The Immortal
29 A última scolha
Notas iniciais
Foi dificil, mas eu estava inspirada e faz tanto tempo que eu não posto um capitulo grandão, neh?
Bem, muito obrigada pelos reviews, eu amei! E de certa forma, vocês sabem que eu não conseguiria escrever sem eles... So, thank you.
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Ah, e gentem, que tal lerem uma fic perfa de Heróis do Olimpo? Minha querida leitora tá escrevendo essa: Missing Memories, eu realmente recomendo! Scarlett Salvatore escreve muito bem!
http://fanfiction.com.br/historia/263237/Missing_Memories/
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A NOSSA FIC TÁ ACABANDOOO! OH, NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO
*Enjoy*
Pó... Espíritos e sofrimento: é assim que se resume o Mundo Inferior. Em certas circunstâncias, eu admito, teria ficado feliz em ver isso. Mas agora... Sabendo que a metros de mim Eleanor estava presa e quase morta, essa sensação havia me deixado.
Se eu estivesse apenas sozinho, talvez estivesse mais seguro. Mas o Cetro pesava em minha mão. Pesava de uma forma deliciosamente perigosa. Ele parecia ser mais fácil de usar do que Stygian; e por incrível que pareça ter o poder do primeiro Primordial não estava me deixando apavorado. Ter o Cetro apenas me deixou mais confiante. Embora eu soubesse que aquele poder poderia me transformar em pó. Mas, se isso não aconteceu da primeira vez, por que aconteceria agora?
Que Caos não desperte enquanto eu viva. Quer dizer, será que ele sabe ou sente, afinal ele está dormindo, que eu uso o poder dele? Se bem que a culpa é dele. Quem mandou ser um canibal? Se não fosse, não teria sido preso, Nix não usaria Hécate para despertá-lo e nós não estaríamos aqui. Definitivamente.
Enquanto os espíritos estavam sendo quase controlados por meu pai, os feiticeiros trabalhavam na fresta da cela de Hécate. Era uma reação em cadeia: a fresta dava poder aos feiticeiros e os feiticeiros davam poder a Hécate. Logo ela estaria liberta e seu eu falhasse... Bem, ela teria o Cetro e não queiram saber o que aconteceria depois.
Deixei todos os esqueletos na frente. Afinal, eles já estão mortos, então, não é tão ruim fazer isso. Eu olhava para todos os lados a procura dela... Onde ela estaria? O Mundo Inferior não é um lugar em que se possa esconder uma filha de Zeus!
Feiticeiros começaram a vir pra cima de mim. Não usei o poder do Cetro, usei apenas o cabo dele. Não os matei, mas foi o suficiente pra deixa-lo desacordado até que um esqueleto viesse terminar o serviço. Pelas minhas contas tinham por volta de quase trinta feiticeiros vivos e ativos. Eles tinham uma grande vantagem com a magia, principalmente estando no Mundo inferior, mas os esqueletos não morriam, então, digamos que estavam em uma luta justa. As vezes os espíritos atrapalhavam, mas estes eram o alvo principal de um Hades enfurecido e cansado. E se você pensa que meu pai cansado quer dizer... Acabado, sem forças e com vontade de se jogar em uma cama, amigo, você está muito enganado.
— NICO! O QUE VOCÊ FEZ? – Ele gritou quando me viu com o Cetro. – QUER SER PERSEGUIDO NOVAMENTE?
— Zeus vai querer me matar depois dessa? – Indaguei. – Acontece que eu salvei Eleanor milhares de vezes e ele mesmo disse que tem uma divida comigo. Se eu conseguir escapar de Zeus... Eu escapo do julgamento de qualquer outro deus. O ponto alto é sair daqui com Eleanor. Viva e inteira.
Eu não pensei no ato a seguir. O Cetro simplesmente se levantou e atingiu quatro feiticeiros próximos a mim. Viraram pó antes de um segundo. Confesso que até tive um ataque de riso com a cara do meu pai. Será que alguém duvida que um filho de Hades aguenta o poder de Caos? Que o Primordial tente se levantar enquanto eu estiver vivo: Eu o transformo em pedacinhos.
Com o Cetro na mão, eu começava a me perguntar porque com um poder daqueles nas mãos de um semideus, ainda tínhamos que sofrer por causa dos deuses. Acho que em um dia seria capaz de matar o Olimpo todo! Ou pelo menos ensinarem que seus filhos gostam de ser reclamados e de saberem que os pais estão lá, olhando por eles...
