The Immortal
25 A pior reunião olimpiana
Notas iniciais
A escola me atrapalhou de novo, mas é meu ultimo ano e eu quero tirar notas ainda mais perfeitas, então, anda sendo raro me encontrar escrevendo ou lendo essa semana. Fora que eu tenho curso, Pilates e, claro, minha cama.
Até o começo de setembro vou estar atolada em trabalhos, só vou poder postar uma vez na semana, ok? Espero que não me matem!!!!! Devo postar quarta ou quinta, sim?
Capitulo hiper maga ultra power dedicado a minha amiga, Mariana, que está escrevendo uma fic comigo e disse que eu escrevo super beeem ~teamo~
*Enjoy*
Não acreditei quando o vi. De repente tudo tinha voltado e... Cá estamos nós: frente a frente novamente.
— Nico? – Indaguei. Não, Perséfone!
Ele apenas me encarou com ternura. Oh, deuses, ninguém nem imagina o que senti em todo aquele tempo! O quanto quis ficar ao lado dele nestes últimos dias... O quanto desejei poder viver só com ele... Impossivel. Idiota. Estupido. Mas quando o vi no salão... Meu coração pareceu bombear ácido por minhas veias.
Ele deu um sorriso torto, mas no momento em que diria algo, Zeus pigarreou.
— Eleanor o que esta fazendo aqui? – Ele perguntou.
Demorei quase um minuto para me recompor e olhei para Zeus.
— Eu... Vim para brigar com você. – Eu falei.
Zeus bufou.
— Depois conversamos. – Ele disse displicente.
— Não! – Eu me aproximei. – Por que não me disse que May era sua filha?
— Essa garota na história de novo. – Hera reclamou.
— Não dirigi a palavra a você, Hera. – Eu lhe lancei um olhar mortal. Pelo canto do olho vi Nico alargar o sorriso, orgulhoso provavelmente.
— Zeus, controle sua filha! – Hera quase gritou.
— Eleanor, por favor...
— Não me vem com essa de ser educada, pai. – Eu disse entredentes.
— Eu não ia dizer isso. Quer saber? Vou manda-la embora de uma...
Com a graça dos deuses (ou o resto dos deuses que não estavam presentes ali) meu pai foi interrompido uma figura maligna, feia e sinistra que apareceu ao meu lado no salão. A feiura quase me jogou longe, mas tentei não me concentra nisso.
— Ótimo! Mais gente! – Resmungou Dioniso.
— Olá, queridos deuses! – Melinoe disse sarcástica.
— Aaahhh, o que você está fazendo aqui, Melinoe? – Nico indagou tão desanimado quanto Apolo, que quase vomitara com a presença da deusa.
— Olá, di Angelo. Seu pai mandou dizer que não está bravo com você. Ele disse que te entende. – A deusa mais estranha de todos os tempos se virou para meu pai. – Senhor Zeus, eu vim lhe trazer um recado do Mundo Inferior. Hécate estará pronta para partir para a prisão.
— Hécate não está morta? – Indaguei surpresa.
Melinoe olhou para mim com uma expressão deprimente.
— Ela não pode ser morta.
— Por que não?
— Por que ela destruiria o meu equilíbrio. – Respondeu Artemis.
Olhei para minha deusa favorita. Sim, eu adorava Artemis mais que Hera!
— Como assim?
— Ela também é uma deusa da lua. Sem ela não há equelibrio entre as fases... É como quebrar a perna de uma mesa. Vamos nos desequilibrar e ruir.
— Ah, entendi. Isso é ruim...
— Nem tanto. – Melinoe falou. – Acontece que Hécate está presa e... Obediente.
Eu não sei se a intenção era essa, mas o olhar que Melinoe lançou a Nico não foi nada discreto.
— Eu adoraria saber o que acontece lá em baixo. – Reclamou Zeus reparando na troca de olhares.
Melinoe o encarou por um longo período.
— Devo lhe contar? – Ela perguntou em tom de desafio.
— Com certeza. – Zeus revidou no mesmo tom ameaçador.
— Melinoe... – Interviu Nico.
Tive que me esforçar para não olhar pra ele, porque se o fizesse não saberia parar... Mas ele estava tão perto... Tão perto quanto estivera neste ultimo ano... Um ano! Havia um ano que não nos víamos! Eu precisava falar com ele! Mas como? Se talvez o esperasse sair... O seguisse...
Um raio cortou o céu do lado de fora e percebi o quanto estava nervosa. Saí de meu transe e encarei os deuses que me olhavam como se eu fosse louca.
— Me desculpem pelo raio. – Pedi.
— Pensei que tivesse controlado essa sua coisa aí dentro. – Poseidon falou.
— E você fica me espionando? – Indaguei com frieza, mas me arrependi logo em seguida. – É que... Eu tenho toda essa coisa de concentração, entende? Eu meio que me divido em duas partes: uma se concentra e a outra age normalmente. Mas depois do que passei com a May hoje nenhuma das duas funciona. Mas continuem, estou adorando ficar aqui! – Acrescentei abando as mãos.
