos e fui me sentar em um acolchoado na parte dianteira do barco. Nico me seguiu.
- Ei, Els…
Ótimo, agora todo mundo vai me chamar de “Els”. Aff…
- Que é? – Indaguei. Provavelmente estava com medo dele vir reclamar, então, já me coloquei na defensiva.
- Ah, fala sério! Me desculpa? – Ele foi direto. – Você só queria me ajudar, eu sei. Mas eu fiquei com medo de acontecer alguma coisa.
Ignorei completamente tudo o que ele disse depois de “me desculpa?” e revidei.
- Pedir desculpas não vai ajudar. Dá primeira vez ainda foi Nico… Da segunda desceu, mas é a terceira vez que você vira um estupido e joga a culpa em cima de mim!
Não que a culpa não seja minha. Acrescentei mentalmente. Mas ainda sim, ele precisava fazer todo aquele alvoroço?
- Não que a culpa não seja sua, afinal você veio contra minha vontade. – Ele falou rapidamente como se lesse meus pensamentos. – Mas mesmo assim, acho que não devo brigar com você… Tão a toa.
- Também acho. – Encerrei o assunto.
Ele se sentou ao meu lado e pegou alguns biscoitos. Ficamos em silencio até o Sol se por a pino.
- Olha, antes que você vire um pimentção, vamos lá pra dentro? – Nico falou se levantando.
Me virei para encará-lo e não respondi.
- Ah, qual é, Eleanor. Já pedi desculpas, não te trato mais dessa maneira. E já que você diz que eu vou morrer e que não sei mais o que, porque a gente não aproveita os últimos dias em nossas perfeitas companhias e assiste um filme lá dentro? Claro, isso antes que você vire um pimentão, porque você já esta indo neste caminho. – Disse Nico em um folego só.
- Estou tão vermelha assim? – Indaguei colocando as mãos no rosto. O pior é que elas estavam sujas de farelo de biscoito. Nico caiu na gargalhada.
- Um pimentão com cobertura de farelo de biscoito de requeijão! Deve estar uma delicia! – Ele riu.
- A culpa é sua! – Eu me levantei e limpei meu rosto com a manda da camisa dele.
- Ei! – Ele me afastou. – Você tem problemas? – Ele começou a limpar meu rosto com as mãos e eu apenas fiquei encarando ele. – Que é?
- Nada. – Respondi com um sorriso inocente no rosto.
Ele tirou lentamente as mãos de meu rosto e ficou me encarando também, com um lindo sorriso tímido em seus lábios perfeitos.
Por impulso, me aproximei e ele fez o mesmo. Seus braços rodearam meu corpo e eu me encaixei perfeitamente neles. Mas nossos lábios mal se encostaram (e estou falando literalmente). Pois ao fundo, nós escutamos os gritos. E então fui arremessada para longe dos braços de Nico.
Notas finais
Eu só posto o próximo se chegarmos a setenta reviews... E é melhor chegarmos rapido para eu postar antes da minha viagem, hein?
Beijinhus amores!
PS.: NÃO SE ESQUEÇAM DOS REVIEWS!
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