Sim, eu podia fazer isso. Podia colocar os deuses abaixo e trazer os semideuses ao topo do mundo. Não precisaríamos fugir... Poderíamos ter uma família! Isso seria ótimo.
Ao meu lado mais sete feiticeiros foram transformados em pó. A minha gargalhada dessa vez foi pelo fato de eu estar amando tudo aquilo.
— Quatro... Sete... Oras, ainda faltam mais de vinte pra chegar a Hécate. – Falei a mim mesmo. – Que tal aumentar os números?
E novamente a sensação de poder se apossou do meu corpo. O sangue que dava a volta em meu corpo, antes parecia ácido, agora... Agora eu tinha a impressão de ter liquido dourado no lugar dele.
Depois da oitava vitima, eu senti algo me dizer que eu estava indo rápido demais. Eles estavam morrendo rápido demais, e eu estava andando rápido demais.
O próximo feiticeiro que viria me atacar começou a ser riscado por algo invisível. Seu sangue começou a jorrar lentamente, mas a dor que ele sentia o fez se jogar no chão gritando até por cima de todo o barulho das batalhas.
— Hécate, minha cara, quanto tempo.
A deusa tão apreciada nos tempos antigos parecia uma velha de uns setenta anos. Só que um pouco mais acabada. Ela estava sentada em uma cadeira um pouco acabada dentro de uma espécie de caverna, ali mesmo, no extremo oeste do Mundo Inferior.
Havia apenas um feiticeiro ainda vivo. Ele se encontrava ao lado da caverna de Hécate e estava pronto para me matar a qualquer momento. Como se ele conseguisse dar um passo...
Hécate apertou os olhos ao me encarar.
— Usando o Cetro novamente, filho de Hades? Não devia. Posso ver em seus olhos a mudança.
Eu gargalhei.
— Mudança? Que mudança, Hécate? O fato dos polos se inverterem e agora você está com medo do que posso fazer?
Ela se aproximou dos limites da caverna.
Eu tinha tanto nojo dela. Já estava até mesmo me preparando para mata-la. Não importa se a lua vai cair sobre a Terra ou Artemis vai morrer tentando consertar isso. Hécate morreria. E quem sabe com a queda de Artemis o resto do Olimpo não caía também?
— Não, pirralho. – Sua voz não se alterou. – Diga-me, você sabe porque está aqui?
— Pra acabar com seus joguinhos. Trancafiar todos os espíritos em seus devidos lugares novamente. Matar você e seus feiticeiros.
Ela riu.
— E você irá me matar mesmo sabendo que sou o equilíbrio do Mundo grego? Já imaginou o que a falta de magia vai fazer com seu mundinho? A Névoa entrará em colapso, os humanos vão saber de tudo, Artemis cairá junto comigo, levando Selene, que levará seus irmãos e não haverá Aurora ou Sol... E você ainda quer me matar?
— Ainda mais agora sabendo que isso seria uma reação em cadeia. Mas, pode deixar vais er rápido. Tive pena de você, está tão velha pra quem sempre foi uma deusa tão linda. – Falei ironicamente.
Ela suspirou. Mais feliz do que irritada.
— Afrodite me tirou a beleza ao me trancafiar aqui. Pelo fato de que eu separei seu casal preferido... – Ela riu. De repente algo dentro de mim esmagou meu coração. – Pois é, Nico. Desde que começou a usar o Cetro, há quarenta e oito minutos atrás, quantas vezes pensou: eu estou aqui para salvar Eleanor? Ah, e eu preciso lhe dizer, você demorou demais pra matar meus feiticeiros... Quarenta e oito minutos? Você podia ter feito em dois e sabe disso, porque foi assim que começou.
Não dei resposta. Meu sorriso desapareceu e o anel em meu bolso voltou a pesar.
Hécate riu, vitoriosa.
— Era essa a mudança. O poder lhe subiu a cabeça. E eu acho que devido ao tempo gasto com sua chacina... Eleanor está a quarenta e oito minutos mais perto do fim.
— Onde ela está?
— Pensa que irá salvá-la de seu fim trágico?
— Ela não vai morrer tão facilmente quanto imagina... Ela é forte demais.
Novamente, Hécate riu. Sua risada me cortava os ouvidos e fazia todo meu corpo se arrepiar.
— Temos muito que tratar. Mas pode deixar, morte seria muito pouco pra vocês dois.
Enrijeci. Esqueci-me por completo do peso do Cetro em minha mão. No fundo de minha mente, algo ainda gritava pela morte de Hécate, mas fora a queda de tudo além dela... Eleanor também morreria.
— O que vai fazer com ela?