— Finalmente ela saiu dessa coisa chata de ser certinha! Essa menina mudou. – Disse Apolo.
— Obrigada, Apolo.
— Acho que não foi um elogio. – Artemis interviu.
— Claro que foi! Ela é minha irmã favorita agora. – Ele me lançou uma piscadela. Qualquer garota teria morrido em meu lugar, mas convenhamos, eu só tinha olhos para uma pessoa ali dentro e não era Apolo.
— Melinoe, me conte sobre essa coisa aí. – Zeus disse tentando ignorar os comentários intermediários e desviados.
— Melinoe, me poupe, por favor. – Nico pediu. O "me poupe! nesta frase foi algo do tipo "me deixe viver", só pra deixar claro.
— Desculpa, di Angelo. Mas Zeus é o maioral. – Melinoe se decidiu.
— Só porque você esta aqui em cima. – Nico justificou. – Se estivéssemos no Mundo Inferior você sairia rolando no primeiro olhar que eu lhe desse.
A cena a seguir foi hilária: Uma deusa fantasma muito estranha... CORADA! Pois é, Nico a fez corar! Eu tive que me segurar pra não rir.
— Há duas semanas houve uma fuga de espíritos dos Campos de Punição. – Melinoe começou. Nico pareceu querer dar um passo para trás, mas a deusa o impediu dizendo: – Nem tente sair daqui, di Angelo. Voltando ao assunto... Nessa quase fuga, alguns serviçais de Hécate tentaram soltá-la de meu domínio...
— Você não a estava ajudando? – Perguntei.
Acho que todo mundo já sabia dessa parte, porque bufaram e me olharam com uma cara terrível. Finalmente, com nenhuma vontade, Athena me respondeu:
— Melinoe foi obrigada.
— Sim... Posso continuar? Bem, Hécate quase conseguiu fugir. Não fosse o filho de Hades, estaríamos completamente... Ferrados.
— E o que foi que o garoto fez de tão especial? – Meu pai perguntou entediado.
Melinoe sorriu friamente.
— Ele usou o Cetro.
Confesso que até eu senti minhas pernas tremerem. Eu não resisti e encarei Nico. Para minha surpresa, o encontrei me olhando de uma forma cativante. Parecia estar fazendo aquilo a tempos.
Zeus se levantou, mais aflito que irritado, e berrou:
— Você usou o Cetro de Caos?
E aí pareceu que a ficha de todos caiu: Apolo quase desmaiou em cima de Hefesto e foi chamado de gay por Dioniso, Poseidon engasgou, Hermes ficou branco até as entranhas, Artemis começou a reclamar que homens só davam problemas, Athena ficou perplexa, Afrodite borrou o batom que passava, Ares teve uma crise de risos e Demeter derramou cereal. A unica que não teve reação foi Hera. Aquela vaca em forma de gente... Pior madrasta de todos os tempos!
— Isso é impossível. – Athena disse.
— Jason Grace viu minha verdadeira forma e nem por isso morreu, ou secou, ou queimou... – Hera disse. — O Cetro não é grande coisa.
— Estamos falando do Cetro de Caos, Hera! – Zeus se sentou de novo no lugar, mas estava tão branco que era quase impossível. – Como conseguiu, garoto?
— Eu... – Nico estava tentando achar uma desculpa, era fato. – Quer saber? Eu vi aquele bando de fantasma se “batendo”, tentei controla-los, mas não deu certo. O Cetro estava a menos de dez metros, eu o peguei e bum! Acabou tudo. Depois eu vi o que tinha feito e usei para controlar Hécate. Não sei o que o Cetro fez com ela, só sei que ela consegue me obedecer e daria a vida por isso.
Eu arregalei os olhos. Minha memória é melhor que a fotográfica, então, me lembrar do porquê não se poder usar o Cetro de Caos foi fácil, porém, Athena resumiu uma longa história:
— É impossível. Você não aguentaria o poder do Cetro. Ele é o próprio poder do Caos. E Caos...
— Caos é o Caos. – Interrompeu Demeter. – É o criador de tudo. E tudo vem do Cetro. Como pôde conseguir usá-lo, garoto?
— Eu... Não sei. – Nico confessou. – Eu estou ferrado, não é?
Eu também me fazia essa pergunta. Na verdade, ela estava na lista, mas a que me irritava era: por que Nico ainda esta vivo? Ele não podia estar... Quer dizer, estamos falando do maior poder do mundo correndo nas veias dele neste exato minuto! O Cetro guarda o poder de Caos. Consequentemente, nós temos nele o poder da criação... Temos o poder de completamente tudo e todos dentro daquele negócio. É por isso que ele vive escondido, e é por isso que os deuses odeiam o Nico ainda mais: um semideus não deveria guardar este bem precioso; o poder que poderia tirar a imortalidade dos deuses e de qualquer ser, que poderia destruir meio mundo e em seguida o resto... Acho que deu pra entender.
Agora, como Nico conseguiu usá-o sem se explodir eu não faço a mínima ideia. Não havia ninguém que pudesse contar o que aconteceu com o ultimo semideus que o fez... Se é que alguém o fez.