— Vamos ver se a filha da deusa da memória supera o Rio Lete.
Engoli seco.
— Hécate... Não faça isso. Eu vou matar você se o fizer.
— Vá em frente, então! Mas, ao mesmo tempo em que lhe trago essa noticia ruim, tenho uma proposta: me solte. Em troca, lhe darei Eleanor. Mas, se também me der o Cetro, lhe darei uma maneira de ficar com sua amada. Eu acredito que com a segunda opção você vai ganhar mais.
— E eu nem imagino o que aconteceria se lhe desse o Cetro. – Resmunguei.
— Tenho certeza de que sua imaginação não é tão fértil.
— E se eu não fizer nada?
— Eleanor esquece tudo. Será morta pelo primeiro monstro do lado de fora deste lugar. Você vai ser perseguido por fazer a queda do Olimpo e bum... Estará morto, sofrendo punição eterna.
A deusa me encarava a espera da resposta. Sua fraqueza transparecia em seus olhos fundos. Como ela podia ser tão burra ainda é um enigma.
Um plano quase perfeito já se formava em minha mente.
— Eu lhe darei o Cetro. Te libertarei. Mas você me dará Eleanor.
Ela sorriu.
— Jure.
— Eu juro pelo Estige que lhe darei o Cetro quando te libertar. E você tem que me dar Eleanor. Com memória e o que diz ter para ficarmos juntos.
Ela sorriu vitoriosa.
— Eu juro pelo Estige em seus termos, filho de Hades.
— Agora, onde está Eleanor?
— Bem, já que você jurou não há porque não te falar. – Ela chamou seu feiticeiro. – Pegue a garota em minha casa.
Sorri ao ouvir isso. Meu coração voltou a bater normalmente e eu me senti até aliviado.
— Qual é o segredo, Hécate?
— Me liberte.
— Eu jurei. Me diga o segredo e farei o que disse.
Ela me encarou, e não cedeu. Ergui o Cetro e aumentei a fresta de seu poder. O suficiente para coloca-la no devido lugar. Ela suspirou.
— Diga a Melinoe que quer o livro de Hebe. Ela irá dá-lo a você, já que está com o Cetro. Você tambem vai precisar disso.
Com as forças um pouco mais renovadas, ela fez aparecer em sua caverna um pequeno vidro e o encheu com seu sangue.
— O feitiço é antigo. Pouco conhecido, nem mesmo é usado. É preciso do Cetro para fazê-lo, além do meu sangue. – Contou. – Já cumpri minha parte. É melhor você fazer a sua antes que o Estige venha caçá-lo. – Ela disse como se tivesse vencido a guerra.
A fresta que abri, começou a se fechar. Hécate nos três primeiros segundos não percebeu, apenas continuou falando:
— Não pensei que fosse tão fácil.
— Não pensei que fosse tão burra. — Eu soltei a frase sem querer.
Ela me encarou com os olhos quase saindo de órbita. Começou a ficar ainda mais ofegante.
— O que está fazendo? Temos um trato!
— Primeiro: estou te colocando para dormir por um bom tempo. Segundo: Eu disse que lhe daria o Cetro quando te libertasse. Eu não vou te libertar. E bem, você devia ter percebido, as minhas condições não fizeram sentido algum.
— Vá em frente, me mate, menino tolo. – Ela caiu sobre os joelhos com a mão esquerda no pescoço.
— Não disse que vou te matar, sua louca! Vou te colocar pra tirar uma soneca. E vejamos... Quais serão seus sonhos...?
— Vou coloca-la em algum lugar longe de todos. – Meu pai disse quando finalmente viu o que eu tinha feito.
— Orgulhoso do filho que tem? – Indaguei.
— Não force. Ainda estou irritado com você por ter me traído.
— Veja isso como um pedido de desculpas.
Ele deu um meio sorriso e assentiu.
— Pedido de desculpas aceito. Onde está Eleanor?
— Perto do Rio Lete. Preciso ir pra lá o mais rápido possível, o feiticeiro já deve ter sentido o que aconteceu com Hécate.
Meu pai assentiu e tocou minha testa. Foi como viajar nas sombras, só que mais instantâneo e não usei minhas forças.
— Nico! – A voz de Eleanor foi a primeira coisa que ouvi ao voltar a mim. Em seguida, um gemido de dor.
A garota mais linda e poderosa que já vi, lutava com todas as suas forças com o feiticeiro. Enquanto ela lhe lançava raios, ele lhe lançava esferas e objetos que saiam de dentro da casa de Hécate, lugar onde Eleanor estava presa. Provavelmente, tinha algo contra seu pode lá dentro. Mas, como eu disse a Hécate, ela é forte demais para deixar apenas quatro paredes e um feiticeiro impedi-la de sair do Mundo Inferior.
Novamente, foi como se o Cetro se movesse sozinho: o feiticeiro foi jogado para trás com força, caiu e uma luz andou até ele e o consumiu até virar pó.
— Onde estão os outros capachos? – Eleanor me perguntou. – E Hécate?
— Mortos. E Hécate também, tecnicamente.
— O QUÊ?
— Ela está dormindo. Pra sempre. E sofrendo. Tambem pra sempre.
Finalmente ela parou de encarar o pó do feiticeiro e se virou para mim. Haviam marcas de luta por todo seu corpo que estava exposto; ela usava apenas um short de malha totalmente rasgado e uma camiseta cheia de sangue que eu tinha certeza que era dela.
— Graças a Deus eles estão mortos.
Não, ela não disse “eles”. Ela disse algo muito pior que não merece ser descrito aqui. Acabei sorrindo. Era a primeira vez que a via falar algo do tipo.
— Peço a você que controle sua boca. – Falei com autoridade.
Ela sorriu. Suas bochechas cortas e sujas ficaram ainda mais destacadas.
— E você é quem pra me pedir isso? – Ela fingiu estar brava.
— Sou quem esta adiando sua morte. – Devolvo.
— Não sabia que se lembrava do nosso primeiro diálogo. – Ela disse cabisbaixa.
— Ai, já vi que você é insuportável. – Respondi.
— Já entendi, você se lembra. – Ela começou a abanar as mãos, mas parou quando as queimaduras começaram a arder. – Pode me levar embora?
— Agora, não.
— Nico...
— Espere apenas mais um minuto. Eu já volto pra terminarmos a conversa.
Antes que ela dissesse algo eu corri até sua antiga prisão e viajei nas sombras até onde Melinoe ficava. Ela já me esperava com um livro na mão.
— O feitiço não é pra você. – Ela foi direto ao ponto e me entregou o livro. – Se se desconcentrar, o Cetro corre o risco de explodir. Não pode haver erros, é um feitço complexo. Nunca foi nem tentado, já que ninguém nunca ousou usar o Cetro...
— Funciona? – Eu a interrompi.
— Você corre o risco de devolver a ela todos os anos de uma vez só... Mas, se o fizer corretamente... Dará certo. Tome cuidado e boa sorte.
Eu tinha a solução... Pela primeira vez desde que conheci Eleanor tive realmente esperança...
Agora, o ponto era o que sentimos realmente ser verdadeiro...
Sorri educadamente para Melinoe e peguei o livro. As sombras me engoliram e eu fui levado novamente para Eleanor.
— O que é...
— Se lembra de quantas vezes nos encontramos depois que nos separamos nas Ruínas? – Eu a interrompi.
— Uma vez.
— E eu lhe devolvi o papel. Só não fiz o mesmo com o anel porque jurei a mim mesmo só fazê-lo quando tivesse alguma outra coisa que pertencesse a você pra substituí-lo. Queria ter algo que me fizesse lembrar de você.
Eu peguei o anel em meu bolso e me aproximei dela. Não havia joia nenhuma em seu corpo. Ela estava suja, machucada, com a dor transbordando em seus olhos, mas ela continuava linda.
— Durante esse ano, tenho certeza de que nada mudou pra você, assim como não mudou pra mim. Estou certo?
— Sim. Mas o que está fazendo?
— Eu lhe prometi que lhe devolveria o anel. No fundo foi ele quem me manteve vivo pra esse dia.
Ela balançou a cabeça e me encarou como se eu fosse louco.
— Vai me pedir em casamento no estado em que estamos?
— Não, Eleanor! Caramba, eu estou com o maior problema aqui pra falar isso e você fazendo piada? Cadê a garota certinha?
— Morreu quando você me deixou. – Ela fez bico. Não acredito! Ela fez bico!
— Mas eu voltei. E não jogue na minha cara, não tenho culpa de você ser imortal.
— E do que adianta você ter voltado?
Suspirei.
— Você ainda me ama?
— Como? — Ela indagou perplexa.
— Me ama o suficiente para abrir mão da sua imortalidade?
Notas finais
Se tiver algo errado me avisem, ok? Estou morta de sono, então, eu não consegui revisar.
Gostaram? Amaram? Vomitaram? Odiaram? Respostas na caixinha sexy aí embaixo!
xoxo
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