— Não, você não está ferrado. – Zeus negou.
Ares se recompôs.
— Vocês acham que é verdade o que esse menino fez? – O deus indagou. – A decadência da inteligência está...
— Ares! – Poseidon o calou. – As coisas são piores que imaginávamos. – Ele se virou para Nico: — Como você pode causar tantos problemas? Infelizmente, acho que matá-lo não é a solução.
— E porque não? – Indagou Hefesto.
— Por que ele ainda saberia onde esta o Cetro, e a inda teria poder para dominá-lo. – Respondeu Athena. – Até mesmo fantasmas podem fazê-lo.
— Eu aconselharia a não mexer com o garoto. – Comentou Hermes. – Temos uma divida com ele desde a guerra contra Cronos, agora tem essa coisa de desafiar o pai dele só para proteger May... E ele poder usar o Cetro o torna mais perigoso que até Nix. Ah, é, não podemos esquecer que ele também ajudou a detê-la.
— Cale a boca, Hermes! O garoto vai se achar o máximo! – Ares interviu.
— E ele é. – Afrodite revidou. – Eu concordo com Hermes. Deixe o garoto ir. Eu vou tratar de protege-lo do pai, caso Hades se... Revolte.
— Você? Proteger alguém? – Indagou Hefesto.
— Pode deixar que Hades não irá atrás do filho. Ele se arrependeu do que fez e esta de acordo de que apenas irá atrás da filha mais nova de Zeus quando ela estiver fora dos limites do Acampamento e que não machucará mais semideuses nenhum. – Melinou contou.
— Duvido que foi com estas palavras. – Resmungou Demeter. – Aquele troglodita!
— E não foi mesmo. – Melinoe confirmou. – Eu diminui os palavrões, as maldições e dei sentido as palavras.
— Di Angelo... – Zeus o chamou. – Pode ir. Não iremos incomodá-lo novamente. – Como doía para ele falar isso! – E se pudermos ajudar em alguma coisa...
— Eu vou deixar meu pedido pra mais tarde. – Nico disse rapidamente. – Então, foi só pra essa conversa maluca que me chamou?
Zeus suspirou e o encarou.
— Não pense que conseguir usar o Cetro e saber onde ele está faz de você um herói. Na verdade, faz de você um perigo ambulante. Tome cuidado. Peça desculpas a seu pai e decida seu caminho logo, você já está ficando velho. E... Obrigado. Por salvar May.
Nico sorriu presunçoso.
— Pelo menos a língua não caiu, pai. – Disse Apolo. Zeus soltou raios do lado de fora.
-Cale a boca, Apolo!
— Tudo bem, tudo bem... Acho que essa reunião já deu o que tinha que dar. Artemis já está na sua hora, vamos logo.
Os dois desapareceram, assim como Dioniso, Hera (que quase me matou com aquele seu olhar) e Demeter.
— Bem, Zeus... — Melinoe falou. — Era só isso. Hécate será levada amanhã ao nascer do Sol até a prisão, com a ajuda do filho de Hades que é indispesável. Até mais.
Ela desapareceu e logo depois mais um punhado de deuses.
— Aos que ficam um beijo. — Afrodite desapareceu também e deixou sua fumaça rosa e o cheiro de perfume de grife pra trás.
Apenas Nico, Zeus e eu restamos no fim. Meu pai suspirou várias vezes antes de se virar para nós.
— Não era para ter acontecido nada disso. — Disse ele. — Eu apenas queria discutir sobre o que aconteceu hoje com Nico e... Tudo isso aconteceu... É um pouco demais. E, Nico, é melhor tomar cuidado. O Cetro está bem guardado?
— Sim, senhor. Eu vou voltar ao Mundo Inferior e irei refazer as barreiras...
— Deixe. — Zeus interrompeu. — Seu pai poderá cuidar disso. Digamos que eu vou... Conversar com ele sobre você continuar guardando o Cetro. Você já fez muito por nós. Este será meu "obrigado" a você.
— E os outros deuses?
— Eles não vão chegar perto do garoto que usou o Cetro de Caos. Você é unico semideus da história a fazer isso, garoto. E se tentarem chegar perto de você, eu lhe dou liberdade de usar o Cetro. Ele agora vai responder a você, onde quer que esteja ele virá até você se pedir.
— Obrigado, Zeus.
Meu pai assentiu e se virou para mim:
— Ainda vai brigar comigo? – Indagou ele.
— Não. – Respondi. – Não mais. Mas quero que a reclame. E de um jeito especial. Se não, eu vou voltar e não vou ser legal.
Ele se virou para Nico e os dois se encararam por um longo tempo até finalmente meu pai desaparecer e me deixar sozinha com Nico.
Notas finais
Não sei porque, mas eu amei escrever este capitulo enquanto escutava Time Bomb do All Time Low! Eu me viciei nessa musica, não paro de escutá-la e este e os próximos capitulos foram meio que inspirados nela! Hahaha
Enfim, mandem-me reviews! Não se importem com o tamanho, ok? Mandem bastaaaaaante reviews e quem sabe eu não escrevo este fim de semana?
xoxo
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